Come back to me G!P
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Obviamente não consegui dormir. Velei o sono de Regina por um longo tempo, admirando a mulher que ela é, e trocando a compressa. Fui a academia do prédio, tomei banho e fiz o café da manhã, o que por sinal Anna adorou. Faltava minha futura esposa adorar também.
Sei que foi um grande passo para nós ontem. Naquele instante eu percebi que daria minha vida para que jamais ela sofresse novamente. Sorri ao lembrar do que Tinker e Maleficent me chamaram "Salvadora". Mal sabe elas que foi Regina quem me salvou, me salvou da minha vida acomodada e solitária. Me salvou do nada estagnado que me tornei.
Entrei com a bandeja no quarto e acordei minha rainha. Sim, ela é minha rainha, e Sohara minha linda princesa. Nenhuma das duas receberá um tratamento que não seja digno de sua realeza mais.
Beijei seus lábios. "Bom dia meu amor."
Seus olhos se abriram devagar, piscando até se acostumarem com a claridade. Sorriu ao me ver. Quero todos seus sorrisos matinais por toda minha vida.
"Bom dia meu amor." Respondeu, era a primeira vez que nos tratavamos assim, acho que não conseguiria dizer seu nome depois disso. Depois de experimentar o sabor da palavra "meu amor."
"Trouxe café da manhã para minha rainha e namorada." Fiz reverência e deitei na cama, ao lado do MEU AMOR! Vontade sair gritando isso pelas ruas... agora entendo porque Geny Kelly dançou na chuva. Eu quero cantar Singin' in the rain também.
"Namorada?" Seu sorriso era debochado, mas seus olhos faiscavam de felicidade.
"É, eu sei. Deveria ter feito um pedido formal, mas vamos dizer que isso ficou implícito ao te pedir pra dormir na minha cama... Comigo nela." Fingi um dar de ombros.
"Achei que fosse apenas porque você precisava do outro quarto." Cerrou os olhos tentando esconder um sorriso teimoso.
"Também por isso. Mas jamais tomamos uma decisão baseada em apenas uma coisa." Selei nossos lábios novamente e subi sobre seu corpo. "Você quer ser minha namorada?"
"Achei que nunca fosse pedir." rimos juntas e ela colocou os braços no meu pescoço, seu sorriso estava tão pacífico, seus olhos transparecendo sentimentos. Minha esposa... para mim ela já era isso, porém o pedido deveria ser feito do jeito certo.
Respirei fundo, como não amar essa mulher que mesmo fechada, as vezes é tão doce. Roubei mais um beijo. "Quero fazer as coisas certas: Namoro, noivado e casamento. Sou tradicional."
"Tradicional? Você tranzou comigo no primeiro dia!" Deu um tapa leve no meu ombro, como se estivesse me rempreendendo
"Eu disse as vezes." Rimos. "Namoradas porque ainda não achei o anel certo. Quando o achar, você será muito mais que minha esposa."
"Então até lá posso me contentar com namorada." Sorri, ela estava inocente para meus planos do dia. "Ta bom namorada. Cadê meus filhos?" Tentou levantar, mas a segurei, notando seu sorriso diabólico começando a aparecer, aquele sorriso de canto, sabe? Bem safado. Deus! Essa mulher me enlouquece.
"Neal na escola e Sohara com Anna. E como sua namorada é a patroa, se deu o dia de folga para passar com a namorada." Rocei meus lábios em seu pescoço e senti seus pelos arrepiados. Já esperei tempo demais.
O tempo não espera nossas manhas ou manhãs de dúvidas. E muito menos espera o conserto do nosso coração magoado. As vezes pedir tempo só cria mais espaço e ao "dar tempo" damos a ele a chave da nossa vida para que faça o que bem entender, como tirar o que é mais importante para nós. Quem é fã de Greys entende bem essa deixa. Deus! Tenho que parar de assistir séries e aproveitar mais minha NAMORADA.
"Gosto da minha namorada ser a patroa." Regina levantou meu moletom e passou a mão no meu abdômen. "Ainda mais quando ela é tão gostosa."
"Ouvi falar que algumas mulheres costumam ficar excitadas de manhã." Ronronei em seu ouvido, e mordisquei sua orelha.
"Você com certeza é uma delas." Riu e tirou meu moletom me olhando como um leão faminto.
"Deu pra notar?" Brinquei
"Você não é muito discreta." Passou a mão na minha calça, dedicando carinho a minha protuberância.
"Desculpa" Sorri "Mas você me deixa assim." Seus olhos faiscaram e se fecharam em seguida, ela mordeu o lábio, e só então notei como ela havia se arrepiado. Fiquei surpresa ao constatar que apenas minhas palavras possuíam esse poder. Senti suas unhas brincando em minhas costas, provando que ela não estava para brincadeira.
Nem eu estava.
"Você me deixa tão louca." Confessei. Apertei meu corpo ao dela prendendo-a na cama, suas pernas enlaçaram minha cintura
"Deixo o bastante para te ter dentro de mim dessa vez?" Sua voz rouca em meu ouvido fez cada músculo do meu corpo tencionar. "Porque é isso que estou precisando agora." Suas mãos apertaram minha bunda, em seguida seus braços também me enlaçaram.
"Está me prendendo?" perguntei atacando seu pescoço.
"Não é possível prender o que não quer fugir." mordiscou minha orelha.
"Seu pé ainda está doendo?"
Sussurrou um 'não' antes de tirar toda sua roupa, ficando nua para mim.
Realmente ela não estava para brincadeira.
Tirei meu top, nossos corpos se encontraram, ela estava tão quente, tão macia.
Tentei manter a calma nos beijos, aumentar as preliminares, mas era impossível, estávamos loucas por aquilo. Sua mãos passeavam pelas minhas costas enquanto desci a minha para sua intimidade, brincando com sua libido, a deixando molhada e pronta.
"Não me torture, Emma." Sussurrou em meu ouvido. "Vem"
Me puxou para cima dela novamente. A beijei de novo, como seus beijos eram deliciosos! O que começou de modo romântico se tornou necessitado, faminto. Eu precisava dela, mais do que conseguia demonstrar
Minha boca desceu por seu pescoço enquanto ela tentava tirar minha calça, calça essa que estava agarrada as minhas coxas como se disso dependesse sua vida.
"Você fica linda nessa calça de ginástica, mas não a use quando for tranzar comigo."
Sorri. "Eu não quero tranzar com você, quero fazer amor."
Estiquei a mão pegando uma camisinha que eu havia deixado sobre a mesinha.
"Então foi premeditado?" Sorriu, aquele sorriso diabólico que fez meu centro pulsar.
"Com certeza"
Coloquei a camisinha enquanto ela me observava. O que tanto odiei por anos, ela aceitou tão fácil. Ela mordia os próprios lábios enquanto me olhava com avidez. Não mereço isso tudo.
Deitei sobre ela, e senti suas mãos em minhas costas, como uma carícia. Confesso que estava beeeem nervosa, e ela tão calma.
Afastei alguns travesseiros e percebi como minhas mãos tremiam, era como a primeira vez.
"Ta tudo bem." Sussurrou em meu ouvido. "Eu também estou nervosa." E isso de alguma forma me acalmou. Respirei fundo e a beijei, aquela era a primeira vez que faríamos amor. Nossos sentimentos estavam expostos ali.
A beijei, devido ao nervosismo eu não estava mais pronta. Durante o beijo senti sua mão me "ajudando", de alguma forma senti uma cumplicidade com aquele ato. Fiquei pronta novamente.
Lentamente a penetrei, notei que ela prendeu a respiração e colocou as mãos no meu abdômen. Parei e deixei ela se acostumar.
"Desculpa... Já faz meses." Sussurrou.
"Eu sei. Não se preocupe... Na paciência e nas cenas de ciúmes. Na saúde e na doença, até que a morte nos separe."
"Já pulou pro casamento?" sorrimos nervosas.
"Estou treinando meus votos."
De novo outro riso nervoso. "Gosto de treinar muitas coisas." Deixei minha voz carregada de segundas intenções, e ela mordeu o lábio e passou as mãos pelas minhas costas e me dando permissão para prosseguir. Comecei a me movimentar, como senti falta dessa sensação!
Com o tempo senti que ela estava mais relaxa e penetrei um pouco rápido. Como era bom ver suas várias feições, sua respiração agitada. E a forma como ela gemia mais alto... E eu sabia o motivo.
Conheço bem a altura dos seus gemidos, e esses eram para marcar território. Mostrar a Anna que eu pertenço a uma única mulher... Como se precisasse.
Resolvi ajudar e me posicionei melhor, indo mais fundo e forte. Regina esqueceu a provocação e se concentrou em nós, no barulho que nós fazíamos.
Acho que posso me viciar nisso.
Suas mãos apertaram minhas costas, era como se ela estivesse se segurando em mim, como um naufrágo a uma bóia. Mesmo sentindo o suor escorrer por minha testa, eu não queria perder o ritmo. E ouvir sua respiração agitada sincronizada com o som dos nossos corpos era com certeza algo que eu quero até o fim dos meus dias.
Senti suas paredes apertarem em torno de mim e senti também minha primeira vontade, eu já estava perto.
A cena que prosseguiu eu queria filmar em minha mente. Regina fechou os olhos com força e parecia dar gritos silenciosos enquanto seu corpo mexia involuntariamente, seguindo os espasmos do orgasmo. Seu cabelo grudado a testa pelo suor e suas bochechas avermelhadas. Jamais quero esquecer essa cena.
Senti a segunda vontade, o aperto gostoso e não aguentei, preenchi o látex odiando por estar usando.
Regina me puxou para um beijo, não pensei duas vezes em retribuir. Eu estava um pouco frustrada, afinal meu nervosismo não ajudou muito na minha performance.
"Não gosto quando você usa isso." Falou ao parar o beijo.
"Por enquanto precisamos... E por mais que eu queira usar todo o estoque que eu comprei..." Ela sorriu e pude notar que ela queria mais. "Temos que sair. Preparei um dia especial para nós." Muito especial mesmo.
Me roubou um beijo. "Já estou ansiosa pelo dia especial... Então você irá tomar banho comigo?" Perguntou ao sentar na cama.
"Claro."
Vi ela disfarçadamente pegar uma camisinha na mesinha e ir em direção ao banheiro. Eu já falei que amo essa mulher?
"Você acha que a Anna escutou algo?" Perguntou assim que eu abri o box.
"Provavelmente." Preciso descrever o sorriso de lado que ela deu?
Eu amo essa mulher.
***
"Por que você está me olhando?" Regina perguntou enquanto eu dirigia. Anna estava atrás com Neal, sendo separados por Sohara na cadeirinha.
"Eu não sei parar de te olhar" Respondi
"Mas ta olhando demais."
"Você é tão linda, que eu não me canso de olhar."
Quando eu comecei a ama-la tanto?
Dói só de pensar não ter ela ao meu lado, ou imagina-la indo embora e não me levando junto.
Antes, toda vez que doía ao invés de correr para seus braços e pedir por abrigo, implorar para ela não me deixar... Eu lustrava minha armadura e me afastava dela.
É muito mais fácil afastar quando o sentimento é iminente. Porém não paramos para pensar que o outro pode estar passando pela mesma tempestade. Apenas temos medo e esperamos o pior, ignorando todos os sentimentos e entrelinhas que o outro proporciona. Como uma ligação sem sentido, uma visita inesperada, um presente sem data ou apenas um abraço mais apertado.
São dos abraços apertados que mais senti falta.
E agora quando sinto a dor... Eu me prendo ao seus braços e me sinto livre, porque liberdade é ter alguém a quem se prender.
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