Notas iniciais
O capítulo de hoje deve ser considerado como um presentão de aniversário para a @parrillavibes ♥ Linda, é a única coisa que posso oferecer por hoje, e espero que esteja à altura da aniversariante. PARABÉNS PRA VOCÊ NESSA DATA querida blá blá blá blá anos de vida é isso aí, bolo, pica, rola, pique etc Bruninha, segura esta bomba que é tua! Mil beijos (:

Chego em casa e me deito na cama, vestindo apenas a calça do meu moletom. Está perto de amanhecer, e Zelena está dormindo, o que me deixa aliviado. Não terei que explicar minha saída noturna tão cedo. Ela se estica e eu fecho os olhos, sentindo-a se espreguiçar e cair sobre o meu tórax. Ela deita a cabeça no meu tórax e volta a dormir, e eu penso em como tenho sido desonesto com ela. Regina seguiu sua vida. Regina abriu seu coração para Thomas.

Zelena merecia meu comprometimento. Merecia que eu me envolvesse de verdade pelo menos uma vez. Acariciei seus cabelos, com os olhos fechados. Aos poucos, senti-a despertando. Senti, mesmo com os olhos fechados, quando ela se movimentou e apoiou o queixo no abdômen. Pude prever seus olhos azuis fixos em mim, me olhando com curiosidade. “Que foi?” Perguntei, sem abrir os olhos.

“Como sabe que estou olhando para você?”

“É fácil prever.”

Abri os olhos e ela estava exatamente onde eu imaginei que estaria. Debruçada sobre mim, me observando com seu rosto angelical. Zelena era linda, e eu tinha que confessar, era gostosa demais. Eu passava tempo demais pensando em Regina, esquecendo-me da mulher colossal que me aguardava todos os dias em casa. “O que aconteceu com você?” Perguntou ela, confusa. Vi um brilho em seus olhos, e fiquei em dúvida se era um brilho de felicidade ou o prelúdio de lágrimas.

“Por que pergunta?”

“Já faz muito tempo que você não faz qualquer carinho em mim...” Ela desviou o olhar e percebi suas bochechas corando. Minha esposa estava com vergonha de assumir que eu mal a tocava. De repente, me senti muito mal por ter sido tão egoísta. Eu estava tão focado em mim, no que eu sentia, em como Regina fazia com que eu me sentisse... Eu só estava pensando nas minhas necessidades, nos meus sentimentos. Embora eu pensasse estar honrando um matrimônio, a verdade é que eu tinha negligenciado o que Zelena sentia ou o que precisava de mim.

Eu acariciei seus cabelos e a puxei para cima. Deitamos de lado na cama, ficando frente a frente. Eu acariciava seu cabelo, puxando-o para trás da orelha. Não sei o que estava acontecendo comigo. Não é que eu tivesse deixado de sentir aquele turbilhão de sentimentos por Regina. Mas naquele momento, parecia tão simples ficar com Zelena. Estávamos ali, destinados a ficar juntos, não por uma profecia, mas por um casamento. Uma união voluntária, um compromisso que eu aceitara. “Robin...” Pediu ela, colocando a mão sobre a minha e tirando-a de seu rosto. “Eu não quero criar expectativas. Sei que você não me ama. Não é fácil aceitar essa... intimidade sabendo que é apenas um momento seu.”

A cada palavra dela, eu me sentia cada vez mais miserável. “Eu sei que tenho sido um imbecil. Mas você não desistiu de mim, e eu não vou desistir de você.” Coloquei novamente os dedos em seu cabelo e puxei-a para mim, beijando-a. Seu beijo era macio e quente, e ela pousou as mãos em meu tórax, um tanto sem reação. Nos beijamos por algum tempo, até que encostei nossas testas e fiquei assim por algum tempo, olhando em seus olhos marejados. Beijei sua testa, e a abracei. “O que você acha de tirarmos alguns dias de folga só para nós dois?”

“Mas e as crianças, Robin?”

“Conheço alguém que adoraria ficar alguns dias com elas.” Respondi, sorrindo – embora a mera menção de Regina fizesse eu me sentir bem desconfortável.

“Tem certeza de que é isso o que você quer?” Os olhos dela denunciavam o seu medo. Ela temia que eu mudasse de ideia. Temia que eu estivesse apenas tendo um devaneio e que voltasse ao meu padrão normal de comportamento. Era difícil acreditar que eu era esse tipo de marido.

“Eu tenho, Zê. Se eu prometo, eu cumpro. Sou um homem de palavra.” Ela sorriu, e me beijou novamente.

“Credo, cês tão fazendo coisa de adulto de novo?”

A voz de Roland nos afastou, e eu levantei rapidamente da cama, indo até ele e o erguendo no ar, como um pequeno brinquedo. Roland gargalhou e eu fiz cócegas em sua barriga, colocando-o na cama. “Onde está sua irmã?”

“Saiu.”

“Saiu? Como assim saiu?” Meu coração disparou. Merda, Abby! “Ela disse aonde ia, Roland? Ela saiu com alguém?”

“Não, papa. Ela levantou, pegou uma mochila e saiu pela janela.”

“Agora?” Talvez ainda houvesse tempo de alcança-la.

“Não, faz um monte de horas.”

Passei as mãos pelos meus cabelos, desesperado. Respirei fundo, e caminhei apressado até o guarda-roupa, me enfiando em uma camiseta e jogando o colete por cima. Calcei as botas enquanto Zelena se levantou apressada e pegou Roland no colo. “Vou ligar para David.” Avisou ela e sumiu quarto afora enquanto eu colocava minha bolsa no ombro. Abigail, o que foi que você fez? Para onde você iria?

Desci as escadas correndo, e beijei Zelena e Roland com pressa. “Me dê notícias, por favor.” Pediu ela, antes que eu desaparecesse pela porta da frente.

Soquei a porta de Regina até os nós dos meus dedos começarem a doer. Ela apareceu com uma cara assustada, e o corpo amarrado em um robe azul. Seus cabelos estavam desalinhados, mas não completamente bagunçados. Eu não tive tempo de falar nada, tampouco ela. Thomas colocou-se entre nós, vestindo apenas um moletom folgado na cintura.

“É bom ter uma excelente razão para estar esmurrando a porta essa hora da manhã, cara.”

“Eu não estou aqui para conversar com você, Apolo de jardim.” Sibilei irritado. “Regina!”

“Thomas, me dê cinco minutos.” A voz dela era imponente, e Thomas sabia que não havia contra-argumentos para o que ela dizia. Se Regina dizia algo, você ouvia e aceitava. Não havia outra opção. Se ela lhe pedia algo, não era um pedido, era uma ordem. Ele entrou na casa, não sem antes me olhar com o mais puro semblante de desgosto e ódio. Regina fechou a porta atrás de si, amarrando o robe com mais força e me encarando com um olhar pouco amigável. “Pronto. O que houve?”

“Abby sumiu.”

“Como assim sumiu?”

“Ela fugiu de casa essa manhã... Não temos ideia de onde ela foi ou há quanto tempo ela saiu. Se por acaso ela vir até aqui, ou” De repente, esqueci o que eu deveria falar. Acho que o branco do medo e desespero finalmente bateu contra o meu peito. Acho que de repente, me dei conta de todos os perigos que minha filha poderia estar passando. De todos os males que poderiam acometê-la. Encarei-a com os olhos abertos por alguns instantes, até que me dobrei em meus joelhos, virando-se para seu jardim e tentei aspirar todo o ar possível.

“Robin, está passando bem?” Eu a ouvia, mas meus olhos estavam fixos na grama. Meu coração doía, meu peito ardia, e eu senti quando meus joelhos tocaram o solo. “Robin! Pelo amor de Deus! Fala comigo!” Eu ouvia Regina gritando, mas meu braço estava dormente, e eu senti uma pontada firme e crescente aumentando no meu peito, próximo ao coração. Fechei os olhos. Tive a impressão de ouvir Regina gritando por Thomas, e eu rapidamente apaguei.

Acordei ouvindo um tique irritante sobre a minha cabeça. Abri meus olhos lentamente, ajustando-me à claridade gritante. Senti os eletrodos ligados ao meu tórax e o monitor de batimentos plugado ao meu dedo. Desci os olhos para o meu corpo, revestido por uma camisola branca vagabunda.

“Olha quem finalmente acordou.” A voz de Regina se fez presente e eu foquei nela, que caminhou até mim. Ela estava usando jeans e uma camiseta de manga longa preta. Eu nem me lembrava da última vez que a tinha visto de jeans. Caía incrivelmente bem em seu corpo. Eu tentei sorrir, e reparei que seus olhos estavam fundos. Ela estava chorando? Regina estava chorando por mim? “Você me assustou.” Sussurrou ela, como que lendo meus pensamentos. Seus dedos deslizaram pelo meu rosto, acariciando minha barba. “Pensei que fosse te perder.”

“O que aconteceu comigo?” Questionei confuso. Eu só me lembrava da terrível dor no peito, de cair no jardim de Regina e apagar.

“Você teve o que eles chamam aqui de pré-infarto. Precisa tomar cuidado com esse coração.” Senti os dedos dela contra o meu peito, e pensei em como aquela frase podia ser ambígua. “Ele está muito frágil.”

“Vocês acharam a Abby?”

“Ainda não.” Falou ela, num tom de voz baixo e calmo. “Mas todos estão procurando. Fique calmo. Eu não vou descansar um segundo enquanto não encontrá-la. Você tem minha palavra.”

Eu não conseguia deixar de olhar nos olhos dela, e pelo jeito, tampouco Regina conseguia se afastar. “Onde está Thomas?” Perguntei, e me arrependi no mesmo instante. Ela desviou o olhar.

“Pedi que ele ficasse em casa.”

“Não queria que ele lhe visse chorando.” Constatei e como ela me encarou rapidamente, soube que era verdade. Seria difícil de explicar e mais difícil ainda de convencer. Ela tentou se afastar, mas eu segurei sua mão. “Não quero que chore por mim, Regina.”

“Então não morra.” Ela debruçou-se e seus lábios tocaram os meus. Eu a beijei e ela correspondeu, mas não fomos muito além. Regina manteve seus lábios nos meus por algum tempo, descansando sua cabeça contra a minha. Nos afastamos, e ela acariciou meu rosto novamente, os olhos fixos nos meus. “Você não é meu, e eu não sou sua, Robin. Mas mesmo assim, eu não quero te perder. Você entende?”

“Eu entendo.” Regina deu um passo em direção à saída, mas seus dedos roçaram nos meus. “E fique tranquila: seu segredo está a salvo comigo.”

Regina sorriu enquanto se afastava e eu a segui com os olhos. Nossa história não teria o final feliz que gostaríamos, mas pelo menos eu podia me contentar em saber que por baixo de nossas carcaças, éramos guardiões do mesmo segredo.

POV THOMAS

A chuva que caía era esmagadora. Comecei a pensar na pequena menina que sumira e tive dó dela. Se ela estivesse em algum lugar descoberto, ia ficar muito doente. Eu apertei minhas mãos contra o volante, e olhei para Regina, que estava em silêncio. Ela olhava pela sua janela, encarando a escuridão pensativa. Estava assim desde que voltara do hospital. Eu não sabia o que dizer. Simplesmente não havia como disputar com Robin e eu sabia disso. Ela estava comigo, ponto. Mas eles se conheciam há mais tempo e havia uma história ali e eu era apenas o novato.

Por enquanto.

“Regina.” Chamei, e ela apenas olhou por cima do ombro.

“Oi.”

“Você está muito quieta.”

“Só estou cansada, Thomas. E preocupada com Abby.”

“A garota vai ficar bem. Ouvi falar que ela tem muitos poderes.”

Regina virou-se para o meu lado, irritada. “Ela é apenas uma criança, Thom. Não é uma feiticeira. Pode estar em apuros ou nessa chuva, quem sabe?!”

“Calma!” Suspirei, apertando os dedos contra o volante e desviando a atenção da direção por alguns segundos. “Eu fui infeliz no meu comentário. Desculpe.” Regina apenas ligou o rádio e uma música monótona preencheu o vácuo de silêncio entre nós. Regina sabia de muito pouco. Não sabia ao mal que estava exposta. Zelena com certeza estava ali com um plano. Eu a conhecia muito bem. Se havia alguém interessado nos poderes de Abigail, esse alguém com certeza era ela.

Pensei em revelar a identidade dela, mas isso significaria que eu teria que expor a minha. E eu preferia não fazê-lo. Regina talvez não entendesse e eu não estava disposto a abrir mão do que tínhamos acabado de começar.

“Pare o carro.”

No meio da avenida?

“Pare o carro, Thomas.”

“Estamos no meio da avenida.”

“Tudo bem, não pare.”

Freei o carro bruscamente quando me dei conta de Regina abrira a porta e impulsionara-se para fora. Louca! Ela correu por entre os carros, no meio da chuva. Meu Deus, o que ela estava pensando? Alguém jogou o farol alto na minha traseira e eu o xinguei mentalmente, tentando ver Regina mas ela havia desaparecido na escuridão da noite que apenas começava.

Enfiei o carro de qualquer jeito na calçada, e olhei do outro lado da rua. Nada. Corri até o outro lado, e era bem mais difícil do que Regina fez parecer. “Regina!” Gritei. Puta merda, Regina! Onde você se meteu?

“Regina!” Gritei.

Um ponto de luz brilhou do meio da escuridão de um beco sem saída, e eu vi Regina saindo da escuridão, os cabelos molhados, carregando algo. Só quando que corri ao seu encontro que eu notei o que era uma criança. Regina tinha os olhos vermelhos e continuava chorando, enquanto agarrava-se à pequenina garota como quem se agarra à vida. “Vamos para casa.” Pediu ela, e eu a abracei, beijando sua testa.

“Não faça isso de novo, Regina! Você podia ter morrido!”

“Eu não podia perdê-la, Thom.”

“E o que te faz pensar que eu posso perder você?” Ela me encarou em silêncio, parecendo um tanto chocada com as minhas palavras. Era cedo demais, não era? “Desculpa isso foi... precoce demais. Eu só fiquei preocupado porque você desapareceu, só isso.”

“Ela não pode ficar na chuva, Thomas.” Respondeu Regina, desaparecendo em uma nuvem roxa e reaparecendo no banco de trás do meu carro, do outro lado da rua. Sorri, balançando a cabeça negativamente. Eu tinha estragado tudo de novo.

Corri até o carro, acelerando-o pela avenida. A chuva continuava ainda forte, e eu observava Regina afastando os cabelos do rosto da garota com carinho e devoção de uma mãe. “Você vai ficar bem, pequena.” Ouvi-a sussurrar. “Você deu um susto danado na gente.” Mantive os olhos na pista, mas ouvi a voz tímida da garota. “Eu senti sua falta, Regina.”

“Eu também senti sua falta, Abby. Todos os dias.”

A minha visibilidade da rodovia era tão reduzida que meu cérebro parecia estar gritando perigo. No fundo, eu estava assustado pela possibilidade de ter atropelado o que eu sentia por Regina e feito-a recuar. Eu tive sorte com ela. Não era qualquer um que conquistava uma rainha. Mas era qualquer um (burro, ainda por cima) que podia colocar tudo a perder, simplesmente porque não soube segurar a empolgação.

“Esse é o seu namorado?” Perguntou a criança, e eu encarei Regina pelo retrovisor. Regina me encarou de volta, e depois se voltou para a criança, acariciando seus cabelos loiros. “Mais ou menos isso.”

Mordi meu lábio, pensativo. Regina ainda não pensava em mim como seu namorado. Ela sequer assumia isso para uma criança. “Pensei que você gostasse do meu papa.” Regina engoliu em seco e olhou pela janela, e eu acompanhei seus gestos. Vamos, Regina, responda. Encarei a pista com fúria, apertando os dedos ao redor do couro gasto do volante. Acelerei ainda mais. “Você ainda gosta dele?”

“Seu pai é meu amigo. Claro que eu gosto dele, Abby.”

“Não foi isso que eu quis dizer...” Sussurrou a garota. Eu mantive meus olhos nos dela, e ela me encarou, despreparada. Afastei meus olhos e me concentrei na pista durante o resto do caminho.

Abigail estava brincando perto da lareira enquanto eu observava, com um copo de conhaque nas mãos. Regina havia subido para trocar de roupa, de modo que a garota se aproximava do fogo e o pegava nas mãos, flertando com a magia como se fosse um de seus brinquedos. Eu estava fascinado pela maneira ágil que Abigail controlava seus impulsos. Ela não deixava a magia escapar como uma criança inexperiente. Parecia ter total controle sobre o que fazia.

Ela aproximou-se da lareira de novo e criou uma bola de fogo. Regina ficaria orgulhosa. Abigail começou a arremessa-la para cima, um malabarismo típico de um barman iniciante com conhecimentos prévios de pirofagia. Era desajeitado, mas tinha potencial. Eu estava rindo quando ela deixou que a bola de fogo caísse sobre a mesa.

No segundo seguinte, a chama crescera, alimentando-se da mesa toda.

“O que eu fiz?!” Sussurrou a menina, assustada.

Bem, eu não estava preocupado. Abigail era uma criança, não era? Podia guardar um segredo. Ela tentou alguns feitiços para apagar o fogo que crescia, e eu estava achando seu desespero engraçado, mas o cheiro de queimado poderia chegar até Regina e ela ficaria furiosa. Levantei-me e girei meus pulsos, sussurrando umas das minhas palavras preferidas.

Papiliones.”

No minuto seguinte, a mesa, a toalha, tudo havia se transformado em pequeninas borboletas brancas. Abigail sorriu, encarando as borboletas. Ela ergueu os bracinhos, e começou a rodopiar entre elas, tocando nelas, completamente deslumbrada pela beleza daqueles seres.

“Abigail.” A voz de Regina chamou a atenção de ambos. Ela me encarava com seriedade. “Quero que suba para o meu quarto e ligue os seus pais. Diga que vai passar a noite aqui comigo.”

“Pai, Regina. Zelena não é minha mãe.”

“Abigail” Repetiu ela, encarando a pequena loira. “Suba e faça o que eu lhe disse. Agora.”

Abigail subiu as escadas, contrariada. Regina não se moveu. Ela movia apenas os olhos, das borboletas para o meu rosto, e do meu rosto para as borboletas. Parecia estar tentando organizar seus pensamentos. “Como você fez isso?”

“Isso o quê?”

“Thomas...” Ela sibilou e eu senti a Rainha Má em suas palavras. Regina estava se defendendo de mim. Ela estava me considerando um perigo. “Como é que você invocou um feitiço de substituição?”

“Do que você está falando?”

“Não me faça matar você antes de obter uma resposta, Thomas. Você não é um cavaleiro de Camelot.” Ela me encarou com dor nos olhos. Sentia-se traída por mim e eu não podia culpa-la. Merda, por que não apaguei a porcaria do fogo como uma pessoa normal?

“Regina.” Comecei, tentando me aproximar.

“Fique onde está.” Ameaçou ela. “Cavaleiros de Camelot eram homens comuns e isso você não é. Homens comuns não sabem manipular magia das fadas.” Ela respirou fundo e eu senti meus pés grudando no solo. Regina estendeu a mão e eu senti minha traqueia sendo apertada levemente. “Acho melhor dar a resposta certa dessa vez ou essas vão ser suas últimas palavras: Quem é você e por que mentiu para mim?”