Conto De Falhas
4 Os amigos.
Notas iniciais
Oi pessoal o/ Ai, desculpem a demora na postagem (sei que algumas pessoas simplesmente querem me crucificar por isso, anyway), mas é que eu a Ksis fizemos o maior rolo ¬¬' Eu enviei o capítulo pra ela e fiquei esperando, achando que ela tava com algum problema e não tava podendo entrar, sei lá, e ela achando que eu não queria mais que ela fosse minha beta, já que eu não tava mandando mais capítulos; A questão é que ela esqueceu que tinha visto que eu tinha mandado o capítulo e tava pensando que eu não tinha mandado HSAUHSAU' rialto, povo esquecido! Em todo o caso, tai o capítulo. Küsses!
No outro dia, acordei com Georg e Gustav gritando na sala. Senti vontade de enforcá-los, mas me lembrei de que iria preso e ficaria sem meus dois melhores amigos, então abandonei a ideia. Sorte deles.
- QUAL É, TOM, VAI ME DIZER QUE AINDA TÁ DORMINDO? – Berrou a marmota gorda do Georg. Quem foi o atrasado mental que deu passe livre pra esses dois no meu apartamento mesmo? Ah, é! Fui eu. Idiota.Me levantei da cama como um zumbi, esbarrando em tudo, pronto para espancá-los até fazê-los se ajoelharem no chão e chorar por misericórdia e abri a porta.- Oi – Disse uma voz macia. Arregalei os olhos. Seria possível que eu tivesse trazido alguém pra casa ontem? Porque eu estava me lembrando muito bem de não ter comido garota nenhuma havia pelo menos três dias.Esfreguei os olhos pra afastar o sono. — Ah, oi Bill – Respondi conseguindo arregalando os enxergá-lo na porta do quarto de hóspedes, completamente vestido com uma roupa totalmente diferente do dia anterior, mas com a mesma bolsa e o casaco. - É melhor você se trocar, estamos atrasados – Avisou piscando os olhos super maquiados bem devagar, claramente no mesmo estado zumbi que eu, só que mil vezes mais apresentável.- Certo – Foi tudo o que eu disse e voltei pra dentro do quarto, ignorando a gritaria na sala. Deus, qual o problema? Por que eu não posso ter amigos normais?Me enfiei numa calça jeans e, depois de ter colocado uma camiseta e uma faixa na cabeça, calcei um tênis qualquer. Sempre confortável, esse é o lema.- Caramba – Estava dizendo Gustav na sala quando consegui chegar ao corredor. Corri para ver o que eles estavam fazendo. – Hey, Tom! – Disse ele quando me viu, parecendo embasbacado, depois sussurrou em tom de confissão: – Ela é muito bonita mesmo.Levantei uma sobrancelha na direção do Bill, sentado educadamente no sofá, ao lado do Georg, que olhava pra ele como se o cara fosse a Miss Universo. - Tão delicada... – Comentou ele, com os olhos brilhando. Patético.Bill deu de ombros.- Ele está bem? – Perguntou, estalando os dedos na cara do Georg.- E que voz divina... – Continuou Gustav, sentando-se de frente para os dois, suspirando.- Eu sabia – Falei, chamando atenção dos dois – Sempre soube que vocês eram gays.Bill concordou com a cabeça, deixando os dois ainda mais hipnotizados. Revirei os olhos e ele segurou uma gargalhada.- Do que você tá falando, imbecil? – Perguntou Georg, sem desviar os olhos de Bill.- Não acredito que vocês estão mesmo babando por...- Ela é linda – Cortou-me Georg.- Sim. – Concordei. – Claro que ele é.- Espera... O que você disse? – Perguntou Gustav, parando de olhar para o Bill e finalmente olhando pra mim.- Disse que ele é...- ELE? – Gritou Georg. - Sim. – Respondi.- Eu sou o Bill, prazer em conhecê-los – Disse abrindo um sorriso maior que a cara.- Mas o que...? Como? – Gaguejou Georg, pasmo. - Será que alguém pode me explicar o que, diabos, está acontecendo aqui? – Pediu Gustav.- Vamos, eu explico no caminho – Falei atravessando a sala até o elevador.Bill me seguiu, saltitante como sempre, enquanto os G’s nos olhavam como se fossemos de outro mundo. Digamos que o clima tenha sido relativamente tenso com nós quatro presos naquela lata de sardinha chamada elevador. Gustav e Georg ainda pareciam embasbacados, eu estava seriamente segurando a vontade de gargalhar e Bill estava aproveitando o espelho.Chegamos à garagem.- Pode explicar agora? – Disse Georg pulando para a parte de trás do Audi com Bill. Gustav, ao meu lado, me lançou um olhar inquisitivo, quase como o que minha mãe costumava fazer quando sabia que eu tinha feito algo de errado. Mas eu não tinha. Não ainda. - Bill vai me ajudar com o plano – Disse simplesmente, me concentrando na pista. Na verdade, eu simplesmente não queria olhar pro Gustav e lembrar da minha mãe, mas isso não importa.- Vai dizer pra sua mãe que virou gay? – Perguntou Georg, sem entender nadinha. Lerdo.- Não, imbecil – Respondi revirando os olhos. – Bill vai fingir ser minha namorada.- Quer dizer que ele vai fingir ser uma garota durante toda a festa, é isso? – Disse Gustav, ajeitando os óculos na ponte do nariz como se fosse muito inteligente, o que era uma tremenda de uma impressão equivocada que ele passava. Coitadinho.- É isso.- Tom... – Começou Georg, cauteloso, enfiando a cara no meio dos bancos para poder me ver melhor. – Tem certeza de que você não é gay, cara?Revirei os olhos outra vez, me negando a responder. Quero dizer, os caras me conheciam há uma eternidade, sabiam que eu gostava era de um bom par de seios bem colocados.- Porque, sério, se você quer que ele faça papel de menina, porque não pediu pra uma menina fingir ser sua namorada logo de uma vez? – Continuou, lançando um olhar ainda desfocado na direção do Bill. – Sem ofensas Bill.- Tudo bem. Foi o que eu disse a ele. – Respondeu o cara, com uma unha presa nos dentes e assistindo a tudo realmente interessado. Taí uma coisinha que eu descobrira sozinho sobre ele: o cara era realmente curioso, exatamente como um filhotinho de felino, ficava fascinado com cada coisinha nova. Sorri, vendo-o pelo espelho retrovisor.
- Eu entendi – Disse Gustav à Georg, poupando-me de ter que explicar tudo outra vez – É mais fácil lidar com um homem numa situação dessas. Imagina alguma daquelas piranhas lá da escola tendo que conhecer a dona Simone. É sério, ela daria um piti se soubesse que o Tom tá namorando alguma vadia qualquer...- Exatamente! – Falei, parando o carro no estacionamento do colégio, ao lado do Mustang, que jazia lá desde ontem.- Meu bebê! – Gritou Bill assim que conseguiu sair do Audi, pulando em direção ao Mustang enquanto procurava as chaves na bolsa. E, deixe-me ressaltar, era uma bolsa bem feminina. Estranhamente, nele, parecia bem.- O que? Você é o dono do Mustang? – Perguntou Georg, lançando aquele olhar de cobiça de sempre sobre o carro que agora sabíamos ser do Bill.Bill apenas acenou com a cabeça, abrindo a porta com um sorriso enorme e jogando a bolsa e o casaco lá dentro.- Hm... – Começou ele, meio indeciso, fechando a porta novamente e se dirigindo a mim. – Obrigado por ontem, pelo jantar, e obrigado pela carona.Assenti e começamos a andar em direção à entrada da escola, relativamente em silêncio. Isso se descontarmos o fato de que o Georg estava assobiando para cada garota minimamente aceitável que passava. Dispensa comentários.- Hey, Tonzinho! – Gritou uma voz ligeiramente conhecida e o assobio de Georg perdeu o som. Me virei para ver quem era e dei de cara com Lia Meducci. – Como vai, amor?!- Bem. – Respondi a contragosto enquanto ela me abraçava e me dava um beijo no rosto. Abracei-a pela cintura. Ela lançou um olhar na direção do Bill, que estava nos seguindo a certa distância, e depois me olhou de volta.- Por que está deixando essa aberração seguir vocês? – Perguntou ela. Soltei sua cintura e olhei pro Bill, que assentiu e começou a se afastar devagar, com uma expressão do tipo “certo, entendi”. Estranhei por um segundo, olhando para Gustav e Georg, que encaravam Lia como se ela fosse louca. Pensando bem, a atitude dele fazia sentido. Bill sempre fora “excluído” e taxado de gay e andrógino, provavelmente por pessoas como Lia Meducci. Mas, quero dizer, só porque eu estava praticamente pagando pra ter a companhia dele não queria dizer que eu não o considerasse, de algum modo, como um amigo. Gustav e Georg pareciam compartilhar do mesmo sentimento. Podíamos ser os maiores filhos da puta da face da Terra, mas nem por isso costumávamos excluir pessoas só por causa da opção delas, muito menos debochar delas, como a garota que estava se achando a tal na minha frente só porque eu estava dando atenção a ela fazia. - Você quer dizer o Bill? – Falei calmo, vendo-o parar um momento à menção do seu nome. Lia deu uma risadinha abafada. – O que te faz pensar que estou “deixando que ele me siga”? - Bill está andando com a gente, a partir de hoje. – Continuou Gustav, puxando-o de volta pela camisa e continuando a andar escola adentro. - Somos amigos, querida. – Disse Georg, dando uma piscadela pra ela, que quase derreteu por um momento, mas depois voltou à realidade em que ela estava sendo praticamente esculachada. – Você é a única aberração, aqui. - Cheia de celulite. – Comentei baixo, seguindo-os. Não baixo o bastante para que ela não pudesse escutar. Pude ouvi-la bufar e murmurar um “O que?”. Dei risada; eita, menina chata!- Obrigado. – Disse Bill quando paramos de rir da cara da Meducci. – Mas realmente não era preciso. Eu estou acostumado a ser tratado por coisas muito mais repugnantes do que “aberração”.- Não mais. – Respondeu Gustav.- O que eu disse foi sério, Billie. – Completou Georg – Queremos que seja nosso amigo. Apesar de que você ainda me assusta. Me sinto mais feio que a ameba plastificada do Tom quando estou perto de você... - Oh, muito obrigado. – Respondi enquanto Bill ria, ainda tímido. Fofo. Ergh, eu disse mesmo isso?- E perto de você eu estranhamente sinto como se pudesse ser gay. – Comentou Gustav com uma careta.- Sai fora! – Dissemos eu, Bill e Georg ao mesmo tempo. Gustav fez um biquinho. Lembra quando eu disse que o Gustav é muito fofo às vezes? É, é como dessas vezes. Não que eu fosse fazer qualquer coisa embaraçosa como apertar suas bochechas fofas; não justo agora que o assunto era tão tenso.- Já te disseram que você fica fofo assim? – Disse Bill, cutucando uma das bochechas do Gustav com a unha, sorrindo. - Amável. – Murmurou Gustav, emburrado e corado. Principalmente emburrado. – Tem certeza de que você não é mesmo uma garota?- Você realmente quer que eu prove isso? – Perguntou Bill com uma sobrancelha arqueada. Gustav arregalou os olhos.- Melhor não. Acredito em você.Gargalhei.
Notas finais
É, eu sei, não recompensou a demora ¬¬' Eu também não gostei desse capítulo, mas ele meio que foi necessário, sabe, pra afirmar a amizade do povo aew. Então, não prometo que o próximo vai ser melhor HSDUAHSUA' mas tudo bem, quem me conhece sabe que eu simplesmente não gosto do que eu escrevo ¬¬'
Fale com o autor