Close Your Eyes
2 Memories
Notas iniciais
Gold caminhava por entre um caminho coberto por vastas árvores e pokémons comuns em Kanto. Este se dirigia para Pallet.
— Mas o que foi aquilo? – Gold conversava com si mesmo lembrando-se da ultima conversa que tivera com Red, um dos maiores Pokédex Holders em Kanto.
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— Sinceramente há algo que me perturba. — Red guardou o Pokémon na pokébola, sentando-se mais perto do fogo. Gold fez o mesmo. – Desde que comecei meu treinamento aqui, tenho sentido algo aqui. Um sentimento diferente que não creio que seja um fenômeno comum. Algo diferente. Desde que entrei nesta caverna, sofro sonhos que sempre tem algo em comum. – Red encarou as chamas diante dele, com um olhar frio.
— “Hm...” – o menor olha para todos os lados, tentando observar algo diferente. – “Eu não sinto nada estranho...”. Algo em comum? – o jovem perguntou curioso.
— Sim. Não posso lhe dizer o que é, mas esses sonhos são parecidos como uma premonição de que algo acontecerá. Algo como se um desastre irá acontecer e esses sonhos tentam nos avisar. – Red explicou para o menor. Gold continuou a não entender.
— Então quer dizer que você tem sofrido sonhos ruins e eles lhe parecem lhe avisar algo? – Red afirmou com a cabeça. – Hum... Interessante. Deve ser bem legal sonhar com algo que possa prever o que irá acontecer. – Red encarou o menor, seriamente.
— Não posso concordar com isso. Sonhar com algo ruim e saber que isso poderá acontecer podem não ser coisas boas. Não acho que é algo para se orgulhar. – Gold arrependeu-se de ter comentado ao ter observado o olhar frio e solitário de Red. Este se levantou, ficando de costas para o treinador.
— Sabe Red Veterano... Se esses sonhos são tão terríveis assim e eles podem prever o futuro, não seria mais fácil se você evitar qualquer coisa que possam fazê-los tornar realidade? – Gold encara o treinador com seus olhos castanhos, sorrindo como de costume. Red surpreendeu-se com o garoto. – Se eu estivesse no mesmo caso que você, eu faria isso. Entenda isso como um aviso. – este se dirigia para saída. – Infelizmente, tenho que ir agora, Red veterano. Como eu disse antes eu tinha uma coisa muito importante para fazer também. – Gold colocou seus óculos em sua face que costumavam ficar em sua cabeça.
— Sim... Obrigado pelo aviso, Gold. Com certeza é isso que irei fazê-lo. – Red sorriu confiante. Há quanto tempo não sorria daquele jeito? Gold sorriu maroto novamente.
— É assim que se fala. – o garoto retirou uma prancha de esqui colocando no chão coberto pela neve. – Até mais, Red veterano.
— Sim. Até. – o garoto subiu na prancha e desceu a montanha coberta de neve, enquanto a tempestade dominava o local novamente.
XxXx
— Pesadelos que podem prever o futuro... É bem estranho. – Gold comentava até sair da floresta de onde se encontrava. – Bom. Agora estou em Viridian, não é? – o menor caminha mais um pouco até entrar na pequena cidade. Este caminha até o ginásio. – Hm... Acho que devo avisar Green sobre Red. – o menor entrou no ginásio enquanto o sol desaparecia por entre as colinas da cidade de Pallet e o cenário tornava-se uma escuridão total.
XxXx
— O quê? Sonhos? – o mais velho deixara a xícara de chá sobre a pequena mesa que se localizava no centro da sala de visitas. Green sentou-se no sofá, podendo encarar o mais novo que estava sentado do outro lado da mesa. – Como assim Gold?
— Foi como eu te disse... – Gold tomou um pouco do chá oferecido pelo mais velho. – Red tem sofrido sonhos, ou melhor, pesadelos desde que se mudou para lá. E o mais estranho nesses sonhos é que eles têm alguma coisa em comum pelo que Red me disse. – o menor deixou a xícara sobre o pires, se confortando melhor no sofá de onde estava.
— “Pesadelos!? Red nunca passou por algo assim...”. E o que é que tem em comum nos sonhos dele? – Green perguntou com certa preocupação. Seu olhar tomara num tom mais sério e tenso. Gold percebera isso e de certa forma, tentava não encará-lo.
— Erh... Ele não me disse o que era, mas quando cheguei lá pela manhã, Red estava com um olhar muito solitário e eu percebi que ele estava suando frio. – essas palavras foram capazes de Green tremer um pouco suas mãos que apoiavam seu rosto. Green fechara os olhos, pensativo. Apenas pensar em Red chorando ou se sentir triste fazia o mais velho se irritar por não fazer nada.
— “Red... Se você se sentia solitário então por que não veio até aqui?” – o maior cerrou os dentes com força, tentando se lembrar do rosto sorridente do treinador. Quanto tempo ansiava por aquele sorriso? Por quanto tempo teria que esperar para vê-lo? – “Red, já se faz três anos desde que você se foi... Por que você foi embora? Por qual motivo você não voltou aqui? Por que você teve que fazer aquela viagem? Por que... você me abandonou...?” – irritado, este apertava as mãos com força a fim de aliviar aquela raiva.
— Red também me disse sobre sentir algo estranho naquela caverna que talvez seja a causa de seus pesadelos anormais. – Green para o ato para encarar o menor, um pouco tenso.
— E o que seria? – o rapaz perguntou, esperando uma resposta rápida.
— Eu sinceramente não sei. Quando ele me disse isso, tentei sentir algo estranho que emanasse naquela caverna, mas as únicas coisas que pude ver eram rochas e alguns pokémons que se escondiam no fundo da caverna. Estava muito escuro, mas acho que eram Mismagius e Larvitars... Mas no fim, não senti nada estranho naquela cidade. – Green suspirou desapontado. Se o rapaz tivesse mais tempo livre que era ocupado pelo ginásio, iria visitar seu amigo mais vezes e descobriria o que era que estava acontecendo com Red.
— Eu entendo... “Droga, Red. Por que você foi nessa maldita montanha? Treinar? Você já é forte. Muito mais forte que qualquer treinador que eu já desafiei neste ginásio, por isso você é meu rival. Mas por quê?”. – Green lamentava. Sua franja cobria seu rosto, escondendo seus olhos esverdeados cheios de ódio por si mesmo e pelo rival.
— Green Veterano. Eu irei passar a noite aqui. Como você pode perceber já é noite. – Gold dizia, tentando mudar o clima entre o mais velho e ele.
— Ok. Faça o que quiser. – disse ainda em pensamentos sobre o rival.
— ... Eu irei tomar um banho então. – o menor se levantou sem cerimônias, saindo do local de onde se encontrava. Este sabia que o rapaz precisava de um tempo sozinho e este caminhou ao longo do corredor. Seus passos iam se distanciando do mais velho, até que então, Green ficasse totalmente sozinho novamente.
— Red... “Eu não o vejo desde aquele dia...” – o rapaz tentava se recordar então de seu velho companheiro.
(Flash Back — On)
— Cheguei. – o rapaz disse após entrar no laboratório de seu avô.
— Oh... Bem vindo de volta, Green. – o mais velho disse feliz pela chegada de seu neto. O mais novo entregou o pacote para o avô. – Obrigado, Green. Sei que deve ter sido duro você ter ido a Roenn apenas para ter pegado isso.
— Não foi nada demais. – o mais novo disse. Logo, visualizou de longe os papéis espalhados na mesa de trabalho de seu parente. – “Essas pesquisas...” Você ainda está procurando aquele Pokémon viajante do tempo?
— Sim. Esse Pokémon continua desaparecido e não sabemos nada de suas qualidades e objetivos. Apenas sei que ele tem o poder de viajar no tempo, qualquer seja a data. – o mais velho disse, organizando os papéis espalhados de sua pesquisa. – Mudando de assunto, soube que Red participou da disputa contra a Elite dos 4 e venceu? – Green assustou-se.
— Não... “Estive tão ocupado com o ginásio que nem soube dele ter participado disso... Na verdade faz um tempo que não o vejo”. – o rapaz disse nervoso por não saber da disputa do treinador.
— Entendo. Melhor vê-lo e comemorar sua vitória enquanto há tempo. – disse, tentando pegar os papéis de sua pesquisa que estavam no chão.
— Enquanto há tempo? Ele irá para algum lugar? – Green perguntou surpreso. Não fazia muito tempo desde o caso do Pokémon Jirachi e que o grupo de treinadores foram transformados em pedra.
— Sim. Eu não te disse? – o avô do mais novo virou-se para encarar o menor que o encarava surpreso. – Ele irá partir amanhã de manhã para a estranho Monte Silver, a única montanha que separa as cidades Kanto e Johto. Há boatos de que numa tempestade tenebrosa de neve, um Pokémon desconhecido parecido com uma fada sobrevoou sobre a cidade e este desapareceu no céu, levando a estranha tempestade consigo. Quero descobrir se esse é realmente o Pokémon que eu tanto pesquiso: Celebi.
— E o que tem haver com Red? – o mais novo perguntou diretamente o que lhe realmente interessava.
— Red estava procurando você quando havia acabado a batalha da Elite 4. – o menor assustou-se. Red estava o procurando? — Após Red voltar de sua procura, ele estranhamente me disse que queria ficar mais forte e queria que eu o mandasse para um lugar onde ele pudesse treinar. Além do frio e a altura, O Mt. Silver é conhecido por sua caverna onde contém pokémons fortes e raros de ser encontrados, por isso eu o mandei para lá. – o mais velho caminhou na cozinha, voltando com um copo de café quente. Este bebeu um pouco do conteúdo. – Melhor vê-lo logo. Amanhã ele irá partir.
— Entendi. Obrigado, oyaji. – Green saiu do laboratório. Este caminhava incerto para a casa do rival. Quanto tempo não o visitava? Na verdade, quanto tempo este não via o rapaz? Um pouco indeciso Green bateu na porta.
— Sim? Ora Green-kun. – como esperado, quem atendera a porta foi a mãe de Red. Esta se surpreendeu com a visita repentina. – O que faz aqui? É raro receber visitas sua...
— Ahn... Desculpe-me por incomodar neste horário oba-chan. Eu queria visitar o Red. Por acaso ele está? – o jovem disse um pouco tímido. O que estava fazendo? Era para este já ter estado no ginásio. Por que a curiosidade sobre Red lhe domava?
— Hn? Sim, está no quarto dele. Quer que o chame? – o menor confirmou com a cabeça. A mais velha abriu melhor a porta, com um sinal em suas mãos para fazer o mais novo entrar. – Por favor, espere aqui na sala. Eu já irei chama-lo.
— S-sim! “P-Por que me sinto tão nervoso...? Por que meu coração está batendo tão rápido?” – o rapaz entrou no aposento e sentou no sofá deixado na sala, esperando mãe de Red que havia acabado de subir as escadas. Minutos depois, a mais velha desceu as escadas ao encontro do menor.
— Gomenasai, Green-kun. Red disse que não estava se sentindo muito bem... Infelizmente ele não poderá descer por enquanto. – esta se sentou no outro sofá branco do local.
— “Hm? Ele não está se sentindo bem?” Entendo. Ele ficará bem? – o jovem perguntou preocupado com o rival. Isso fez a mãe deste rir um pouco pela preocupação do rapaz.
— Não se preocupe. Ele me disse que não é nada demais, mas também precisava descansar como iria para uma longa jornada.
— Entendi... “P-Por que irá fazer uma jornada tão de repente?” Então eu vou indo. – o menor levantou-se sem cerimônias e se curvou perante a mãe de Red. – Obrigado por ter me deixado entrar.
— Não, não... Eu é que devo lhe agradecer por ter vindo aqui. – esta disse envergonhada pelo ato do jovem. Green caminhava até a saída. – Não quer tomar um chá?
— Não. Obrigado oba-chan. Já lhe tomei demais seu tempo aqui. – o rapaz abriu a porta, mas logo se lembrara de algo importante. – Verdade oba-chan. Poderia entregar isso ao Red? – Green estendeu o objeto para a mais velha.
— Uma pokébola? Mas dentro dela está seu primeiro Pokémon e o mais forte dos pokemons que você tem... Por que está dando isso à Red? – a mais velha observava atentamente a pokébola e após alguns segundos de sua pergunta, encarou Green.
— Esta viagem será difícil, principalmente que o Mt. Silver é conhecido por seu frio infernal... E-Eu estou o emprestando caso ele sinta frio como eu sei que ele é mal cuidadoso com ele mesmo... – Green tentava não encarar os olhos da mãe de seu rival, envergonhado por ter dito tais palavras. A mais velha sorriu com a resposta do rapaz.
— Você é realmente gentil... – Green encarou a face da maior, surpreso. – Arigato. Com certeza irei entrega-lo, por isso não se preocupe. – Green sorriu discretamente, porém a mais velha pôde perceber isso.
— Hai. – Green se virou para a saída e começou a caminhar em rumo à sua antiga casa em Pallet. – “Boa sorte em sua jornada, Red”.
(Flash Back – Off)
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