Notas iniciais
1) Tris Baudelaire, preciso agradecer (atrasada) pela recomendação, não existem palavras suficientes para a minha gratidão e para o carinho que eu sinto toda vez que leio palavras tão incríveis quanto essas que você gentilmente dedicou à minha fic, obrigada de coração! ( e espero fazer jus à confiança que tem em mim) 2) Desculpem por não ter respondido todos os comentários ainda, ando meio atolada no tempo, mas eu vou responder assim que possível. 3) Eu já disse que adoro vocês e que escrevo por e para vocês e que nada disso faria sentido sem a força de quem lê? Pois tô dizendo agora. Obrigada. (:

POV REGINA

Fechei os olhos e mordi meus lábios quando senti os dedos dele brincando com o zíper do meu vestido. Suas mãos deslizavam pelo meu corpo, acariciando, alisando cada centímetro coberto pelo tecido vermelho. Havia uma névoa na minha mente, submersa em uma sensação de prazer e paixão que ardia, ardia furiosamente.

“Eu quero você. ” Ele sussurrou contra a minha orelha, e eu senti meu corpo todo arrepiando-se em resposta. Sua boca encontrou minha jugular, e ele brincou com a língua ali; não tive escolha a não ser deitar a cabeça em seu ombro e permitir que ele fizesse o que queria, enquanto eu acariciava sua nuca com o outro braço. Robin me tinha completamente à sua mercê, entregue à paixão e ao desejo insano e proibido contra o qual eu havia lutado incansavelmente desde que nos conhecemos. Desde que eu o conhecera. Desde que eu havia deitado meus olhos sobre sua tatuagem. Desde que eu tocara seus lábios com delicadeza, impedindo-o de pronunciar a oração de Pandora.

Ele colocou a ponta do indicador sobre o zíper, mas tocando a minha pele e deslizou o mesmo por toda a sua extensão, contornando a linha da minha coluna cervical. Suspirei ruidosamente no exato momento em que suas mãos invadiram o espaço do vestido, deslizando sobre a minha pele nua. As mãos de Robin estavam geladas e contristavam com a minha pele ardente. Ele me puxou pela cintura e eu gemi. Sua boca alcançou minha clavícula, e ele brincou com a língua ali enquanto deslizava o vestido pelos meus ombros, soltando-o e deixando que caísse aos nossos pés.

Um calafrio tomou conta do meu corpo quando senti as mãos dele ao redor da minha cintura e seu hálito quente contra a minha nuca. “Regina, você é tão...”

“Perfeita. ” Concluí, admirando aquela junção maravilhosa de um corpo esbelto com a renda delicadamente desenhada contra seu quadril redondo. Regina tinha um corpo lindo, e eu sabia, a partir daquele momento, que estava perdido. Eu não saberia conviver sabendo que Regina não era minha. Não, ela tinha que ser minha. Deslizei minhas mãos em seus quadris perfeitos, tentando memorizar a sensação de sua pele macia e sedosa, aveludada como seda. Regina deu um passo para trás, encostando-se em mim, e eu deixei que minhas mãos tomassem um caminho diferente, acariciando-lhe as coxas, enquanto eu distribuía pequenos beijos em sua clavícula, sussurrando que ela era com certeza a mulher mais linda que eu já havia visto.

Virei-a para ficar de frente comigo, e nossos olhares se encontraram. Eu poderia fazer amor com ela, apenas através dos nossos olhares. Era como se ela pudesse ver através do meu corpo, como se desvendasse meus segredos e sentimentos, como se lesse meus pensamentos. Deslizei a mão pela maçã de seu rosto e ela sorriu. Ah, como eu adoro esse sorriso! Regina continuou com os olhos fixos nos meus enquanto deslizava meu colete através dos meus ombros e o derrubava no chão aos nossos pés. Ela mordeu o lábio inferior enquanto seus dedos deslizavam pela minha musculatura, desenhando as faixas de músculos que desciam dos ombros, trançando-se em meus tríceps e ressurgindo nos meus antebraços. “Você é...” Mantive minha atenção nela, e assim que ela voltou a me encarar, suas bochechas tomaram um tom rosado e ela permaneceu em silêncio, como que medindo as próprias palavras.

“Você é linda, Regina. ”

“E imatura.”

“Você me acha gostoso e ficou com vergonha de falar, eu entendo.”

Ela sorriu enquanto suas unhas deslizavam pela minha cintura, brincando com a barra da regata branca que eu usava. “Você é muito convencido, Locksley. ” Regina se aproxima, me abraçando, as unhas deslizando pela minha nuca enquanto ela observa cada detalhe em meu rosto. “Eu só... eu nunca tive isso. ”

“Você não vai querer me convencer que é virgem agora, vai? ” Brinco, minhas mãos deslizando pela sua cintura e apertando suas nádegas duras contra mim, esfregando-a no meu corpo.

“Não, Robin...” Sua boca encontra a minha. Regina aperta minha nuca, me puxando para o beijo, aprofundando sua língua na minha boca com cuidado e desejo, alimentando-se da minha excitação, me acariciando como eu gostaria de fazer com outra parte do corpo dela. Seu beijo é intoxicante e finco os dedos na sua bunda, apertando com força, ouvindo gemer nos meus lábios. Sua boca finalmente escapa da minha, me deixando com uma sensação inebriante de quero mais. “Eu nunca transei por paixão... Eu nunca fiz amor. ”

“Regina...” Suspiro, surpreso com sua revelação.

“Eu era obrigada por Leopoldo, e todos os outros homens, incluindo Graham... Era uma necessidade fisiológica, era sexo, uma distração. Eu nunca tive essa ligação com eles. ” Pensei em perguntar sobre sua relação com Thomas, mas a última coisa que queria era trazer Thomas à tona agora. Beijei sua testa, enquanto acariciava seus cabelos sem pressa.

“Eu sinto muito por isso, Regina. ”

“Tudo bem, eu...” Ela começou, mas eu deslizei o polegar sobre os seus lábios, encarando-a. Senti seu corpo relaxar e ela deslizou as unhas pelo meu abdômen, brincando com a barra da regata branca que eu usava.

“Tem alguma cama por aqui? ” Pergunto e Regina sorri, enquanto sinto seus dedos na pele do meu abdômen, por baixo da regata. Regina não responde, debruçando-se e beijando meu pescoço. Seus lábios são macios e quentes, e sua saliva me queima. Ela desliza uma das pernas, enganchando-se na minha calça jeans e então suas mãos vão até meu cinto, e eu respiro fundo quando sinto suas mãos desafivelando meu cinto. “Regina...” Suspiro, chamando sua atenção novamente. “Tem uma cama ou algum lugar onde nós podemos ir, por aqui? ”

“Tem uma cama ali dentro. ” Responde, apontando para uma porta no final do corredor. Me abaixo e passo minhas mãos por trás das coxas dela, pegando-a no colo. Regina cruza as pernas na altura do meu quadril, e eu a seguro, beijando seu pescoço e acariciando seus cabelos. Ela sussurra perguntando o que eu estou fazendo, mas eu não respondo, continuo caminhando até o final do corredor, e assim que entramos no cômodo indicado, avisto uma cama com dossel, e deito-a ali com cuidado. Me afasto dela e ela engatinha até a borda da cama.

“Por que aqui? ” Pergunta ela, ansiosa. Regina me observa com curiosidade de cima da cama. Estou a apenas algumas dezenas de centímetros dela, com um sorriso de adoração em meus olhos, que se reflete perfeitamente em meus lábios. É formidável vê-la assim, em repouso, vestindo apenas uma calcinha de renda transparente. A maneira como seus cabelos caem sobre o seu rosto quando ela abaixa a cabeça, sorrindo timidamente, é a oitava maravilha do mundo contemporâneo. Minto, seus seios – redondos, firmes e delicados – merecem esse posto.

“Por que você é uma rainha. Merece ser amada como tal. ” Respondo, retirando minha regata branca e jogando-a no chão. Observo a maneira como ela troca o peso do corpo, atenta ao meu abdômen agora descoberto. Regina morde o lábio inferior enquanto observa as dobras dos meus músculos, os contornos sobre a pele, demarcando cada gomo em seu devido lugar. Levanto meu olhar e este cruza com o dela enquanto eu desabotoo meu jeans e desço o zíper com cuidado. Me contorço e retiro meus sapatos, me aproximando e deslizando o jeans até o chão, empurrando-o para longe com a ponta do pé.

Subo na cama vestindo apenas uma cueca, e a levo comigo, deitando-a nos confortáveis travesseiros. Estou por cima dela, meus braços apoiados ao lado de sua cabeça enquanto nos olhamos em silêncio, aproveitando a sensação inebriante de estarmos nos braços um do outro. Regina sorri, e eu sinto suas mãos deslizando pela minha costa até que ela enfia as unhas no meu quadril, encaixando-me entre as suas pernas. “Eu nunca achei que amaria tanto alguém...” Confesso, enquanto Regina desliza seus dedos nos meus, acariciando minhas mãos. Seus olhos ganham um brilho extra e ela sorri, em silêncio.

Regina é a minha perdição. A mais bela e a mais valiosa de todas as perdições. Minha carta de alforria e meu mandato de prisão. Por mais que eu saiba o quão errado estou, eu não consigo me sentir mais aliviado. Estou onde eu queria estar. Estou com quem eu queria estar. Me debruço e a beijo. Já lhes disse o quanto a boca dela é convidativa? Regina geme, me beijando de volta, sua língua já atrelada à minha de modo sensual e lento, com movimentos gradativos e suculentos, nossos lábios roçando-se um ao outro com sofreguidão. Entrelaço meus dedos nos dedos dela, enquanto nossas bocas se comem, se devoram, acendendo em nós o incêndio que sentimos um pelo outro.

“Robin...” Geme ela, e eu deslizo minhas mãos nos antebraços delicados até que finalmente alcanço seu rosto e a seguro pelo maxilar, enquanto empurro delicadamente seu rosto para o lado e me aposso de seu pescoço. Minha boca desliza preguiçosamente em seu pescoço, demarcando cada centímetro, chupando, acariciando com a ponta da língua enquanto massageio seus seios perfeitos, apertando-os. A combinação de toques faz com que Regina abra a boca, mas não pronuncie nada, consentindo não verbalmente aos meus encantos. Seu corpo é lindo e eu me sinto completamente inebriado por ela – sem saber por onde começar.

“Faça amor comigo. ” Pede ela, e eu a beijo, novamente, mostrando de uma maneira completamente quente. Meus beijos deslocam-se em sentido vertical, minha boca deixando uma trilha de beijos molhados e mordidas provocativas em seu pescoço, me deliciando com cada gemido quase inaudível que escapava de seus lábios carnudos. Meus polegares estavam firmes em sua cintura quando minha boca alcançou um de seus mamilos, brincando com ele, envolvendo-o com a língua em manobras circulares e pequenas sucções. “Robin...” Gemeu ela, e eu mordi sua auréola, fazendo-a segurar a respiração até que eu voltasse a beijá-lo e lambê-lo com delicadeza. Regina estava arranhando minhas costas quando eu passei para o outro seio, revertendo todo o processo até o início e refazendo tudo, brincando com seu corpo e a sensação da minha língua quente e molhada contra ele. Eu queria que Regina se sentisse amada, sim, mas acima de tudo ela precisava urgentemente saber o quanto eu a havia desejado, o quanto eu havia permanecido faminto por ela durante todo esse tempo.

Meus beijos continuaram sua trilha, deslizando por todo o abdômen, e parando por cima da calcinha. Fiquei parado ali e ergui minha cabeça, pegando-a desprevenida com meu olhar malicioso. Regina queria tanto quanto eu. Beijei as laterais de sua virilha e desci meus beijos, acariciando com carinho e adoração suas coxas, contornando-as com as pontas dos dedos, deslizando minha palma em suas pernas, acariciando seus calcanhares, massageando os músculos de suas tíbias, mordiscando, beijando, e assim que cheguei à sua coxa novamente, afastei-as, abrindo o máximo que pude e comecei a depositar pequenos beijos ali, tocando sua pele com a ponta da minha língua. Regina tentou fechar as pernas, num impulso involuntário e eu segurei com força, mantendo-a naquela posição. Deixei que meu polegar encontrasse o caminho exato até seu clitóris, que eu comecei a massagear por cima da calcinha. Ela estava encharcada de tesão, pronta para que eu a tomasse. Continuei massageando-a por cima da calcinha, mas me debrucei, quase me deitando sobre ela. Nossos olhos estavam alinhados novamente, e eu sussurrei contra a sua boca. “Você sabe quantas vezes eu desejei você exatamente assim? Você sabe a fome que eu tenho engolido por você? Você é tudo que eu tenho sonhado, Regina. Meu alfa e meu ômega. ”

Ela me encarou sorrindo enquanto uma lágrima escapava de seu olho esquerdo. Regina segurou em meu rosto com as duas mãos e sussurrou: “Você tem alguma ideia do quanto eu te amo, Robin? ”

Deslizei a calcinha dela, e voltei para onde eu estava. Não tinha pressa. Com cuidado, passei a calcinha dela pela extensão de suas pernas e me livrei da peça, abrindo-a para mim. Regina gemeu delicadamente quando deslizei minha língua entre seus grandes lábios, acariciando-a com tesão. Regina era definitivamente uma sobremesa, pronta para ser degustada sem interrupção por horas e horas. Seu gosto era doce e denso, e conforme eu a chupava, conforme minha língua passeava devagar e preguiçosamente pelo seu vale sensível e eu sentia seu corpo todo estremecendo ao meu redor, com mais fome dela eu ficava. Regina era viciante.

“Meu Deus, Robin! ” Sussurrou ela quando eu passei a penetrá-la com a língua, investindo contra ela e ondulando meus lábios em suas terminações nervosas, minha boca quente contra sua área erógena. Continuei, sabendo que ela não duraria muito. Eu a mordiscava, entrando e saindo com a língua, vez por outra pincelando o clitóris já entumecido e voltando a sugar sua carne, intercalando minha língua entre suas dobras, potencializando seu prazer que inundava a minha boca. Forcei minha língua contra o clitóris dela, e o suguei com os lábios, sentindo-a se contorcer e seu corpo todo se dobrar em espasmos involuntários e contrações espontâneas.

Apoiei meu joelho e segui meu caminho sobre seu corpo novamente, deitando-me sobre ela, e encarando-a. Precisava saber se ela estava bem. Regina era tudo que me importava agora, e eu precisava que ela estivesse comigo, que estivéssemos na mesma sintonia. “Tudo bem? ” Perguntei, colocando uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha. Ela abriu os olhos e sorriu para mim, acariciando o meu rosto com o polegar.

“Bem é uma palavra ineficiente para me descrever agora, Robin. ”

Senti seus dedos no meu cabelo, e logo ela me beijou, deliciando-se com o meu sabor, com o roçar de sua língua na minha, o tesão velado em cada centímetro de corpo meu que roçava no dela, acendendo uma chama impossível de ser apagada. Aos poucos, Regina deslizou suas unhas pelas minhas costas, até que chegou na minha cueca que ela delicadamente começou a puxar para baixo, desfazendo-se da única peça que nos separava agora. “Eu quero ficar por cima. ” Regina era decidida e essa era uma das características mais apaixonantes a seu respeito. Com cuidado, virei-me na cama e senti o exato momento em que ela se ergue um pouco e colocou meu pênis sobre a sua entrada, deixando que eles se encaixassem suavemente enquanto ela mantinha as unhas fincadas nos meus ombros.

Se me pedissem para descrever a sensação de estar dentro de Regina Mills, era só poderia descrever de uma maneira: o paraíso. A melhor sensação que eu já sentira em toda a minha pífia existência mortal. Regina era macia e estreita, quente e delicada. Ela jogou o cabelo para o lado e eu mordi meu lábio, admirado pela beleza da mulher nua em meu colo, cavalgando lenta e sensualmente no meu órgão petrificado de tesão. Suas unhas rasgavam meu tórax, arranhando-me enquanto ela começava a subir e descer com uma velocidade meramente mais acelerada. Seus seios fartos balançavam e eu comecei a massageá-los, apertando-os de maneira desesperada e faminta enquanto ela começava a criar seu ritmo, descendo e subindo, engolindo-me com fúria, cavalgando, seu corpo coberto por uma fina camada de suor. “Robin... Você é... Maravilhoso. ” Tentava dizer, cortada por sua própria respiração ofegante e a exigência física de seu esforço. Regina começou a rebolar contra o meu pênis enquanto subia e descia e eu senti que não aguentaria muito. Eu havia esperado o que parecia ter sido uma vida para provar Regina Mills. Meu corpo criara tamanhas expectativas que agora, precisavam ser saciadas antes que explodisse de vez. Coloquei minhas mãos em suas nádegas, forçando meus dedos contra a sua carne e passei a esfrega-la contra a minha virilha, intensificando cada trote que ela dava, chocando-se violentamente contra o meu púbis.

Regina era uma deusa na cama. Eu poderia explicar a vocês como era ver seu rosto repleto de tesão, a maneira que ela mordia seus lábios carnudos, prendendo a carne entre seus dentes alinhados quando se sentia perdida e com uma vontade iminente de gozar. Poderia explicar a lasciva em seu sorriso após ela gemer provocativamente na minha orelha, deslizando as unhas afiadas pelo meu corpo. Poderia explicar qual era a sensação crepitante que era sentir o corpo dela contraindo-se ao redor do seu. Seu corpo era firme, porém o toque de sua pele era aveludado, escorregando da ponta dos meus dedos. Sua pele tinha um gosto doce de maças, e a maciez da seda mais pura entre todos os reinos. Regina tinha um habito apaixonante de jogar os cabelos para trás e usar as unhas para me arranhar, gemendo o quanto ela me amava, gemendo meu nome, gemendo que eu estava completando-a de um modo que ela jamais havia sido contemplada antes. Regina era perfeita, e tê-la nua nos meus braços comprovara que não havia como eu me manter longe, não havia como eu negar que a amava e que meu coração definitivamente não lhe pertencia.

Eu estava prestes a explodir de prazer. Joguei-a na cama, invertendo as posições novamente e me enterrei nela, mantendo-a presa na cama. Imobilizei seus pulsos acima da cabeça com apenas uma de minhas mãos e a beijei enquanto prosseguia estocando-a, socando sem receios, meu quadril rebolando contra a púbis dela. Regina colocou uma das pernas sobre o meu quadril e abraçou meu corpo, arranhando minhas costas enquanto eu a invadia, forte. Poucos segundos depois, entre uma das minhas estocadas mais profundas, senti que ela me abraçou e explodiu, gritando dentro da minha boca, tentando abafar o prazer absurdo que a devastava – e eu continuei penetrando-a com urgência, o som do meu corpo chocando-se com o dela até que finalmente eu perdi meu compasso, explodindo e gemendo seu nome como um lobo solitário, entre uivos e gemidos.

POV REGINA

Senti Robin me puxando para perto dele, e sorri. Estávamos cobertos apenas pelo fino lençol de seda branca e ele enfiou o rosto no meu pescoço, deliciando-se com o meu cheiro antes de encher aquela área de beijos, me fazendo sorrir. Pensei em tudo que aquilo representaria daqui para frente. Eu não saberia mais viver sem Robin. E eu não pretendia descobrir como seria. Mas ao mesmo tempo, eu não queria de jeito nenhum me tornar a amante dele. Robin teria que fazer uma escolha e eu não me intrometeria de jeito algum. Essa é uma decisão dele. Eu sou apenas parte de uma das opções.

Minhas convicções agora, estavam mais firmes e fortes do que nunca antes. Era óbvio que eu havia me apaixonado. Óbvio que eu amava seus filhos como se fossem meus. Mas eu não poderia tomar as decisões de Robin por ele.

Virei-me para ele, deitando em seu peito. Robin tinha um cheiro familiar de floresta e eu adorava pois me transportava para a minha infância, para os bons tempos onde eu era livre para transitar entre os vales e me divertir na companhia do meu pai, Henry. Robin dormia, despreocupado, e eu admirei cada centímetro do seu rosto. Ele era realmente um homem muito bonito. “Amanhã eu vou falar com a Zelena.” Sussurrou ele, e eu sorri. Exibido narcisista!

“O que vai ser de nós agora? O que seus filhos vão pensar disso? ” Sussurrei de volta, sentindo-o fechar o braço e me puxar para ainda mais perto dele. A sensação de segurança me embalou, fazendo com que eu me sentisse aquecida.

“Não se trata de quem vai pensar o que Regina. Não se trata de quem é meu filho, minha filha, ou se um papel comprova que eu sou casado com alguém. Trata-se de escolhas, e eu já fiz a minha. Ela se chama Regina Mills. ” Robin abriu os olhos, e suspirou enquanto acariciava meu rosto. “O que for preciso para consertar as coisas e ficar com você, eu farei. ”

Meu coração batia assustadoramente forte. Robin havia escolhido ficar comigo, sabendo que aquele caminho seria o mais difícil. Dentre todas as coisas que eu esperava que acontecesse, aquela era a menos provável. Eu já havia perdido minhas esperanças – e havia odiado Tinkerbell com bastante veemência. “Eu só queria ter tomado essa decisão antes. Perdi tempo demais tentando viver uma mentira. ” Confessou ele, com a voz inevitavelmente triste.

Acariciei o rosto dele, meus dedos deslizando pelo seu rosto, contornando seu maxilar, sua bochecha, brincando com seu cabelo. “Talvez as coisas aconteçam quando tem que acontecer, Robin. Talvez seja tudo a respeito do timing.

“Nosso timing é horrível. ” Brincou ele, voltando a fechar os olhos.

Ele tinha razão. Faltava-nos muita sincronização.

“Sim, mas por pior que seja, ele funcionou. ” Brinquei e me debrucei, beijando seus lábios com carinho. Deitei-me em seu corpo, logo em seguida, entrelaçando-me à aquela montanha de músculos e fechei os olhos, deixando que um sono gostoso e leve me abraçasse.

Notas finais
Capítulo dedicado à minha loira, Elen Maíra. Babe, you make this happen (;