Notas iniciais
Oiie pessoas!!! Cheguei! Meio atrasada mas cheguei aushaushauhs Sobre os comentários do cap anterior, MUITO OBRIGADA a quem comentou, sério mesmo, foram lindos. Mas eu não respondi pq, pq não sabia como responder sem dar spoiler desse cap, então achei melhor deixar assim mesmo. Leiam e descubram.

Harry a empurrou e Gina cambaleou para trás, caindo no chão devido a força que o namorada havia usado. Ela não se importou. A única coisa de que ela tinha consciência era Voldemort com uma nova varinha em punho indo na direção de Harry. Ela não estava acreditando no que iria acontecer, Harry ficou de pé e encarou Voldemort, este empunhou a varinha.

Gina não deixaria aquilo acontecer, não podia deixar Harry morrer, levantou e foi na direção do namorado, ela ia salvá-lo, nem que tivesse que dar a própria vida para isso.

As palavras foram ditas, o feitiço de Voldemort voou em direção a Harry. Gina se jogou, pronta para se colocar na frente dele, mas foi impedida.

Não podia deixá-lo morrer, não podia sequer imaginar essa possibilidade, preferia morrer a viver sem ele, além de que todo o mundo bruxo precisava de Harry na luta contra Voldemort.

Ela viu o clarão verde. E Lily foi atingida.

Gina não sabia de onde a mulher tinha surgido, o fato era que ela tinha se jogado na frente da maldição para salvar a vida do filho, exatamente como Gina faria. Ela observou o corpo da ruiva cair imóvel no chão e Harry desabar logo em seguida, primeiro Gina achou que ele tinha sido ferido, mas depois notou que ele estava chorando, gritando e desesperado sobre o corpo da mãe.

Tudo isso aconteceu em milésimos de segundo, os mesmos milésimos de segundo que duas mãos levaram para envolver Gina com força e a impedir de se jogar na frente da maldição da mesma maneira que Lílian tinha feito. Ela tentou gritar, mas imediatamente uma mão cobriu sua boca. Gina esperneou, tentou se livrar daquilo, precisava ir até Harry, precisava estar lá com ele.

– Quieta, Weasley! – disse quem a carregava.

Gina sentiu o cordão, que ela nem se lembrava mais que ainda estava usando, apertar e ela soube imediatamente quem a estava levando. Draco.

Ela ignorou, continuou tentando livrar-se dele, tentou alcançar a varinha roubada que estava usando, mas ela tinha se perdido em meio a toda aquela confusão.

O cordão apertou mais, ela continuou ignorando, tinha que voltar, não podia deixar-se levar daquele jeito, não depois de tudo que Harry fez por ela depois de tudo que todos fizeram por ela, depois de Lily ter morrido, por Harry, mas por culpa dela.

– Gina, por favor! Para! – pediu Draco, mas ela não podia parar.

O cordão estava tão apertado ao ponto que ela não conseguia mais puxar o ar, mas não parava de lutar, não deixaria Harry ali sozinho, segurando o corpo sem vida da própria mãe.

O Cordão apertou ao ponto de começar a cortar a pele de Gina, mas ela não podia deixar todo mundo ali, todo mundo que lutava e estava ali. Todos que vieram salvá-la.

Mas o ar faltou, o cordão apertou mais e o mundo começou a girar, depois de alguns segundos ficou tudo escuro.

xXx

– Gina! Gina acorda! – tapinhas leves tocavam as bochechas da ruiva – Gina!

Antes mesmo de abrir os olhos Gina torceu o rosto e levou as mãos ao pescoço, o reflexo de sufocamento ainda estava em sua memória. Mas o cordão não estava mais lá, ainda assim ela sentiu exatamente onde ele esteve e onde estava machucado.

Ela abriu os olhos, a visão turva não lhe deixou focalizar o rosto que ela sabia ser de Draco. Ele estava parado acima dela, que estava deitada chão, e tentava lhe acordar.

– Harry – disse ela.

– Não, não me compare a ele, por favor. –riu Draco

– Tenho que achar o Harry – disse ela sentando, ofegante e tentando se levantar do chão.

– Nada disso. – ele tentou empurrá-la de volta, mas ela se recusou e levantou indo até a porta.

– Me solta, eu vou atrás dele! – retrucou ela colocando a mão na maçaneta.

– Não vai. – ele sacou a varinha – Coloportus. –disse

Quando Gina girou a maçaneta a porta estalou trancando-se. Derrotada, ela apoiou a cabeça na mesma e, com os punhos cerrados, bateu forte contra a madeira.

– Droga! – gritou, então virou apoiando as costas na parede – Eu tenho que ir lá! Harry precisa de mim!

– Não.

Gina deslizou pela parede até sentar no chão.

– Por quê? – perguntou.

– Porque não quero que todo o esforço que eu tive que fazer até agora pra te ajudar tenha sido em vão. Porque todos eles fizeram esforço pela mesma coisa também. Porque eu quero que você fique segura aqui e não morra. E porque eu sei que a última coisa que o seu namorado quer é que você vá se meter lá no meio de novo.

– Mas que droga de mania que as pessoas tem de quererem me proteger! – gritou novamente – Eu quero sair! Eu sei me cuidar!

– Desista. Não importa o que você disser, não vai sair daqui.

– Por que você está fazendo isso? – perguntou ela encarando o loiro de pé a sua frente.

Draco se sentou também.

– Porque eu me importo com você, eu gosto de você.

Gina perdeu a fala, “gosto”? Por aquilo ela não esperava.

– D-Draco. Eu... Eu... não sei o que dizer. – gaguejou ela.

– Ei, espera aí. Não vai se empolgando achando que é gostar tipo gostar, é gostar normal mesmo, tipo você é legal e eu gosto de você.

Ela só assentiu.

– Além de tudo, eu sou demais pra você Weasley, e já tenho outra pessoa.

Aquilo surpreendeu Gina, mas ela não tinha tempo para pensar na vida amorosa de Draco Malfoy, ela tinha coisas muito mais importantes para se preocupar.

– O que tá acontecendo lá ? – perguntou.

– Não sei exatamente. Fiquei aqui com você por um tempo, tirei o cordão guoy do seu pescoço e fiquei tentando acordá-la. – respondeu ele –Mas quando nós saímos do meio da batalha você estava tão ocupada gritando e tentando se livrar de mim que acabou não vendo, o que acho que foi o evento inédito da noite. – disse Draco, fazendo uma pausa e depois continuando. – Logo depois que a mãe do seu namorado... Como é mesmo o nome dela?

– Lílian. – respondeu Gina, ansiosa para saber o resto.

– Isso, depois que Lílian se jogou na frente do filho para salvá-lo, aliás, o que acho que você teria feito se eu não tivesse te segurado, né?

– Sim teria, conta logo! – Gina estava ansiosa.

– Ok, depois disso o Lorde dar Trevas fugiu. Dá pra acreditar? Ele fugindo? Ele pareceu ter sido atingido por um feitiço também, sei lá, talvez Lílian tenha feito alguma coisa antes de morrer, mas depois que ela morreu o marido dela também chegou perto. E com a fuga do próprio Lorde, muitos comensais também fugiram, mas ainda tá rolando coisa lá. – contou o loiro e Gina ouviu tudo atentamente espantada com a normalidade com que ele tratava a morte de Lily.

Mas realmente o fato foi histórico. Ele fugiu? Por que foi atingido por alguma coisa? Estranho.

– Me deixa voltar pra lá então! – reclamou – Me deixa sair daqui.

–Você vai sair, mas não vai voltar para a batalha.

– Draco!

Ele fez sinal para ela calar a boca e se levantou. Ela o seguiu no movimento.

– Dobby – chamou.

Gina olhou em volta até o pequeno elfo aparecer próximo a uma janela. Agora que Gina notou que o cômodo onde estavam não tinha movel nenhum, parecia apenas uma sala vazia com duas grandes janelas e um chão empoeirado.

– Sim, meu senhor? – o pequenino apresentou-se prestativo.

– Tire Gina daqui rápido, leve-a para algum lugar seguro. Acredito que o Potter deva ter lhe passado algum tipo de contato, ou sei lá o que, de algum lugar seguro.

– Sim, senhor. – Dobby respondeu.

– Agora – Draco se virou para Gina – Com eu já disse, gosto de você.

Ele a abraçou, ela retribuiu. Quando se separaram ele continuou.

– Mas, infelizmente, teremos que cortar relações por aqui. Desculpe, Gina, mas nunca daria certo entre a gente. – disse irônico.

Ele fez uma cara tão falsa de ator de novela trouxa que Gina só teve como abraçá-lo de novo.

– Tudo bem, Draco, eu entendo – respondeu no mesmo tom de ironia, depois continuou séria – Mas eu não pretendo ir embora daqui tão cedo.

– Sinto muito, mas você vai sim, e depois disso não quero mas ver nem você nem o Dobby por aqui.

– Dobby não entendeu, senhor. Como? – o elfo estava confuso, como não voltaria a casa a qual servia?

– Isso mesmo – disse Draco tirando o casaco que vestia – Depois de deixar a senhorita Weasley em algum lugar seguro, Dobby, você pode fazer o que quiser. – disse entregando seu casaco a ele.

– O senhor deu roupas para Dobby? – perguntou com seus olhinhos se enchendo de lágrimas. – Dobby agora é um elfo livre?

– Sim, Dobby, depois que levar a Gina estará completamente livre.

Depois o loiro voltou-se para Gina que mesmo com olhos marejados estudava a porta e uma maneira de sair.

– Ei, ruiva, também tenho uma coisinha pra você – disse tirando a varinha de Gina de dentro da manga da camisa.

Quando Gina avançou para pegá-la ele a entregou na direção de Dobby.

– Dobby, poderia, por favor, entregar isso a ela depois?

Ele assentiu.

– Está bem, então podem ir.

O elfo se aproximou de Gina e ela recuou até a parede.

– Não! Não posso ir. Harry, meus amigos, meus pais, todo mundo! Preciso ajudar eles, não posso fugir e deixar eles no meio de uma batalha! Não posso! Não! NÃO!

Mas não adiantou, Dobby pegou a pela mão e juntos, os dois desaparataram.

Notas finais
Felizes? A Gina não morreu! Ok, a Lily sim, e doeu eu sei, mas não me chinguém tanto quanto no último cap ta bom? Bjks