Notas iniciais
Oie pessoas! Bom, podem me xingar. Eu não postei domingo passado e juro que fiquei me sentindo um monstro, por que sei quanto é horrível ter que esperar os capítulos da fics (realmente me superei, duas semanas...). Eu sei que demorei mas estive cheia de problemas ultimamente e ainda consegui machucar a ponta do dedo da mão então está muito difícil digitar. Mas então acho que é isso, vamos ao capítulo. Boa leitura!

Harry estava parado frente a frente com Alvo Dumbledore. E a única coisa que ele conseguia pensar era em dizer umas boas verdades sobre o que pensava do diretor. Queria extravasar a raiva que sentia. Por que todos tinham escondido tudo dele?

Passara anos vivendo normalmente e agora, de uma hora para a outra, descobre por acaso que terá que matar o maior bruxo das trevas do mundo, ou ele o matará. Simples assim.

Dumbledore encarava-o como se pudesse ver através de seu corpo, os olhinhos azuis cintilando por traz das lentes meia lua de seus óculos.

– Sente-se Harry. – disse ele calmamente indicando a cadeira a sua frente.

Harry não tinha a mínima vontade de sentar e ter um bom bate-papo com o velho a sua frente, no entanto, ele apouco lhe dissera uma coisa muito intrigante: “Acredito que já esteja na hora de você saber de algumas coisas. Sobre a profecia.”.

Que coisas Harry precisava saber? O que era essa profecia que o diretor mencionara? Sobre o que Dumbledore estava falando afinal? Eram inúmeras perguntas que rodavam na cabeça de Harry, todas elas sem respostas. Se ele quisesse saber, teria de sentar-se a frente do diretor e lhe fazer todas essas perguntas.

Harry puxou a cadeira e se sentou. Ficou ali encarando o homem a sua frente. Dumbledore encarava-o também, novamente vendo através de seu corpo.

– Bom Harry, eu entendo perfeitamente o que está se passando na sua cabeça nesse momento. – disse ele calmamente.

Harry trincou o maxilar. Ele estava usando legimencia? Imediatamente o moreno fechou a mente.

– Eu sei exatamente tudo que você ouviu aquele dia no Largo Grimmauld e também sei o que você pensa sobre isso.

Harry estava se segurando.

– Assim como sei o que você pensa de mim e o que está com vontade de me dizer agora – Antes que Harry pudesse dizer alguma coisa o diretor continuou. – E não o julgo por isso. Eu mesmo não sei se teria me segurando tão bem. Admiro seu autocontrole, e agradeço por não ter tentado me azarar ainda, seria realmente muito desagradável.

– Olha aqui – respondeu Harry – se você me mandou vir até aqui para toda essa enrolação, eu já to indo embora.

Harry estava se levantando, quando o diretor acenou com a mão indicando que ele se sentasse novamente.

– Claro, claro, perdoe-me. Bom o problema é que eu não sei exatamente por onde começar a lhe explicar os fatos. –disse Dumbledore juntando as mãos a sua frente sobre a mesa.

– Que tal começar do começo? – disse Harry sarcástico.

Dumbledore ignorou o tom de voz usado por Harry e continuou.

– Quando você nasceu, Harry, havia uma profecia. Ela não se referia diretamente a você, você ainda não era “O eleito”, isso aconteceu a partir do momento em que Lord Voldemort o escolheu.

– Que profecia é essa? Por que Voldemort me escolheu? – disse Harry ainda mais confuso.

– Atualmente ela está guardada no departamento dos mistérios dentro do Ministério da Magia. Mas esse não é o seu único registro. Primeiro eu gostaria que você ouvisse a profecia, depois podemos discutir sobre isso.

Dumbledore se levantou e foi até um armário. De dentro dele tirou uma bacia com um líquido fumacento azulado, a borda da bacia era toda incrustada com desenhos de runas, e o líquido transbordava como névoa.

–Anos atrás, a profecia foi feita diretamente a mim, a ouvi da professora Trelawney e a tenho registrada em minhas memórias. – disse Dumbledore, Harry encarava a bacia e seu líquido, Dumbledore notou – Isso, Harry, é uma penseira, ajuda pessoas, que como eu, tem pensamentos demais em suas cabeças, nela registro coisas que julgo, importantes. Agora, me acompanhe.

Então Dumbledore mergulhou na bacia. Harry vencido pela curiosidade, também mergulhou. Prendeu a respiração preparado para entrar na água, mas o que encontrou foi algo bem diferente, uma mistura gelada de agua e névoa onde era possível respirar normalmente.

Lá dentro, Harry viu claramente a professora Trelawney, então ela falou, em um tom áspero e rouco, como Harry jamais havia ouvido:

“Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima... Nascido dos que o desafiaram três vezes, nascido ao terminar o sétimo mês... e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual, mas ele terá um poder que o Lorde das Trevas desconhece... E um dos dois deverá morrer na mão do outro, pois nenhum poderá viver enquanto o outro sobreviver... Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas nascerá quando o sétimo mês terminar;...”

Tudo girou, e então Harry saiu da bacia acompanhado do professor.

– Compreende agora Harry? – disse Dumbledore, como seu tudo estivesse muito óbvio

– Ainda não entendi direito... – Harry estava cada vez mais confuso, e isso o irritava

– Harry, quando a profecia foi feita ela não se referia necessariamente a você, podia ser qualquer um que se encaixasse nesses padrões, havia outra opção.

– Quem? – perguntou o moreno imediatamente

– Neville Longbottom, podia ser ele. Mas Voldemort não sabia desse detalhe, e acreditou que seria mais provável que fosse você. E o escolheu.

– Então quer dizer que podia ser o Neville no meu lugar?

– Exatamente. Mas compreenda Harry “...e o Lorde das Trevas o marcará como seu igual...” percebe agora que você foi o escolhido? Voldemort o escolheu no dia que tentou te matar, ele o marcou como um igual quando lhe deu essa cicatriz. – o diretor indicou com a mão a testa do jovem a sua frente.

Harry tocou a marca entre seus cabelos bagunçados, ele nem percebera que ela estrava formigando, ultimamente ela formigava o tempo todo e, na maioria das vezes, ele nem se dava conta.

– Mas por que ele me escolheu? – Harry não entendia esse fato.

– Eu não sei exatamente. Acredito que ele pensou que você, futuramente, fosse mais capacitado de o matar que Neville.

– Mas eu não entendo, se ele pensava isso, podia ter escolhido Neville. Logicamente ele seria mais fácil de se derrotar, se ele o julgava mais fraco....

– E é aí que eu crio uma teoria. Para mim, Voldemort não conhece a profecia completa. Por isso marcou você em vez de Longbottom.

– E quanto a esse poder que eu tenho que o Lorde das Trevas desconhece... O que é? – Harry teve uma esperança, talvez com isso pudesse sair vivo dessa.

– Não sei Harry. Tenho uma teoria, mas ainda não está concretizada. Por enquanto não posso lhe contar nada.

Aquelas palavras saíram da boca de Dumbledore, mas seus olhos disseram o contrário. Harry queria insistir mas preferiu ficar quieto.

– Então a verdade é essa? Eu tenho que matar Voldemort antes que ele me mate? Assim fácil? – o tom de Harry era mais sarcástico que nunca.

– Isso mesmo. – disse o professor calmamente – Mas agora Harry, eu não estou lhe dizendo para sair daqui correndo atrás de Voldemort achando que pode matá-lo. Apenas achei justo que soubesse a verdade, afinal de contas é de você que estamos falando. É sobre seu futuro. É a sua vida que está em jogo. Por escolha do Lorde das Trevas você é O Eleito.

E assim terminou a reunião particular de Harry e Dumbledore. Harry não se sentiu atordoado nem surpreso com aquilo, algumas coisas realmente ele não esperava, mas nada que o fizesse sentir medo ou qualquer coisa do gênero. A verdade era que o maior choque ele já sofrera: teria que enfrentar a morte cara a cara.

Notas finais
É isso. Espero que tenham gostado! Achei que no cap anterior foram poucos comentários, mas ok... Bjkss Tchau pessoas!