Cobaia 0013

2 Capítulo 2 - Otosan


Notas iniciais
Oi! Capítulo novo! Que tal um pouco de ação? Espero que gostem ^-^

05-02-5026
"Eu corria em um lugar muito claro... Não sei porque, mas eu sentia que devia correr mais e mais. Eu estava atrás de alguém ou alguém estava atrás de mim? Não sabia bem. Comecei a sentir a grama nos pés e ver o céu azul, mas não conseguia ver ninguém a frente. Pensei em desistir e já ia desacelerando quando ouvi uma canção, eu já havia ouvido ... eu acho... era uma voz doce e suave que me deu mais forças pra correr, eu precisava correr...." — E é isso.

–É a primeira vez que sonha com isso Daisuke? -Haysawa me perguntava depois de eu ter ido a sua procura, em sua sala, que tem um estilo vitoriano com uma bela lareira e prateleiras abarrotadas de livros nas paredes e ali, narrado o meu sonho. Nesse momento eu me encontrava em uma cadeira confortável com acolchoado vermelho e mogno escuro de frente para a mesa bem organizada e polida, e logo atrás dela estava meu Otosan.

–Não, já tive esses sonhos outras vezes, mas não tem nada de diferente. Sempre quando ouço a canção e volto a correr acabo acordando.

–Não se preocupe meu filho. Não deve ser nada demais. Vá descansar um pouco, quem sabe andar por Barkesfield? — Achei estranho, Otosan deixar eu ir andar pela cidade assim, do nada. Mas preferi não fazer nenhum comentário.

– Ok. Obrigada Otosan.

Dei um beijo na testa de Haysawa e quando estava prestes a sair da sala o alarme de segurança da Evolution Alpha tocou.

–Alguém invadiu a companhia! -Otosan disse incrédulo.

–Nem sabia que isso era possível! -a EAC é incrivelmente segura e realmente eu não acreditava no que estava acontecendo.

Fui rapidamente fechar a porta da sala do meu Otosan, porém antes que eu conseguisse alcançá-la ela fora escancarada por um dos agentes mais bem preparados daqui, agente Robert , e 3 guardas.

–Sr. Haysawa! A companhia foi invadida. Por favor fique aqui com Daisuke e os guardas.

–Eu não vou ficar aqui!

–Yamamoto Daisuke! Você vai ficar aqui! E isso é uma ordem! — Eu nunca tinha visto meu Otosan tão nervoso. Parecia que ele tinha medo de que algo acontecesse comigo.

–Por quê? Por que eu não deveria defender o meu pai? Eu vou sair daqui e vou te proteger do que quer que seja que você tenha medo! — Sai de lá, já pegando as Colts da cintura.

Sirenes tocavam e em todos os corredores luzes vermelhas piscavam. Vi dois guardas correndo em direção a entrada e decidi segui -los.

Viramos a direita em um corredor e vários caras bem equipados com armas grandes e aparentemente pesadas fazem mira em nós.

– Queremos a cobaia 0013 e Hokuto Haysawa. Não queremos machucar ninguém. — Enquanto isso outros guardas e agentes vieram ao encontro dos invasores.

– Você diz que não quer machucar ninguém, mas vem equipado desse jeito cara?! Aí fica difícil de acreditar. E... A propósito, nenhum dos dois iram com vocês.
Quando terminei a frase ouvimos uma explosão de onde eu havia vindo. A sala do Otosan. Me virei rápido e corri indo em direção da sala.

–Garoto! Não vá! ! — gritou um dos guardas.

E logo outros vieram me segurar, eles achavam mesmo que eu iria parar? Não era uma pessoa qualquer que estava naquela sala!

Eu não devia ter saído da sala.

–Me soltem! Agora!

Um dos agentes, James, me pegou pelo colarinho do casaco e cochichou.

–Você não entende que elea também querem você? Seu imbecil!

–Eu não vou deixá-lo!

Meu sangue parecia borbulhar, eu precisava encontra-lo.

Outra explosão.

–Otosan! -Gritei sentia meus olhos lacrimejando.

E os guardas não me soltavam. Até que um dos invasores decidiu começar a atirar. James me jogou atrás de uma pilastra e apontando de forma sussurrada, porém ameaçadora disse:

– Fique aqui Yamamoto! — E depois saiu para ajudar os outros.

–Nem ferrando! -Corri em direção a sala de Haysawa.

Corri o mais rápido que eu podia e o sangue que parecia borbulhar em minhas veias me ajudava.

Quando cheguei na sala não conseguia ver nada além de muita fumaça. Me concentrando melhor e com a ajuda do meu olho esquerdo consegui enxergar melhor, porém tarde demais.

Senti um soco forte no estômago e , ao mesmo tempo, uma arma foi colocada na minha cabeça, do lado direito. Aí não resisti à essa situação e levantei as mãos em sinal de rendição. Pelo jeito só haviam esses dois caras ali, nada do meu Otosan.

–Onde está o velho Haysawa , moleque?

Nessa hora quase chorei de felicidade. Eles não tinham pego Haysawa. E pelo jeito ninguem ali sabia que eu era a cobaia, mesmo com um "13" estampado no meu pescoço. Tive vontade de rir, mas me contive.

Onde Otosan estava? Hokuto Haysawa me encontrou num beco de Barkesfield , num inverno rigoroso, um tempo depois da minha fuga.

Flash Back On

" Eu estava num beco com algumas caixas de papelão forrando o chão onde eu estava deitado e outras servindo de cobertor tentando me esquentar. Aquele inverno era realmente rigoroso, então a cidade estava silenciosa, nada se ouvia além do vento. Até que, de repente ouvi passos bem próximos, amassando a neve.

Tentei me esconder , podia ser algum outro garoto de rua, em geral eles não gostavam de mim. Me xingavam por eu ser asiático e por causa do meu olho esquerdo, isso pq estava envolto em bandagens.

– Hey! Garoto! Não precisa se esconder. Eu trouxe comida.

Tirei uma das caixas de cima do meu rosto e pude ver seu rosto, parecia ter uns 35 anos e era asiático. Ele se aproximou e estendeu a mão com um pratinho simples , eu me esquivei. Ele então parou o movimento, colocou o prato no chão e depois recomeçou. Passou a mão pelos meus cabelos num gesto carinhoso, era tão bom. Tocou as bandagens de leve .

–O que ouve com seu olho?

–É uma história meio longa ,senhor.

–Que tal vir até minha casa? Você pode me contar o que aconteceu. "

Flash Back Off

— Fala moleque! Onde tá o velho? -disse o cara que estava a minha esquerda, que havia socado meu estômago.

– Eu não sei.

– Não sabe? Então não serve pra nada. -ele olhou para o outro, que ainda estava com a arma encostada na minha tempora direita. — Apaga ele.

–Não, não rapazes. — Me pronunciei- Vocês não vão querer fazer isso.

– E por que não moleque inútil? -Foi a vez do outro entrar na conversa.

– É que eu tenho um segredinho. — O cara que estava à minha esquerda parecia interessado.

–Fala logo moleque! Ou o meu amigo ali puxa o gatilho.

– Ok, Ok! — queria achar Otosan e aquela brincadeira estava me atrasando, então, sussurrando, eu disse- Eu sou a cobaia.

Depois de dizer isso bati com meu antebraço direito na arma de um dos invasores tirando minha cabeça da mira dele e rapidamente peguei o segundo cara e usei como escudo enquanto o invasor armado tentou me acertar.

– Filho da mãe!

Joguei o corpo do moribundo em cima do invasor , o que me deu um pouco de tempo pra pegar as colts e disparar as duas, assim, acertando a cabeça daquele imbecil.
–Droga... isso pode alertar outras pessoas.

Onde Otosan estava? Por que estavam nos procurando? De forma bem pacífica diga-se de passagem.

Eu precisava encontrá-lo.

Notas finais
Ainda não tenho um dia específico pra postar. Sinto muito. Vou tentar regularizar isso.