Como pude odia-lo ???
49 Promessa
Notas iniciais
Todos os alunos voltaram para o castelo acompanhados pelos professores. Os que ainda estavam desacordados ou muito feridos, que era um número muito, muito pequeno, foram levados por macas mágicas conjuradas pelo professor Dumbledore, e Gina estava entre eles. Ela teve que ficar em observação até acordar, o que levou cerca de algumas longas e tortuosas horas. Quando a ruiva finalmente estava bem o suficiente, madame Pomfrey chamou Harry, como havia prometido.
Harry entrou na enfermaria. Havia oito camas ocupadas além da de Gina, todos eram alunos vítimas do ataque ao expresso. A cama que Gina ocupava era bem afastada dos demais. Harry caminhou até lá, quando Gina o viu, abriu um lindo sorriso, porém muito cansado. Madame Pomfrey o guiou até o lado da cama e fechou a cortina equipada com feitiço ante som.
– Então... Como você está? – perguntou Harry Ele sentara na beirada da cama de sua namorada e lhe pegara a mão.
Gina olhou para aquele pequeno gesto de preocupação, e achou lindo. Ela
sorriu novamente antes de responder.
– Estou muito bem. Por mim já tinha saído daqui, mas madame Pomfrey insiste em dizer que eu preciso ficar de repouso... Nossa eu estou ótima! – disse Gina, rindo indignada com a enfermeira
Harry ficou extremamente satisfeito em ouvir a voz de Gina, soava um pouco rouca, talvez pelo cansaço. Mas ela continuava a mesma de sempre, feliz e brincalhona. Ele se inclinou para perto de sua ruiva.
– Eu concordo com ela. – Ele disse e lhe roubou um pequeno beijo –Você –roubou outro beijo – precisa –beijo – de –beijo – muito – beijo – repouso – beijo.
– Bobo! – riu Gina – Assim que que eu não tenho mesmo vontade de ficar descansando.
Ela disse a última palavra irritada, aquilo era a única coisa que ela não queria fazer. E então beijou Harry novamente. Ambos estavam demonstrando tranquilidade, mas quase não podiam suportar a angustia de quase ter perdido a pessoa que amavam naquele único e trágico dia.
Quando Gina ouviu que os comensais da morte estavam atacando o trem por causa de Harry, e conhecendo a mania de herói de Harry, ela teve medo dele se entregar, achando que pudesse salvar a vida dos alunos e evitar uma tragédia maior ainda. Ela não aguentaria ver Harry se entregando a aqueles
malditos seres, simplesmente não aguentaria ver seu amor ser destruído daquela maneira.
Harry, quando notou que ele mesmo era o alvo do ataque só pensava em deixar Gina a salvo, ele iria salvar a vida dela nem que aquilo lhe custasse a própria vida. Ele sabia que era arriscado tentar protegê-la tanto daquela maneira e ainda por cima em público. Harry não queria torná-la um alvo ainda mais precioso para os comensais da morte, que apensas sabiam que ela era sua amiga.
– É verdade que o Malfoy cuidou de mim? – perguntou Gina, ela ouvira isso da própria madame Pomfrey, mas não acreditara.
– É – disse Harry irritado – Foi ele. – continuou mais irritado ainda.
Não lhe agradava nem um pouco lembrar de Gina desacorda e desutiã na frente dele. Seu sangue fervia só de pensar.
– Nossa, por que tão bravo? – perguntou ela, não entendendo
– Olha bem onde é seu machucado – disse ele e Gina colocou a mão acima do seio esquerdo – Ele teve que olhar, mexer, ali. Eu não gostei nada disso.
– Espera. Isso é ciúme? – disse Gina sorrindo.
– Queria só ver, se fosse o contrário! – disse Harry amarrando a cara. Gina riu e sentou-se melhor na cama.
– Seu bobo – disse ela – Se fosse o cont... – ela mesma se interrompeu, estremeceu e em seguida abaixou a cabeça e fechou os olhos.
– Que foi? – perguntou Harry se inclinando e levantando o rosto dela com a mão.
– Nada. – respondeu. Sua voz soava embargada, como se estivesse à beira das lágrimas. Harry a obrigou a encará-lo e lhe lançou um olhar, aquele tipo de olhar que vale por mil palavras.
– É que... Podia... Ser o c-contrario... – ela fechou os olhos, uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha – Poderia ser v-você aqui.
Harry teve que segurar uma lágrima também. Aquela que teimava em tentar cair desde que aquele maldito feitiço atingira Gina no trem, ele a segurava desde aquele momento. E não era agora que iria cair. Não quando mais precisava parecer forte.
– Ei... calma. – Harry lhe enxugou a lágrima com o polegar eacariciou sua bochecha – Eu estou aqui agora e tá tudo bem.
Ele a abraçou e Gina retribuiu como se sua vida dependessedaquilo. O segurou forte e afundou a cabeça no seu peito.
– Eu fiquei tão... Tão... Preocupada, você podia...
– Shhh... – Harry lhe acariciava os cabelos – Podia mas não foi, estou aqui com você, e nada nesse mundo vai separar a gente agora.
– Promete?
Harry ficou sem resposta, como ele iria prometer aquilo? Ele provavelmente era caçado por todos os comensais da morte, fora o próprio Voldemort. Como ele iria garantir que ficaria vivo? Ele mesmo duvidava daquilo, mas tentava ser otimista. Era difícil.
Gina levantou a cabeça seus os olhos imploravam uma resposta. Esperava uma promessa que ela mesma sabia que provavelmente não poderia ser cumprida.
–Eu prometo. Nada vai separar a gente. Nunca. – Harry beijou Gina, novamente.
O beijo era sofrido, doloroso, como uma despedida. Era quase um adeus precipitado. Quando se separaram ela tinha os olhos vermelhos e ele tentava se controlar. Harry levantou e sentou novamente na cabeceira da cama de Gina, puxando-a para perto e a acolhendo em seus braços. Gina relaxou mais.
– A propósito, se fosse o contrário, a vadia não estaria mais respirando... – disse ela
Harry a apertou mais, rindo de seu comentário, mas não se esqueceu do que acabara de acontecer. Algum tempo depois, madame Pomfrey colocou Harry para fora da enfermaria à força. Gina precisava de repouso e já estava tarde, ele era o único visitante que ainda estava na enfermaria.
Harry saiu com a senhora ralhando com ele, mas não sem antes ver a cara de riso de Gina lá no seu cantinho. No corredor, o moreno encontrou um garoto do segundo ano que
corria afobado.
– Harry... – ele estava ofegante – O professor... O professor Dumbledore me pediu que lhe entregasse isso.
Ele estendeu a mão que continha um bilhete.
– Obrigado, Eric. – respondeu e o garoto voltou por onde tinha
vindo.
Harry foi direto para seu dormitório, ignorando os murmúrios e cochichos que surgiam quando ele passava pelas pessoas. Quando chegou no dormitório — graças a Merlin estava vazio — sentou na cama e desdobrou o bilhete. Ali estava escrito em uma caligrafia fina e inclinada o recado.
“Harry, gostaria de ter uma audiência particular com você. Preferiria que fosse hoje, mas compreendo que deve estar muito atordoado para tal. Sendo assim, quero vê-lo amanhã à noite no meu escritório sem falta.
Feijõezinhos de todos os sabores.
A. Dumbledore”
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