Notas iniciais
Acabei demorando um pouco para postar esse capítulo, mil perdões, mas a partir de agora vou postar ela sem faltas mais *--* Esse capítulo está bem fofo, Mari está prestes a descobrir algo "chocante" enquanto Rafa finalmente volta para a escola! Boa leitura *uu*

— Eu não acredito que agora a gente tem que arrumar a sala depois da aula. – Falei depois de todos irem embora.

— Agradeça aquelas três idiotas que contaram nossa brincadeirinha para a diretora. – Disse Débora

— Que droga. – Disse Luana

— Mas valeu muito a pena, né? – Disse Nádia

Começamos a rir ao lembrarmos dos rostos delas no momento.

— Que peninha, não filmamos. – Disse Débora

— Quem disse que não? – Disse Nádia

— O QUÊ? Você filmou? – Perguntei

— Bem filmar, filmar não, mas eu gravei toda a conversa delas. Deixei o celular no bolso, hehe. – Disse Nádia

— Uau Nádia, que incrível. – Disse Luana – Mostra!

— Claro, nunca sabemos quando vamos precisar. Afinal sabemos o que aquelas vacas são capazes de fazer. – Disse Nádia apertando o play do áudio.

— Só de ouvir isso está me dando raiva. – Disse Débora.

Depois da gente enrolar e arrumar a sala, conseguimos terminar.

— Acho que já acabamos tudo aqui. – Falei cansada.

— Também, depois de uma hora aqui limpando feito condenadas. Pelo menos está tudo brilhando a diretora não vai ter do que reclamar amanhã. – Disse Nádia

— E se ela reclamar vamos mandar ela vir aqui limpar. – Disse Luana

— Gentchi já vou indo. Tenho que ver como está o Dani, ele deve estar me esperando até agora para irmos embora juntos. – Disse Nádia – Até logo.

— Beleza, falou. – Disse Débora. – Você vem com a gente Mari? Eu e Luana vamos ir em uma lanchonete aqui perto.

— Poxa, logo hoje que estou destruída. Foi mal gente, pode ser outro dia? Assim podemos ir com a Nádia também. – Falei me sentando em uma carteira qualquer.

— Claro! – Disse Luana

— Então falou, até amanhã. – Disse Débora

Elas saíram da sala e eu continuei ali com preguiça de levantar. Peguei meu celular e fiz um pouco de hora ali.

Ouvi passos correndo no corredor e caiu a ficha de que eu deveria voltar logo para a casa. Guardei o celular peguei minha mochila e sai dali.

Logo na entrada percebi que estava querendo chover.

— Eu não trouxe guarda-chuva. Será que eu deveria ir logo ou fazer mais hora aqui? – Pensei enquanto olhava para o céu.

Começou a vir uma brisa fria que fez eu querer ir de uma vez. Eu ouvi alguém se aproximando e virei para trás para ver quem era.

— Ué... – Pensei. – Thomas?

Ele estava olhando para baixo e só depois percebeu que eu estava o encarando.

— O que faz aqui? – Perguntou Thomas

— Como assim o que eu faço aqui? O que você faz, já que nem na aula apareceu. – Eu disse sem entender.

Ele não disse nada e voltou a olhar para baixo.

— Não vai responder? – Falei

Ele voltou a andar e passou por mim, me ignorando.

— Nossa... você é muito estranho. – Falei irritada. – O que você tem na cabeça?

Ele de repente parou de andar. E virou para mim.

— Alguém. – Respondeu.

Essa resposta me pegou de surpresa. Eu não sabia o que responder, senti minha boca ficar seca.

— Alguém? Quem? – Perguntei, pensamentos estranhos passaram pela minha mente.

— Ele gosta de alguém? – Pensei.

— Deixa para lá. – Thomas disse sorrindo consigo mesmo.

— Por que não foi na aula? Responde.

— Sei lá. Não estava com vontade. – Disse Thomas. Ele voltou a virar para a frente e a andar, me deixando ali.

Eu não sabia o que fazer, meu coração acelerou, meus nervos estavam saindo á flor da pele, então tomei uma atitude sem pensar. Quando me dei conta estava correndo e parei em frente a ele.

— Você está gostando de alguma garota? – Perguntei

Ele não me respondeu.

Fiquei parada ali, não conseguia nem olhar em seus olhos.

— Merda, o que estou fazendo... – Pensei

— Estou. – Ele respondeu.

Ele passou novamente por mim e continuou andando, mas dessa vez eu não corri mais atrás dele.

Saí dali com o rosto emburrado, não queria mais dizer nada nem olhar para ninguém. Aquilo foi o suficiente para mim. Comecei simplesmente a chorar pelo caminho.

— Não pode ser... – Pensei comigo mesma. – Eu gosto do Thomas. Eu gosto dele e não consigo acreditar que ele possa estar gostando de outra pessoa.

Eu finalmente percebi meus sentimentos pelo Thomas, e agora descubro que ele gosta de outra pessoa?

***

Rafael P.O.V

Eu estava trancado no meu quarto por uns bons dias. Por muitas horas sem conseguir sair da cama, sem jogar vídeo — game ou fazer qualquer outra coisa.

É impressionante como minha irmã está lidando com isso tão bem...

— Eu prometi a mim mesmo que iria voltar. – Falei arrumando o material na mochila. – E eu vou.

Eu desci e não havia ninguém lá embaixo. Acho que a Mariana ainda está se arrumando, sai sem comer e decidi comprar algo na escola no recreio.

Fui um dos primeiros a chegar da sala e me sentei na minha cadeira, pra me distrair fiquei no celular.

— Caralho. – Disse Pedro chegando ao me ver. – Tu ficou mil anos sem dar as caras por aqui.

— Hehehe, aconteceram algumas coisas e tal. – Falei.

— Fiquei sabendo. E como cê ta? – Disse ele se ajeitando

— Tô bem. Respirando, me alimentando. – Falei rindo. – Eu estava mal, mas melhorando aos poucos.

— Bem loko. – Disse Pedro.

— Né.

As pessoas foram chegando aos poucos até a aula começar.

— Que ótimo. Química! – Bufei pegando o livro.

O professor foi passando as coisas no quadro. Normal de sempre.

— Licença professor. – Disse Luan, abrindo a porta. – Me atrasei, mas posso entrar?

O professor concordou. Luan olhou para mim ao passar. Acabei me lembrando...

“– L-Luan. – Falei desesperado. – D-Desculpa ! Houve um imprevisto, hoje não vai dar. Até mais. – Falei

Ele me entregou o celular e comecei a correr procurando minha irmã. “

Fiquei a aula inteira pensando nisso. Caraca, como fui esquecer? Não consegui me concentrar um só segundo.

Assim que a aula acabou pensei eu mesmo ir falar com ele. Mas eu ainda estava hesitando.

— Rafa, vamos dar uma passada na cantina. – Disse Pedro

– Já vou. Vou pegar o dinheiro, vai indo na frente. – Falei, olhando para o Luan disfarçadamente.

— Beleza. – Disse Pedro

— Merda. Como vou falar com o Luan, se tem várias pessoas o cercando. – Pensei enquanto pegava o dinheiro, dentro da mochila. – Melhor desistir de vez.

Sai da sala e enquanto andava no corredor senti alguém se aproximando rapidamente.

— Ei Rafael. Fiquei sabendo do que aconteceu com você naquele dia. – Disse Luan, colocando sua mão no meu ombro.

— Por que estou sentindo vontade de morrer? – Pensei

— Ah... é... – Disse eu, com o maior branco. – Espero que tenha entendido o porquê de eu ter ido embora daquela forma.

— Entendo claro. E você ta bem? – Perguntou ele

— Não estou a mil maravilhas, mas... ér, vou indo razoável. – Falei.

Nossa como sou idiota.

— Tendi. Mas e aí, aquilo ainda está de pé? – Disse Luan

— Wtf, eu ouvi isso mesmo? – Pensei sem saber no que responder.

— Claro! Podemos combinar isso melhor depois. – Falei

— Fechou então. Falou. – Disse ele sorrindo voltando para a sala.

Não consegui segurar o pequeno sorriso que se formou em meu rosto desde então.

Notas finais
Muito obrigada por ler *--* Espero que tenha gostado do capítulo, nos vemos no próximo e dessa vez sem atrasos =D Sayooo!!