Notas iniciais
Oiee pessoas! Então, capítulo novinho aqui pra vocês! Ele demorou um pouco pra sair, mas ta aí. espero que você gostem dele. BOA LEITURA!

Harry saiu do escritório de Dumbledore um pouco irritado, ele tinha o direito de saber de tudo aquilo muito antes. No fim das contas ele aceitou. Um, porque não tinha nada que fazer a respeito, dois, porque ele queria sair o mais rápido possível da sala de Dumbledore.

Harry levou algum tempo para encontrar o caminho de volta a torre da Grifinória, quando chegou ao quadro da mulher gorda teve de ouvi-la reclamando do horário, mas logo ela o deixou entrar. Quando chegou a sala comunal Harry percebeu o quão tarde já era.

Lá havia apenas alguns poucos alunos lá dentro, entre eles Ron e Hermione, que estavam sentados em duas poltronas a um canto. Assim que Harry entrou Hermione pulou em cima dele.

–Onde você estava?! –perguntou ela aflita

–Calma... eu, hum... –Harry coçou a cabeça.

Afinal, ele devia contar aos amigos?

–Cara, você sumiu depois do jantar! –disse Ron se aproximando

–Nós estávamos preocupados –disse Hermione – Quer dizer você não nos avisou nem nada, não que você tenha que prestar contas do que faz, mas...

–Sim Mione, eu devia ter avisado, na verdade eu estava.... Espera, vamos sentar. Tem uma coisa que eu preciso contar pra vocês dois, agora.

Os três voltaram para onde Ron e Hermione estavam sentados antes, Harry sentou na poltrona que fora de Hermione e a garota sentou no braço da poltrona de Ron, deixando as pernas sobre o colo do ruivo. Harry sorriu ao ver a cena, mas logo lembrou do que estava prestes a contar e seu sorriso desapareceu.

Então Harry contou tudo para os amigos. Contou sobre a sua reunião particular com Dumbledore. Contou sobre a profecia que a professora Trelawney realizara anos atrás quando ele ainda era bebe, até tentou recita-la de novo (o que não deu muito certo). Contou também sobre como apenas ele ou Neville eram as únicas opções que se encaixavam nos versos. Explicou como Voldemort o escolhera e marcara como um igual quando tentou mata-lo e lhe deu a cicatriz na testa. E também disse que ele era O eleito.

Os dois amigos ouviram toda a explicação em silêncio, prestando muita atenção assentindo algumas vezes, quando Harry terminou de contar tudo, os dois permaneceram calados por um instante. Então Hermione foi a primeira a se pronunciar.

–Ah Harry, imagino que deve estar sendo muito difícil pra você. –disse ela

–Sabe que não Hermione. –disse Harry calmamente – Verdade. Isso ajudou muito, agora eu entendo tudo, não é apenas aquela história de eu ter que morrer sem mais nem menos. Agora eu entendo o porquê disso tudo, ao menos agora isso faz sentido.

–Mas Harry, a profecia não disse algo sobre você ter um poder, uma arma, que você-sabe-quem desconhece? Talvez você pudesse usar isso contra ele. –disse Ron querendo reanimar o amigo.

–Exatamente. Ron tem razão. Brilhante! –falou Hermione, ela disse aquilo espantada com o fato de Ron ter chegado aquela conclusão.

–Sempre o tom de surpresa. –riu Ron

Harry também sorriu por um segundo.

–A questão –continuou a morena – é que você está agindo como se tivesse que morrer, como se não houvesse outra opção, mas sempre há outra opção. É só você usar esse poder que você-sabe-quem desconhece, a profecia fala sobre alguém que tem o poder de derrota-lo, e esse alguém é você Harry.

–Mas Hermione eu não sei que poder é esse, nem Dumbledore sabe o que é. Como posso usar uma arma se eu nem mesmo sei qual é?

–Ah Harry, isso é só um detalhe –Hermione disse aquilo como se não tivesse importância

–Mas cara, você não vai ir atrás dele né? Tipo, não vai sair por aí procurando por ele? –perguntou Ron apreensivo.

–Eu tenho cara de louco Ron? –disse Harry

–Não, mas... vai saber...

–A com certeza. Eu vou sair gritando na rua; “Ei Voldemort! Quem sabe a gente não pode tomar um café e bater um papo, só pra descontrair, depois você pode me matar quando quiser!” –disse Harry irônico.

Os três riram.

–Mas falando sério agora –Harry parou de rir – eu estou muito preocupado com a Gina. Quer dizer, estaria mais se o nosso namoro fosse público, mas...

–Cara –interrompeu-o Ron – acho que todo mundo já percebeu que vocês dois estão juntos, quem não percebeu ainda ou é muito burro ou então muito desinformado!

–Verdade Harry, só na sua cabeça que esse namoro é “secreto”. –Disse Hermione – Ainda mais depois do que aconteceu no trem. Ta na cara que vocês tão namorando, ou no mínimo se pegando. –Ron fez uma careta ao ouvir a última parte.

–Ta, que seja gente. Isso só torna as coisas ainda piores. –disse Harry.

–O que? Você acha que podem querer usar Gina para chegar até você? –perguntou Hermione horrorizada com a possibilidade.

–É exatamente o que eu acho. –confirmou Harry

–Mas, você está dizendo que ela está em perigo? –perguntou Ron já pálido

–Não acho que ela esteja em perigo propriamente dito, mas, sempre há uma chance...

–Acha que alguém poderia tentar alguma coisa aqui dentro da escola? – Hermione agora estava apavorada com tal possibilidade

–Não acho que alguém vá tentar alguma coisa aqui dentro, mas... –respondeu Harry

–Pois eu acho sim! –disse Ron

–Como assim? –perguntou Harry preocupado.

–Harry você sabe que meu pai trabalha no ministério né? –disse Ron e Harry assentiu – Bom, ele meio que conhece as muita gente lá dentro, sabe de muita coisa, sabe inclusive que na primeira vez que você sabe quem tomou o poder o pai do Draco, Lúcio Malfoy, era um de seus seguidores.

–Pera aí Ron. –interveio Hermione –Você ta dizendo que o pai do Draco foi um comensal da morte?

–Estou dizendo que ele ainda é um comensal da morte, não se pode simplesmente deixar esse posto.

Harry estava branco, extremamente pálido, parecia que podia desmaiar a qualquer momento. Então ele se deixou cair de costas na poltrona.

–Voldemort vai usar Draco Malfoy para me atingir... através de Gina...

–Calma aí gente!!! –Hermione ficou de pé e levantou as mãos – Não vamos sair por aí dizendo coisas que não sabemos, não podemos julgar o Draco pelas atitudes do pai dele, isso não seria justo.

–Mas Mione é... –Ron tentou argumentar mas a morena estava decidida

– Não! Eu não vou deixar vocês fazerem nada! E você Ronald, pare de colocar coisas na cabeça do Harry!

–Mas...

–Nada de mas Ron!

Depois dessa pequena discussão Hermione se sentou no colo de Ron como se nada tivesse acontecido.

Harry estava pensativo, preocupado com Gina e com medo por ela.

O Malfoy podia ter todos os indícios de alguém que poderia ser um ótimo servo para o Lord das Trevas, mas Mione tinha razão, não podiam julga-lo só por que ele podia estar a serviço de Voldemort.

Então Harry decidiu ficar de olho por enquanto, pois não tinha dúvida que teria que tomar uma atitude logo.

Notas finais
Então gostaram? Espero que sim! Spoiler do próximo capítulo: E.T.A. *-* Entenderão... Bjks até mais!