Como Conquistar Um Magnata.

14 Capítulo catorze - Forks Parte II


Notas iniciais
Boa tarde meninas! Vamos para mais um capítulo?! Nos vemos lá embaixo...

Capítulo catorze – Forks Parte II.

POV BELLS.

Desfiz-me da calça jeans com muita rapidez, juntando-as para longe. Eu precisava urgentemente aliviar minha bexiga. E eu precisava de um banho quente. Rosalie andava de um lado para o outro, muito furiosa, do lado de fora do banheiro. Enquanto eu a essa altura deslizava o registro do chuveiro. Controlei a dosagem de água quente e gelada e ri enquanto ela xingava Leah de todos os nomes existentes.

— Você não precisa ficar preocupada com ela. — Eu gritei para que ela pudesse me ouvir — É só uma matuta que nunca saiu de Forks. Relaxa. Emmett nem vai nota-la.

— Você não sente ciúmes? — Ela devolveu furiosa. Eu parei para pensar por alguns segundos e ri.

— Não. Eu não preciso ter ciúmes de Leah Clearwater. Francamente...

Ela ficou em silêncio. Eu realmente não me preocupava com alguém como Leah... Ao contrário de Kate. Bom, Rosalie deveria se preocupar com pessoas que estivessem ao nível de Emmett, apesar de saber que todos os homens pensam com a cabeça de baixo. Ainda assim, Rosalie é uma incrível supermodelo loira de olhos marcantes e bunda grande. O idiota do Emmett não consegue olhar para outro ponto a não ser os peitos de Rose e seu belo sorriso. Ele nem se quer deve conseguir tocar uma pensando em outra garota.

Enrolei-me no roupão felpudo azul marinho e deixei o banheiro. Rose estava sentada na cama de casal do meu quarto. Só de pensar que aqui eu tinha um quarto... Eu sentia uma pequena vontade de voltar para casa.

Quando nós chegamos a casa, Renée conversou conosco, dizendo que não sabia como diria para Charlie que suas respectivas filhas passariam a noite com seus namorados, é claro, assim que deveria ser. Eu ainda estava nervosa em pensar que passaria uma noite inteira deitada ao lado de Edward Cullen. Eu nunca tive tão intimamente ligada a ele. Apesar de todos os amasso que já tínhamos dado pelos corredores do meu prédio ou no banco traseiro de seu carro. Ou na mesa de seu escritório... Naquele grande sofá de couro... Ainda assim não era como passar uma noite inteira dormindo ao seu lado, com a total chance de ter sexo envolvido. Sexo quente envolvido.

— Você deveria estar lá embaixo se certificando que o pai não está colocando veneno na comida dos nossos homens. — Deixei o tom possessivo em evidencia. Isso fez com que ela se acalmasse um pouco.

Eu ainda ria lembrando-me da cena em que ela disse para Leah: “aquele cara lindo é o MEU namorado” só faltou rosnar e fazer xixi em Emmett para marcar território. E quando a menina respondeu com a maior cara dura. “espero que o seu namorado seja o ruivo, porque o grandão faz o meu tipo” foi nessa hora que minha irmã quase pulou em cima dela e arrancou todos os fios de cabelo que a garota tem. Mas com toda dignidade do mundo, ela apenas sorriu e disse “eu sei que temos o mesmo gosto, querida. Você mesma deveria saber disso” não precisou mais nada para que Leah se calasse.

— Eu sei que temos o mesmo gosto, querida... — Imitei a voz de Rosalie e não consegui prender a risada na garganta. — Sério. Eu fiquei com dó dela. Só faltou você dizer “se um dia eu cansar dele, te darei o resto. Você adora minhas sobras” você foi tão má, Rosalie Hale!

— Eu deveria ter dito. Eu juro que se ela fizesse mais alguma piada eu diria algo tão ruim que ela nunca mais ousaria se dirigir a palavra a mim! — Zangada. Ah! Ela estava muito zangada.

— Você arrancaria os olhos dela para que nunca ousasse olhar para o seu namorado novamente. — Sim, ela deu uma risada psicopata depois da minha declaração. — Você está enlouquecida por ele! Eu vou me vestir. Quando você sair, diga que Edward já pode vir tomar banho. Se ele quiser.

— Ok.

Eu a observei rir e ainda achei graça do seu jeito irritado; caminhei para o aquecedor e chutei até que a engenhoca fizesse seu barulho horrível, mas deixasse meu quarto quentinho. Enquanto procurava por meu hidratante de morangos na mala, ouvi o rangido da porta. Edward passou por ela com seu ar despreocupado e seu sorriso galanteador. Ele a fechou em seguida e deixou seu casaco na poltrona no canto do quarto. Sentou nela a seguir e me encarou.

— Rosalie estava o diabo lá embaixo. Ela brigou com Emmett porque ele perguntou o nome dos bairros mais próximos. — Eu tentei não rir, eu me esforcei para isso, mas não funcionou muito.

— Não ouse contar para o Emmett. Mas a vizinha da frente disse para Rosie que ele era seu número. Você entende? — Edward gargalhou — E ela é a ex do ex da Rose. Então... As duas tem o mesmo gosto, pelo visto.

— Ela estava mesmo puta. — Eu assenti.

— Você pode ir tomar banho. Nós vamos comer hambúrguer e bolo na lanchonete do pai do Sam. — Eu disse, ele assentiu, ainda me encarando, fazendo uma cara de expectativa e me lançando aquele seu sorriso de lado totalmente sedutor. — Okaaaaaay. Eu só vou me trocar quando você sair. Não adianta me dar essa risadinha totalmente encantadora e safada, Cullen.

Ele riu. E ele ficava tão lindo quando ria. Eu senti vontade de socar minha cabeça na parede. Ele precisava continuar sendo totalmente sem graça para mim. Totalmente. Mas acontece que ele nunca foi isso, sempre tudo, menos sem graça.

— Isabella Swan... — Ele sussurrou se pondo de pé e andando lentamente até a mim, me tomou em seus braços, cercando minha cintura e cheirando meu pescoço. — Eu amo o seu cheiro... — Sussurrou no meu ouvido. — E amo você.

E eu desfaleci em seus braços. Quem precisava se alimentar quando tinha um homem sendo imensamente doce, lhe segurando firme, e dizendo que a ama? Você não pode malditamente se apaixonar por ele, Isabella. Você não pode. E seus planos. E todos os seus planos? Respire, não. Não o deixe beijar seu pescoço assim. Chute bem nos meios da perna desse lindo homem que está sugando seu lóbulo, não, não suspire assim. Levanta. Não deixa ele te jogar na cama... Como você é fácil. É assim? Só uns beijinhos e ele podem abrir o seu roupão e ver seu corpo nu? Abre os olhos e o encare. O afaste de você. Reaja Isabella... Oh não! Feche os olhos. Não o encare assim. Você só o está incentivando. Feche os olhos! Feche os olhos! Oh Deus...

As mãos dele rodearam meu mamilo esquerdo, enquanto a outra acariciava todo meu seio. Aquilo era o céu. Aqueles lábios atacaram os meus e eu arfei entre o beijo. Tentando mover minhas mãos para empurrá-lo, mas era muita, desde o inicio, muita tensão sexual. Edward arrastou uma trilha de beijos molhados pelo meu pescoço e antes que seus lábios rodeassem um dos meus mamilos, uma indesejável batida na porta nos sobressaltou. Ele ainda passou a língua por ele antes de praguejar baixo.

— O-oi... — Gaguejei tentando manter minha voz no tom normal.

— Vocês vão comer no Uley? — Era a voz de Emmett — Vocês precisam ir. Acabei de receber a notícia que o dono do lugar é o ex-namorado da Rose. O único que Charlie Swan não quis matar.

— Dê o fora daqui, Emmett! — Edward rosnou, enquanto eu bufei frustrada.

— Nada disso. Desculpa irmãozinho. Mas vocês não vão me deixar sozinho nessa. Se vocês não estiverem no andar de baixo em 20 minutos eu direi ao chefe Swan que ele pode vir aqui e insistir do jeito dele. Vocês que sabem.

— Eu odeio você, Emmett! — Não impedi o grito e ouvi uma risadinha do outro lado da porta.

Minhas mãos finalmente me obedeceram quando Edward saiu de cima do meu corpo. Eu fechei meu roupão e o acompanhei pelos olhos fazer o caminho do banheiro. Quando ele fechou a porta atrás de si eu verifiquei o quanto estava molhada e o quanto eu iria socar a cara do Emmett por ser a porcaria de um bebê chorão.

Vesti calça jeans limpa. Uma blusa de frio e jaquetas de couro. Tênis, um par de luvas e toucas. Estava mesmo fazendo frio. Edward saiu do banheiro enrolado em uma toalha, somente na cintura pra baixo, fuçou em sua mala e após pegar o que queria voltou a se trancar. Em menos de cinco minutos ele estava lindo. Com jeans Levi’s, casaco fechado e tênis. Seu cabelo molhado, bagunçado e despenteado.

No andar de baixo Emmett estava no sofá, com a mão no rosto, esperando sozinho. Papai e mamãe chegaram com Rosalie, pareciam estar na cozinha ou algo assim. Nós saímos de casa, Edward me cercou com seus braços possessivos e cheirou meu cabelo, agora sorrindo, sem seu mau humor de meia hora atrás. Mas Emmett parecia estressado, tinha seu habitual braço na cintura de Rosalie, ela estava sem maquiagem agora. O que era raro. Apesar de linda, era muito vaidosa. E algo me dizia que isso fora um pedido de seu namorado completamente inseguro.

Nós andamos por dois quarteirões, papai contava algumas ocorrências que vivenciou na cidade em sua época de xerife. E nós paramos cerca de dois metros antes da lanchonete, encontrando Mike e Ângela. Eu vi Rosalie abraçar sua amiga inseparável.

— E esse era seu pretendente ou da sua irmã? — Edward perguntou, encarando a cena que um desconcertado Mike apertava a mão de Emmett, seguida por a de Charlie e um beijo no rosto de Renée.

— Das duas. — Sussurrei para ele. — Olá, Mike! — Fingi entusiasmo. Ele me abraçou rapidamente, apertando a mão de Edward, que em seguida voltou com seus braços para meu ombro. — Esse é meu namorado. Edward Cullen.

Eu os deixei conversando para cumprimentar Ângela.

— Nossa. Vocês voltam para as cidades bem acompanhadas. Amanhã vocês estarão na boca do povo. — O veneno escorria pelos lábios.

— Gentil como sempre, Ang.

— Obrigada, Bella. Eu que pensei que você nunca fosse namorar... — Fingiu surpresa e eu revirei os olhos rindo. — Deixe-me apresentar. Sou Ângela Weber, ao seu dispor.

Edward apertou a mão dela com desdém. Homens odeiam mulheres oferecidas. E Edward parecia sentir preguiça de todas elas.

— Edward Cullen. — Ele foi seco. Eu adorei isso. O abracei pela cintura.

— Bom rever vocês. Podemos ir, pai? Estou morrendo de fome. — Menti. Papai assentiu. — E você amor, com muita fome? — Disse em tom alto, para que Ângela ouvisse, ela nos olhou esperando uma resposta de Edward. Ele pareceu surpreso. Eu realmente não o chamava assim com muita frequência. Seu sorriso satisfeito logo apareceu e ele me apertou em seus braços.

— Claro, meu amor. Vamos. Até logo. — E despediu-se.

Naquela noite nós fizemos amor. Sim, exatamente essa palavra. Eu não posso classificar de outra forma. Foi só quando o dia amanheceu e eu me olhei no espelho pela primeira vez e vi as marcas arroxeadas pelos meus seios que pude constatar que ele não tinha sido tão doce assim. Ele tinha me marcado enquanto rosnava entre dentes que eu era dele. E loucamente excitada eu concordava que sim, enquanto arfava e gemia seu nome, enlouquecida. Eu cheguei ao ápice do prazer. Apesar de ter tido casos insignificantes ao decorrer da vida, nada que valha a pena mencionar, eu nunca tinha sido tocada daquela forma. Eu sentia cada pedaço da minha pele formigar quando sua mão passava pelo meu corpo. E quando seu membro me possuiu eu achei que fosse morrer. Era uma sensação tão indescritível... Que eu só pude arquear o corpo e esperar por mais. Eu desfaleci em seus braços quando acabou, ouvindo suas juras de amor, bêbada com todo aquele êxtase.

Ele ainda estava lá, jogado na cama, de barriga para baixo e ressonando baixinho. Enquanto eu sentia aquele estranho formigamento entre as pernas enquanto me lembrava das palavras sujas que eu lhe disse. Como eu iria encará-lo? Deus sabe que eu não era daquele tipo de mulher suja na cama, mas Edward despertou coisas em mim. Coisas que eu nem sabia que existia. E agora eu só queria sair por aqui gritando que ele tinha me feito ter o melhor e mais inesquecível orgasmo da vida e que sim, eu faria de tudo para recompensá-lo. Qualquer coisa.

Eu ouvi um gemido vindo do quarto. Fechei o roupão com pressa e lavei o rosto mais uma vez, guardando a escova de dente no armário. Edward virou-se na cama, de barriga para cima e coçou os olhos. Ele resmungou algo e tateou meu lado da cama. Parecia frustrado e enfim abriu os olhos. E me encarou, dei um sorriso torto em sua direção. Ele piscou algumas vezes me visualizando e sorriu também.

— Bom dia dorminhoco. — Brinquei, ele escondeu o rosto com o travesseiro e riu.

— Eu definitivamente odeio acordar sem você na cama. — Ele me olhou daquele jeito apaixonado e levantou devagar. — Bom dia, linda...

— Eu prometo que não vou levantar até que você tenha aberto os olhos. — Era o mínimo que eu podia fazer por ele após as coisas que ele me fez sentir. — Você pode me perdoar?

Seus braços me rodearam e ele me deu um selinho rápido, depois fez sua inspeção diária e cheirou meu pescoço.

— Qualquer coisa. Sempre. — E sorriu. Porém, fiquei séria. Ele poderia perdoar? Qualquer coisa...?

— Ok. Eu recebi nosso itinerário hoje... — Falei por alto, desviando o assunto.

— É mesmo? O que faremos?

— Caçar. Charlie ama caçar. Então ele quer levar você e Emmett para caçar e pescar. Eu, Rose e Renée vamos a Lah Push. É uma reserva ao norte. Vamos visitar Jessica, uma amiga da época da escola.

— Eu não acredito que vou ficar o dia inteiro longe de você. — Declarou cabisbaixo e me soltou, indo para o banheiro. Eu o segui, o olhando de longe, enquanto Edward lavava o rosto e se preparava para escovar os dentes.

— Você pode dizer ao Sr. Swan que não quer caçar com ele... — Eu me senti terrivelmente culpada quando ele se engasgou e ri, dando tapinhas em suas costas, ele lavou a boca rapidamente e me encarou sério.

— Eu não seria louco para dizer isso ao papai Swan. E definitivamente quero ver como Emmett vai dizer ao chefe que ele não sabe nem colocar a isca no anzol! — Eu ri. E sabia que Edward se sentia em desvantagem em relação ao irmão. Aquilo era engraçado.

— Ok, vai lá e mostre ao meu pai que você é o melhor. Aí você ganha à garota.

— Bom... Se for preciso caçar para comer... — Aquele olhar malicioso esteve presente em sua frase de duplo sentido. Edward me agarrou, tirando meus pés do chão e me prendendo contra a parede. Eu rodeei minhas pernas por sua cintura e me agarrei em seu pescoço. — Eu caço até um leão por você.

— Me beije... — Sussurrei atacando seus lábios.

Eu ataquei sua mandíbula a seguir. Sugando toda a extensão, seguindo pelo seu pescoço, apertando sua clavícula. E dançando por sua cintura, enquanto ele me posicionava na melhor posição para que eu pudesse senti-lo. E oh! Sim, ele estava bem animado lá embaixo, isso me fez arfar e gemer... Mas aquele maldito toque estridente de seu telefone nos atrapalhou. No começo tentamos ignorar, mas lá estava a pessoa inconveniente insistindo na ligação.

— Podemos colocar isso na lista de empata foda do ano... — Ele rosnou na minha boca. Colocando-me no chão. — Eu simplesmente não tenho condições de atender sem mandar a pessoa se foder. Por favor, amor... Por favor. Atenda para mim?

Eu nem precisei responder, cambaleei até o quarto e peguei seu celular no criado mudo. O nome “Kate” piscou no visor. Sim, eu a odiava. Eu a odiava com força.

— Olá?

A voz dela era doce e melada do outro lado da linha. Eu até podia dizer que ela estava sorrindo. Eu conseguia visualizar sua posição agora, como uma adolescente ela estava sentada em uma daquelas janelas com almofadas luxuosas, segurando seu diário e admirando a paisagem da rua enquanto falava com seu namorado – amor da sua vida.

— Oi. É a Bella. Edward não pode atender agora... — Silêncio. Eu segurei um riso. E pude visualizar sua nova posição. Agora ela estava emburrada, saindo do seu acento de adolescente na janela do quarto, se jogando na cama e escondendo o rosto no travesseiro, com os olhos marejados.

— Ah... — Ela suspirou do outro lado da linha. — Oi Bella. É a Kate... A prima... Dele. — Ela fez uma grande pausa entre prima e “dele”.

— Ah sim, oi Kate. Como você vai? — Mesclei minha voz e a fiz mais inocente e dócil — Amor é sua prima Kate. — E sim, fiz questão de frisar a prima. E não ouvi respostas de Edward.

Ele apareceu na porta do banheiro. Nu... E ereto. Completamente. Me encarou sem paciência alguma enquanto dizia sem voz: “desligue e venha para o banho comigo”.

— Eu estou bem, Bella. Eu, hm, não quero atrapalhar, é...

— Tudo bem, você quer deixar recado? — A cortei. Ouvi-a suspirar novamente, enquanto Edward andava até a mim, me puxando pela mão e ainda dizendo sem voz “deixe ela, inferno de mulher chata...”.

— Eu, não... É...

— Você pode ligar depois então. — A cortei novamente. — Até logo, Kate.

Edward roubou o celular da minha mão antes que ela respondesse e o desligou, jogando-o em cima da cama.

— Vamos voltar para onde nós paramos... E se tocar. Que toque. Para o inferno a Kate e a merda do celular.

(...)

Só havia Rosalie e Emmett na mesa do café da manhã e os dois pareciam exausto para uma manhã de sábado. Não passava das onze, eles estavam com cara de enterro e no maior silêncio possível.

— Bom dia. — Eu disse sorrindo largamente, Edward desfez nosso abraço e sentou-se na cadeira em frente ao seu irmão. — Bom dia, gente. — Disse novamente, percebendo que nenhum dos dois tinha respondido.

— Bom dia, Bella. — Rose cumprimentou sorrindo azeda. — O pai sairá em 40 minutos. Ele levou Renée ao supermercado para comprar mantimentos.

— Eu pensei que nós nem fossemos comer aqui... — Disse na inocência, Rosalie encarou Emmett. — O que houve?

— A intenção era fazer as refeições na lanchonete. Para poupar Renée. Mas alguém aqui arrumou uma confusão com o dono. Não foi?

Emmett encarou Edward, para seguir ponderar o olhar em mim, como quem pedia socorro. Eu o encarei com meus olhos e Rosalie levantou da mesa bufando irritada. Eu quis correr atrás dela e sei lá, acalmá-la, mas Emmett estava com aquela cara que dizia “só você pode me acalmar” e eu simplesmente não pude sair.

— Só não diga que você arranjou uma briga com o Sam ou algo assim. E se arranjou, quando foi? Nós ficamos lá o tempo inteiro.

— Foi quando nós entramos no carro. Não foi? — Edward o questionou. — Você ficou lá. Pagando a porcaria da conta, porque Renée e Charlie estavam conversando com uns velhos amigos. Rosalie não quis te deixar sozinho.

— Vocês precisavam ver a forma que ele a abraçou. O cara está noivo e foi todo cheio de amores com a minha namorada. Sério. Não foi lá uma briga...

— Ok. — Eu o cortei. — Rolou socos ou foi uma discussão calorosa?

— Discussão calorosa. — Esclareceu Emmett.

— Agora entendi porque vocês voltaram com Charlie. Enfim, o que você disse a ele? — Edward perguntou.

— Eu só pedi, com toda educação do mundo, que ele a soltasse. Foi aí que o bate boca começou. O cara é estourado. Mas eu só pedi que ele a soltasse porque visivelmente ela estava incomodada com toda aquela demonstração de afeto. Levando ao fato de que o idiota está de casamento marcado e a metade da cidade estava na lanchonete.

— E isso significa que não podemos mais voltar lá? Cadê o profissionalismo? — Edward indagou indignado.

— Sam disse que vocês não poderiam voltar, não disse? — Perguntei. Emmett assentiu. — Nossa! E meu pai?

— Seu pai quase socou a cara dele quando eu contei meu ponto de vista e Rosalie foi obrigada a ser sincera e dizer que não gostou do modo como ele a abraçou e não quis soltar. — Emmett parecia estar furioso novamente, apertei sua mão, o tranquilizando.

— Fica calmo, amendoim. Daqui a pouco ela vai perceber que jogadores de futebol são todos uns brutamontes que superprotegem suas esposas. — Nós rimos, isso o tranquilizou automaticamente.

— Eu não sou um jogador de futebol... — Edward disse indignado — Mas ainda assim tenho o mesmo sangue que esse brutamonte aí, nossa família toda é super protetora. — Ah! Eu que sei... Pensei, mas não disse.

— Se você fizer uma cena em público eu te mato, Cullen! — E sim, eu totalmente menti quando disse isso. Mas ele não precisava saber.

Eric estava lá com a aquela cara de pamonha observando o lindo bebezinho no colo de Jessica. E quem diria! Jessica mãe! Eu me lembrava de que na época da escola ela era uma das alunas nota dez da sala. Vivia recebendo estrelinhas douradas e tinha sua foto exibida no jornal semanal. Ganhou dois prêmios da feira de química por levar o melhor projeto. Ela era a menina prodígio, que no fim virou só mais uma mulher em Forks que se casou com um gênio da física e tiveram um bebê. Só eu sei o quanto ri quando observei que no bolo de casamento dos dois os bonequinhos eram os símbolos da química e física.

Jessica nos puxou para fora do quarto, eu já tinha segurado aquela bolinha azul no colo e ficado extremamente encantada. Eu gostava de crianças, bebês eu gostava mais. Adorava quando Kate, sobrinha de Edward, insistia para que eu brincasse com suas bonecas Barbie. E eu nunca me importava de ficar horas a fio segurando aquela boneca perfeita só para ver o sorriso satisfeito no rosto daquela criança.

— Ele é tão fofo, Jes. — Fora Rosalie que declarou.

— Eu nunca pensei que ter filhos fosse ser tão... Bom! — Nós rimos. Jessica nos levou até sua cozinha, deixando que nos acomodasse no balcão de granito e nos serviu refrigerante. Bem gelado. — Eu não posso beber essa coisa deliciosa, com tanto gás... Mas eu gosto de ver as pessoas tomar. Então bebam, não reclamem que vai dar celulite. Porque sério... Eu daria tudo por uma Coca-Cola agora.

Nós rimos automaticamente obedecendo a ordem.

— Vocês vão para Port Angeles então? — Jessica saboreou seu copo de água, perguntando com curiosidade. Rosalie e eu estávamos conversando sobre nosso passeio a uma das poucas boates de Port Angeles quando chegamos à casa de Jessica.

— Ah sim, Emmett insistiu nisso. — Ela bufou, ainda ressentida com o namorado.

— Eu ainda não acredito que você está namorando um jogador de futebol.

— Ah, ela está sim... — Eu reafirmei. Jessica riu divertida. — E ela está tão brava assim porque o homem a defendeu ontem à noite.

— Ele foi um idiota. Só isso. — Rosalie rebateu com raiva.

— O que o rapaz fez de tão grave?

— Brigou com o idiota do Sam. — Minha irmã virou todo seu refrigerante com pressa após cuspir as palavras com ira.

— Eles só discutiram. Calorosamente. Você faz Emmett parecer um animal irracional, quando na verdade todos nós sabemos que o animal aqui é o lindinho do seu ex.

Silêncio. Jess riu baixinho.

— Sou obrigada a concordar com a Bella. Sam está com um problema muito sério para controlar o seu temperamento. Eric me contou que Emily abriu um boletim de ocorrência contra ele no mês passado. Não entendo como eles vão se casar assim.

— Nossa! — Exclamei. Ele chegava a ser agressivo até com a noiva? Sério. Esse cara tinha sérios problemas de controle. — Ainda bem que você se livrou daquela coisa.

Pedi licença para Jessica e Rosalie quando meu celular vibrou no meu bolso. Era uma chamada de Edward.

— Amor? — Havia muitas risadas no fundo, Edward também. — Eu acabei de meu irmãozinho na pesca. Eu acho que seu pai me ama!

Ele parecia tão orgulhoso daquilo. Eu não pude deixar de rir de orelha a orelha, eu ouvia alguns assobios no fundo e Charlie rindo alto. Ouvi alguém dizer algo como “você só é bom com o futebol” e claro... Charlie amava futebol. Mas ele amava muito mais pescar. E aquilo era perfeito. O homem com quem eu iria me casar, meu magnata, finalmente estava se entendendo com meu pai.

— Ok. Eu fico feliz por isso. Vocês já estão indo para casa?

— Ah sim, Renée fará o peixe que eu pesquei para o jantar! — Ele gargalhou com sua frase, eu também ri daquilo.

— Ok! Estou ansiosa para ver esse peixe aí.

Notas finais
Ei girls! Já adianto o pedido de desculpas pelos erros, não revisei... ): Espero que gostem. Não se esqueçam de deixar sua opinião no final do capítulo, é muito importante pra autora! Beijão, até a próxima.