Notas iniciais
Oi amores como eu toem falta com vocês vou postar mais três capítulos ok e espero ganhar recomendações kkkkkjá que eu sou boazinha com vocês, vocês vão ser boazinhas comigo kkkk

Rosalie estava dentro do escritório e olhava curiosa para o irmão que terminava uma ligação de negócios. Ele girava uma caneta preta entre os dedos, com um Cullen CEO gravado no corpo do objeto preto com detalhes em ouro. Edward falava com o olhar perdido em algum ponto fixo do escritório. Voltara a ser o empresário sério e bem sucedido após ficar uma semana na mansão com a esposa quase vinte e quatro horas por dia, saindo apenas algumas poucas vezes para ir até a empresa para assinar alguns papéis importantes. Quando ele terminou a ligação, olhou para a irmã curioso com a visita.

– O que a traz aqui, Rosalie? – perguntou deixando a caneta sobre um papel em cima da mesa.
– Eu tive que vir à empresa por conta de um trabalho e decidi passar na sua sala para perguntar pessoalmente como Bella está.
– Ela está bem. – recostou-se na cadeira presidencial – A saúde está boa, os bebês estão crescendo bem e ela está aos poucos superando o trauma que sofreu. Amanhã vamos ver a casa que pretendo comparar em Scarsdale.
– Eu acho um ótimo lugar para vocês morarem com as crianças. – ajeitou a bolsa sobre o colo – Bella precisa de um lugar mais tranquilo.
– Eu sei. E ela concordou que devemos nos mudar.

– E recuperaram o dinheiro depois que encontraram o responsável pelo sequestro?
– Sim. Na mesma hora me foram entregues as maletas, mas eu sinceramente não estava nem um pouco preocupado com isso. Se não recuperassem, eu não ia me importar. O único que me interessava era saber se Bella estava bem.
– Entendo. Já que estamos falando sobre ela, quero te dizer uma coisa. – olhou-o com os grandes e perspicazes olhos azuis – Acho que você está totalmente apaixonado por Bella.
– O quê? – arregalou os olhos. Se estivesse bebendo algo teria se engasgado naquele momento.
– Estou falando sério, Edward.
– Você só pode estar louca, Rosalie. – levantou-se se sentindo um pouco nervoso e foi até uma mesa no canto da sala encher um copo com uísque.
– Edward, qualquer um que o visse durante o sequestro de Bella diria que você está louco por ela. Não acha que aceitar a gravidez e mudar o contrato não foi uma prova de que você quer estar com ela e não tem a intenção de se separar?
– Rosalie, o que aconteceu foi que decidi que a gravidez pudesse ser algo positivo para minha imagem. – bebeu um grande gole – Não estou apaixonado, só fiquei nervoso durante o sequestro. É óbvio! Era a vida de Bella e dos bebês que estavam em jogo.
– Edward, mesmo preocupado, você agia de um jeito que realmente demonstrava que estava apaixonado. Quando você chegou com Bella nos braços, seu semblante era de como se estivesse carregando o maior tesouro. Eu te conheço, meu irmão.

– Você não está falando coisa com coisa. – terminou de beber o uísque e colocou o copo sobre a mesinha – Só estou cumprindo meu papel de marido. Terminando o contrato eu e Bella vamos voltar as nossas vidas de solteiros e ponto final.
– Tudo bem. – deu de ombros e se levantou – Você é muito cabeça-dura. E a propósito... – sorriu – Você a chamou de “meu amor” ao telefone no dia do sequestro.
– Foi impulso, Rosalie. – voltou para seu lugar – Agora preciso trabalhar.

Bella estava em casa recostada na cama acomodada enquanto lia um livro. Estava sentindo falta de Edward, queria que ele chegasse logo, mas ele tinha uma reunião demorada para decidir o novo funcionário que ocuparia o cargo que havia ficado vago na empresa. Fechou o livro e colocou-o sobre o criado mudo e pensou sobre a oficina de jovens que ajudara com a doação. Sentiu vontade de ir até lá, mas não queria sair de casa sozinha. Lembrou-se do segurança que Edward contratara para acompanhá-la. Chamava-se Embry Colin, trabalhava como segurança na Cullen Publishing House e fora contratado especialmente para trabalhar pessoalmente para o chefe. Bella faltou às aulas de culinária, mas pretendia voltar na próxima semana. Queria convidar Alice para ir ao shopping e comprar com ela algumas roupinhas para os bebês. Agora que sabia o sexo deles, ficava mais fácil fazer as compras. Tinha que pensar na decoração do quartinho, mas precisava decidir com o marido quando iriam se mudar, caso ficassem com a casa, porque o quarto dos bebês precisava ser decorado e tinha de saber se iriam fazer isso logo na casa nova e não na atual.

Ouviu o barulho da maçaneta e olhou com expectativa para a porta. Edward surgiu vestindo seu terno cinza-chumbo, com gravata de seda listrada nas cores cinza, preto e branco. Estava excepcionalmente sexy, com os cabelos um pouco desalinhados e o olhar profundo e brilhante. Olhou-a com atenção, como se estivesse avaliando seu estado para concluir se ela estava bem ou não.

– Chegou cedo. – disse vendo-o afrouxar a gravata.
– Resolvi não perder muito tempo na reunião, queria vir para casa para falar com você. – soltou a gravata, jogou-a sobre a poltrona e aproximou-se da cama abrindo os três primeiros botões da camisa.
– Conversar comigo? – sentou-se ereta – O que aconteceu?
– Quero falar sobre duas coisas. – sentou-se na beirada da cama – Em primeiro lugar, o responsável pelo seu sequestro estava envolvido em uma quadrilha com o mesmo homem que roubou a empresa: Billy Black.
– Meu Deus! – colocou a mão sobre a boca espantada.
– Eles estavam montando um esquema, queriam todo o dinheiro para abrir uma empresa para lavagem de dinheiro. Por sorte isso já foi resolvido.
– Fico feliz que esse problema esteja solucionado. – piscou com seus longos cílios – E a outra coisa que queria me falar.

– Quero te levar para uma viagem.
– Uma viagem? – olhou-o surpresa – De negócios?
– Não, Bella. Uma viagem nossa. – colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha – Depois de tudo que aconteceu, queria te levar para Cancún pra relaxarmos por uns quatro dias.
– Será que vou poder? – acariciou a barriga por cima da blusa – Precisamos falar com a Dra. Jane.
– Ela te liberou, disse que um pouco de sol e uns dias longe de tudo te farão bem depois de todo o estresse.
– Quando você falou com ela?
– Hoje de manhã liguei para o consultório enquanto estava na empresa. – respondeu olhando-a nos olhos – Que tal?
– Você já tomou todas as providências pra me convencer a viajar, né? – sorriu – Quando vamos?
– Talvez semana que vem. Primeiro precisamos ver a casa, se gostarmos e decidirmos comprá-la, precisamos definir o projeto de reforma com um arquiteto e deixar algumas coisas encaminhadas antes da viagem para acelerar o andamento.
– Reforma?
– É, caso a gente ache que precisa mudar alguma coisa. – aproximou-se dela e lhe deu um selinho demorado – Vou tomar um banho. – levantou-se – Já jantou?
– Não. Estava te esperando.
– Então logo descemos para jantar. Não demoro.

A manhã do dia seguinte começou com o tempo um pouco ensolarado, mas com nuvens que algumas vezes bloqueavam a luz do sol. Bella estava no banco do carona enquanto a Mercedes cruzava as ruas tranquilas e menos movimentadas de Scarsdale. Edward dirigia usando um óculos de aviador, camisa de mangas longas da cor marfim, modelando os músculos e uma calça jeans escura. Bella colocara seu vestido florido amarelo e uma jaqueta com de tijolo por cima, com sapatilhas de couro creme. Estava adorando o lugar, era bem residencial, arborizado e com certeza Edward tinha razão em querer se mudar. Aquilo não se comprava à loucura da cidade de Nova York.
Edward foi parando o carro em frente à uma mansão de muros altos de pedras com um portão de ferro preto. Um carro vermelho estava parado logo à frente e Bella imaginou que se tratava da corretora. Edward desligou o motor e ele desceu do veículo para abrir a porta para a esposa. Ela segurou à mão dele e caminhou ao seu lado sentindo a mão firme em sua cintura. A corretora desceu do seu carro usando belos sapatos de salto vinho, uma calça social preta e uma blusa de seda cinza por baixo de um terninho que fazia conjunto com a calça. Tinha cabelos loiros bem lisos na altura dos ombros e um batom exageradamente vermelho nos lábios.

– Bom dia, Sr. e Sra. Cullen. – ela cumprimentou-os, mas seu olhar estava endereçado apenas a Edward.
– Bom dia, Vera. – Edward a cumprimentou e virou-se para Bella – Querida, essa é Vera Marshall. Ela vai nos mostrar a casa.
– Muito prazer. – Bella cumprimentou-a por educação, mas não estava gostando da forma com que aquela mulher olhava seu marido.
– Igualmente, Sra. Cullen. – ela desviou o olhar rapidamente para em seguida pousar novamente em Edward – Podem que acompanhar.

Vera abriu o portão e deixou que ambos entrassem no grande terreno. Era amplamente decorado com grama e palmeiras, um caminho de pedras em subida que levava até uma garagem na latral da propriedade que parecia caber cerca de quatro carros. A mansão ficava um pouco acima do nível do portão e dava uma bela vista de Scarsdale. A propriedade era exageradamente grande. Tinha uma linda piscina com espaço para espreguiçadeiras e mesas de café da manhã. Uma piscina menor estava anexa e com certeza era reservada para crianças. Bella achou linda a visão de fora da casa, tinha paredes brancas, janelas e portas da mesma cor, todas em vidro liso e na entrada havia duas colunas brancas em modelo grego. Tinha dois andares, varandas no que deveriam ser os quartos, um quintal bastante arborizado e muito bem conservado. Aquela mansão deveria ser uma fortuna, seu estômago se revirou ao imaginar-se morando naquele lugar por um tempo. Olhou para Edward que havia tirado os óculos escuros e olhava para a mansão com olhos avaliadores. Pensou no dia em que teria de deixá-lo e o pensamento a fez olhar pra baixo. Não podia confessar que estava apaixonada e muito menos sonhar com um final feliz. Suspirou um pouco triste, mas foi distraída daquele sentimento ao ouvir a voz rouca do marido.

– É um belo lugar. O que achou, querida? – ela levantou o olhar e viu que ele a olhava esperando ansioso por uma resposta.
– É realmente lindo! – desviou o olhar para a mansão – É enorme!
– Sim. – confirmou balançando com a cabeça – Vera, podemos ver o interior agora?
– Claro que sim.

A loira se adiantou rebolando exageradamente em uma tentativa de chamar a atenção de Edward, mas este estava preocupado em verificar seu iPhone para saber se havia alguma chamada. Ele voltou a guardar o aparelho no bolso e Bella enlaçou o braço com o dele de maneira possessiva deixando-o um pouco curioso. Vera abriu a porta de entrada e assim que entraram, Bella notou que o hall bastante iluminado, com paredes com texturas em um cinza claro que lhe lembraram fumaça, contrastando com faixas brancas. O piso era também branco com alguns pisos quadrados da cor preta em cada uma das junções.

– Como pode ver, Sr. Cullen, as escadas são em mármore e o pisco em porcelana. – disse Vera mais uma vez se dirigindo à Edward como se ele fosse o único ali.
– Essa mansão tem que agradar à minha esposa. – ele disse e Bella sorriu por dentro – O que achou da entrada, querida?
– Muito bonita. Gostei da escada em curva com o corrimão em preto. Ficou um contraste bonito. – disse agarrada ao braço dele.
– Eu também gostei desse detalhe.
– Que bom que gostaram. Agora vamos até a sala de estar, acho que vão adorar a vista. – Vera saiu batendo os saltos contra o piso e o casal a seguiu ficando cada vez mais curioso.

As paredes da sala de estar eram marfim e o cômodo bastante amplo. Na parede do centro ficava a lareira de pedra com uma grade em preto. Bella imaginou como ficaria bonito alguns sofás da cor branca, uma mesa de centro preta em vidro e cortinas da cor pêssego dando destaque ao lugar. Sorriu com o pensamento se imaginou vivendo ali. O que a entristecia era saber que por pouco tempo, e ficando intrigada com o fato de Edward insistir tanto com o fato de que a mansão tinha de agradá-la já que iria morar ali mais ou menos por um ano.

– Quero ver a vista. – ela disse deixando de lado os pensamentos depressivos e concentrando suas forças no presente.
– É linda! – Vera se adiantou aproximando-se da janela – Como podem ver, tem uma visão ampla da área da piscina, de boa parte do gramado e das árvores.
– Eu gostei. – Edward olhou para Bella que assentiu.
– Acho que o gramado vai ser um ótimo lugar para as crianças brincarem. – ela disse alisando a própria barriga como se lembrasse à loira de que Edward seria pai em breve.
– Sim, Sra. Cullen. – ela desviou o olhar para a barriga de Bella por um breve segundo.

Será que Edward percebia que aquela mulher o estava devorando com o olhar? Veronica mostrou o banheiro social, a cozinha, a dispensa, a sala de TV, escritório, sala de jantar e subiu para o segundo andar onde mostrou os quartos de hóspedes e suas suítes, terminando no quarto principal. Edward olhou ao redor avaliando meticulosamente o lugar já que era ali que iria dormir. As paredes eram em um tom de verde bem claro, quase creme. O chão era de porcelana lisa da cor marfim. As janelas eram amplas e clareavam o ambiente. A varanda seguia o mesmo dos outros dois quartos, mas era maior e dava para a maior vista da cidade. Bella sorriu de imediato e se viu ali, dormindo ao lado do marido. O problema é que aquela paz tinha prazo de validade.

– Eu estou satisfeito com o que vi. – Edward disse e olhou para a corretora – Poderia me deixar a sós com minha esposa por alguns minutos?
– Claro que sim, Sr. Cullen. Estarei lá embaixo esperando. – Vera saiu apressada.
– Gostaria de vir morar aqui? – ele perguntou assim que viu a corretora fechar a porta do quarto.
– Sim. – suspirou e olhou para janela ampla – Mas eu e você sabemos que fico aqui por pouco tempo. É a você que essa casa tem que agradar.
– Bella, pare de pensar um pouco no contrato e pense em nós dois morando juntos.
– Eu sei, mas não consigo ignorar o contrato, Edward. Quase nunca falamos dele, é como se ele não existisse, mas existe e é bem real. – acariciou a barriga – Eu penso no futuro, em como será quando nos separamos, em como vão viver os bebês. E principalmente, com quem eles vão viver.
– Você é a mãe, Bella. Isso é um fato. Emmett já me orientou sobre o fato da guarda em caso de separação e sabemos que o melhor a ser feito é os filhos ficarem com a mãe. – colocou a mão sobre o rosto dela – Mas não é com isso que estou preocupado, não estou pensando no contrato. Estou pensando na nossa vida juntos.
– Eu gostei da casa. – olhou-o apreensiva – Mas você precisa gostar também.
– Eu gostei.
– Obrigada.
– Pelo quê?
– Em falar que a guarda dos nossos filhos é minha. – olhou para baixo – Eu não conseguiria ficar longe deles.
– Eu sei. E nada mais do que justo que fique com você, mas farei meu papel de pai.
– Sim. Eu fico feliz em ouvir isso.
– Venha... – estendeu a mão para ela – É uma pena a mansão ainda não estar decorada. – ele a levou até a varanda do quarto principal.
– Por quê.

Notas finais
chegou até aqui comentem e favoritem amouuuu então recomendem bjos ♥