Notas iniciais
Adivinha quem veio brincar no capítulo? Isso! The S word.

Charlie

E aí ele termina dizendo alguma coisa sobre como Shae é maravilhosa e blá-blá-blá.

–É, a carta dela também foi algo nessa linha. Só que menor porque ela não tinha muito tempo para escrever.

Sorrimos, orgulhosos. Os veteranos tinham nos convidado para uma bebedeira para comemorar nossa conquista. Tínhamos sido jogados no meio deles naquele mesmo dia e, admirados, os alunos ao demoraram a fazer contato. E, embora eu e Astra tivéssemos medo de algum trote ou cerimônia de iniciação que envolvesse a falta de roupas de baixo, estávamos animados demais para ligar.

–Você é o motorista da rodada.

–O alojamento é há três prédios daqui. Não acho que você precise estar muito sóbria para encontrar.

–Certo. Mas e a aula amanhã?

–Acho que é aí que começa o trote.

Respondi, piscando para ela antes de abrir a porta para que ela entrasse.

Embora todos estivéssemos concorrendo por posições nas diversas áreas da aviação illéana, os veteranos nos deram uma recepção bem calorosa. Pagaram algumas doses e algumas rodadas de cerveja. Eu sempre fora meio fraco para bebida – provavelmente pelo fato de que parecia estar bêbado mesmo quando não estava – e, em menos de três horas de festa, já estava tonto.

Fui para o lado de fora para tomar um ar. Algum tempo na varanda e ouvi a porta se abrir.

–Ah, droga, aqui não é o... O banheiro.

Astra estava prestes a voltar para dentro quando tropeçou numa mesa e caiu sobre mim. Ela me dirigiu um sorriso envergonhado, mas não se ajeitou.

–Oi, Ás.

Ela soluçou e riu.

–Oi, C.

–Aqui não é o banheiro.

–Não. Mas eu gosto daqui.

–Você está em cima de mim.

–Estou, é?

Dei um risinho.

–É.

O vento frio soprava o calor dos nossos corpos para longe, mas ainda assim nos sentíamos aquecidos pela bebida.

–Nós devíamos entrar.

Ela disse, baixando os olhos.

–É, mas eu não quero.

–Também não quero.

Ela olhou para mim e eu olhei para ela. Nós nos vimos de verdade pela primeira vez em muito tempo. Eu não vi a garotinha com que Shae brincava ou minha tutora nas provas. Via uma menina linda, com uma curva de boca peculiar.

Shae normalmente precisava ficar na ponta dos pés e Tristan precisava se abaixar para que eles pudessem se beijar. Mas eu? Eu só precisei me inclinar um pouquinho. Astra soltou um gritinho de surpresa, mas não se afastou. Sua mão brincou com o meu novo distintivo, preso ao meu peito e os meus dedos nos botões das costas do seu casaco. Ela se pressionou contra mim, a mão livre envolvendo-me o rosto.

Distraí-me dos botões, envolvendo as mãos nas suas pernas. Sentei-a sobre uma mesa, sem parar de beijá-la. Ela tinha cheiro de incenso, de bebida e de vento fresco. Era estranho como nunca sentira nada disso antes.

E, no fim, eu tinha razão. Não se precisava estar muito sóbrio para chegar ao alojamento.

Notas finais
HUEHUEHUEBRBRBR Eu teria descrito mais, mas aí eu ia perder a frase final da hora. Então... Não.