Notas iniciais
Oi amores! Aqui tem um cap pontinho pra vocês, sei que demorei mas aqui está ele acho que vocês vão gostar Até lá embaixo Boa leitura!

Harry foi para casa junto com seus pais e chegando lá foi direto para o seu quarto com a desculpa de que estava com dor de cabeça, o que não era mentira. Não era uma dor de cabeça normal e nem dor na cicatriz ou algo do tipo. Apenas estava sofrendo uma pressão enorme com tudo que tinha acontecido.

Ele não estava entendendo por que seus pais não o defenderam. Será que eles aceitavam tudo aquilo? Todas as vezes que demonstraram amor e carinho foram mentiras? Talvez eles já soubessem daquilo há muito tempo, será que não se importavam? As dúvidas enchiam a cabeça de Harry.

Sua única certeza era que definitivamente Hermione era sua amiga. Nunca esperara que ela fosse atrás dele, mas agora realmente sabia que podia contar com ela para qualquer coisa. Se em um momento como aquele ela teve coragem de ir até ele, podia muito bem fazer qualquer outra coisa pelo amigo, bem como vice-versa.

No andar inferior ouviu seus pais conversando, mas nem se deu ao trabalho te ouvir, pois suspeitava muito bem qual era o assunto e caso suas dúvidas fossem verdadeiras ele não queria se machucar mais.

Por que o Prof. Dumbledore tinha tanta certeza daquilo tudo, como ele podia saber de tantas coisas? Ele não era um deus como todos achavam, ele era apenas um simples professor que já estava caducando a muito tempo. Que idade ele tinha mesmo, cento e cinquenta anos?

Harry estava deitado em sua cama ignorando todo o mundo a sua volta, perdido em pensamentos, quando ouviu sua mãe o chamar para jantar. Ignorou-a na primeira vez, na verdade nem ouvira direito o que ela tinha dito. Sua mãe chamou novamente, dessa vez ele pode ouvir claramente as palavras, e disse que estava sem fome, mas quando ela insistiu pela terceira vez Harry apenas gritou de volta.

A garganta de Harry estava fechada, e o assunto em particular que a bloqueava era Gina. Ele podia compreender claramente o estado em que ela tinha ficado, ele mesmo ficaria daquela forma se fosse o contrário. Eles se viram por um breve instante antes de Harry voltar para casa.

A ruiva estava descendo as escadas quando ele se posicionara na lareira para ir embora com os pais. Antes de sumir entre as chamas ele pode notar o rosto de Gina. Ela estava com os olhos vermelhos e o rosto inchado, tinha os cabelos bagunçados e parecia extremamente frágil, mas quando viu Harry sua postura mudou completamente. Ela levantou a cabeça e encarou-o com toda a força do mundo, em um segundo a garota frágil sumiu, dando lugar a uma Gina forte e corajosa.

Harry adormeceu em meio a tantos pensamentos; muitas dúvidas e tão poucas certezas.

A semana passou com seus pais agindo normalmente. Ou eram muito bons atores ou então não se importavam com ele de verdade. Lílian foi comprar o material do filho sozinha com o marido, a desculpa de ambos foi que estava havendo cada vez mais ataques e sequestros, por tanto era muito perigoso e ela se sentia muito mais confortável em deixar Harry em casa, onde tinha certeza que era seguro.

O dia do retorno a Hogwarts estava cada vez mais próximo. Ele não fizera contato com nenhum amigo durante aquela semana, muito menos com Gina, o assunto entre eles tinha que ser resolvido pessoalmente.

O primeiro de setembro chegou e como sempre ele foi para a estação de king's Cross com seus pais. Juntos atravessaram até a plataforma 9¾.

– Então, Harry, tudo certo? Pronto? – perguntou o pai, e para Harry, aquilo soou extremamente robótico.

– Sim. Acho que sim. – respondeu no mesmo tom.

– Se cuide querido... – Lílian começou as recomendações e Harry não ouviu nada. Parecia tudo falso.

Quando ela terminou de falar, o abraçou, Harry retribuiu instintivamente, e Tiago abraçou os dois juntos, aquele foi um abraço diferente de todos os outros, foi confortante e muito sofrido ao final. O apito do trem soou e Harry separou-se dos pais, Lílian segurou-o pelo rosto e lhe deu um beijo na testa.

– Vou sentir saudade. – sussurrou.

Aquilo quebrou o coração de Harry. Ela estava se referindo a partida para Hogwarts ou para a eternidade caso ele morresse?

Embarcou no trem e automaticamente procurou a cabine dos amigos. Ele não demorou muito a encontrá-la, era a uma das últimas do trem como sempre. Assim que entrou na cabine, olhou Gina, que não disse nada apenas o abraçou.

Aquilo foi como um golpe certeiro no coração do moreno que percebeu que não devia tê-la deixado sozinha, ao menos podia ter enviado uma carta, dito alguma coisa, tomado uma atitude! Mas não, o que ele fez foi afundar no próprio medo e esquecer que tinha alguém sofrendo tanto, ou talvez até mais, que ele mesmo.

Ficaram ali por longos minutos até finalmente conseguirem se separar, e então sentaram um ao lado do outro.

– Quer falar sobre aquilo? – perguntou Hermione, que estava extremamente cautelosa

Harry apenas sacudiu a cabeça em negação, não lhe agradava nem um pouco retornar aquele assunto.

Passados alguns minutos Ron e Hermione saíram da cabine procurando a velhinha dos doces, Ron alegou que ela demoraria muito para chegar até o fim no trem.

Assim que os dois saíram Harry agarrou Gina, não aguentava da saudade, beijou-a lenta e calmamente, ela retribuiu da mesma forma.

– Ah, fiquei tão... Tão... – Gina tentou falar, mas foi silenciada pelos dedos de Harry em seus lábios.

– Shii... Não diz nada. Só me beija.

Então ambos voltaram a se beijar, cada vez com mais sentimento, mais preocupação e mais amor. Sem quase parar para respirar.

Não passara nem dez minutos direito e um solavanco muito forte no trem os separaram.

– O que foi isso? – falou Gina assustada.

– Não sei.

Harry abriu a porta e olhou para fora. Muito alunos fizeram a mesma coisa em outras cabines, mas não parecia haver nada de errado. Gina olhou da janela da cabine e viu algumas pessoas do lado de fora do trem.

– Eu acho que tem gente embarcando – disse ela, juntando-se a Harry e segurando-se ao moreno pelo braço.

Ouviu-se um estouro forte e o trem balançou tão violentamente que ambos chegaram a se desequilibrar. Podiam ouvir pessoas conversando do lado de fora, e então, soou um grito extremamente agudo, a voz rouca de uma mulher.

“Morsmordre!”

Então o céu do lado de fora foi imediatamente iluminado por uma luz verde. Lá estava um enorme crânio brilhante estampado no céu escuro e saindo de sua boca, como se fosse uma língua, uma cobra colossal. A Marca Negra.

Leiam as notas e entendam isso:

http://fanfiction.com.br/historia/542459/Entre_Paixoes

Notas finais
Oie. Então, marca negra, Muahahaha! Agora: gente, minha miga ta escrevendo uma fic realmente muito boa aqui no Nyah (posso falr por que sei o que vai acontecer nos próximos caps) e se vocês quiserem podem dar uma passadinha lá. O nome é " Entre Paixões" Aqui ta o Link: http://fanfiction.com.br/historia/542459/Entre_Paixoes/ (Mas como não da pra clicar aqui ta ali em cima, na história) Bjkss até mais!