A cada açoite, um Magnificat

A cada pedra atirada

A cada túnica despida e despedaçada:

“A minha alma engrandece ao SENHOR!”


Se a minha vida não passa de uma pálida flor

que a Deus aprouve desfolhar em Suas mãos,

derramando as pétalas pelo chão…

Farei da minha tristeza uma canção,

um hino de glória em meio a um pranto de dor:

“O meu espírito exulta em Deus, meu Salvador!”


E a cada estalo abrasador

do açoite afiado contra o meu flanco,

a Deus eu canto!

A cada golpe que marca minha face d’um ardente rubor,

sangro notas de agonia

que se transmutam na dolente harmonia d’um louvor.