Notas iniciais
Oi amores peguei vocês né kkkkk muitas querendo me matar porque disse que ireia postar daqui a uma semana e outras porque coloquei a traiçao eu sabia que vocês iam querer me matar, mais para me redimir eu vim postar mais esse capítulo a fic está entrando na reta final então vou prolongar ela um pouco mais espero que vocês me entendam nos vemos lá embaixo

Pov: Edward

Ele não aguentava mais, o aperto em seu peito estava se transformando em lágrimas e as gotas começaram a rolar por sua face. Edward começou a chorar de um jeito que a irmã nunca vira. Estava frágil, segurando-a com força como um garoto de cinco anos. Aquele não era o Edward que conhecia. Ele sentia as grossas lágrimas deslizando por seu rosto e a dor se espalhando através de cada parte do seu corpo. Seu coração estava comprimido e se arrependia amargamente de cada vez que chegara tarde em casa, que negara carinho à Bella por estar com outra mulher. Onde estava com a cabeça? Por que se utilizou do contrato para justificar uma amante?

– O que houve, Edward? – Edward tentou segurar o rosto dele entre as mãos afastando-o de seu pescoço – O que você fez?

Os olhos azulados estavam brilhantes pelas lágrimas, a imagem da irmã era desfocada graças a sua visão turva por conta dos olhos molhados. Ele piscou algumas vezes, fechou os olhos com força, mas as lágrimas acumuladas por tanto tempo teimavam em rolar sem controle.

– Eu e Bella brigamos. Foi culpa minha. Eu errei, Rosalie. Eu cometi o maior erro da minha vida. – sua voz estava embargada e um soluço de dor veio em seguida – Não posso perdê-la, meu Deus... – suas palavras foram um sussurro.

Não era um homem religioso, não tinha o costume de rezar. Esse era um hábito que ficara no passado desde os tempos da sua catequese aos domingos de manhã quando ainda era uma criança. Mas se existia uma força capaz de proteger Bella e os bebês, era Deus. Edward largou a irmã e desabou em um dos sofás azulados da sala de espera. Enterrou o rosto nas mãos e continuou chorando por todos os anos em que não derramara uma lágrima. Foram minutos assim, soluçando, com as mãos molhadas e a profunda tristeza em seu coração.
Por que ninguém aparecia para lhe falar como estava Bella? Por que não permitiram que entrasse? A expressão preocupada o médico quando a enfermeira lhe avisara sobre a perda de sangue lhe provocava calafrios. Mais uma vez o barulho de saltos fez com que levantasse a cabeça. A silhueta turva de Alice se aproximava como um furacão vindo do oceano.

– O que aconteceu? – ela perguntou ofegante, provavelmente já estava correndo faz tempo – Tia me ligou e disse que Bella estava passando mal. – notou a expressão de Edward e empalideceu.
– Bella está em um parto de emergência. Não me deixaram entrar. – ele respondeu com a voz falhada – Não sei o que está acontecendo com ela. – negou com a cabeça e fechou os olhos de novo.
– Edward, você está chorando... – a morena disse ainda sem conseguir acreditar que o via daquela maneira.
– Se você soubesse, Alice...

Ele agarrou os próprios cabelos e olhou para baixo. Precisava de Bella viva, precisava dos seus filhos. Lembrou-se das palavras que a esposa gritara antes de sentir dor. Não toque em mim. Tinha destruído tudo, tinha perdido a única pessoa a quem deveria ter respeitado e dito toda a verdade ao invés de fugir assustado. Estava apaixonado. Por que não encarou o sentimento? Por que preferiu esconder e camuflá-lo se envolvendo com outra? Até onde aquele casamento era verdade? Assinaram um contrato, iriam ter dois filhos, mas devia ser fiel em um casamento não convencional? Deveria ter respeitado sua esposa, não tinha que ter cometido tamanha burrice.
Os minutos se arrastavam, Jhon voltara para o hospital carregando tudo o que Tia havia lhe enviado. Esme ligou para Rosalie avisando que estava em outra cidade com o marido e a tempestade a impedia de sair. Charlie fora avisado e estava a caminho do hospital. Edward parara de chorar, mas os olhos continuavam vermelhos e ele permanecia em completo silêncio. Foram longos minutos até que o médico voltasse para a sala de espera com o uma expressão cansada. Edward se levantou de maneira tão rápida que todos o olharam espantados por ele conseguir ter forças para aquilo após parecer tão abalado.

– Como está minha mulher, doutor? – ele perguntou sem conseguir esconder o nervosismo.

– Felizmente ela e os bebês estão bem. – todos pareceram soltar o ar dos pulmões sentindo-se aliviados – Os gêmeos nasceram cerca de duas semanas antes do tempo ideal, mas por sorte estavam bem encaixados e conseguirmos estabilizar a paciente para que ela pudesse dar a luz de maneira natural.
– Ainda bem. – ele passou a mão pelo rosto – Eu posso vê-la?
– No momento não será possível, Sr. Cullen. – respondeu o médico – Sua esposa está cansada e pegou no sono. Preferimos que ela durma pelo menos uma hora, será o tempo para os bebês ficarem na incubadora.
– Incubadora? – perguntou assustado.
– Não se preocupe, Sr. Cullen. É só um procedimento para bebês prematuros. Mas os gêmeos estão bem e ficarão lá só para observação.
– Eu quero vê-los.
– Sim. – retirou do bolso do jaleco duas pulseiras brancas – Estas pulseiras são para identificação dos bebês. – prendeu-as no pulso dele – Podem me acompanhar se mais alguém for vê-los.

Sentindo-se menos tenso, Edward seguiu o Dr. Carter até a ala dos berçários. Um grande vidro na parede permitia que os pais e visitantes pudessem ver os recém-nascidos dividindo a mesma sala. O médico apontou para os dois bebês que estavam na ponta, mais próximos ao vidro e Edward sentiu seu coração se encher de alegria. Aqueles eram seus filhos. As crianças que Bella deu tudo de si para trazer ao mundo e ele não pode estar junto naquele momento especial.

– Meus filhos... – ele disse baixo parado entre a irmã e Alice.
– São tão lindos. – Rosalie disse secando uma lágrima que brotava no canto do olho.
– Não posso acreditar que sou pai. É uma alegria que não tem como explicar. – disse sorrindo enquanto olhava os bebês com veneração.
– E os nomes? – Alice perguntou.
– Durante a viagem, Bella e eu decidimos por Damon e Estefan. – olhou para baixo – Agora eu não sei.
– O que houve, Edward? – Rosalie perguntou alisando as costas do irmão – Me conte o que aconteceu de verdade entre você e Bella.
– Não sou digno de nada. Não sou digno da esposa que tenho, não sou digno dos meus filhos.
– Pare de dizer isso! – Rosalie segurou o braço dele tentando-o sacudi-lo – Seja o que for, as coisas vão se resolver.
– Eu acho que é melhor você comer algo, Edward. – Alice sugeriu – Ninguém poderá entrar no quarto de Bella agora e você está parecendo fraco.
– Eu concordo. Venha.

Rosalie levou o irmão até a cantina da clínica, mas Edward só comeu meio sanduíche e tomou um pouco de café para tentar controlar o cansaço. Toda hora verificava o relógio para saber se já podia entrar no quarto da esposa, e quando finalmente o ponteiro chegou onde queria, ele despontou até encontrar o quarto de Bella onde um enfermeiro se encontrava parado ao lado de fora da porta.

– Sou Edward Cullen, gostaria de ver minha mulher.
– Perdão Sr. Cullen, mas a Sra. Cullen não quer permitir sua entrada. – ele disse sério, mas bastante nervoso por impedir o marido de uma paciente entrar.
– Como assim não quer permitir?
– Ela não disse o motivo. Disse que apenas outros parentes e amigos poderiam vê-la. Seria melhor não contrariar, ela ainda está bastante cansada e abalada.
– Eu posso entrar? – Rosalie levantou a mão – Sou Rosalie Cullen, cunhada de Bella.
– Claro, Srta. Cullen. – ele deu passaram para a loira passar.

Rosalie entrou e Edward continuou parado onde estava completamente desolado. Como não poderia ver a própria esposa? Bella continuava com raiva suficiente para não querer vê-lo mesmo depois de ter dado à luz? Alice tocou-lhe o braço um pouco receosa e ele desviou os tristes olhos amendoados para ela.

– Edward, se sente. Daqui a pouco Bella pede para falar com você.

Após hesitar, ele caminhou até a sala de espera e afundou novamente em um dos sofás enterrando o rosto contra as palmas das mãos. O tempo que Rosalie ficou lá dentro parecera eterno, a irmã não voltava e Edward estava apreensivo sobre o que conversavam. Será que Bella contaria algo sobre o que ele fizera? Suspirou pesadamente e permaneceu calado ciente de que Alice estava ali também calada, se perguntando o motivo da amiga não querer ver o marido.

Rosalie voltou à sala de visitas e Edward levantou o olhar, notando que a irmã o olhava diferente.

– Alice, Bella pediu para que você fosse lá falar com ela.
– Obrigada.

A morena levantou e Rosalie ficou em silêncio esperando até que esta estivesse longe. Olhou para o irmão com os grandes olhos azuis e cruzou os braços levantando uma das sobrancelhas bem delineadas.

– Você tinha uma amante, Edward? – perguntou diretamente fazendo com que ele se remexesse no sofá e se recostasse.
– Tinha. – assumir aquilo foi pior do que imaginava.
– Por quê? – perguntou sem conseguir acreditar – Há quanto tempo estava traindo Bella?
– Cerca de um mês. – fechou os olhos – Não me orgulho disso, Rosalie. Acredite.
– Bella disse que não quer que você entre. Está se sentindo péssima pelo que você fez. Disse que recebeu fotos suas com a tal mulher. – sentou-se ao lado dele.
– Sim. Não sei quem fez aquilo, eu nunca dei motivos para que fosse pego em flagrante, afinal, eu queria manter a pose do meu casamento, não precisava de um escândalo de traição nos jornais. – olhou para a irmã – Mas pelo que vi na foto, era noite, foi um beijo rápido em frente ao apartamento. Alguém que queria prejudicar meu casamento tirou aquelas fotos.
– Quem é ela?
– Tânia. – disse o nome arrependido de ter se envolvido com ela – Trabalha como relações públicas na minha empresa.
– Por que fez isso, Edward? – ela colocou a mão nas costas do irmão – Está claro que você é apaixonado por Bella.

– Foi justamente por isso que cometi esse maldito erro. – enterrou novamente o rosto nas palmas das mãos mantendo a cabeça baixa – Eu estava com medo. O casamento começou com data para acabar, eu me vi apaixonado por uma mulher de quem eu iria me divorciar. – agarrou os cabelos com força – Eu quis tentar esquecer, eu me envolvi com Tânia porque sabia que ela estava interessada em mim, era uma mulher bonita, achei que seria capaz de superar a separação quando o dia chegasse.
– Mas não deu certo. Só fez com que Bella ficasse com raiva disso.
– Eu errei, Rosalie. Deus sabe como estou me arrependendo nesse momento. Quase perdi minha mulher e meus filhos, agora ela não quer me ver e sabe-se lá como vai reagir quando isso acontecer.
– Bella está cansada, passou por muita coisa em pouco tempo. Precisa descansar e pensar sobre o que vai ser do casamento de vocês.
– Se ele ainda existir. – disse derrotado.
– Esse contrato estava fadado a não dar certo. Vocês viveram como um verdadeiro casal, você se apaixonou e se Bella se sentiu desse jeito quando descobriu a traição, é sinal de que também se apaixonou. Os olhos dela não mentem. Apesar de tristes, tem um brilho diferente quando fala sobre você.
– Bella nunca vai me perdoar. – uma lágrima desceu traçando uma linha molhada em sua bochecha.
– Ninguém sabe o dia de amanhã, Edward. – alisou as costas dele – Dê um tempo à ela.
– Quero ver minha esposa.
– Vamos para casa, Bella não quer vê-lo. Respeite isso. Tome um banho, coma, descanse. Mais tarde você volta e tenta falar com ela.
– Preciso falar com o doutor.

Rapidamente, Edward se levantou e foi até a porta do quarto onde estava a esposa e falou com o enfermeiro que estava cuidando do tempo de visita de cada uma das pessoas que entravam no quarto de Bella. O jovem respondeu que o doutor estava prestes a voltar para dar instruções à paciente do que faria em relação aos bebês. Decidido a esperar, Edward colocou as mãos nos bolsos e caminhou de um lado para o outro ouvindo a porta se abrir e Alice sair do quarto. Ela também lhe lançou um olhar diferente, ainda mais gélido que o da irmã e na mesma hora tomou ciência de que a morena também estava sabendo sobre o que acontecera.

– Doutor, preciso falar sobre minha esposa. – Edward se adiantou assim que viu o médico retornar.
– Pois não, Sr. Cullen. – ele disse assentindo com a cabeça.
– Até quando ela ficará aqui?
– Pelo menos até amanhã no final da tarde. Sua esposa perdeu um pouco de sangue e teve um parto natural às pressas, já que os bebês estavam encaixados. Por terem nascido um pouco antes do previsto, vamos deixá-los aqui em observação para ver como vão reagir. Sua esposa vai amamentá-los daqui a pouco e depois vai precisar dormir novamente.
– Entendi. Mas está tudo bem com ela e os meus filhos, certo?
– Perfeitamente. – assentiu com um leve movimento da cabeça – O período de observação é só por medida de segurança e rotina. Agora com licença, preciso falar com a paciente.

O Dr. Carter, entrou no quarto de Bella e Edward suspirou chateado por ser o único impedido de entrar. Sentia-se como um estranho, mas era o pai dos bebês e marido da paciente. Voltou desanimado para a sala de visitas e Rosalie se levantou aproximando-se em seguida.

– Vamos, eu vou para casa contigo. Tia vai lhe preparar um lanche, tome um banho e descanse. Mais tarde você volta.

Edward caminhou desnorteado até o lado de fora do hospital ainda inconformado por não poder ter visto a esposa. Bella estava realmente irritada e nem mesmo depois de ter dado à luz, ela se acalmou. Sabia que tinha errado com ela e não sabia o que iria fazer para tentar o perdão da esposa.

Notas finais
ai está amores o que vocês acharam da atitude da Bella em não permitir a entrada dele no quarto chegou até aqui comentem e favoritem amouuuuuu então recomendem bjos ♥