Come back to me G!P
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Sentei em uma cadeira branca e desconfortável no corredor, meu braço ainda dormente pelos litros de sangue que tiraram de mim. Eram apenas 3 tubinhos, mas senti como se fossem garrafas pet.
"Você pode me explicar porquê eu entrei na sua casa e vi Regina deitada na sua cama dormindo abraçada com o Neal?" David sentou ao meu lado e me permiti sorrir ao imaginar a cena.
"Você levou ele na escola?" perguntei massageando o algodão em meu braço.
"Foi pra isso que você me ligou lembra? Agora me fala por que tinha uma mulher na sua cama."
"Preferia que fosse um homem?" David e Ruby são os únicos que sabem da minha condição, além de meus pais e Regina é claro
Ele levantou uma sobrancelha e me olhou. "Isso seria estranho. Mas mais estranho ainda é ela dormir lá."
"David, por favor, não começa. Ela e eu somos apenas amigas."
"Acho que você vê ela demais pra serem apenas 'amigas'."
Revirei os olhos. "Eu vejo ela tanto quanto vejo você" minha voz saiu ríspida.
"Ei! Calma, tá bem? Não começa ficar chateada, mas eu só não sei nada sobre ela."
"O que você quer dizer com isso?" Joguei o algodão no lixo, errando alguns centímetros da lixeira.
"Eu não sei. Há apenas algo estranho nela. É melhor se afastar."
Levantei indo até a lixeira, jogando o algodão no lugar certo.
"Só tô dizendo pra você não confiar nela. Tenha cuidado Emma."
"Você só diz isso porque ela é mais jovem que nós." Falei sentando ao lado dele novamente. "E se você tá afim de mim, desculpa mas te vejo como um irmão, ou pai mais novo." Sorri
"Não é apenas isso Emma. Você sabe o que ela fazia antes de vir pra NY? É óbvio que não foi atriz a vida toda. Você sabe por que ela fica com você? Ou sei lá, o que ela faz quando não tá no teatro ou na sua casa? Você tem que saber sobre ela."
"Eu já disse a você que nós tivemos a conversa, e estamos ambas em um entendimento. Somos amigas e nada mais. Não preciso saber sobre tudo se somos só amigas."
"Se você diz."
"Eu digo." A conversa estava me irritando. Ficamos alguns segundos em silêncio.
Uma das coisas que sempre gostei no David é que ele sabe respeitar meu silêncio e sabe como interpreta-lo também. E principalmente, sabe quando mudar de assunto.
"Emma, sobre seu pai, você vai mesmo doar?"
"Ainda não sei." Respirei fundo.
"As vezes o ato de perdoar não é feito pra outra pessoa, é feito pra nós." Pegou minha mão. "Se você já tirou sangue pro teste, é sinal que a decisão já foi tomada Emma, e você já o perdoou. Você tem um coração bom, só não deixa as pessoas aproveitarem mais de você."
Já ouvi essa frase antes. Ou melhor, esse conselho.
"Ainda falta meu pai decidir se vai me passar a tutela do Neal ou não."
"Quando ele decidir, tenho o telefone de um ótimo advogado."
David retirou alguns cartões da carteira, notei que um era da floricultura perto do teatro onde comprei as rosas vermelhas para Regina.
"Comprou flores pra alguma bela ragazza ultimamente?" falei sorrindo, apostando todas as minhas fichas em Mary.
"Mais ou menos. Antes de ontem fui na pré-estréia de uma peça e comprei pra uma atriz." disse despreocupado procurando pelo cartão certo.
"Não te entendo Regina..." As palavras de Tinker ressoaram em minha mente."Você jogou fora o buquê que recebeu ontem e falou pra todo mundo ouvir que não gostava de rosas vermelhas. Agora tá agarrada nesse ai deste a hora que recebeu. Você tem problemas mulher."
Senti meu coração acelerado, minhas mãos suavam.
"Aqui, esse é Lancelott. Ótimo advogado, considerado um dos melhores no quesito vara de família." piscou me estendendo o pedaço de papel.
"Obrigada David." Peguei o cartão, admirando as palavras prateadas em relevo.
"Tenho que ir na reunião com a MDA." Levantou, eu ainda estava sem reação.
Será que David e Regina tem ou tiveram alguma coisa?
"David espera." Levantei. "Ainda não sei se quero vender ou não a MDA."
"OK"
***
Por um lado entendo porque Regina prefere andar de metrô, os taxis dessa cidade além de custar a parar um, são extremamente caros. Usei a chave do David da minha casa e de modo silencioso entrei, não sabia se Regina estava ou não lá.
Subi as escadas e encontrei ela dormindo em minha cama, estava vestida meu hobby azul. Fiquei alguns minutos olhando-a, ela é tão linda. Até o movimento calmo de sua respiração é lindo, assim como a forma que seus cabelos estavam repousando no travesseiro branco.
Regina é tão linda.
Pensei em sentar ao seu lado e velar mais seu sono, porém eu precisava urgente de um banho.
Retirei minha roupa e entrei na ducha, notei que ela havia usado minha banheira.
Franzi a testa ao lembrar que quando ela chegou na minha casa com Neal disse que iria dormir, e quando David chegou ela ainda estava dormindo... E quando cheguei ela estava dormindo também.
Olhei mais uma vez a banheira, fazia tempo que foi usada, sinal que ela estava dormindo a muito tempo. Por que ela estava dormindo tanto? Isso também é sintoma da tal abstinência que ela falou? Quanto tempo dura os sintomas da abstinência?
Mil perguntas rondaram minha cabeça e todas chegaram a uma certeza, eu iria olhar a bolsa dela em busca desse tal remédio que ela parou de usar.
Por que ela parou de usar? Me perguntei ao pegar a toalha. Sai do banheiro e notei que ela não estava mais na cama. Peguei um hobby e desci as escadas.
"Fiz mais cedo, só dourar e tá pronto." Sorriu, seu mais belo sorriso enquanto segurava uma travessa de lasanha. "Espero que você goste." Colocou a travessa dentro do forno e ligou o temporizador do forno elétrico e eu a abracei por trás, beijando seu pescoço, ela estava tão cheirosa.
"Emma, você não está cansada?" percebi o sorriso em sua voz.
"Pra você nunca". Virei-a, abrindo seu hobby, ou melhor, meu hobby que ela estava vestindo e beijei seu colo, seios e pescoço. Nunca me canso de seu sabor.
Ela puxou meu cabelo ainda úmido, e uniu nossas bocas. Nunca tenho o bastante de seus beijos.
Quando percebi, estava levantando e colocando-a sobre o balcão de inox.
Eu queria repetir o processo do dia anterior e chupa-la mais uma vez, mas acho que esse não era o plano dela.
Sua boca desceu por meu pescoço e parou em meus seios, brincando com eles de modo torturante para mim, enquanto a seda descia devagar pelo meu corpo, nem reparei quando ela tirou meu hobby.
As palavras de David voltaram a minha mente trazendo junto a pulga da dúvida que me incomodou, e eu desci Regina do balcão, colocando-a de costas para mim. Precisávamos de sexo, não de amor. E sexo é como treino na academia, se no fim não estiver suada, descabelada e satisfeita, é porque não fez direito. Eu precisava fazer direito, precisava fazer ela querer apenas a mim.
Terminei de tirar seu hobby e passei minhas mãos pelas laterais de seu corpo, sentindo cada curva, eu amava sentir sua pele.
"Emma..." Me chamou tímida segurando uma das minhas mãos, nunca havíamos feito naquela posição antes.
"Você quer certo?" Perguntei e ela balançou a cabeça em positivo. "Não faremos amor, faremos sexo, você ainda quer?" Reforcei a pergunta.
Tentou se virar e eu a segurei "Não vou ficar chateada se você falar que não." Falei séria.
"Eu quero." Sussurrou, parecia um pouco incerta e isso me deixou insegura. Mas somos amigas, ela me falaria se não quisesse, não há nenhuma obrigação como em um namoro ou casamento.
A penetrei devagar e fiquei um tempo parada até ela se acostumar, parecia que ela ainda não havia feito naquela posição, estava muito insegura. Milhares de teorias vieram a minha mente como resposta àquela falta de experiência sexual. Nenhuma se encaixava.
Minha vontade era virá-la e beijar sua boca, sentir seu corpo junto ao meu como na noite anterior. Eu queria mais preliminares, mas se permitisse isso, acabaríamos fazendo amor.
Comecei o movimento devagar e vi ela travar.
"Estou te machucando?" perguntei receosa enquanto passava uma mão na lateral das suas costas.
"Não, tudo bem." soltou com o ar.
Eu queria fazer sexo, porém meus movimentos estavam calmos. Não, eu não queria fazer sexo, eu queria amá-la. Merda!
Eu a amo.
Movimentei um pouco mais rápido e espalhei alguns beijos e algumas mordidas por seu ombro. Senti ela relaxar um pouco.
Estava bom, mas não o suficiente. Resolvi ousar.
"Se toca pra mim." Pedi e vi ela obedecer enquanto eu continuava meu vai e vem calmo, observando os movimentos da sua mão pelo brilho do inox.
Após alguns minutos ouvi ela gemer baixo, uma mão no balcão e a outra se estimulando. Senti ela mais molhada.
"Mais forte." Ordenou e eu obedeci. Meus movimentos ficaram mais rápidos também e a visão de seu corpo oliva nu à minha frente era no mínimo perfeito. Jamais me cansaria disso, e bastava ela. Bastava Regina para tudo ficar bem.
Senti suas paredes apertarem em torno do meu membro e seus gemidos ressoarem nas paredes do meu loft. Ela ia gozar, gozar por ela mesma.
Segurei sua cintura, ela rebolava e chamava meu nome, o suor escorrendo em minha testa.
"Goza no meu pau." Sussurrei em seu ouvido e corei me dando conta das palavras sujas que falei, da onde tirei isso? Mas parece que isso foi o suficiente para jogá-la ao orgasmo. Seu corpo tremia enquanto ela se apoiava no balcão. Notei que ela estava com as duas mãos no balcão, a marca de suor de ambas no inox, isso dizia que ela não estava gozando pela auto-estimulação, mas por mim. Apenas por mim.
Porém seria eu a única?
Parei meus movimentos, minha vontade havia passado e senti meu membro ficando flácido.
"Vou dormir." Me retirei de dentro dela. "Tranca a porta quando sair."
Dei alguns passos e ela segurou meu braço.
"Swan, você não vai fazer isso comigo de novo. O que aconteceu?" Se virou para mim pegando o hobby azul no chão.
"Nada." Dei de ombros. "Só perdi a vontade e agora vou dormir. Mas você se divertiu, certo?" A encarei enquanto ela vestia a peça "Era isso que você queria não é? Ou você quer algo a mais de mim?"
Não consegui ler seu olhar, a minha raiva me deixava cega e isso transpareceu na minha voz.
Peguei meu hobby e sai de lá. E enquanto subia as escadas ouvi o alarme do forno, mas fome era a última coisa que eu tinha.
***
O teto parecia realmente tedioso, e as paredes brancas não ofereciam nenhum conforto aos meus olhos e nem a minha cabeça que latejava de dor.
Não escutei nenhum bater de porta ou pratos quebrados, qualquer coisa que ela estava fazendo, fazia em silêncio.
Tentei pensar em mil coisas, mas todas terminavam em um sorriso, em um abraço quente, em uma palavra as vezes sarcástica, as vezes animada e as vezes triste.
Me senti realmente mal por falar com Regina daquele jeito, sendo que tudo que ela fez foi me tratar bem. Sim, ela é cheia de mistérios, mas provavelmente eu poderia ter lidado com isso melhor. Será que ficará estranho entre nós agora? Será que Regina voltará a conversar comigo um dia?
Sentei me sentindo um pouco fraca e olhei o celular perto do travesseiro, era o dela. Desbloqueei e digitei a senha "0000", E para minha surpresa, não fiquei chateada quando li "senha inválida".
Levantei e fui em direção a cozinha, as coisas pareciam rodar um pouco.
No canto onde eu havia deixado Regina, ela estava. Ainda estava lá, abraçava os joelhos, corpo encolhido como uma bola humana.
"Por favor, só não me afaste." Lembrei de seu pedido feito a quase dois meses atrás na cozinha do seu apartamento.
Senti um aperto estranho no meu peito, uma mistura de dor física e emocional.
Agachei-me no chão frio em frente a ela.
"Sai Swan!" Gritou tirando minha mão que coloquei em seu joelho.
"Regina! Me perdoa." Tentei abraça-la
"Não quero você perto de mim! Sai!" Me empurrava, porém eu era mais forte.
"Juro que nunca mais vou fazer isso. Nunca mais vou te afastar."
"Não acredito em você! Eu não posso viver desse jeito!" Havia raiva em seus olhos.
"Regina, Me perdoa?" Abracei-a mais forte e suas lágrimas molharam meu hobby.
"E por que eu faria isso Swan? Por que? Tudo que você me faz é mal. Você só me faz mal."
"Jamais farei algo parecido com você assim de novo." Olhei em seus olhos. "Eu te amo."
Regina ficou em silêncio. Assim como eu, ela não esperava essa declaração. Minha vontade era pegar as palavras soltas no ar e engolir tudo de novo, ou voltar no tempo e cortar minha língua.
"Não sei o que responder." Sussurrou.
"Olha, tem algumas frases feitas que você pode usar." Tentei sorrir, meu coração disparado.
Ela se aninhou a mim, como um bebê em busca de colo e eu a abracei, abracei como se minha vida dependesse disso.
"Ainda não posso dizer que te amo, mas talvez eu precise de você."
Regina falou e minhas bochechas queimaram, me inclinei para frente escondendo meu rosto no seu pescoço.
Aproveitei o momento para sentir o aroma de maçã dos cabelos dela que eu não tenho sido capaz de obter o suficiente.
Senti os braços dela ao redor dos meus ombros e ela acariciou minha nuca.
"Você não tem que ficar constrangida, sabe? É só você e eu aqui." Sussurrou em meu ouvido e eu levantei com ela em meus braços, saindo da cozinha e subindo as escadas.
"O forno já apitou" Regina disse quando a deitei na cama, seus olhos ainda inchados pelo choro, sou um monstro.
"Não estou com fome." Falei ofegante, não entendendo o porquê da fadiga.
"Você tem que comer Emma. Ao se alimentar você vai acabar com essa dor de cabeça irritante que você está sentindo, e fraqueza, e fadiga, tonteira blá blá blá." Sorriu
Franzi a testa e a olhei "Como você sabe?"
"Você está um pouco pálida, indicando que a taxa de açúcar no seu sangue está muito baixa. E devido a isso, agora seu pâncreas está produzindo o glucagon, que age no fígado estimulando-o a “quebrar” o glicogênio em moléculas de glicose, motivo pelo qual você está ofegante e com fraqueza. E já que você vai doar um segmento do seu fígado como essa marca de agulha revela..." Apontou o minúsculo ponto vermelho no meu braço da onde tirei sangue para fazer o exame "Você deve tratar bem dele. Então vamos voltar pra cozinha srta Swan, você precisa comer."
Levantou e eu fiquei olhando-a após essa aula de biologia ou Química, não sei. Levantei e puxei ela novamente que caiu em cima de mim, aproveitei e roubei um beijo, queria saber se estava tudo bem entre nós.
E estava porque o beijo foi maravilhoso. Escorrei uma mão para sua bunda e brincando ela deu um tapa.
"Deveria ter especificado 'comer' o que" brincou
Posso me acostumar com Regina divertida. Ela levantou e me estendeu uma mão.
Levantei aceitando a mão estendida e num impulso virei Regina de costas para mim, repousando meu queixo no ombro dela, aproveitando um abraço improvisado. "Gluca o que mesmo?" Perguntei
***
A semana passou rápido, tiveram que colocar meu pai em uma dieta rígida para fazer a cirurgia e descobri que eu estava com anemia branda, o que foi o grito para minha mãe e Ruby me infernizarem para eu me alimentar melhor. O que acabou ocasionando a leve subida no ponteiro da minha balança de banheiro.
Não reclamo de trocar o furo do meu cinto, eu estava recebendo café da manhã e almoço, todos preparados pelas maravilhosas mãos de Regina. Que dormiu quase todas as noites comigo e Neal.
E por falar nele, Ruby e eu entramos em atrito várias vezes ao decorar o novo quarto dele NA MINHA CASA!
Estávamos indo para o hospital, era o dia da cirurgia. Tranquei a porta, Regina e eu seguimos em direção a saída do meu condomínio, meu carro estava estacionado na rua. Ao descermos do elevador ela deu falta da bolsa. Falei que ia buscar e entrei no elevador de novo.
Minutos depois sai do elevador e nos meus primeiros passos uma cena me assustou.
David segurava o braço de Regina com força, um dedo apontado para ela enquanto ele falava algo entre dentes.
A forma frágil como ela estava, agarrada a minha mochila em frente ao corpo, como se aquele objeto inútil fosse protege-la. E o seu olhar era de extremo pavor.
Sim, pavor era tudo que refletia os olhos chocolates, os olhos que amo.
Corri e me aproximei dos dois.
"O que diabo está acontecendo aqui!?!" Minha voz saiu como um grito.
Regina me olhou, seus olhos cheios de lágrimas e medo. Em um único gesto puxou seu braço e saiu correndo pela porta, largando a mochila no chão.
Por impulso corri atrás, David me segurou.
"Emma, não vá atrás dela. Não vale a pena, deixa pra lá."
Puxei meu braço e recuei dois passos.
"O que tá acontecendo David? O que você falou pra ela?"
Ele me olhava e eu podia ver a luta interna sendo travada através de seus olhos. "O que eu preciso saber David?" perguntei mais uma vez.
Sua luta ainda não havia cessado, e eu não estava disposta a esperar. Saí correndo, ouvindo seus passos atrás de mim.
Corri e olhei ao redor, milhares de pessoas e nenhuma era Regina.
Metrô
Ela anda muito de metrô.
Corri para a estação mais próxima, estava lotado demais. Impossível achar alguém ali.
Senti uma mão em meu ombro.
"Emma, espera!" David estava ofegante. "Ela me procurou quando fui àquela casa de shows no dia que fui conhecer a banda, antes de você ir a primeira vez. Ela se jogou em cima de mim Emma. Ela sabia quem eu era."
Senti como um soco no estômago.
Ele puxou ar com dificuldade "Emma, depois de um mês ela me procurou de novo e pediu vaga na MDA e eu... Emma, me perdoa, mas eu..."
Não queria ouvir o resto. Sai de perto dele, ele ainda tentou segurar meu braço.
"Emma, só queria te proteger de uma decepção"
"Tarde demais."
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