Notas iniciais
Oiie pessoas!! Tem mais um capítulo pra vocês aqui!! Só uma explicação rápida, esse capítulo começa quando o Harry vai pro dormitório e a Gina vai lá estudar com o Draco, e ele acontece mais ou menos ao mesmo tempo que o anterior. Boa leitura!!

Harry decidiu seguir o conselho que Gina lhe dera. Foi para o quarto com Ron e junto com os outros garotos passaram muito tempo jogando Snap Explosivo. Só ele e os garotos, apenas se divertindo. O jogo foi descontraído e recheado de risadas e brincadeirinhas, com eles costumavam fazer antigamente. Antes de todo o mundo de Harry virar de cabeça para baixo completamente.

Depois do jogo eles continuaram a conversar, contar piadas e rir como a tempos não faziam mais. Harry comentou com Ronald algo sobre o ruivo estar com ciúme como disse Gina, e isso só fez com que o moreno recebesse uns socos de volta.

Quando finalmente eles se cansaram de tudo aquilo, Harry decidiu descer até a sala comunal para falar com Gina. Mas quando chegou lá que foi notar que já era mais de onze e meia da noite. Provavelmente a ruiva já estava no seu quarto roncando a tempo. Ela mesma disse que iria direto pra cama, ultimamente ela estava bem acabada.

Harry foi dormir. E incrivelmente foi uma noite muito tranquila, sem pesadelos nem dor na cicatriz. Devia relaxar mais.

No outro dia Harry acordou com Ron reclamando de ter que acordar. Assim, saiu da cama se arrastando e foi se arrumar, quando finalmente estava pronto ainda teve que esperar pelo melhor amigo porque, como sempre, ele se atrasou. Pegaram suas coisas e foram correndo tomar café da manhã. Mal tiveram tempo de pegar umas torradas e o sinal para as aulas tocou, ambos foram correndo para a sala de poções.

O moreno achou a aula uma chatice. Estava sentado com Ron e Hermione. Enquanto os dois garotos conversavam sobre assuntos aleatórios, baixinho para que Snape não percebesse, Hermione preparava com maestria a poção que fora exigida. Volta e meia ela mandava Ron ir buscar algum ingrediente no armário, o que fazia o ruivo reclamar, mas no final sempre obedecia. Era até engraçado como viviam brigando mesmo depois de começar a namorar.

Harry lembrou que ele e Gina também eram assim antes de namorar. Mas quando começaram a se pegar definitivamente, aquilo meio que parou. Eles passaram a ter apelidos e coisas do tipo só pra irritar o outro, coisinhas fofas e hábitos que eles não perderam.

Pensando em Gina agora o moreno percebeu que não viu ela no café da manhã daquele dia. Bom, na verdade ele acordou tão atrasado, e se atrasou mais ainda por culpa de Ron, que não viu nada. A ruiva já devia estar indo pra suas aulas no momento em que o moreno apareceu no salão principal.

Depois de algum tempo o sinal tocou, a aula havia acabado e eles estavam liberados para ir almoçar. Hermione entregou a poção e anotou o dever. Depois os três saíram da sala.

– Vocês dois podem ir comigo até a biblioteca? – perguntou ela.

– Pra que você quer ir a biblioteca agora? – retrucou Ron.

– Quero tirar uma última dúvida sobre o trabalho de transfiguração que temos que entregar hoje a tarde. Vocês vem comigo?

– Ah Hermione, eu to indo almoçar agora, mal tomei café da manhã hoje. Sinto muito. – disse Harry para se esquivar.

– É verdade, eu também estou morrendo de fome agora. Não vai dar não. – concordou Ron.

– Na-na-ni-na-não. – disse a morena – Você vem comigo Sr. Weasley, já que eu fiz todo o seu trabalho o mínimo que você pode fazer é ir junto comigo. Vamos. – E saiu levando o ruivo consigo.

Harry ainda pode ouvir Ron, dizendo alguma coisa como “Mas Mione, eu to com fome!” ou algo do tipo. Então o moreno foi para o salão principal.

Harry sentou à mesa da Grifinória e se serviu, durante boa parte do almoço procurou Gina com o olhar, não a encontrou. Na metade do almoço de Harry, Ron e Hermione voltaram. Harry resolveu perguntar se eles haviam visto a ruiva.

– Vocês viram a Gina? – perguntou a eles, quando começaram a comer também.

– Não vi. – disse Ron com a boca cheia de purê de batata.

Ele olhou para Hermione.

– Também não a vi Harry. – disse a morena balançando a cabeça.

– Ok. – ele se limitou a responder.

Esse sumiço dela estava muito estranho, ela com certeza teria que dar uma boa explicação depois da aula. Logo os amigos terminaram de comer, Ron reclamando que não teve tempo suficiente, e foram para a sala de transfiguração.

A aula foi normal, ao ver de Harry. Aprenderam um feitiço novo, e praticaram, na teoria e depois na prática. Tudo bem.

Ao final da tarde os alunos guardaram seu material e foram saindo da sala. Quando Harry, Ron e Hermione iam indo também, Minerva chamou.

– Você não, Sr. Potter – disse ela.

Os três pararam.

– Sr. Weasley e Srta. Granger, podem ir.

Os dois saíram.

– Potter, o Professor Dumbledore me mandou um bilhete pedindo que o Sr. comparecesse a sala dele imediatamente após o término da aula. – falou a mulher.

– Tudo bem prof. Minerva.

– Quer que eu lhe acompanhe?

– Não precisa, obrigado.

Ela assentiu e sentou à mesa novamente.

– O que ela queria? – perguntou Ron assim que Harry saiu da sala.

– Nada demais. Dumbledore quer falar comigo agora.

– E o que você ta esperando? – disse Hermione indignada – Vai lá!

E foi o que ele fez. Seguiu pelas escadas e atravessou o pequeno labirinto de corredores até chegar a gárgula que dava passagem à sala do diretor. Disse a senha, e a estátua lhe deu passagem. Harry subiu a escada e parou a frente a porta de madeira, bateu e em seguida entrou.

O escritório continuava exatamente igual ao que ele se lembrava, as estantes cheias de livros, Fawkes no poleiro perto da porta e a mesa a frente da janela. O diretor encontrava-se sentado e a sua frente a penseira.

– Oh Harry. Entre, sente-se. – disse ele, indicando a cadeira.

Harry sentou. Espantosamente dessa vez se sentiu muito mais a vontade. Não teve a vontade habitual de pular no pescoço do homem com sempre ocorria. Já tinha se acostumado com a situação que se encontrava e de certa forma até agradecia Dumbledore por ter lhe contado só naquele momento. Se ele fosse mais jovem e soubesse de seu provável futuro, com certeza iria surtar.

– Então? Me chamou aqui por quê?

Então Dumbledore começou a falar. Falar muito. Disse a Harry que havia descoberto mais coisas a respeito de Voldemort e de como podiam derrota-lo.

Dumbledore conseguira memórias do passado de Voldemort, quando ele ainda se chamava Tom Marvolo Riddle, descobriu Harry.

Na verdade o velho já sabia de tudo aquilo há muito tempo, mas achou que seria apropriado o jovem saber também, a final como ele mesmo disse, Harry tinha o direito.

Harry primeiro entendeu todo o passado de Voldemort, e de seus pais. Soube sobre sua mãe, a bruxa Mérope Gaunt, sobre seu pai, o trouxa Tom Riddle e sobre a poção do amor usada pela bruxa para atrair o homem. Depois, soube também sobre como Tom abandonara Mérope e como ela morrera no parto do filho que foi parar em um orfanato trouxa.

Dumbledore lhe explicou sobre a infância de Voldemort no mundo não bruxo e sobre as intrigas e problemas com as crianças de lá. Explicou que os poderes do bruxo já se revelavam muito fortes em sua infância. Mesmo ele não querendo exatamente aquilo, ele conseguia alcançar seus objetivos usando magia, ainda que inconscientemente.

O diretor lhe contou que fora pessoalmente atrás de Tom no orfanato onde vivia, quando o garoto completou onze anos. Disse que Tom aceitara bem a notícia de ser um bruxo, por que no fundo o jovem já sabia que era diferente. Logo ele começou seus estudos.

No período que esteve em Hogwarts ele pareceu um jovem estudante comum, assim como a maioria dos outros. Em seus últimos anos ele revelara um interesse diferente sobre as artes das trevas, e no sétimo ano na escola pedira ao próprio Dumbledore se poderia ser professor de defesa contra as artes das trevas, mas o diretor disse a ele que por ser ainda muito jovem antes precisava de experiência e então o aconselhou voltar alguns anos depois.

Quando saiu de Hogwarts Voldemort começou a trabalhar em busca de suas Horcruxes. Dumbledore explicou a Harry o que eram, objetos que guardavam um pedaço da alma da pessoa, e como Tom descobrira sobre elas, com um professor em especial.

Depois Contou a Harry sobre a criação de tais objetos e do poder que eles continham. Só então revelou ao menino que acreditava que Voldemort dividira sua alma em sete partes, seis objetos e a parte que permaneceu em seu corpo. E que só se esses objetos fossem destruídos Voldemort poderia ser morto.

Quando Harry perguntou como fariam isso, o diretor lhe revelou que já começara, destruíra duas delas, um antigo diário de Tom Riddle e um anel que passara entre gerações na família Gaunt. Ambos já não continham mais nenhum resquício de alma. E Dumbledore contara também que acreditava ter descoberto uma terceira horcrux, mas que ainda tinha que ir mais a fundo nesse assunto.

Todas essas revelações foram feitas a partir de memórias de outras pessoas, que foram mostradas a Harry traves da penseira. Ou então com declarações do próprio Dumbledore.

Em certo ponto da conversa ambos fizeram uma pausa para um lanche, e tiveram uma mini conversa normal, nada de Voldemort, nem problemas e nem mesmo estudo. Apenas uma conversa normal como se fossem amigos normais. E foi aí que Harry descobriu que não odiava Dumbledore, eles apenas não tinham tido um começo muito bom.

Ao final da reunião, Harry foi orientado a não compartilhar aquelas informações com ninguém, apenas foi autorizado a revelá-las a Ron e Hermione. O porquê de Dumbledore confiar neles Harry não sabia, mas ficou aliviado em poder dividir aquilo com os dois.

Quando já era mais de 2:15 da madrugada Harry caiu na cama do dormitório, mas dormir que é bom nada.

Notas finais
Não contei o que aconteceu com a Gina nesse capítulo mas conto no próximo. Antes precisava explicar o lance com o Harry. É isso. Bjks, até os comentários!