Notas iniciais
Bom gente, muito obrigada pelos comentários, decidi não desistir da fic, vou escrever para quem realmente me mostra que gosta dela e vem me acompanhando, muito obrigada devo isso tudo a vocês! Aqui tem um cap novinho! Espero que gostem dele! Boa leitura!

Harry estava realmente muito atordoado com tudo que estava acontecendo, saíra do quarto sem nem olha para ninguém, não tinha força para encarar o rosto dos amigos depois do tudo que tinham ouvido.

Ele saiu correndo pelos corredores sem olhar para traz, ouviu os passos dos amigos correndo até a porta e a voz de Hermione pedindo “Deixem ele sozinho, ele precisa de um tempo.”. Ele agradeceu mentalmente a ela, realmente não queria falar com ninguém naquele momento.

Ele seguiu pelas escadas sem prestar atenção onde estava indo, apenas deixando que suas pernas o levassem para qualquer lugar longe dali. Quando notou onde havia ido, estava no telhado do Largo Grimmauld n°12.

Sentou ali e apenas ficou encarando a noite escura e silenciosa, o único som que ouvia era o dos carros passando nas ruas trouxa muito ao longe.

A pressão na cabeça de Harry estava muito grande. Ele ainda não havia processado todas as informações que ouvira. Não podia acreditar no que os adultos estavam falando naquela maldita reunião. Estavam tratando Harry como se fosse apenas algo descartável e que não tivesse importância se por acaso acabasse.

A vida de Harry estava sendo tratado como algo insignificante, mas o que mais doía ere que seus pais não estavam fazendo os maiores esforços do mundo para impedir. Estavam apenas ouvindo o que Dumbledore estava falando como se aquilo fosse lei.

Dumbledore. Por que a palavra de Dumbledore era aceita aquela maneira por todos? Ele não passava de um velho professor, não devia nem estar no comando da Ordem da Fênix devido a sua idade. As pessoas não podiam aceitar as palavras dele como se fossem a única opção e não houvesse outra saída. Ele não sabia de tudo no mundo, achava que sabia mas não sabia. Ele não era um vidente muito menos um Deus, não podia ser tratado daquela maneira. Para todos ele era quase um Merlin.

Harry vivia se gabando de ter derrotado Voldemort, mas na verdade não sabia o que havia feito, apenas que o bruxo tentara o matar e o feitiço ricocheteara contra ele mesmo. Na verdade achava que tudo não tinha passado de sorte, muita sorte. Pois se usasse a lógica não tinha a menor possiblidade de um simples bebê derrotar um bruxo tão poderoso quanto Voldemort.

Ficou parado ali sem ter noção de quanto tempo realmente passara, poderiam ter siso horas que ele não saberia dizer, apenas encarava o céu estrelado sem coragem de voltar a realidade.

Ele ouviu passos a suas costas, teve vontade de mandar a pessoa ir embora sem nem olhar quem era, mas não teve forçar para tal, então apenas deixou que ela se aproximasse e pretendia ignorar quem quer que fosse.

Duas mãos muito leves tocaram seus ombros e ele imediatamente soube que era, ela não disse uma palavra mas ele tinha certeza de que era Gina. Então ele permaneceu de olhos fechados.

A garota sentou-se ao lado dele e o abraçou por cima dos ombros. Ele a olhou esperando ver o rosto de sua namorada mas não foi ele que ele viu, Hermione estava sentada ao seu lado o confortando. A Surpresa foi inevitável, não esperava ver a morena ali.

–Hermione? –Harry não pode esconder o tom de surpresa em sua voz.

A garota apena assentiu e abraçou o moreno mais apertado. Ele inclinou a cabeça para o lado e a apoiou no ombro dela. Hermione não disse uma palavra sequer, mas deixou transparecer todo o apoio do mundo naquele simples abraço. Ela parecia ter o dom de fazer as pessoas se sentirem melhor.

Harry não ousou falar nada por longos minutos, aquele momento estava sendo realmente muito bom e ele não queria estragar. Depois de colocar todos os pensamentos em ordem ele finalmente levantou a cabeça e olhou pera Hermione.

–Por que você veio aqui? –perguntou ele, sua voz ainda estava abalada

Ele e Hermione eram amigos sim, mas a menos de dois anos, não sabia que a consideração da garota por ele era tanta.

–Achei que depois de um tempo iria gostar da companhia de um amigo. –respondeu ela simplesmente, sua voz era compreensiva e confortante.

–Claro, mas não esperava que fosse você –disse ele –Talvez Ron ou...

–Gina? –falou ela completando a frase de Harry

–É, na verdade quando você chegou pensei que fosse ela. –Harry não escondeu o desejo de que realmente fosse Gina e não Hermione.

–Se ela estivesse em condições, acho que, realmente teria vindo. –disse Hermione meio sem jeito.

–O que você quer dizer com “se estivesse em condições”? –Harry falou com medo.

–Bom... – Hermione não sabia bem como dizer aquilo mas tinha que falar – Quando você saiu ela ficou sentada, os olhos vidrados e tal, parecia que estava em choque. Aí quando eu tentei falar com ela, ela simplesmente começou a chorar, ela deitou na cama e não conseguia dizer nenhuma palavra, só chorava. Os meninos ficaram com ela depois que eu a acalmei um pouco.

Harry não podia acreditar, um de seus maiores medos estava se tornando realidade, Gina estava sofrendo e a culpa era toda dele. Ela estava lá embaixo nesse momento, chorando, e o motivo daquilo era ele, Harry.

O moreno colocou a cabeça entre as mãos, apenas uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto. Hermione novamente o abraçou murmurando palavras de consolo.

Ficaram ali por mais um tempo, até que ouviram vozes no andar inferior, sinal de que a reunião provavelmente deveria ter acabado. Os dois se olharam e silenciosamente concordaram em voltar.

Quando chegaram no patamar inferior todos os adultos estavam conversando, não havia nenhum sinal de Ron, Gina nem dos gêmeos, Harry presumiu que ainda estivessem no quarto.

Quando os adultos notaram Harry e Hermione, todos desviaram o olhar do moreno e baixaram o tom de voz, continuaram cochichando nos cantos ou então encarando sua cicatriz discretamente. Se Harry não tivesse ouvido o que foi dito na reunião nem teria notado, mas agora estava bem óbvio.

Ele ignorou todos os outros e caminhou até onde estavam seus pais, os dois estavam inexpressivos, não demonstraram sentimento algum quando Harry se aproximou. Lílian apenas o abraçou apertado, realmente como se quisesse esconder o filho de todas as pessoas que ali estavam, mesmo que a mãe não demonstrasse Harry sabia que ela estava sofrendo. A mulher pensava que o filho não sabia de nada e por isso não perceberia toda a proteção que estava escondia dentro daquele singelo abraço.

Harry notou Dumbledore o encarando, o professor não disfarçava nem um pouco, estava olhando o garoto e tinha certa curiosidade expressa em seu rosto, o olhar estava indecifrável e ele parecia ter alguma coisa em mente.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Postarei assim que puder! Bjks!