Confessionário
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Abri meus olhos à muito custo. A escuridão me embalou, e eu me ajeitei sobre a cama; o toque dos lençóis acetinados lembrando-me da minha completa nudez. Suspirei ao mergulhar minha cabeça no travesseiro e sentir o cheiro dela, impregnado em cada linha do tecido de uma maneira envolvente.
Me levantei, embora um pouco cambaleante. Estava escuro ali, mas pelo som externo eu sabia que já havia amanhecido. Calcei minha cueca e a calça, e logo já tinha vestido a regata branca e minhas botas. Onde estaria Regina?
Eu esperava que ela estivesse pensando as mesmas coisas que eu. Desde que a maldição nos trouxe de volta, eu me sentia vazio. Era como se faltasse um pedaço, como se tivessem arrancado uma página de um livro, uma peça de um quebra cabeça. A imagem em seu panorama geral parecia certa mas faltava algo e esse algo desaparecia quando eu estava com ela. Regina me completa como se tivesse lido um manual de instruções sobre mim. É como se somente ela possuísse a chave que abre as comportas da minha alma e coração.
Regina não concordaria em viver uma mentira. Nem eu aceitaria. Eu sabia, que por mais difícil que fosse, teria que me abrir com Zelena e colocar um fim em nosso relacionamento. Entretanto, era estranho o quanto isso não me machucava. Minha esposa é uma pessoa adorável e companheira, e eu lhe desejo todo tipo de coisas boas. Mas infelizmente, meu coração pertence à outra pessoa.
Caminhei pelo corredor de acesso à cripta, e sorri quando a vi sentada sobre a escada. Regina era formidavelmente linda. Um presentes dos deuses aos olhos dos mortais. "Bom dia."
"Olha quem finalmente acordou." Respondeu ela com uma delicadeza adorável. A suavidade do seu tom foi suficiente para me fazer desejar seus lábios novamente. Ela se levantou e eu decorei as curvas acentuadas em sua saia justa ao corpo exuberante.
"Peço desculpas por isso. Essa foi a melhor..." O que eu deveria dizer? Transa? Noite de sexo? Noite de amor? Que ela só não era conhecida como Rainha do Sexo porque poucos homens tiveram o prazer magnânimo de estar com ela? Ela era espetacular. "... noite de sono que tive em muitos anos." Concluí.
Regina abaixou a cabeça mordendo o lábio inferior num misto de timidez e malícia. O sorriso safado que brotou em seus lábios me fez estremecer na boca do estômago. Ela sabia o que havia feito comigo. Sabia que tinha me enfeitiçado com seu corpo esculpido e seu toque suave e quente.
"O que você acha de irmos até o Granny's e eu lhe pagar um café da manhã?" Questionei, me aproximando dela. A maneira como os olhos dela escorregavam lentamente pelos músculos dos meus tríceps, delineando cada centímetro deles era demais para mim. Ela olhou em meus olhos com doçura e sorriu.
"Isso soa maravilhoso, mas você sabe que não podemos." Os olhos dela caíram sobre os meus lábios e percebi que ela deu um leve impulso para a frente. Regina queria me beijar tanto quanto eu queria beijá-la. Havia uma fome dela que se entrelaçava aos meus genes, tornando impossível resistir. Se ela me beijasse agora, eu não saberia parar. "É verdade. Aqueles waffles são caros demais." Respondi, e ela sorriu.
Ah Deus, aquele sorriso! Eu travaria mil batalhas por ele! Enfiei meus dedos em seus cabelos, segurando seu rosto enquanto a ponta dos meus dedos acariciavam minha nuca. Nossos rostos estavam alinhados, e a aproximação era apenas inevitável. "Aí está... Esse sorriso elusivo mas satisfatório em que eu penso toda vez que fecho meus olhos."
Inclinei-me, e encaixei minha boca na sua. Beijar Regina era o meu oásis, e a maneira como a língua dela brincava como a minha fazia todo o meu corpo tensionar. Não permiti distância entre nós mesmo depois de beijá-la. Deslizei minhas mãos ao redor da sua cintura fina e delicada até que as palmas das minhas mãos estivessem espalmadas em suas nádegas, segurando-a contra mim com a dose certa de carinho e malícia. Regina sorria, envolvida pelo clima morno e aconchegante que havia entre nós, enquanto suas mãos descansavam nas minhas costas, num abraço carinhoso.
Tirei uma das mãos da bunda dela e corri até seu rosto, afastando uma mecha que lhe caía sobre os olhos. Eu adoro essa mulher. Ela parece uma pintura renascentista que criou vida. “Me pergunto porque não lutei por você invés de simplesmente fugir.” Ela manteve o olhar no teto antes de suspirar ruidosamente, sorrindo acanhadamente enquanto segurava na minha cintura, me tocando, me buscando. Minha mão esquerda deslizava em seu pescoço, acariciando as madeixas de cabelo negro que caíam desalinhadas.
“Acho que você estava sofrendo por ter o coração partido de uma maneira impiedosa…” Meus olhos caíram novamente nos lábios dela. O que essa mulher havia feito comigo? Ela me encarava com os olhos atentos e sorridentes e tudo que pude fazer foi retribuir a intensidade de seu olhar. “Misturado a uma ponta de auto-destruição e ódio.” Irresistivelmente, deslizei os dedos pelo seu rosto e a segurei ali, enquanto sorria entre as minhas palavras. “E eu era apenas um bebado em um bar com uma tatuagem.”
Regina segurou em meu antebraço. Eu mantive minha mão em seu rosto enquanto ela fazia pequenas carícias ali. “Com quem Tinkerbell havia me avisado que eu estava destinada a ficar. Eu deveria ter escutado aquela fada estúpida.” Sorri, pensando nas possibilidades que isso nos teria permitido. Mas eu gostava de estar ali, com Regina em meus braços, seu sorriso lindo à minha frente, seu rosto enroscado na minha mão. “Tudo teria sido diferente se eu tivesse escolhido você em vez do Mal.” Era possível eu estar apaixonado pela maneira como ela havia formado um biquinho em seus lábios ao pronunciar a última palavra?
“Você cometeu erros. Mas agora está compensando-os.” Sussurrei, memorizando novamente cada centímetro dela antes de captar o foco do seu olhar. Ela estava imperdoavelmente deliciosa naquela roupa, e isso significava uma tortura cruel e desumana para mim. Nossos narizes se roçavam assim como nossos lábios e nossas mãos. Eu a amava, e eu precisava dela como um asmático precisa do ar — desesperadamente. Meu maior anseio era que o tempo parasse e eu pudesse mantê-la nos meus braços para todo o sempre. Eu senti quando ela beijou a ponta do meu nariz com delicadeza, nossos braços deslizando uns nos outros, os toques, as texturas. “Eu estou tendo uma recaída.” Sussurrou ela, segurando minhas mãos geladas com as suas mãos quentes e aveludadas. “Você é casado.”
Encarei de onde eu estava, paralisado pela ausência do toque dela. “Eu sei.” Confessei, encarando-a. Regina afastou-se e ainda de costas para mim respirou fundo, e colocou as mãos na cintura, como que pensando nas implicações que nossos atos gerariam. Ela se virou lentamente, ainda falando. “E mesmo que não fosse por causa da Zelena, isso ainda terminaria mal.”
“Você é assim tão pessimista?” Questionei, me aproximando dela.
“Você também seria, se visse essa situação como eu vejo Robin. Eu passei a noite com um homem casado e traí um cara decente e incrível que me trata como uma verdadeira rainha.” Ela encarou o chão por algum tempo, e eu criei forças para me aproximar ainda mais, o silêncio fazendo com que o som das minhas botas contra o chão soasse gritante e áspero.
“Thomas.” Pronunciei, aceitando o golpe.
“Thomas.” Ela repetiu, os olhos brilhando enquanto me encarava.
“Regina… O que nós tivemos aqui não foi um casinho extraconjugal. Não foi exatamente da maneira mais correta possível, mas eu não pretendo abrir mão de você, nunca mais. Eu escolhi você. Eu quero ficar com você. Eu vou dar a volta ao mundo por você, se necessário.”
Regina sorriu, embora parecesse desacreditada. Seus lábios se curvaram num sorriso abismado, mas logo se contraíram num semblante de preocupação, um toque maternal de abnegação. “Mas Robin… e as crianças? Como isso parecerá aos olhos de Abigail e Roland? Quer dizer… Eu entendo você. Zelena pode ser uma mãe melhor para eles do que eu. E no final das contas, nossos filhos vem primeiro.”
Caminhei até ela, e deslizei meus dedos em sua cintura, brincando com as dobras do tecido. Ela me encarava com seus olhos repletos de doçura e amor e eu acho que estou me sentindo impotente perante a sua culminância. Olhei para baixo e meus olhos percorreram a pele exposta entre os tecidos finos, revelando um caminho suntuoso de pele branca cintilante na altura de seu decote. Quando voltei a encará-la, estávamos a poucos centímetros um do outro e eu percebi que ela havia fitado meus lábios por algum tempo, embora tivesse disfarçado de maneira péssima logo depois. “Se eu escolhesse viver uma vida ao lado de Zelena, eu estaria vivendo uma mentira e acho que já levei isso longe demais.” Ela riu, desacreditada. “O melhor exemplo que posso dar aos meus filhos é viver verdadeiramente, seguindo o meu coração. E meu coração me leva à você.”
Meus dedos deslizaram para as suas nádegas e eu rocei minha boca na dela, tentando provar do beijo adocicado e apaixonante, mas ela sussurrou contra os meus lábios, desvencilhando minhas mãos de seu corpo. “Então você sabe que isso não pode acontecer novamente.” Afastou-se um passo para trás, olhando fixamente em minhas irises verdes. “Pelo menos não da maneira errada. Você precisa conversar com Zelena e eu tenho que conversar com o Thomas.”
“Certo.” Aceitei, muito a contragosto. Mas o que eu estava pensando? Eu não podia deixá-la escapar assim. Regina estava na minha frente, com as mãos cruzadas em suas costas, na altura do quadril e ela se balançava quase que inconscientemente na minha direção, a cabeça baixa. Eu precisava dela. Precisava beijá-la até que ela esquecesse do que era feito o oxigênio que preenchia seu sistema respiratório. Eu havia esperado por muito tempo, e de repente, tudo que eu queria e precisava era me certificar de que ela era mesmo real, e que ela era mesmo minha. Respirei fundo, e encarei-a, mas meus olhos viajaram para aquele nicho de pele entre os tecidos da sua blusa, envoltos em uma lingerie rendada e provocante. A maneira como seu tórax subia e descia, ofegante e ansioso, evidenciava a renda na borda de seus seios e eu não consegui ignorar a tentação que queimava dentro de mim feito uma fornalha ardente. “Mas… eu acho que se nós não sairmos desse cofre…” Comecei a empurrá-la na direção da parede, em passos lentos enquanto segurava-a pela cintura com delicadeza, usando apenas a pressão da ponta dos meus dedos. Regina sorriu de uma maneira safada e completamente aberta e eu soube que ela não estava descontente com o rumo para o qual eu havia direcionado a conversa. “Ainda pode ser considerado como a primeira vez, não acha?”
O sorriso aberto e escancarado dela ao ser prensada na parede foi a única confirmação que precisei. Minha boca alcançou a dela, e o calor familiar rapidamente nos tomou. Regina era suculenta e saborosa, de uma maneira sofisticada. Resvalei minha mão pelo seu rosto, tomando sua nuca como base e aprofundei o beijo, apertando-a contra mim. Diferentemente da noite anterior, eu tinha uma fome carnal e profundamente libidinosa dela, e agora tudo que eu queria era saciá-la com devassidão, amando-a com toda a intensidade da minha própria existência. Eu gemia enquanto pressionava meu corpo contra a dela ao mesmo tempo que nossas línguas se enroscavam, eu gemia enquanto sentia suas mãos delicadas acariciando os músculos dos meus braços. Gemer enquanto a beijava era mais do que uma obrigação, tornara-se involuntário perante a exuberância dos beijos que ela proporcionava. Eu tinha muita fome dela, e uma fome máscula e urgente, desesperada em sua forma mais provinciana e mais famigerada. Abaixei-me e facilmente a peguei no colo, sentindo suas mãos em meu pescoço e cabelos e sua boca na minha enquanto eu a segurava num abraço forte na altura do quadril, carregando-a suspensa, segurando em meus fortes braços a fonte do calor que penetrava minha espinha e atormentava cada célula do meu corpo.
Deitei Regina no chão. Ela não reclamou, simplesmente enfiou os dedos nos meus cabelos e me puxou para um beijo voraz, gemendo entre os meus lábios. Eu a queria tanto que sentia estar enlouquecendo. Enlouquecendo de amor, enlouquecendo de tesão. Rasguei sua blusa, fazendo com que botões se espalhassem por todo o chão. Rapidamente, deitei-me sobre ela e enquanto eu saboreava a pele de seu pescoço entre mordidas e chupadas, Regina desvencilhou-se da saia apertada, encaixando-me entre as suas pernas enquanto suas unhas subiam pelas minhas costas por baixo do fino tecido da regata branca. “Robin.” Gemeu ela, de uma maneira completamente diferente do que eu já havia escutado, era um gemido manhoso, sedutor, e combinado à maneira como as unhas dela me cortavam e me arranhavam, era uma combinação fatal para um homem já sentenciado à perdição.
Arranquei a blusa de seus braços com fúria e puxei seu sutiã para baixo, amassando a renda por baixo dos meus dedos ásperos. Lambuzei um de seus mamilos enquanto massageava o outro com o polegar, adorando a maneira submissa e chorosa com a qual Regina gemia, acariciando meus cabelos e pedindo por mais. Ela sucumbiu, arqueando sua lombar vigorosamente quando abocanhei um de seus mamilos e rodopiei a língua ao redor dele, para depois sugá-lo lentamente. Mas eu não aguentaria por muito tempo. Eu precisava dela e tinha que ser logo. Senti a mão dela abrindo o meu zíper e gemi contra seu pescoço quando a senti acariciando meu membro rígido e endurecido por dentro da cueca, seus dedos delicados subindo e descendo, ágeis na manipulação, apertando e soltando numa habilidade incomum de acertar a pressão. De alguma maneira que eu não sei como explicar, Regina arrumou força para virar o jogo, jogando-me sobre o chão e ficando sobre mim. Ela se debruçou, e me beijou, molhado e safado, enquanto continuava me acariciando. “Eu te amo, Robin.” Sussurrou ela, e eu respirei fundo quando notei o que ela ia fazer.
“Regina, você não precisa fazer isso.”
“Cale-se. Eu faço porque eu quero e ponto final.” Ameaçou, com a voz rouca e sensual. Respirei fundo e senti um calafrio percorrer todas as vértebras da minha coluna quando seus lábios envolveram meus pênis, sua língua deslizando pela extensão dele quando ela subiu e desceu, os movimentos lentos porém intensos. Regina arranhava meus testículos enquanto o chupava sem urgência, deliciando-se, subindo e descendo, acariciando com a unha, arranhando. Sua língua vez ou outra subia e circulava a glande, provocando-me e atiçando minha libido. Regina gemeu e começou a sugar com força, seus músculos faciais se contraindo, ela sugava, sugava e sugava, lambendo a extensão, chupando-o como se fosse seu sorvete favorito e talvez fosse. Eu estava prestes a gozar, e ela não sinalizara nenhuma intenção de parar. Quando tentei afastá-la, Regina fincou as unhas no meu quadril, apertando-me ao seu encontro e sugando com ainda mais vontade. “Regina, por favor... “ Supliquei. Regina era uma rainha e eu queria gozar apenas quando ela estivesse plenamente satisfeita, quando ela fechasse os olhos e conseguisse visualizar seu orgasmo explodindo feito uma colisão de planetas. Ela sentou-se no meu colo, delicadamente, rebolando contra o meu membro mas sem forçar uma penetração. Ela estava excitada, podia dizer pela maneira como sua lubrificação lambuzara meu pênis devido a fricção de cada rebolada. Ela gemeu quando eu enfiei as mãos em seus cabelos e a puxei para mim, beijando seu pescoço e acariciando seu clitóris com o polegar. “Você é linda.” Sussurrei, chupando seu pescoço logo abaixo da linha do maxilar. Ela sentou em meu colo e eu a surpreendi me levantando e levando-a comigo, até que bati suas costas contra a parede e encontrei o meu caminho para dentro dela, fazendo com que Regina fincasse as unhas nas minhas costas e gemesse alto com a invasão. Seu corpo alojava o meu com destreza, abrigando-me e me aceitando a cada reinvasão. Eu movimentava meus quadris de encontro aos dela, forte e firme. Regina me beijou, sua boca firme contra a minha, com desejo, com posse, enquanto eu mantinha os pulsos dela imobilizados contra a parede e me enterrava em seu corpo. “Robin… Robin.” Gemia ela, desconexadamente, tentando criar um elo entre suas orações inaudíveis.
“Você é…” Eu gemi, meu cérebro não me ajudava, os gemidos dela entravam em meu canal auditivo e me faziam perder a raciocínio. Nossos olhos se encontravam vez após vez, e eu via em suas irises caramelo claro algo intenso e carnal mas ao mesmo tempo puro e bonito e eu temia que nunca mais conseguisse ficar longe dela? Era cedo para aceitar que ela era a minha alma gêmea, o complemento pelo qual esperamos a vida toda? Regina era deliciosa, bonita, geniosa e possuía um coração mais digno do que de muitas pessoas juntas. Eu a penetrava com força, e abaixo de seus gemidos chorosos e súplicas fracas, podia se ouvir o som da minha virilha batendo na dela, o som deliciosamente molhado do choque de nossos sexos, meu pênis enterrando-se nela com força, com possessão, com um desejo que era quase que sobrenatural e transcendental.
Eu estava absorto demais na maneira como eu a invadia, na sensação cósmica e deliciosa derivada do encontro de nossos corpos mas mesmo assim, consegui sentir quando a musculatura interna começou a me pressionar, apertando-se ao meu redor enquanto eu a penetrava com vontade. Suas unhas se apertaram na carne da minha lombar quando ela gemeu quase rendida no meu pescoço, choramingando e mordeu meu ombro, abafando a onda devastadora que a acometera. Regina estremecia, abraçada comigo e eu continuei estocando, duas, três, quatro, cinco vezes, dez vezes até que meu corpo sucumbiu ao prazer e eu cedi, gemendo o nome dela enquanto o orgasmo me abraçava.
Regina beijava meu pescoço e com um estalar de dedos, nos envolveu em sua névoa roxa, transportando-nos para o quarto. Eu a deitei na cama, e fiquei observando seu belíssimo corpo, contorcido numa posição de pós orgasmo. “Volte para a cama, Robin.” Pediu ela, manhosa. Um sorriso brotou em meus lábios. Deitei-me ao seu lado, acariciando seus cabelos e olhando para seu belíssimo rosto, talvez o mais belo que eu já havia visto. Beijei o topo dos seus cabelos e continuei admirando-a, enquanto acariciava as madeixas negras. Regina abriu os olhos e me encarou, os olhos fixos nos meus, com um brilho doce e urgente no olhar. “Está tudo bem? Precisa de alguma coisa?” Perguntei, preocupado. Eu morreria se tivesse feito qualquer coisa que a tivesse ferido.
“Não…” Sorriu ela, e se aproximou, deitando-se ainda mais próxima ao meu corpo. “Eu só estou tentando memorizar essa imagem de você.”
“Com as calças arriadas e exausto?” Brinquei.
“Com amor em seus olhos.”
Comovido, puxei Regina para um beijo delicado, provando dos seus lábios com carinho e a abracei. “Pare de pensar assim, amor. Estamos juntos, aqui e agora. Meus sentimentos por você são reais, Regina. Eu…”
“Eu sei.” Interrompeu ela, me abraçando.
Mantive-a no meu abraço, e acariciei seus cabelos até que ela finalmente adormeceu.
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