Notas iniciais
Oi amores to até com medo de vocês kkkk mas vamos a mais um capítulo para vocês não sei pq eu estou inspirada hoje mesmo estando triste postar para vocês esta sendo uma terapia para mim obrigada pelos comentários flores amei todos vou responder a todos prometo agora vamos a fic

O quarto era claro e Bella estava recostada na cama sentindo-se um pouco melhor. Conseguira descansar algum tempo antes dos filhos irem mamar. Ela tentava abstrair tudo o que aconteceu com Edward antes de ir para o hospital, mas ao se lembrar das fotos seu estômago se revirava sentindo uma náusea. Abraçou o próprio corpo e viu os bebês ao seu lado ressonando tranquilos.

Uma das enfermeiras trouxera duas cestas acolchoadas onde Damon e Estefan dormiam aproveitando o silêncio do quarto. Charlie havia passado todo o início da manhã com a filha e saíra para uma reunião na nova empresa onde estava trabalhando.Bella estava sozinha há quase uma hora, exceto pela presença dos filhos que eram o único motivo que tinha para sorrir. Pensou no casamento e no fim que ele teria, perderia a empresa do pai definitivamente e sentiu que todo seu esforço falhava. Nem mesmo um casamento você conseguiu sustentar. Ela mesmo se recriminava por saber que o marido estava com outra mulher. Seria culpa sua? Edward teria agido com o pensamento de que aquele casamento era apenas fachada? Ela fora uma tonta por ter se apaixonado enquanto ele se divertia com outra mulher nem um pouco interessado no casamento que estava vivendo.Fechou os olhos e ficou torcendo para que Alice pudesse aparecer logo e lhe distrair dos pensamentos que lhe rodeavam.

Esme e Carlisle passaram no hospital naquela manhã para ver os netos e não tinham a menor ideia de que o filho e a nora haviam discutido, que Edward a havia traído e nem sequer imaginavam que o divórcio viria antes do contrato terminar. Bella ouviu uma batida na porta e olhou-a, vendo a única pessoa que no momento não tinha estrutura para encarar.Edward apareceu olhando-a de maneira diferente, um pouco mais cabisbaixo e entrando no quarto depois de hesitar um pouco. Parecia completamente inseguro sem saber o que fazer e era a primeira vez que o via tão frágil daquela maneira. Ele sempre fora muito seguro de si e tinha controle de tudo o que fazia. Bella suspirou e virou o rosto para olhar os filhos, com bochechas rosadas e pele clara assim como a do pai.

Devagar, Edward se aproximou cravando os olhos nos gêmeos que dormiam tranquilos logo após serem alimentados. Ambos usavam um macacão azul claro, só que em um deles estava estampado um carrinho e no outro um avião. Ele não sabia quem era Damon e nem quem era Estefan, mas ver os filhos assim de perto, com a possibilidade de tocá-los, lhe despertava um sentimento paternal que não tinha ideia de que possuía.

– Bella, são para você.

Ele disse com um tom de voz baixo, a voz rouca estava mais suave e ela virou o rosto para ver o lindo buquê de flores amarelas que tanto gostava. Hesitou em pegar o presente, mas aceitou com educação. Não queria manter muito contato visual, estava emocionalmente abalada e olhar para ele se sentia desarmada e a raiva apesar de presente, parecia querer se esconder dando lugar ao tamanho amor que sentia por aquele homem. Um homem com quem poderia ter sido feliz, se não fosse a triste realidade sobre aquele casamento.

– Obrigada. – agradeceu e colocou as flores sobre a mesinha ao lado de sua cama.

– Eu queria te ver ontem, mas você não quis que eu entrasse. – ele disse mantendo uma pequena distância da cama, com as mãos no bolso e os ombros encolhidos, completamente o oposto do que era.

– Não queria. – balançou a cabeça – Na verdade, eu ainda estou muito chateada e triste com tudo o que aconteceu.

– Bella...

– Não, Edward. – interrompeu-o – Não quero falar sobre isso, por favor. Melhor falarmos sobre os meninos.

– Tudo bem. – olhou para os gêmeos que continuavam adormecidos alheios a tudo o que acontecia a sua volta – Preciso registrá-los. Estou com o comprovante do hospital. Preciso que me diga se os nomes deles são os mesmos que escolhemos.

– Sim. – afirmou com a cabeça – Damon e Estefan. – olhou para os filhos com os olhos brilhando de amor maternal.

– Damon Anthony Swan Cullen. – ele disse em voz alta o nome dos filhos – Estefan Anthony Swan Cullen.

– Este é Estefan. – esticou uma das mãos e tocou o pezinho de um dos filhos. – Eles ainda estão com a pulseirinha. A enfermeira me disse que posso tirar quando eu sentir que já não os confundo mais.

– Pelo visto eu vou demorar a me adaptar. – disse olhando para os meninos – Eu gostaria de segurá-los no colo, uma pena que estejam dormindo.

Bella olhou para o marido e não disse nada.A verdade é que estava tentando não ceder à vontade de chorar e se jogar nos braços dele implorando para que não a traísse mais. Seu orgulho tentava mantê-la de pé e encarar aquela situação de cabeça erguida.

Edward deu a volta na cama e parou atrás das cestas onde os bebês dormiam. Inclinou-se e beijou levemente a cabeça de cada um deles e suspirou satisfeito por saber que era pai. Nunca havia planejado ter filhos daquela maneira tão inesperada e em um casamento fadado ao divórcio, mas ao ver os gêmeos sabia que nunca iria se arrepender de um dia ter engravidado Bella. Seu único arrependimento foi ter fugido da realidade e não ter encarado o fato de ter se apaixonado. Levantou o olhar para Bella e ambos ficaram em silêncio. Ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha sabendo o quanto aqueles olhos azulados podiam transmitir uma sensação de conforto ao mesmo tempo em que podiam ser frios quando Edward queria. Suspirou e desviou o olhar novamente para os filhos e isso fez com que ele enfiasse as mãos nos bolsos e desse novamente a volta na cama.

– Bom. Eu vou resolver a questão do registro de nascimento deles. – olhou-a – O doutor me disse que você iria para casa hoje.

– Sim. – balançou a cabeça – Eu vou ficar com Alice. Ela vai me ajudar com os bebês. Não ficarei com mais nada que seja seu, Edward. Sei que estou perdendo a empresa do meu pai e quebrando o contrato. Mas eu não aguento mais um minuto nesse casamento.

– Bella, pensa nos meninos.

– Já pensei, Edward. O que você fez não há justificativa. – olhou-o, mas virou o rosto rapidamente – Saia do meu quarto, por favor. Já discutimos sobre os nomes dos bebês. – ela não queria sequer olhar para ele. Estava novamente sentindo a raiva crescer.

– Como você quiser.

Rapidamente, Edward saiu do quarto tentando controlar a vontade de gritar e exigir que Bella voltasse com ele para a mansão. Deveria contar que estava apaixonado? Não. Talvez fosse melhor seguir os conselhos da irmã. Não dizer nada por enquanto até que Bella se acalme e se estabilize emocionalmente. Não diga apenas que está apaixonado. Não é o momento para ela ouvir isso. Bella pode não acreditar. Aproveite o tempo para demonstrar o que sente. É o único jeito de obter o perdão dela. Ele ainda lembrava das palavras de Rosalie quando foram para casa assim que saíram do hospital. Talvez tivesse razão.

Era melhor que Bella se acalmasse, dessa maneira poderia haver a possibilidade de ela se aproximar novamente. Não a pressionaria, aquilo poderia afastá-la ainda mais. Ela vai pensar melhor. Dizia para si mesmo.Assim que saiu do quarto com uma quantidade enorme de dúvidas na cabeça e a vontade reprimida de carregar Bella para casa, inconformado pelo fim que seu casamento estava levando, Edward avistou Charlie Swan chegando ao hospital para visitar à filha. Os olhares se encontraram e o sogro lhe parecia menos solícito do que de costume e ele sabia muito bem o motivo.

– O que faz aqui, Cullen? – Charlie o atacou assim que chegou à uma distância considerável.

– Vim visitar Bella e os meus filhos. – respondeu mantendo a cabeça erguida sem se deixar abalar pelo fato de ter errado com a esposa.

– Os filhos que você nem mesmo queria. – rebateu.

– Isso não interessa. Nada vai mudar o fato de que eles são os meus filhos e eu tenho todo o direito sobre eles.

– Mas nenhum sobre a minha filha. Bella vai acabar com aquele maldito contrato. Nunca fui muito a favor dele e não quero de volta aquela empresa, pode fazer bom proveito. Ao contrário de você, eu me preocupo muito mais com Bella.

– Você não tem o direito de falar isso. Somente eu sei como me sinto em relação à ela.

– Isso não interessa mais. Esse casamento acabou, Cullen! Minha filha não quer mais te ver! – disse alterando o tom de voz.

– O que não muda o fato de que aqueles bebês são meus filhos, então ela não vai poder fugir de mim pelo resto da vida! – respondeu no mesmo tom.

– Por mim meus netos nem mesmo teriam pai. Pelo menos não um pai como você.

– Não venha falar comigo como se você fosse um exemplo. – olhou-o de maneira fria sem se preocupar com o tom de voz alto – Se fosse tão bom pai, sua filha não teria se casado com o homem, que no momento você está desprezando, para salvar sua empresa.

– CALA A SUA BOCA!

– ENTÃO MEÇA SUAS PALAVRAS ANTES DE FALAR DE MIM! – Edward também gritou na mesma altura sem se deixar intimidar.

– Senhores, pelo amor de Deus, isso aqui é um hospital! – aproximou-se a recepcionista desesperada com escândalo – Precisa de silêncio.

– Não se esqueça, Cullen. Quero você longe da minha filha. – Charlie disse em um tom muito mais baixo.

– Isso é o que vamos ver, Charlie.

Edward saiu a passos largos do hospital, irritado pela discussão sabendo que Charlie faria o favor de contar para a filha a fim de fazer com que Bella se fechasse ainda mais e aumentasse sua raiva. Suspirou frustrado e foi até o estacionamento pegar o carro pensando no quanto seria ainda mais difícil conseguir o perdão dela.

Bella viu o pai entrar no quarto parecendo bastante irritado passando uma das mãos nos cabelos em um gesto de nervosismo. Olhou-o intrigado e se ajeitou na cama.

– O que aconteceu, pai? – perguntou vendo que ele estava realmente alterado.

– Encontrei com Edward saindo do hospital, acabamos discutindo.

– Como assim discutindo?

– Ele não é homem para você, minha filha. Edward é arrogante e prepotente, está achando que pode reverter a situação só porque é pai dos meninos e se achando o poderoso por causa da sua fortuna.

– Esqueça isso. Eu não quero ver o senhor discutindo por causa dele. É um assunto encerrado.

– Eu não quero vê-la novamente nas mãos desse desgraçado, Bella.

– O casamento acabou, pai. – olhou para os filhos ainda adormecidos – Eu vou para a casa de Alice assim que sair daqui.

– Tem certeza de que não quer ficar lá em casa, Bella?

– Não, papai. Alice vai me ajudar com os bebês.

– Querida, sabe que eu estou recuperando aos poucos o dinheiro da nossa família. Podemos alugar um apartamento para você ficar.

– Eu ainda tenho meu antigo apartamento, mas não o quero. Edward foi quem cuidou das despesas enquanto moramos juntos e não aceito mais nada vindo dele.

– Faz muito bem, Bella. Vamos dar um jeito.

– Vou ligar para Rosalie. Vou pedir para que ela pegue algumas roupinhas dos bebês na casa do irmão dela. Sei que foram compradas com o dinheiro dele, mas preciso encarar o fato de que Edward vai ter participação financeira para cuidar dos meninos. – segurou levemente o pezinho de um dos meninos – Tudo que aceitarei dele será para os bebês.

Durante um mês inteiro, Edward tentou falar com ela, mas Bella não cedia. Fora determinado que ele iria ver os filhos a cada quinze dias e a visita era rápida. Fazia uma semana que não o via e cada dia que passava era mais difícil conviver com a saudade. Por mais errado que ele tivesse sido, algo dentro dela lhe dizia que não deveria ter sido tão dura já que o casamento deles era apenas de fachada. Cada vez que se lembrava disso, quando tentava amenizar aquela tristeza, se lembrava que ele o fizera por não amá-la e ela vivia um casamento onde era a única que havia se apaixonado. Quase todas as noites, ao se ver sozinha na cama, chorava enquanto recordava perfeitamente o braço dele sobre si apertando-a contra seu corpo.A cada dia os gêmeos ficavam mais parecidos com o pai. Damon e Estefan tinham um temperamento diferente, Estefan era bastante manhoso e Damon demonstrava uma personalidade mais parecida com a de Edward, parecia um pouco mais firme, chorava pouco e apesar de demorar a pegar no sono algumas vezes, não fazia nenhum tipo de manha para que a mãe o pegasse no colo. Sim, aquele com apenas um mês de vida se mostrava a cada dia uma cópia perfeita do pai. Olhar para os gêmeos fazia com que Bella se lembrasse do olhar de Edward. Os meninos tinham os mesmos olhos azulados do pai e os cabelos acobreados assim como os dele .Finalmente estavam perto do Natal e Bella conseguira um apartamento para alugar com a ajuda do pai. Edward insistiu que pagaria a despesa já que os filhos morariam ali, mas ela recusou terminantemente.

Não queria depender dele. Passara um ano sob sua sombra, vivendo às suas custas e deu um basta em toda aquela situação. Perdeu a empresa do pai, ainda estava sentida com aquilo, mas Charlie deixou claro que não aceitaria a empresa depois do que houve com Edward.

– Poderia ter sido tudo diferente.

Bella estava sentada no sofá da sala, logo após ter amamentado os gêmeos segurando alguns enfeites para a árvore de natal. Ela podia ver os flocos de neve caindo através do vidro das janelas e se lembrou de que nessa mesma época no ano passado estava casada com Edward. Uma lágrima escorreu por sua face pensando porque não tinha sido correspondida. Estava totalmente apaixonada, mas ele preferira outra mulher. Passou o polegar pela brilhosa bola vermelha e viu a gota de lágrima cair sobre sua calça de pano.

– Esqueça o que passou, Bella. Pense no futuro ao lado dos seus filhos.

Notas finais
Chegou até aqui comentem e favoritem amaouuuu então recomendem bjos ♥