Notas iniciais
Oiee pessoas! Mais um capítulo novo pra vocês! Não vou ficar me enrolando aqui. E espero que não me matem pelo final. Boa leitura.

Gina chegou na biblioteca, tinha alguns poucos alunos ali, a maioria deles eram dos anos finais, com a cara enfiada nos livros estudando que nem loucos desesperados para passar nos exames.

Mesmo sendo início do ano as primeiras provas sempre eram as que valiam mais pontos e os alunos espertos e que sabiam que precisariam de nota no fim do ano, logo começavam a se empenhar em ir muito bem nessas provas.

A ruiva vasculhou o lugar com os olhos e não viu Draco, o que achou meio estranho, talvez ele tivesse esquecido. Caminhou um pouco mais, passou pelas primeiras mesas e encontrou o loiro sentado no canto mais remoto de todos.

Estava esparramado na cadeira e girava a varinha entre os dedos, tinha o rosto sério, sobre a mesa a sua frente estavam alguns livros fechados e um caderno com rabiscos aleatórios. Gina os encarou por um momento, os rabiscos pareciam ingredientes de uma poção.

Ela caminhou até perto dele, quando a viu, o semblante sério sumiu e um sorriso travesso tomou seu lugar.

– Achei que não viria mais. – disse ele.

– Estou aqui, né.

Draco sorriu e puxou a cadeira ao seu lado para que Gina sentasse.

– Em que você estava pensando? – perguntou ela.

– Desculpe?

– Quando eu cheguei, você estava tão... Sei lá, distante.

– Não é nada, só uns problemas que eu to tendo aí, nada demais. – ele fez um gesto displicente com a mão.

– E esses problemas envolvem garotas?

– Olha pra mim e diz se eu tenho cara de quem tem problemas com garotas? – falou ele, convencido.

Gina riu.

– Uhh, falou o bad boy. – os dois riram – Mas então, qual é o problema?

– Quer mesmo ouvir? – Draco esperava que ela respondesse não.

– Claro que sim. – Gina estava muito curiosa quanto aquele assunto.

– Bom, então sinto lhe informar que nós não vamos estudar hoje esta bem? – ele fechou o caderno.

– Para de enrolar e começa a falar logo.

– Como sempre a origem dos meus problemas é o meu pai. A gente não ta se entendendo ultimamente. – ele suspirou – Na verdade acho que a gente nunca se entendeu de verdade. Mas ta cada dia pior, sabe.

– Esse desentendimento tem que ter um motivo... Qual é? – perguntou a ruiva não controlando a sua curiosidade.

– A gente tem opiniões contrárias, eu acho. Discutimos muito e nunca chegamos a um acordo. Nunca. – ele fez uma pausa – Mas acho que o pior de tudo é a minha mãe, ela também não concorda com ele em muitas coisas, mas também nem sempre fica do meu lado. Ela acaba em cima do muro. E então nós dois brigamos com ela.

Draco olhou pela janela e bateu três vezes com a varinha na mesa.

– Mas quando a gente briga com ela, ficamos mal por isso. Quer dizer nós dois amamos muito ela, e ela sempre sai chorando e tal. Acho que se não fosse pela dona Ciça a família seria um desastre pior do que já é. Depois de brigar e ela chorar, nós fazemos as pazes e ficamos sendo uma família feliz de novo, mas isso nunca dura muito. Sempre voltamos a brigar e ficamos presos em um círculo vicioso. – Draco sorriu triste – Mas já to acostumado.

– Nossa cara, eu não fazia ideia disso... Quer dizer, vocês são Os Malfoy, uma das famílias mais importantes da sociedade bruxa. Quem diria que tem problemas de gente normal.

Draco riu.

– Só você para me fazer rir enquanto eu falo disso, ruivinha.

Aquilo incomodou um pouco Gina, quem geralmente a chamava de apelidinhos como aquele era Harry. Mas ela ignorou.

Ficaram em silêncio por uns minutos e ela já estava ficando constrangida.

– Bom, a gente veio aqui pra estudar. – falou ela, chamando a atenção dele que ficara pensativo outra vez – Vamos lá.

Ela se inclinou para frente e ele se ajeitou na cadeira onde estava praticamente deitado até aquele momento.

– Vejamos, o que você tem aqui?

Ela pegou os livros e percebeu que não eram livros de história e sim de poções.

– Na verdade eu não estava estudando história. Tava fazendo um dever de poções. – disse ele.

Gina abriu um livro na página marcada. Era a lista de ingredientes de uma poção do sono, e na página ao lado o modo de preparo.

– Estão aprendendo isso? No sétimo ano? – perguntou a ruiva não acreditando.

– Er... bem, não...

– Então por que estava trabalhando nessa poção?

– Estamos, hum... Trabalhando com substituição de ingredientes.

– Como assim? – Gina nunca tinha ouvido falar em uma coisa como aquela.

– Você vai aprender ano que vem. – Draco coçou a cabeça, e torceu o nariz para a página – Nas poções simples, como essa, alguns ingredientes podem ser tocados ou alterados.

– Tipo, para a poção ficar mais simples?

– É, por aí.

Gina fechou o livro e levantou da mesa.

– Por enquanto não precisamos de poções do sono. – falou ela colocando o livro de lado.

Ela foi para as prateleiras de história procurar os livros adequados.

– Esse. Esse também. – murmurava ela para si mesma enquanto escolhia os livros – Acho que vi Hermione estudando esse, deve ser bom, vai também.

Draco chegou ao lado dela.

– Hermione? A sabe-tudo sangue-ruim?

Não chame mais ela desse jeito! –aquilo irritou Gina um pouco.

Ela torceu o nariz. Mione era tão bruxa quanto qualquer um naquela escola. E uma bruxa muito melhor que muitos ali.

– Desculpa. Hábito sonserino. – disse ele – A nascida-trouxa?

– Isso. Se tem alguém que entende de estudar é ela.

Gina analisou a prateleira a sua frente por alguns minutos.

– Claro. Não posso esquecer de A história da magia, de Batilda Bagshot – disse ela em uma imitação perfeita da voz do professor Bins.

Os dois riram. Voltaram para a mesa e começaram a estudar.

Passaram quase duas horas estudando, rindo e conversando. Só se deram conta do tempo quando o relógio bateu onze horas; o fechamento da biblioteca. Então que perceberam que só havia os dois ali e que madame Pince vinha em direção deles segurando as chaves da porta.

– A biblioteca vai fechar, queridos. Vocês podem continuar amanhã. – disse ela.

Em cinco minutos ambos recolheram suas coisas e guardaram os livros. Draco ficou com um, O lado negro da história. A cara dele.

Quando saíram, o loiro acompanhou Gina por um corredor.

– Está com fome? –perguntou.

– Um pouquinho. – admitiu a ruiva.

– Vamos. – ele pegou a mão dela e a guiou até a cozinha.

Quando chegaram lá, alguns elfos ainda trabalhavam, mas a maioria não estava ali. Ao se aproximarem vários dos que estavam por ali os cercaram perguntando como podiam ajudar. Então Draco e Gina decidiram pedir biscoitos de chocolate e suco. Imediatamente os pequeninos providenciaram tudo para eles.

Ambos comeram enquanto discutiam sobre qual aula era mais chata.

Quando terminou a ruiva levantou e levou seu prato até a pia mais próxima, habito que ela adquiriu em casa, coisa de Weasley. Quando voltou, seu copo estava cheio de suco novamente.

– Obrigada. –agradeceu ela.

– Um brinde – disse ele – À garota que me fez aprender história.

Gina riu, brindou e bebeu.

Em questão de segundos ela começou a ficar tonta. Sua cabeça começou a girar e sua visão ficou um pouco nublada.

– Draco... Eu não to bem...

– Eu sei que não está. – disse ele calmamente.

– O que você fez comigo? – disse ela levando a mão a cabeça e apertando os olhos.

– Fica calma, você vai sobreviver... Por enquanto.

– Eu... eu...

Gina não conseguia mais falar, começou a perder os sentidos. A última coisa que percebeu foi dois braços a segurando e a voz de Draco dizendo “Boa noite, Weasley”, então tudo ficou escuro.

Notas finais
Então o que acharam? Opiniões sobre o que ele vai fazer? Não me matem por acabar assim, logo saberão o que vai acontecer. Bjks pessoas!