Come back to me G!P
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Conhecemos as pessoas que iremos amar do jeito mais inesperado possível. O amor nunca vem vestido de amor, ele sempre se disfarça em uma conversa atoa na fila de algum lugar, em uma saída com amigos, no perfil curioso da Internet, em algum grupo, na coleguisse do trabalho, ou num simples sorriso ao atravessar a rua. Ele acontece, é simples.
Se o amor viesse vestido de amor, com buquês, roupas elegantes, presentes e poemas recitados nós iríamos debochar, chamar de brega, ultrapassado, falso ou sem noção.
"Flor é pra defunto.
Poemas só ficam no papel e músicas românticas são pra deprê.
Galantes são cafajestes e românticas são mulheres desesperadas. "
Estigmatizamos demais. Rotulamos demais.
Somos gelo no início.
Gostamos de terminar antes do início.
Talvez seja o medo de se entregar a alguém, de se mostrar frágil e se decepcionar. Temos sempre medo demais. E muitas vezes mascaramos o medo com o preconceito.
Afastamos a pessoa certa por medo da dor, justificando que a pessoa "não presta", não é "boa o bastante", sem nem ao menos dar a chance de uma amostra. Rotulamos um cafajeste pelo número de namoradas. E uma "desesperada chiclete" pelo tempo solteira.
Todo santo tem passado... Mas também todo pecador tem futuro.
Não aconselho ninguém a se jogar de cabeça no começo de um relacionamento, pois a garantia é traumatismo craniano. Porém não aconselho também a se fechar para o amor, arrumando desculpas por qualquer coisa. Ele simplesmente acontece, é simples.
Não acredite no cupido, e também não acredite na solidão eterna. Há sempre algo além de preto e branco, e não há nada mais lindo do que uma pessoa que sabe enxergar as cores. Não basta ver, é necessário enxergar.
Mas a ironia da vida é que depois do amor disfarçado, nós nos tornamos bregas, ultrapassados, ou sem noção. Afinal repassamos frases românticas, compramos presentes e somos galantes e românticos.
"Olhei esse ursinho e lembrei de você!
Sei que você adora chocolates!
Uma flor pra outra flor!
Essa música diz exatamente o que eu queria falar pra você."
Amamos demais.
Enlouquecemos demais.
Deixamos de ser preconceituosos quando o amor acontece. Afinal o amor é tão vasto que não sobra lugar para críticas.
O preconceito possui todas as respostas e eleva sua prepotência a ponto de não ouvir mais perguntas, afinal ele sabe tudo. E quando amamos ou nos apaixonamos só queremos saber mais, perguntar mais. A curiosidade deita no nosso travesseiro.
Agora eu compro flores, repito os erros ortográficos das canções românticas. Leio Jane Austin. Sou carente de beijos, sou romântica. Sim, logo eu que tenho essa cara de bolacha água e sal sou romântica.
Eu também choro e me permito ser feliz nos pequenos momentos de distração.
Felicidade é isso, momentos de distração. Lembra aquele dia que você estava com um amigo e riu até a barriga doer? Foi uma distração, você não esperava isso.
Quando contou animada uma novidade para alguém e sorriu ao ver sorriso crescer no rosto do outro, foi um momento de distração.
Um momento que não pensamos demais.
Que não nos importamos com o que o outro vai pensar.
As vezes é melhor não pensarmos demais.
As vezes é melhor não ligarmos, o outro vai julgar de qualquer forma mesmo.
Esse último mês foi de certa forma calmo. Regina ainda não gostava de Elsa, disse que não confiava em loiras, fiquei receosa em perguntar se ela estava falando de mim ou Elsa.
O bom é que estava mais confiante, e todos os dias se vestia para matar pobres mortais como eu.
Ficou radiante ao poder voltar fazer exercícios, toda manhã subia para a academia do prédio. Se Sohara for tão vaidosa quanto ela, terei que investir numa arma e aulas de pontaria.
O ruim desse mês foi o início. Regina ficou quase uma semana depressiva, não queria comer ou sair da cama. O psiquiatra ficou realmente preocupado.
Até que Neal falou que queria comer bolo de cenoura, não achei em nenhum departamento o bolo pronto ou apenas o preparo. Busquei a receita na internet, e quase coloquei a baixo minha cozinha.
Era massa no meu cabelo, na roupa, no chão, nas paredes... Acho que apenas o teto ficou limpo, isso porque era realmente alto. Centrifuga e batedeira são monstros complicados e perigosos.
Neal desesperado foi correndo chamar Regina, e para minha surpresa ela veio. Me deu uma bronca pela bagunça e me mandou limpar tudo enquanto descascava algumas novas cenouras. Sacrifiquei as outras em vão. Um minuto de silêncio para elas, e para os ovos, e para meu cabelo e para a falta de meus dotes culinários.
"A centrífuga é exatamente pra isso. Não precisava fazer essa bagunça toda Emma. E não comemos casca ta."
Regina fez a massa, que tinha um gosto muito bom. Bateu com a colher duas vezes na minha mão, só porque tentei provar pela quarta ou quinta vez ou talvez sexta.
Explicou tudo em detalhes sobre o preparo, me xingou mais algumas vezes, sempre com um sorriso teimoso nos lábios. Acho que ela gosta de ser necessitada por seus tributos. Acho que realmente preciso de seus tributos.
Regina riu quando Neal falou das minhas tentativas de fazer o bolo. Mesmo com meu rosto queimando de vergonha, foi bom vê-la sorrir. Amo seu sorriso e do modo como ela cuida de nós.
"A colher para meu príncipe e a tigela para minha princesa." Regina nos entregou sorrindo.
"Por que ela ganha mais?" Neal protestou lambendo a colher.
"Porque sou maior, mais bonita e mais inteligente." Brinquei.
"Mentira, é porque ela é mais gulosa." Regina falou roubando um dedo de massa da minha vasilha e o passando no nariz de Neal que gargalhou.
"Nhame nhame. Sou gulosa e quero comer seu nariz de bolo!" Tentei lamber a massa no nariz dele e ele não deixou, fazendo um escândalo, o que me obrigou a uma sessão de cócegas, que claro, tive a ajuda de Regina.
Momentos de distração.
Enquanto esperávamos o bolo assar deitei no sofá, próximo a poltrona onde Anna amamentava minha princesinha.
"Emma, precisamos conversar." Regina sentou ao meu lado no sofá. "Ontem Tinker e Maleficent estavam aqui, elas me perguntaram quem é o pai da Sohara." Mordeu o lábio inferior apreensiva.
"Quem você falou que era o pai?" Perguntei e notei como Anna nos olhova curiosa, atenta a nossa conversa.
"David." Regina soltou o ar junto com a frase, havia uma certa frustação em seu tom. "Pensei em Killian, mas não explicaria o cabelo loiro."
"Ficaria estranho mesmo. E o que elas falaram."
"Elas odeiam o David agora e acham que você é uma salvadora... Por cuidar de mim e assumir a criança."
"Agora entendo os olhares de admiração que elas me deram." Regina estava de cabeça baixa, olhando as mãos. "Você queria contar ne? Contar que é meu."
"Não quero te expor Emma. É. Assunto delicado." Levantou a cabeça "Eu queria falar que fizemos juntas, que é seu, mas sei que você tem... Que você não gostaria."
Respirei fundo. "Ok, desde que elas prometam guardar segredo."
Me olhou assustada. "Mas... Você... Eu... Não"
O olhar de Anna era ainda mais assustado.
"Você confia nelas?" perguntei e Regina assentiu. "Então ok."
"Obrigada."
"Agora vamos lá pro "not" olhar nossa provável futura casa. Elsa mandou fotos de várias." Levantei do sofá, Anna me olhava de cima a baixo, ainda mais curiosa que antes. Seu olhos focando sempre na minha calça.
"Não precisa comprar outra casa Emma, você já tem a sua." Regina levantou também, trocando um olhar não muito amigável com Anna que abaixou a cabeça sem graça.
"Exato. Eu tenho a minha. E quero ter uma nossa." Toquei a mão da MINHA morena. "Olha, eu vou comprar outra casa e colocar no nome da Sohara. Vou vender essa aqui e comprar um cantinho perto da fazenda do sei pai e será no nome do nosso próximo filho."
Notei o sorriso "Você quer ter mais?" Estava ali, o sorriso em sua voz.
"Você não?"
"Não por agora. Daqui alguns anos. Farei tudo certo dessa vez."
"Faremos certo. Juntas." A puxei para um abraço. "Olha, sei que você pode se sentir um pouco deslocada, e... Eu sei que você não tem muita condição financeira. Seu pai me falou que a fazenda é tudo que vocês tem, e que não é muito. Mas não quero que você se sinta inferior em nada e nem sinta que está se aproveitando de alguma forma de mim..."
"A Sohara... Não foi acidente... Eu... Me perdoa."
"Eu sei. E não tem problema."
"Tem sim Emma. Te enganei. Falei que eu me cuidava e não fiz. Na hora não achei que você fosse fértil, só queria saber como era fazer sem proteção, sem um látex dividindo as sensações. E então você disse que poderia me engravidar. Não pensei mais, deixei a sorte escolher por nós." Sentei com ela no sofá.
"Vou ser sincera, não confio fazer sem proteção com você por agora." Realmente fui sincera.
"Eu sei. Esperava por isso. O que faremos então?"
"Ainda não sei." Acariciei seus cabelos. "Por enquanto vamos escolher nossa futura casa."
***
Senti alguém passar a mão pelas minhas costas, ainda estava cedo demais para acordar, mas a mão era insistente.
"Emma, você precisa levantar." Ouvi a voz de Regina.
Abri meus olhos, o berço rosa estava vazio, o que significava que Sohara já estava aos cuidados de Anne.
Sem pensar duas vezes afastei o travesseiro, puxei Regina para cama e a beijei. Beijei com vontade. Beijei com sede. Beijei faminta.
Após o susto inicial ela me beijou com a mesma fome. Deitei meu corpo sobre o seu, sei que ela conseguia sentir minha excitação matinal e a necessidade que meus toques demonstravam.
Beijei e chupei seu pescoço, suas unhas em minhas costas, levantando minha blusa, atiçando meu fogo.
Seu corpo inquieto abaixo do meu mostrava o quanto ela também queria. Seus cabelos ainda úmidos, ela estava tão cheirosa.
Deitei ao seu lado, ouvindo seus resmungos e sua mão me puxando de volta. Eu queria muito ouvir os gemidos que há meses não ouvia, porém ainda não estávamos preparadas para um envolvimento mais profundo.
Coloquei minha mão por dentro da sua calça e senti seu ponto pulsante. Estava tão molhado. Tão quente. Tão entregue.
"Por favor" Regina implorou, descendo sua calça, me puxando de volta para cima dela, tentando tirar tudo que eu vestia.
Seus beijos molhados estavam me enlouquecendo.
Minha mão desceu novamente, dessa vez parecia estar mais molhada ainda. Massageei, de forma torturante, bem devagar, sentindo cada ponto, ouvindo cada gemido diferente.
Regina não conseguia ficar quieta na cama, por mais que tentasse, por mais que quisesse.
Não permiti que ela me deixasse nua, fiquei apenas com roupas íntimas. Trilhei um caminho de beijos pelo seu abdômen até a parte que eu queria. Sentindo o cheiro gostoso de banho por todo o caminho. Me coloquei entre suas pernas, minha língua faria o trabalho. Devagar provei o gosto, como senti falta!
Estava tão quente, tão macio, tão molhado e tão meu. Só meu.
Fechei meus olhos e explorei, explorei como eu queria. Introduzi um dedo, e movimentei sentindo todo o calor, após um tempo penetrei o segundo, o som molhado dos movimentos era tão prazeroso. Regina se agarrava aos lençóis, as vezes segurava meus cabelos, as vezes enlouquecia. E gemia, sim. Gemia bastante. Não como uma escandalosa, isso não seria bom. Gemia baixo, manhoso, mordendo os lábios.
A todo instante eu quis tirar minha roupa e gemer junto a mulher entregue. Ter todo aquele calor nas minhas mãos e boca estava me enlouquecendo.
Aumentei a velocidade do movimento e a sincronia de língua e dedos. Eu não queria parar, queria apenas intensificar. Notei que ela tentava fechar as pernas, se contorcia bastante, agarrou aos meus cabelos e gemeu alto palavras desconexas.
E ela gozou. Seu corpo em convulsão chamando meu nome. Eu não sabia que sentia tanta falta disso até experimentar novamente.
Subi devagar e beijei seus lábios, Regina estava cansada. Ela é linda, linda mesmo ofegante e despenteada. Vi como ela passou os dedos nos cabelos e riu.
"Tá rindo de que?" Perguntei.
"Sua mãe está te esperando la em baixo, junto com sua tia e a sua secretaria."
Gelei, será que elas ouviram algo? Meu quarto não tem barreira de som e em alguns momentos Regina gemeu mais alto, principalmente no final.
"E você não poderia ter me falado antes?" Passei a mão no cabelo e olhei ao redor. Como vou encarar elas?
"Como que eu ia falar? Te acordei e você já me jogou na cama, não havia chances pra mim. Não que eu esteja reclamando. Pode fazer isso em mais manhãs."
Peguei uma calça no closet, o susto me levou para baixo em segundos. Vesti uma camiseta e encarei a porta. Ainda bem resisti a não entrar mais fundo na "brincadeira."
Regina riu. "Você está mais branca que o normal."
Ela ainda estava deitada na cama, só que já vestida. Seu olhar era divertido, seu sorriso cruel. Acho que ela gosta de me colocar em situações constrangedoras.
"Vou sair pela janela." Falei "Oito andares não é tão alto assim, fale pra elas que tive um compromisso e precisei sair rápido."
"Leva um casaco, ta frio lá fora."
Deus! Meu rosto queimava e ela estava tão despreocupada.
"Você não liga? Era você gemendo!"
"Como se eu me importasse. Estou relaxada, preocupação é a última coisa que terei agora. Elas que morram de inveja. Não sou obrigada."
Respirei fundo, quanto mais eu demorasse pior seria. Pelo menos Ruby ou Zelena não estavam, elas sim me fariam experimentar todos os tons de vermelho que meu rosto pudesse ter.
"Eu pedi pra você tirar a roupa também. Se tivesse me escutado estaria mais calma agora." Regina zombou ao ficar de pé ao meu lado. "Relaxa, sua familia está aqui pra conhecer sua filha, não pra te julgar. E eu não me coro se Elsa tiver ouvido algo." De novo o sorriso diabólico.
Coloquei a mão na maçaneta e a abri.
"Ruby, Zelena e Robin já estão aí também. Eles sempre chegam aqui cedo demais."
E a janela me pareceu tentadora novamente.
***
Eu estava vendo alguns sites com lindos lofts e apartamentos em New York junto com Ruby, minha família já havia ido embora, e ambas estávamos imaginando minha vida nos próximos anos quando escutamos um bate seco e alto.
"Emma! Me ajuda!"
Regina entrou no quarto gritando desesperada e me abraçou. Ela estava em crise. Seu corpo tremia.
Robin entrou também e a segurou, puxando o corpo frágil do meu. Zelena veio logo atrás com uma seringa no ar.
"Emma! Me salva!" Regina gritou, suas unhas entraram com força nos meus braços enquanto ela era puxada pela cintura. O seu desespero entrando nos meus poros. "Eles querem me machucar, me salva Emma!" Chorava implorando desesperada, Ruby me afastou, me pedindo para ter calma.
Robin puxou com mais força e por descuido soltou um dos braços de Regina, ambos caíram no chão. Vi ela lutar como um gato, unhas e socos contra o homem que apenas tentava segura-la, ele não se defendia, ele não a machucava.
Regina gritou por mim quando caiu no chão pela segunda vez, suas unhas raspando o tapete enquanto ela implorava por ajuda, chamava por mim. Robin a levantou pelos braços e jogou-a na cama, segurando suas mãos. Vi ele gritar algo com Zelena, no entanto, eu não entendi as palavras, tudo que eu via era o machucado no rosto da Regina, as marcas riscadas, ela havia se machucado. Auto flagelo.
Ruby me segurou pelos cotovelos. "Vai Pinoquita! É melhor você não ver isso!"
Mas eu estava vendo. Estava vendo aquele homem grande e musculoso segurando com força o corpo pequeno e frágil de Regina. Ela se debatia como podia, seus olhos fixos em mim enquanto me implorava por ajuda.
Enquanto chorava.
Enquanto sofria.
E eu não podia ajudá-la.
"Emma! Me ajuda! Estão me machucando! Emmaaa! Me ajuda! Pelo amor de Deus! Me salva!" Se debatia com as mãos seguradas.
Não havia nada que eu pudesse fazer. Foi como se meu corpo se enroscasse numa bola, feito uma página cheia de erros que embolamos. Feito lixo.
Isso que eu era, um lixo impotente. Um nada. Assim como o nada que eu pudesse fazer.
Vi os olhos de Regina ficarem nublados e lentamente fecharem. Seu corpo não debatia mais. Ela estava dormindo, e eu... Eu me sentia morta, uma casca inútil.
Zelena retirou a seringa vazia e Robin levantou e veio em minha direção, colocando a mão no meu ombro.
"A luta acabou Emma. Isso, apesar dos pesares é um bom sinal. Não chora, ela vai ficar bem."
Olhei seu rosto, três finos filetes de sangue escorriam por sua barba, marcas de unha. Defesa de Regina.
Ele passou a mão no rosto e observou o sangue que ficou na ponta dos seus dedos, limpou na blusa rasgada que vestia. A blusa que vestiu as pressas quando Zelena o chamou. Na hora não sabia que era tão grave, apenas me retirei e deixei os enfermeiros fazerem seu serviço. Porém os rasgões na blusa demonstram o quanto eu estava enganada.
"Apesar de tudo é um bom sinal." Tentou sorrir e saiu do quarto. Deveria ser eu ali, deveria ser eu protegendo Regina como ele fez.
Me aproximei da cama, peguei algodão e antisséptico na gaveta. Sentei ao lado de Regina, colocando sua cabeça em minhas pernas e tirei seu cabelo do rosto, expondo as marcas de unhas. Comecei limpar o sangue.
"Não é tão grave." Zelena sentou ao meu lado. "Mas seria seguro cortar as unhas dela no caso dela tentar se machucar de novo."
"Isso vai acabar?" Acariciei o rosto da mulher que amo enquanto limpava minhas lágrimas que caiam sobre ele se misturando ao vermelho.
"Já está acabando Swan." Zelena sorriu. "Esse ataque é um sinal que o remédio já pode ser trocado." Retirou o algodão ensanguentado da minha mão e me deu outro. "É sinal que ela vai ficar bem. Talvez essa tenha sido sua última crise."
Abracei a morena, meu queixo repousando em seus cabelos. Eu queria passar toda essa dor para mim, tudo de ruim que acontece com ela eu queria passar para mim... Assim ela não teria mais que sofrer.
Eu só queria acabar com sua dor.
O arrependimento por não ter feito nada e a desolação esbofetearam o meu rosto. Sou egoísta por querer toda essa dor para mim?
Eu só queria livrar Regina disso tudo.
Só queria que ela fosse feliz.
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