Como pude odia-lo ???
67 Avada Kedavras
Notas iniciais
Gina desviou de uma maldição da morte e procurou sair do meio da batalha, desarmada e onde estava, ficar ali era a mesma coisa que pedir para morrer. Se esquivou para perto de uma das paredes, podia ter uma visão geral da batalha de lá.
Gina viu Snape saindo discretamente da sala, com aquele ar silencioso e soberano que ele tinha. Observou seus amigos lutando por suas vidas bravamente. Ron e Luna tinham cada um, um braço ferido, a testa de Hermione sangrava bastante e Neville estava bem curvado para frente, respirando mais acelerado que qualquer um na sala.
Desviou o olhar para seus pais que lutavam lado a lado com os Potter. Nesse momento ela notou que seus irmãos também estavam ali. Todos que ela amava colocando as vidas em risco porque ela fora burra o bastante para se deixar sequestrar.
Então Gina olhou para a pessoa que mais se arriscava por ela. Harry. O moreno duelava com Voldemort violentamente. Os dois estavam visivelmente exaustos, as vestes do bruxo estavam rasgadas de um lado e ele respirava ofegante. Já Harry estava relativamente pior, sua boca sangrava tão espantosamente que tinha que cuspir sangue a cada minuto, sua cicatriz também estava bem destacada em sua testa.
Gina não tinha sido atacada diretamente porque todos estavam ocupados demais. Analisou o restante da luta, os comensais estavam começando a se recuperar aos poucos, e volta e meia, mais alguns chegavam pela porta.
Sirius duelava com um homem perto de onde Gina estava, observou-o derrotar o homem com certa facilidade e um sorriso no rosto. Quando o comensal caiu Gina correu até onde estava a varinha dele e a apanhou. Não podia ficar ali parada enquanto todos que ela amava estavam ali arriscando as próprias vidas só para salvar a dela.
Gina correu para o centro da batalha. Se esquivou de um feitiço e ergueu um escudo para se proteger quando um comensal a atacou por acidente quando ela passava a frente de Marlene, que duelava com ele. A ruiva não hesitou em estuporá-lo. Imediatamente Marlene já tinha outro adversário. E Gina também.
Gina rapidamente desarmou uma moça, não sabia dizer se ela que estava duelando bem ou a garota que era ruim mesmo. Ficou com certa pena da jovem, ela não parecia ser muito mais velha que a própria Gina, mas a ruiva não perdeu tempo antes de deixá-la desacordada no chão.
Gina procurava Harry, viu o moreno a distância e a primeira coisa que pensou foi em correr para ajudá-lo, mas seu pensamento foi cortado quando um vulto loiro foi arremessado a sua frente. Era Luna.
– Luna! – Gina se abaixou – Você está bem?
– Her... Hermione! – a loira ofegou se levantando e indo na direção de onde tinha sido jogada.
Gina pode ver claramente Bellartrix acabando com Hermione. As duas correram até lá. Luna chegou antes porque Gina foi bloqueada, ou melhor, salva de um feitiço, por Tonks. Quando a ruiva chegou até as duas amigas, Hermione tinha sido atingida.
Bellatrix riu quando Gina se aproximou.
– Olha se não é a escrava sexual do Draco! – gritou ela.
– Cala a boca! – devolveu Gina.
Bella lançou um feitiço, Gina desviou. E logo depois também atacou.
– Eu sou gentil com você te emprestando minhas roupas e é assim que você retribui?! – riu a mulher.
– Ah, é verdade! Preciso te agradecer pelas roupas – Gina falou entre os dentes, atacando muito bem, enquanto que Bella mal conseguiu de defender – Particularmente, acho que elas combinam mais comigo agora – Gina se defendeu facilmente de um ataque de Bella e a mulher a olhou apavorada – Ah, e você sabe tratar hóspedes muito bem! – disse Gina irônica enquanto atacava, deixando a bruxa apavorada com seu poder – Merecia o prêmio de melhor tortura do ano – usando perfeitamente o expeliarmus, Gina desarmou a mulher que tentou se esquivar para perto da parede – Muito obrigada pela hospitalidade. ESTUPORE!
Bellatrix voou para trás e caiu desacordada como uma boneca de pano no chão.
Gina se virou, as duas amigas estavam olhando-a boquiabertas.
– Gina, como... Como? – perguntou Hermione.
– Isso? Não foi nada. – Gina passou pelo meio das amigas – Vamos, temos uma batalha pra vencer.
Gina partiu para o meio dos comensais, atacava todos sem piedade destruindo cada um que ousou rir dela momentos antes.
Depois da vingança em Bellatrix, só uma coisa movia Gina naquele momento: o amor por todas aquelas pessoas, todos que estavam ali tentando ajudá-la e que agora tentavam salvar as próprias vidas.
Mas principalmente lutava por Harry, que estava lá cara a cara com o maior bruxo das trevas da atualidade. Só de pensar nisso Gina já se sentia motivada a acabar com qualquer um que se metesse entre os dois, e naquele momento todos aqueles comensais estavam entre os dois. Portanto mereciam ser destruídos. E foi isso que ela fez.
xXx
A batalha estava acirrada. Quando os membros da Ordem da Fênix chegaram os comensais se atrapalharam e se desorganizaram e a Ordem tomou uma boa vantagem, mas quando mais comensais começaram a chegar, e os que estavam na sala começaram a se reorganizar, a luta ficou difícil. Feitiços voavam para todos os lados, atingindo inúmeras pessoas, de ambos os lados.
xXx
Harry estava meio alheio ao que acontecia ao seu redor. Seu foco estava direcionado especificamente para Voldemort. Ele estava relativamente perdendo feio, apenas se defendendo. Mas por incrível que pareça, o bruxo das trevas estava tendo dificuldade no duelo, Voldemort parecia não conseguir usar os feitiços que queria. E Harry agradecia imensamente por isso.
Voldemort gritava de frustração cada vez que sua varinha reagia de maneira inesperada ou então não executava o feitiço como deveria.
Harry estava apenas se defendendo, mas não aguentaria muito mais tempo assim. Voldemort venceria se a luta continuasse daquela maneira.
Uma coisa chamou a atenção do moreno, a chegada de uma pessoa. Ela aparatou bem no meio da sala. Mas o que mais o impressionou não foi o fato dela ter aparatado, porque isso fazia parte do plano. O plano era Dobby trazer a Ordem para dentro da mansão e depois ajudar os aurores a desarmar os escudos. Provavelmente eles já tinham conseguido, ou estavam quase. Mas o fato de Dumbledore ter chegado na batalha lhe deu uma nova luz.
O bruxo acabou com três comensais logo de cara. Então ele caminhou até onde Harry estava.
– Tom — disse Dumbledore calmamente – Desista, você sabe que não vai conseguir o que quer hoje.
– Cale a boca, velho! – replicou Voldemort.
– Não tem que ser assim, Tom, não precisa ser assim.
Enquanto Dumbledore falava ele tentava se aproximar mais. Ele e Harry agora estavam lado a lado de frente para Voldemort.
O Bruxo grunhiu com a última coisa que Dumbledore falou.
– É aí que você se engana, velho! – quando disse isso, Voldemort atacou não a Dumbledore, mas sim Harry.
O moreno teve apenas tempo para erguer apropria varinha e interceptar o ataque.
Então o mundo começou a passar em câmera lenta, tudo desacelerando. O choque causou uma explosão e Harry sentiu que teria sido lançado para trás se não tivesse segurado firme a varinha. A pressão foi tanta que todos que estavam por perto acabaram sendo jogados para longe, inclusive Dumbledore.
Harry sentia uma pressão estranha, uma pressão que o empurrava para trás ao mesmo tempo que havia um magnetismo o puxando para frente, sua varinha era a fonte desse magnetismo e ela estava ligada a varinha de Voldemort.
Harry usava toda sua força, tentando ao máximo vencer a de Voldemort, mas o moreno não conseguiria, Voldemort com certeza iria o vencer.
Tudo estaria acabado dentro de alguns instantes, Voldemort venceria. Tudo o que ele tinha vindo fazer iria cair por terra.
Ele iria abandonar a todos, sua família, seus amigos, sua namorada. Gina.
Ele queria vencer aquilo, mas era mais forte do que ele. Mais resistente. Uma onda de poder diferente de todas as outras. Harry não podia ver o rosto de Voldemort, mas podia sentir que ele fazia tanto esforço quanto ele.
Harry começou a perder sua força. Não tinha o que fazer, iria desistir. Mas então pensou em Gina, em como ele não podia deixá-la sozinha, simplesmente abandoná-la.
Uma nova onda de força o invadiu com esse pensamento. Ele novamente pensou em seus pais, em Ron e Hermione, e em todas as outras pessoas que ele amava. Não podia desistir delas, não podia parar de lutar.
Apertou mais sua varinha. A ligação começou a estremecer, Harry não desistiu. Resistiu com mais força. O tremor aumentou, cada vez mais, o braço de Harry começou a tremer junto, depois todo o seu corpo. Não podia ver se o mesmo acontecia com Voldemort mas torcia para que sim.
Então aconteceu. A ligação foi interrompida e Harry foi jogado para trás. Bateu contra uma parede e sentiu sua cabeça latejar. Sua visão ficou embaçada.
Voldemort também não estava cem por cento bem, agachado aninhava sua varinha junto ao peito.
Ele dizia alguma coisa mas Harry não podia entender. Parecia algo como “Uma não pode destruir a outra” e então Harry entendeu tudo, sabia que sua varinha e a de Voldemort eram de núcleos gêmeos, então suas varinhas não poderiam se destruir.
Nesse momento Dumbledore ia em direção a Voldemort, as vestes esvoaçando, e a varinha em riste.
Voldemort endireitou-se. Dumbledore ergueu a varinha.
– Expleliarmus! – uma voz fria disse das sombras.
Quando seu portador se mostrou, Harry não pode acreditar. Snape havia desarmado Dumbledore. Harry tentou se mover, levantar e ir ajudar o professor. Mas quando fez um pouco de força sua cabeça girou e latejou. Ele não conseguia fazer nada se não observar. Snape caminhou em direção a Dumbledore, parando a poucos metros de distância.
– Severo, por favor. – disse Dumbledore.
Snape encarou friamente o homem a sua frente, desarmado e indefeso. Apenas um velho professor. Seus lábios quase não se moveram quando as palavras foram ditas.
– Avada Kedavra.
Então o corpo de Dumbledore caiu no chão, inerte.
Harry perdeu o foco. Sua única chance estava caída ali no chão, imóvel.
– Harry! HARRY!
A voz de Gina o acordou de seus pensamentos.
– Gina – conseguiu dizer.
A ruiva jogou-se no chão ao seu lado. Abraçou seu pescoço forte, aquilo o deixou um pouco tonto. Mas ainda assim pode ver Voldemort ir em direção ao corpo de Dumbledore.
– Harry, você... – ela disse mais coisas mas o moreno não ouviu. Prestava atenção em Voldemort, abaixando-se sobre o corpo do, agora morto, Dumbledore.
– Sai daqui, Gina! – disse ele se levantando.
– O quê? Harry eu...
– Sai daqui agora Gina! – gritou ele – AGORA!
– Não, eu quero ajudar – ela tentou argumentar mas ele continuou gritando.
– Gina, sai daqui! Vai embora! – ele segurava os ombros da ruiva, olhava dentro de seus olhos, implorando para que ela se salvasse. – Agora, Gina! VAI!
– Mas... – ela não conseguiu falar, Harry a empurrou para longe.
Harry encarou Voldemort enquanto o bruxo vinha em sua direção com a varinha de Dumbledore na mão.
Então as palavras foram ditas em uma velocidade surreal.
– Avada Kedavra!
Harry não fechou as olhos, esperou pela morte, os raios verdes vindo em sua direção. Mas, então uma ruiva se jogou a sua frente caindo inerte aos seus pés.
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