Conto De Falhas
1 A escolhida.
Notas iniciais
Heey, yo!
Seguinte, pessoas lindas que talvez leiam isso: como eu disse no disclaimer - mas pode ser que você não tenha lido, então vale a pena reforçar - eu tenho uma beta. Acontece que ela me mandou o capítulo de volta - betado - por MP e aconteceu alguma bruxaria que fez com que essa MP evaporasse. Então, eu tentei arrumar o capítulo mais ou menos de acordo com o que eu me lembrava dela ter corrigido; isso quer dizer que se tiver algum erro - o que provavelmente vai acontecer -, eu sou totalmente responsável.
Ah, sim, agora você pode se divertir ;] (ou não)
Seguinte, pessoas lindas que talvez leiam isso: como eu disse no disclaimer - mas pode ser que você não tenha lido, então vale a pena reforçar - eu tenho uma beta. Acontece que ela me mandou o capítulo de volta - betado - por MP e aconteceu alguma bruxaria que fez com que essa MP evaporasse. Então, eu tentei arrumar o capítulo mais ou menos de acordo com o que eu me lembrava dela ter corrigido; isso quer dizer que se tiver algum erro - o que provavelmente vai acontecer -, eu sou totalmente responsável.
Ah, sim, agora você pode se divertir ;] (ou não)
- E ai, Tom?!
Foi o que me saudou assim que botei os pés no colégio naquele dia. Era uma quarta-feira bem comum, com todos os bajuladores de sempre e as mesmas garotas correndo atrás do papai aqui, isso se descontarmos o fato de que minhas orelhas ainda estavam queimando, graças ao sermão que minha mãe me dera logo de manhãzinha. Eu nem tinha acordado ainda quando o celular começou a fazer um tremendo escândalo em cima do criado mudo.- Fala! – foi o que o meu cérebro mal acordado conseguiu me mandar dizer. Logo eu fui descobrir que não devia ter atendido o celular daquele jeito, não devia mesmo.- Então agora é assim que você trata a sua mãe, certo?! – dissera a voz do outro lado, me fazendo acordar em um pulo na mesma hora – Onde é que foi parar o respeito? Não foi assim que eu te criei, mocinho...- Desculpa, mãe, pensei que fosse o Georg. – respondi antes que ela começasse uma história imensa sobre como ela sacrificara os melhores anos da vida dela pra cuidar de mim e bla, bla, bla. - Certo – disse ela, meio a contragosto. Ora, como se a culpa fosse minha! Ela me ligava às cinco da manhã em plena quarta-feira e ainda esperava que eu estivesse acordado o bastante para olhar no visor do celular pra verificar quem, diabos, estava interrompendo meu precioso sono. — Querido – então o tom de voz mudou completamente, se é que me intende. Algo me dizia que eu simplesmente não ia gostar do que ela ia me dizer. Eu sinceramente preferia que ela voltasse a falar sobre como me criou, pelo menos eu já sabia de cor tudo o que ela ia dizer. Fechei os olhos esperando a bomba – você sabe que semana que vem temos a nossa festa de confraternização familiar, certo?!Puta que pariu, eu já devia saber. A questão era que eu sempre odiara aquela maldita festa que acontecia todos os anos. Era meio que uma tradição idiota. Isso porque tínhamos parentes em vários lugares da Europa, então nos reuníamos em uma festa que acontecia justamente na nossa fazenda na Espanha. Em suma, eu odiava a festa porque além de ter que aguentar os primos pirralhos – a maioria que eu nem conhecia -, ainda tinha que aguentar aquele papo chato sobre como eu crescera e estava ficando um homem lindo e essas coisas todas que as suas tias-avós adoram, como apertar suas bochechas e perguntar sobre a escola; isso tudo sem mencionar o fato de que o passatempo preferido delas é relembrar os piores momentos da sua vida, como quando você foi tentar espiar sua prima trocando de roupa e acabou quebrando a perna porque caiu do banquinho que colocara na janela do banheiro. Puff.- Claro – respondi, totalmente desanimado.- Então, essa é a oportunidade perfeita para você nos apresentar sua namorada – concluiu a minha mãe. É nessas horas que você pensa: fodeu. Porque é claro que eu não tinha uma namorada – e nem queria uma. Mas meio que minha mãe não concordava muito com a minha postura de “pegador”, sabe como é, ela é um pouquinho feminista e repudia totalmente o fato de eu ir dormir com uma garota e praticamente acordar com outra. Eu queria mais era que ela mandasse pro inferno toda essa conversa mole de que homens tem que ser perfeitos príncipes e tratar as mulheres como se fossem porcelana e tudo o mais, mas era ela quem bancava minhas despesas. Fora aquela feminista irritante que me dera um Audi R8 de aniversário e um apartamento no Natal. E então, eu prometera que pararia com essa coisa de ficar com um bocado de meninas de uma vez só, e que arranjaria uma namorada, alguém que pudesse ser apresentada a família e que me fizesse assentar o rabinho. Embora, é claro, eu e você saibamos que eu não fizera isso porra nenhuma.- S-seria ótimo, mãe, mas é que ela não vai estar na...- Sem desculpas dessa vez, Tom – ela me cortou antes que eu pudesse pensar em uma desculpa inteligente pra sair dessa situação. – Ou trás a namorada pra nos conhecer esse fim de semana ou adeus carro, adeus apartamento novo, adeus liberdade. Seu pai está de olho em um colégio interno na Inglaterra pra você e só muda de ideia mediante apresentação de na-mo-ra-da-fi-xa. Entendeu?- C-claro – repeti. - Ótimo! Estamos esperando vocês na sexta-feira. – concluiu dona Simone. – Ah, e traga os meninos também! Fodeu. Ferrou. Danou-se.De modo que lá estava eu, adentrando o colégio já com uma rempa de idiotas na minha cola, falando sobre como Lia Meducci estava me olhando como se quisesse me comer com os olhos. Não que eu ligasse, realmente. Aquela garota era uma chata. Gostosa, mas extremamente chata. Continuei meu caminho, ignorando-a por completo e simplesmente não prestando atenção no que os caras estavam dizendo. Eu não precisava de dez marmanjos no meu pé só pra me dizer que tinha alguma gostosa olhando pra mim; porque sempre tinha, de qualquer modo. O que eu precisava mesmo era encontrar o Georg e o Gustav.Porque a questão era que a coisa estava realmente feia. Eu tinha que levar minha suposta namorada para conhecer minha família e tinha dois dias para fazer de alguma garota a quase futura senhora Trümper. Não que isso fosse realmente um problema, partindo do princípio de que havia pelo menos uma centena de garotas que teriam um ataque se eu as pedisse em namoro. O real problema era que eu não queria uma namorada de verdade: precisava de alguém que topasse fingir ser minha namorada, mas todas as garotas que eu conhecia eram do tipo vulgar e minha mãe esperava nada mais, nada menos que uma lady. Eu estava literalmente ferrado.
- Georg! – gritei quando avistei aquela coisa de cabelo liso de araque, parado perto da cantina com Gustav, rodeados de peito e bunda. Revirei os olhos: sempre na ativa.- Fala ae, sangue bom! – disse Georg se livrando das garotas e vindo até mim.- Sangue bom? – perguntou Gustav, praticamente tirando as palavras de mim.- É uma expressão, galera. Quer dizer algo como “gente fina”, “gente boa”, “brother”, “mano”...- Tá, dá uma pausa no dicionário do gueto – pedi, andando com eles até um banco. – Tenho notícias.- Boas? – disse Gustav, se jogando ao lado dos pés de Georg, que se sentara no alto do encosto.- Relativamente – respondi – Sexta-feira é o dia da festa de confraternização da família Trümper. - E a sua prima Viktoria vai estar lá? – perguntou Georg. - Provavelmente sim.- Então estamos nessa.- Não entendi como essa notícia pode ser “relativamente boa”. Essa notícia é ótima; maior festão, rango à vontade, bebida de graça – continuou Gustav.- Certo. Mas é a minha namorada que está fazendo com que essa ideia seja relativamente ruim. – respondi revirando os olhos.- Ah, manda a sua namorada pra puta que... Espera, você não tem namorada – comentou Georg.- E é exatamente esse o problema, senhor óbvio – respondi.- Caralho, não vai me dizer que a sua mãe ainda ta encanada nessa coisa de bom moço – disse Gustav, se inclinando para ter uma melhor visão da bunda da Nicole, do segundo ano. Dei-lhe um tapa na nuca. – Que é?!- Presta atenção aqui, idiota. Eu preciso de uma namorada. Agora!- Fácil – disse Georg ficando de pé e colocando as mãos ao redor da boca – HEY, GALERA, O TOM TRÜMPER TÁ PROCUR...- Fecha. Essa. Matraca. – falei pausadamente, puxando Georg de volta para o banco e tapando a boca dele. - Ué, — disse ele com a voz abafada — mas você não...?!- Não – interrompi-o.- Por que? – perguntou Gustav, rindo de Georg, que fez uma careta emburrada.- Olha só pra essas garotas – falei, apontando para uma delas – Olha só pra Meducci, por exemplo.- Ela é a maior gata! – comentou Georg.- Eu sei, mas...- E dizem que ela tá super a fim de você. De novo.- completou Gustav.- Eu sei, caralho. Mas olha só pra ela! Me dá nojo só de pensar com quantos caras ela já deve ter saído – continuei – Minha mãe espera que eu leve pra casa uma garota que participou de um baile de debutantes, que sabe qual é o garfo da salada e qual é o de peixe e que, de quebra, ainda saiba o nome de todos os estilistas famosos que ela costuma usar. - Qual é o problema da sua mãe? – perguntou Georg. Dei de ombros.- Feminista? Extremista? De direita? – chutei.- Pirada?! – sugeriu Georg.- Por um acaso, não seria algo como aquela garota? – perguntou Gustav nos interrompendo. – Ela parece ser bem o tipo que sua mãe chamaria de nora que ela pediu a Deus.Parei para observar a menina a quem Gustav se referia. Ela estava sentada no extremo oposto do pátio, com o rosto praticamente vidrado em um livro, uma bolsa enorme do lado, calças tão justas que provavelmente precisaria de três pessoas para ajudar a vestir, botas sem salto combinando com o cardigã e pulseiras, anéis e colares em demasia, como minha mãe – que era meio que uma perua, digamos assim – costumava usar; a diferença era que, naquela garota, tudo combinava, em uma variação de prata, cinza, branco e preto. Parecia muito bonita, se quer saber, com os cabelos lisos e pretos com um bocado de dreads por baixo — alguns brancos – e os olhos pintados de preto, sobrancelhas simplesmente bem-feitas, com um piercing em uma delas – a direita.- Hey, Tom, ainda está ai?! – perguntou Georg balançando a mão na minha cara.- Gustav – murmurei, ficando de pé e jogando minha mochila no Georg – você é um gênio!E, dito isso, comecei a andar em direção à garota. Tinha olhos castanhos, pude perceber, mas quando cheguei perto o bastante para dizer alguma coisa, ela se levantou com o celular nas mãos. - Sim? – dissera ela no telefone, surpreendentemente baixo e suave. Era ótimo ouvir uma garota que não tivesse voz de “taquara rachada”, como diria o Georg. – Claro. Tudo bem... certo, eu te ligo quando chegar em casa.- Oi – falei depois que ela desligou o celular e o meteu na bolsa. - Oi – respondeu ela, finalmente me olhando. Parando pra pensar, eu realmente acho que aquela era a única garota de toda a escola que eu não conhecia.- Eu nunca a vi por aqui, você é nova? – perguntei. Ela me olhou de um jeito bem estranho e sorriu um sorriso imenso, realmente branco, com os lábios grossos cheios de gloss. - Claro – respondeu e pude ver que tinha algo que brilhava dentro da boca dela. Outro piercing, talvez.- Sabe, eu queria...E, quando eu finalmente ia perguntar se a garota podia fazer aquele serviço pra mim, o sinal da primeira aula tocou.- Desculpe – disse ela, agarrando o livro – Tenho uma prova na primeira aula, nos vemos mais tarde.- Tudo bem – respondi assentindo com a cabeça enquanto ela se virava para ir embora. Certo, linda bunda. Não que venha ao caso.- E então, falou com ela? – perguntou Gustav quando voltei para eles para pegar minha mochila com Georg.- Sim e não – respondi – Eu falei com ela, mas não sobre a festa.- E sobre o que vocês falaram, então? – perguntou Georg, jogando a mochila de volta em mim.- Eu perguntei se ela era novata, porque eu nunca tinha visto ela por aqui, então ela riu e disse “claro”. Ela não tem a vozinha estridente que nem a da Thalia – acrescentei, me lembrando da última conquista de Gustav.- Deus me livre, ainda bem – respondeu ele. – Mas, mudando de assunto rapidinho, que nota você daria pra comissão de frente da... como se chama mesmo?- Não sei.- Você nem perguntou o nome da guria? – perguntou Georg enquanto subíamos as escadas em direção à nossa primeira aula.- Não.- Incompetente.- Tá, não importa. – disse Gustav — Dá pra responder a minha pergunta?- Ah, eu, err... não sei – respondi. Porque eu não tinha reparado mesmo e, bem, mesmo que eu quisesse, era meio difícil com aquele casaco enorme. Gustav me olhou desapontado, como se eu fosse um ser de outro planeta que tivesse raptado o Tom pra fazer pesquisa e ficado no lugar dele. Patético. – Mas tem uma bunda linda. Redondinha.Então ele sorriu. Descarado.
Notas finais
Eeeeeeeentão? Sabem de uma coisa?! Eu não tinha me ligado, mas essa fanfic provavelmente vai se assemelhar muito ao filme Pretty Woman; gostaria de dizer que essa não foi a minha intensão, mas belê.
P.s: adoro esse filme o/
P.s: adoro esse filme o/
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