Consequências

41 O amor permanecerá até o fim


Notas iniciais
Oi gente, bom, tenho uma coisa a dizer que vai deixar vocês tão tristes como eu, ao invés de fazer um capitulo 42, reuni tudo em apenas um, ou seja, esse é o ultimo capitulo! Aproveitem!

Choi Young Do voltou para a Coreia após passar quase todas as suas férias no Brasil. Assim que chegou em sua casa, sentiu o vazio de estar morando sozinho novamente. Sentiu falta dos barulhos que Taila fazia e as lembranças começaram a dançar em sua mente. Vê-la usando uma camiseta sua como pijama o chamou bastante atenção desde o dia em que a viu a primeira vez. Os dias em que brigavam e que a abraçou no sofá a primeira vez permaneciam em sua mente.

Subiu as escadas em direção ao quarto de Taila, abriu a porta lentamente e avistou algumas coisas dela que ali restaram, mas o que mais sentiu saudade foi de vê-la estudando desesperadamente para as provas, vê-la andando de um lado para o outro preocupada com os testes. O seu primeiro beijo que havia sido bem ali, naquela cama. A saudade dela era mais forte que tudo e agora tudo o que ele tinha a fazer era esperar a sua volta.

***

Taila ficou no Brasil, caminhou pelo calçadão e lembrou-se de quando ficou ali deitada na areia com Choi Young Do. Do vídeo que haviam feito mais tarde que a fez recuperar suas memórias. O que Choi Young Do não sabia, era que Taila mantinha em segredo de que ele foi a chave para que ela voltasse a ter novamente suas memórias, ninguém mais.

***

O tempo foi passando, Choi Young Do começou a estudar em um outro colégio, lá tentando se estabelecer com alguns dos garotos que já havia feito bullying, mas nenhum deles lhe dava atenção. Nenhum deles o havia perdoado pelo que ele fez.

Encontrava-se sempre com Kim Tan e Myung Soo em seu estudo após as aulas como nos velhos tempos. Todos os três estavam focados em passar em uma universidade. Cada um tinha um foco em uma universidade diferente. Eles nem mesmo tinham certeza se passariam, apenas tinham a certeza de que queriam passar.

Yang Mi vinha todos os dias lhes trazer lanches, seu foco era Choi Young Do, agora que ele estava longe de Taila, ela queria a todo custo conquistá-lo. Myung Soo queria a todo custo conquistar a garota que só tinha olhos para o seu melhor amigo. Ao notar todo aquele problema sentimental ali envolvido, Kim Tan resolveu traçar um plano.

Em uma tarde qualquer, Myung Soo foi convencido por seus dois amigos a confessar seus sentimentos. Lee Bo Na e Chan Eun Sang o ajeitaram adequadamente e lhe ensinaram algumas coisas que garotas gostam. Choi Young Do e Kim Tan estavam querendo o ajudar também.

— Eu estou nervoso, a Jang Yang Mi é tão linda — Choi Young Do estava terminando de arrumar a roupa do amigo.

— Para de ser medroso, agora é a sua hora de confessar seus sentimentos para ela — dizia Choi Young Do firme, com seu tom um pouco brincalhão.

— Só tome cuidado para não estragar tudo — Lee Bo Na falou e entregou ao rapaz um buquê de flores.

— Para que isso? — Perguntou pegando-as e avaliando de forma crítica.

— Quer se confessar para uma garota, mas nem sequer quer dar flores para ela? Que tipo de cara você é?

Chan Eun Sang riu e se aproximou de Lee Bo Na tocando seu ombro.

— Deixe ele ser quem ele é. Vocês ficam fazendo isso, só vão atrapalhar tudo.

— Ela tem toda a razão — comentou Kim Tan dando um tapinha no ombro do rapaz. — Boa sorte.

O barulho da porta se abrindo foi ouvido e os quatro correram para se esconder. Yang Mi entrou no local com seu uniforme de colegial e olhou em volta com as bochechas infladas.

— Você viu o Choi Young Do oppa por aí? — Perguntou a Myung Soo que estava parado logo a sua frente.

Ele estava pensado em como falar de forma suave para ela seus sentimentos, mas tudo foi para os ares quando ele soltou toda a sua voz e gritou, se ajoelhando de frente a ela:

— Senhorita Yang Mi! Por favor aceite meus sentimentos!

Ela se assustou com a reação dele e seu grito. Já sabia que ele a amava, mas não imaginava ouvir tal confissão.

— Sunbae, o que é isso?

Ele se levantou e ficou de frente para ela. Segurou em seus ombros e a olhou fixamente. Dessa forma sem pensar, ele se aproximou e foi colando seus lábios aos dela, que se assustou e permaneceu de olhos abertos. Ela o empurrou de uma vez para trás e lhe deu um tapa no rosto, o barulho ecoou pela sala. Ela saiu correndo, irritada. Ele permaneceu parado.

— Você ficou louco? — Perguntou Kim Tan indignado com a reação dele.

— Que tipo de declaração é essa? — Perguntou Lee Bo Na.

Myung Soo acordou de seu transe e deu um pulinho animado.

— Eu nunca vou desistir dessa garota. Obrigado gente! Senhorita Yang Mi! — Ele correu na direção que acreditava que ela havia passado.

Kim Tan e Chan Eun Sang se entreolharam felizes com a reação dele. Choi Young Do apenas acariciou a tela do celular aonde estava a foto da namorada. Ele nem sequer sabia o que ela estava fazendo.

***

No dia da prova da universidade, os garotos estavam bastante nervosos, estava na hora de começar o seu futuro. Todos ali iam herdar muitas empresas de seus pais e estava na hora de começar a pensar no que iam fazer de suas vidas. Chan Eun Sang também foi fazer a prova, mas estava com medo de não conseguir pagar sua faculdade, já que não ia aceitar nenhum dinheiro de seu namorado.

Choi Young Do ao entrar na universidade imaginou que estava vendo coisas, viu uma garota parecida com Taila passar. Correu para vê-la, mas ela não estava mais lá. Kim Tan sorriu e bateu no ombro do amigo, Taila estava com os estudos atrasados e nem sequer estava na Coreia, não havia o menor sentido ela estar ali, naquele dia e naquela hora.

Foi para a sua sala fazer a sua prova, ficou pensando em Taila e acabou perdendo um pouco de tempo, mas como tinha um raciocínio lógico rápido, resolveu as questões rápido e acabou terminando no último minuto. Eles se encontraram na saída e haviam marcado de se encontrar em um bar para comemorar. Já estava entardecendo, então logo seria noite, o que faria tudo ser ainda mais animado.

Aceitou. Quando estava saindo de lá, viu a garota que se parecia com Taila novamente passando, mas Myung Soo o atrapalhou quando foi segui-la. Quando foi procurar por ela com seu olhar, ela já havia desaparecido novamente.

Depois do bar, ele estava um pouco embriagado, mas nada que o tenha tirado de si. Não sabia que demorava tanto a ficar bêbado em relação a seus amigos. Chegou em casa e foi logo retirando seus sapatos e guardando a chave de casa. Havia uma moça parada a sua frente, de costas para ele. De cabelos na altura do ombro, repicados e lisos, uma blusa branca de manga cumprida, uma calça preta de couro e usando uma meia calça que realçava seu corpo. Não estava de sapatos por estar dentro de sua casa. Ele olhou a mala ao lado dela e estranhou, a moça na faculdade estava usando essa mesma roupa.

Ela se virou para ele, lentamente, deixando seus cabelos voarem um pouco.

— Achou que ia se livrar de mim?

Choi Young Do se espantou e foi em sua direção. Olhou bem para ela, que deu uma voltinha, sentindo-se lisonjeada com aquele olhar.

— Taila — ele sorriu e a abraçou imediatamente. Ela o abraçou de volta, passando os braços em volta, com um sorriso nos lábios.

— Sou eu — ela o soltou lentamente e pegou a sua mala — finalmente, será que o meu quarto ainda está vazio?

Ele respirou fundo e moveu a cabeça de um lado para o outro.

— Por que não disse que estava voltando? Eu acabei alugando seu quarto para a Yang Mi, sabia que ela cozinha muito bem e vai me acordar me chamando de oppa? Coisa que você devia fazer.

Taila apenas sorriu e o abraçou novamente. Passou seus braços em volta do pescoço dele e deitou sua cabeça em seu peito.

— Senti sua falta — os braços dele entrelaçaram seu corpo e pousaram em sua cintura. O queixo de Choi Young Do estava em sua cabeça, por ele ser mais alto.

— Também senti sua falta — seus lábios se encontraram novamente, logo após a passagem de seis meses e a chegada no inverno na Coreia. Um beijo suave e calmo foi se formando, matando a saudade de seus corações que a falta um do outro lhes havia feito.

Logo após o beijo terminar, Taila foi subindo as escadas em direção ao seu quarto. Choi Young Do levou sua mala. Quando chegou lá, a viu parada em frente a todos os seus livros bagunçados e seu desespero pelas provas ainda estava lá.

— Uau! Como pode estar tudo ainda no mesmo lugar?

— Deixei tudo como você deixou — ele foi entrando com sua mala em mãos. Colocou-a em um canto e voltou em direção a ela. Taila olhava tudo e depois sorriu, olhando para ele. — Parece que tudo está como antes, mas só parece.

Ele assentiu e colocou as mãos nos bolsos, se escorando no guarda-roupa.

— Você estava na Yonsei hoje? — Cerrou os olhos enquanto a olhava. Taila soltou uma risada baixa e cobriu os lábios com as mãos.

— Claro que eu estava — ele ficou surpreso e se aproximou dela com um olhar meio confuso.

— Mas... você não foi me ver. O que você estava fazendo lá?

— Fiquei seis meses no Brasil para organizar meus estudos, era a única forma de eu superar tudo. Fiquei lá para poder recuperar o tempo perdido e entrar na universidade com você.

Ele soltou o ar de uma vez, meio aliviado, mas ao invés de ficar feliz, ficou bravo.

— Ei! Aonde você está com a cabeça? Você acabou de passar por um acidente terrível, você ainda precisa de recuperação. Que história é essa de se afogar em estudos, não é à toa que você não pensa direito...

Taila não conseguiu se segurar e acabou falando um pouco séria também, mas no fundo estava querendo sorrir ao vê-lo tão preocupado. Falou enquanto ele ainda fazia o seu discurso.

— Young Do, vamos casar?

— Você pensa que é quem para... quê? — Ele não se deu conta do que ela havia dito e piscou algumas vezes um pouco pasmo. Depois sorriu, ainda estava confuso com a situação.

— O que você disse?

Taila apenas sorriu e se aproximou dele, com passos determinados e um sorriso calmo no rosto.

— Vamos casar?

Ele ficou um pouco pasmo com a situação e passou a mão em seus cabelos. Ficou pensando no assunto, não imaginava que ela pudesse estar falando sério. O sorriso no rosto dela não parecia que ela estava.

— Você está brincando, não é? Só pode ser uma brincadeira — ele começou a rir imediatamente. Taila bufou e cruzou seus braços. — Espera! Está falando sério?

— Claro que estou, nós já temos idade para nos casar e moramos juntos. Por que a gente não se casa? Assim podemos viver juntos sem precisarmos esconder isso do mundo.

— Ah, que falta de romance — resmungou e pegou o braço dela a puxando para fora da casa dele. Taila foi, mas estava confusa, não sabia sequer o que ele estava planejando.

Assim que chegaram ao parque em que a pediu em namoro, agora com os brinquedos completamente congelados pela neve. As luzes de natal ainda não haviam sido retiradas e com elas o ambiente estava ainda mais iluminado, contando com os postes e a neve caindo incessantemente. Nada daquilo havia sido planejado, era apenas uma forma de marcar aquele momento para o resto de suas vidas.

Pegou uma flor no jardim, era proibido, mas ele não estava se importando em ser multado. Ajoelhou-se em frente a ela, pegou sua mão. Taila sentiu seu coração se acelerar e acabou sorrindo ao ver o namorado ajoelhado a sua frente. Sempre havia sonhado com isso um dia. Ele estendeu a flor para ela e falou, sentindo seu coração acelerar e o medo de dizer palavras erradas lhe invadir.

— Taila, eu não tenho uma aliança aqui, e isso é tudo o que tenho no momento. Eu nunca pensei que ia amar uma garota tão irritante e insuportável como você — ela bufou e isso o fez sorrir, mas logo ele continuou — mas você é a garota que tem meu coração. É a garota que eu amo, uma garota forte e que não tem medo de nada, determinada e bonita, você tem tudo aquilo que eu admiro em uma mulher. Taila Monteiro, quer se casar comigo?

Ela assentiu por alguns instantes sorrindo como boba, ajoelhou-se em frente a ele e falou sem medo.

— Eu aceito, Choi Young Do — ela pegou a flor sorrindo e ele passou a mão por sua nuca e novamente selou seus lábios aos dela, em um beijo calmo. Embora ambos tivessem uma quantidade enorme de dinheiro, seu pedido de casamento havia sido simples e isso era tudo o que ambos precisavam para esse momento tão especial.

***

Nove anos se passaram, como o vento passa. Taila estava fazendo café da manhã quando Choi Young Do abriu seus olhos e se assustou dando de cara com uma criança por volta de seis anos. Branquinho de olhos puxados como ele, mas ao contrário dele, a criança tinha pálpebras duplas e estava com uma carinha séria olhando diretamente em seus olhos.

— Papai, já passou da hora de você levantar.

Ele tirou o braço de baixo das cobertas e cobriu a boca do filho, estava sonolento, havia trabalhado muito no dia anterior.

— A mamãe disse que nós temos que ir ver o tio Kim Tan hoje.

— Ah — resmungou, se sentando, passou a mão em seus cabelos bagunçados. — Eu já entendi, se eu não levantar ela vai vir aqui me arrancar da cama.

Ele assentiu com a cabecinha para cima e para baixo e Choi Young Do bagunçou seus cabelos.

Taila estava preparando o café da manhã quando o marido desceu a abraçou por trás.

— Acordou dorminhoco? — Sorriu enquanto passava manteiga em um pão de forma.

— Você agora está usando o Seung Ho para me tirar da cama.

Ela apenas sorriu e terminou de fazer o café da manhã, enquanto Choi Young Do a olhava fixamente, com a cabeça em seu ombro. Mesmo com os anos, ela ainda não havia se acostumado a comer arroz no café da manhã e quem acabou mudando sua dieta foi Choi Young Do, que acabou aderindo ao café preto durante a manhã, pães e bolos acompanhando.

A casa de Taila, contava apenas com empregadas que cuidavam da limpeza, as refeições, ela mesma fazia questão de cuidar de todas e não se arrependia de cuidar bem de seu marido e seu filho.

A festa de Kim Tan seria à tarde, a festa que ele sonhou sua vida toda, imaginando todos os anos, como seria sua festa de aniversário e como estariam seus amigos. Ele e Chan Eun Sang haviam se casado, mas ainda não tiveram filhos, estavam bastante ocupados com as empresas e mesmo em dez anos, ainda não haviam nem sequer pensado no assunto.

Estavam organizando uma festa luxuosa, pois afinal, quem estariam ali seriam herdeiros ricos de empresas. A casa de Kim Tan estava exatamente como em seu sonho, com champanhe e um bufê com um bolo em cima de uma mesa. Mesas espalhadas por toda parte e seus pais estavam ali. Sua madrasta não pretendia aparecer. A mãe de Chan Eun Sang não era mais empregada da casa e morava ali com eles, todos moravam naquela casa. Kim Won era quem estava cuidando das finanças da família como presidente do grupo Jeguk, enquanto Kim Tan estava no cargo de diretor, mesmo que ambos sejam os herdeiros, seu pai achou melhor que Kim Tan trabalhasse na empresa ou retiraria toda a sua herança.

Lee Bo Na e Young Chan Young estavam com um filho pequeno, depois de anos, lutando para não ter filhos, Lee Bo Na acabou cedendo ao desejo do marido de ser pai e haviam tido uma linda filha pequena.

Hyo Shin e Rachel, assim como imaginou Kim Tan, estariam ainda no “chove não molha”, o que acabou acertando. Era obvio que ambos queriam estar juntos, mas eles continuavam na mesma situação. Chegaram a festa e em alguns minutos conversando já estavam trocando indiretas e patadas um com o outro.

Myung Soo e Jang Yang Mi acabaram se casando, mas era um casamento de apenas seis meses. Desde o dia da confissão de seus sentimentos, ele corre atrás dela e agora, finalmente, estavam juntos.

Park Soo Yong não havia se casado ou estava em um relacionamento, era o único ali que não podia se gabar por ser herdeiro ou ter se casado com um, mas fez questão de aceitar o pedido de Kim Tan, já que haviam se tornado amigos desde então.

Todos ficaram animados quando Choi Young Do e Taila chegaram com seu filho, Taila e ele foram cumprimentar Chan Eun Sang e Kim Tan. As duas foram logo se abraçando. Os rapazes fizeram o mesmo, mas logo depois resolveram manter a pose de homens viris.

— Nove anos se passaram e você não mudou nada Kim Tan, na verdade, mudou sim, parece mais velho.

Kim Tan riu e ficou sério de repente e acabou revidando, sua relação com ele havia se estabelecido completamente.

— Não estou velho, trabalhei muito. Você parece que se tornou um homem que obedece bastante sua esposa.

— Quê?! — Ficou indignado. — Minha esposa não manda em mim — olhou para Taila que estava conversando com Chan Eun Sang — espero que ela não tenha ouvido isso.

Ambos ficaram sérios, mas logo depois começaram a rir juntos. Kim Tan passou o braço por seu ombro e o levou para irem tomar um pouco de champanhe.

Park Soo Yong parou logo ao lado de Taila e passou o braço por seu ombro com duas taças, oferecendo uma a ela, que pegou.

— Você me assustou chegando assim do nada.

— Park Soo Yong, você realmente não tem jeito — Chan Eun Sang saiu para ir falar com Lee Bo Na.

— Vim te oferecer um pouco de champanhe, baixinha. O que você acha se a gente... — o filho de Taila chutou a perna dele a fazendo ficar pasma com a situação.

— Choi Seung Ho, o que você está fazendo? — Taila se abaixou e segurou o filho — me desculpe por isso, Soo Yong.

— Já me acostumei — Choi Young Do cerrou os olhos olhando para ele de longe, e um tempo depois olhou para o filho e fez sinal de aprovação para a sua atitude.

— Eu realmente não acredito que estou vendo isso — Taila soltou uma risada baixa e caminhou saindo dali indo falar com Yang Mi.

Park Soo Yong se abaixou em frente ao garoto e sussurrou:

— Ei, por que você me odeia tanto? Por que você não vem tomar sorvete comigo?

— Não quero, papai disse que você só quer tirar a mamãe da gente — ele falou irritado. Park Soo Yong assentiu, bagunçando os cabelos do garoto, que ficou ainda mais bravo. — Que decepção, você se parece mais com seu pai do que com sua mãe.

A música parou de tocar e Kim Tan caminhou em direção ao seu bolo de aniversário. Sua mãe foi quem acendeu as velas, embora Chan Eun Sang estivesse ao seu lado. Seu pai também havia aparecido para dar os parabéns ao filho. Yoon Jae Ho, pai de Yoon Chan Young também estava lá, o parabenizando.

Todos começaram a cantar parabéns e, por fim, Kim Tan soprou as velas de vinte e nove anos, fazendo seu vigésimo nono pedido de aniversário. Ao terminar de cantar os parabéns, olhou para sua esposa e sorriu:

— Esse dia finalmente chegou e eu te disse que não importava o tempo, eu sempre estaria olhando para você.

Ela jogou um pouco de confete nele, tirando o clima formal da festa, embora ela fosse a única com essas intenções ali.

— Eu sempre acreditei nessas palavras.

Ele sorriu e selou seus lábios aos dela, em um beijo. Todos se espantaram com a sua reação, e culparam a viagem ao Brasil por isso. Taila apenas sorriu para a cena e viu que Park Soo Yong estava tentando cobrir os olhos de seu filho enquanto ele o empurrava bravo. Taila sabia que eles brigavam, mas quando ficava sem o ver, estava sempre procurando por ele.

Ela brindou a taça a de seu marido que olhava intensamente para o casal a frente, demonstrando seu amor e sorriu.

— Será que devíamos fazer o mesmo? — Perguntou ele de repente, voltando a si.

— Do que você está falando? Não precisamos nos beijar aqui, temos uma vida inteira para nos beijar.

Ele sorriu e bebeu um pouco do champanhe.

— Como eu poderia saber que a louca que subiu na minha moto do nada, me traria para o dia de hoje, e me daria o maior presente da minha vida — olhou para o filho e logo depois para champanhe na taça. Taila o abraçou de lado, ainda tendo visão de Kim Tan e Chan Eun Sang, que haviam encerrado o beijo e estavam tirando fotos agora.

— Nós vivemos tantas coisas incríveis juntos que eu realmente não acredito que estamos aqui hoje.

— Você se arrepende de algo?

Ela respirou fundo e deitou a cabeça em seu ombro.

— Não, eu fiz algumas escolhas erradas, mas se eu não tivesse feito, não estaríamos aqui hoje. Tudo o que aconteceu no passado, apenas me mostra o quanto meu presente é incrível.

Ele pegou na mão de Taila e caminhou com ela para longe da festa e foi em direção ao jardim, a fonte estava jorrando naquele momento.

— O que estamos fazendo aqui?

— Ficando sozinhos.

— Para?

Ele se aproximou e ficou de frente para ela, a tocando com um de seus braços em sua cintura, enquanto na outra permanecia a taça de champanhe. Taila segurava o champanhe com as duas mãos.

— Para eu te dizer o quanto eu te amo.

Ela sorriu e acariciou o rosto dele com uma das mãos.

— Eu também te amo, Choi Young Do.

Ele também sorriu e assim seus lábios se encontraram mais uma vez, mais uma vez juntos. Mais uma vez compartilhando todo o amor que sentiam um pelo outro, embora houvesse passado nove anos, eles ainda tinham uma longa caminhada a seguir juntos.

Notas finais
Bom, eu realmente espero que vocês tenham gostado e está na hora de marcar a fanfic como lida. Quem acompanha a fanfic desde o começo, sabe como foi uma longa jornada chegar aqui. Não vou mentir que quase desisti várias vezes da fanfic, mas não posso negar que a leitora Phaella foi a pessoa que mais me manteve firme a não desistir e hoje ela se encerra. Espero ver vocês na minha outra fanfic, que é do dorama Dream High 1 e 2, com o grupo de K-pop BTS. Toda essas história da Taila e do Choi Young Do, sempre foi muito intensa para mim e hoje eu sou muito feliz em dizer que eu terminei uma história que realmente é importante para mim. Sei que não tenho muitos leitores, mas amo todos aqueles que estão aqui e sempre amarei com todo o carinho. Vocês são extremamente importantes, pois como disse um filósofo e (não me pergunte quem) uma história não vale nada se ninguém a lê. São vocês que me ajudaram nessa jornada e hoje eu estou aqui para agradecer por quase dois anos juntos. Amo vocês e venham ler, Dream High- Em busca de um sonho https://fanfiction.com.br/historia/698807/Dream_High-_Em_busca_de_um_sonho/