Notas iniciais
Yo, minna-san! Como vão??? ~'w'~ Finalmente a rainha da inspiração resolveu chegar em minha casa! kkkkkkkk xD Para começar, queria me dedicar esse capítulo a Shadow Shirami Mitsuko, a primeira pessoa com quem comentou nessa minha kawaii fic e que, como eu, adora Specialmetalshipping! ~>w<~ Afinal, esse é meu 2° casal favorito ewe' Apesar da mudança do casal, espero que não se incomodem com isso. Na verdade, acho até bom variar um pouco de casal xD Por favor, não me batem Oxo'' Peço-lhes que me avisem se não fugi muito da personalidade dos personagens ~'3'~ Isso me ajudaria muito o/o/o/ Aproveitem ~^w^~

O céu, antes escuro, tomava-se num azul celeste, enquanto o sol renascia na grande cidade de Johto. O jovem de orbes castanhos-mel não queria sair de sua cama, porém os sons dos Pokémons, provavelmente voadores despertavam de seus sonhos. Levantou-se cansativamente de sua cama, ajeitando-se após finalmente conseguir ter forças para se sentar.

Encarou cansativamente seu relógio no formato de um Jigglypuff. Eram 8 horas. Saiu de sua cama, caminhando até o banheiro. Conseguia ouvir sua mãe fazendo o café da manhã, também sentia o cheiro de comida Pokémon. Não era atoa que chamavam sua casa de “Casa Pokémon”. Aproveitou o momento em que entrou no aposento para tomar um banho. Talvez despertaria rapidamente com aquilo. Como de seu hábito, odiava acordar cedo, porém era por um motivo muito especial.

Ao sentir a água gélida cair em seu corpo, o arrepiou-se por inteiro. Logo, o líquido se esquentaria. Pensava em por que estava acordando cedo. Sim, era por ele. Aproveitando o despejar do conteúdo que caía no chuveiro, lavou seu rosto, em meio a despertar de seus pensamentos.

“Faltam mais 5 dias para o aniversário dele.”— o pequeno treinador pôde sentir seu rosto esquentar.

Sua face não deixava de mostrar um sorriso alegre em seus lábios. A ansiedade crescia dentro de si e sua vontade de se encontrar com o rival apenas aumentava. Terminou rapidamente o banho, vestindo seu típico casaco, sua bermuda que tanto gostava e seu boné acompanhado com os óculos de proteção que sempre levava. Desceu as escadas, um pouco apressado, deparando-se com sua mãe que terminava de colocar as tigelas de ração para seus Pokémons.

— Ora, Gold. Ohayou. — a mais velha sorriu, enquanto trazia um prato consigo com panquecas que haviam acabados de ser feitos.

Ohayou. Mãe. – o mais novo sentou-se à mesa onde sua mãe havia depositado seu café da manhã.

— Despertou mais cedo de seu costume. Eu já iria pedir para que esses pilantrinhas te acordassem. – a mais velha acariciou os pequenos Pokémons que acabaram de comer.

— Hm...

— Por acaso vai sair?

— Sim. Mais ou menos isso... – após uma última mordida, Gold dirigiu-se aos seus equipamentos. – Mochila, Pokédex, Pokémons, taco de bilhar... Acho que está tudo aqui. – comentou para si, enquanto ajeitava a bolsa com todos os itens em suas costas. – Eu vou indo então.

— Está bem. Até mais, meu filho. – a mais velha acenou para o treinador, enquanto este já andava por entre o caminho de Johto com seu preferido skate.

A questão era aonde Silver poderia estar? No laboratório sem dúvidas não poderia estar, porque seria lá o lugar dos preparativos para a festa. Sem falar que Crystal não iria o deixar entrar de jeito nenhum para não estragar a surpresa. Na casa de Blue? Talvez, porém o menor já havia o encontrado ontem, não teria como o ruivo seguir aquele caminho tão longe até a casa de Blue. Era simplesmente impossível.

O jovem parou seu skate por alguns instantes. Refletiu com base na personalidade de Silver. Se fosse Silver, onde estaria? Apenas poderia estar naquele lugar. Aumentou a velocidade de seu skate, agradecendo mentalmente já que não havia ninguém nas ruas para atrapalhar seu caminho. Acordar cedo tinha seus lados bons.

Após poucos minutos, chegara ao seu destino. Encarou a grande residência e, ansioso por talvez se encontrar com Silver, abriu a extensa porta da famosa Biblioteca de Johto. Estava tão animado que ao pegar a maçaneta, podia sentir suas mãos tremerem por um momento. Porém pouco se importava. Iria vê-lo novamente.

“Hm? Está aberto apesar de ninguém estar aqui?”. – o treinador estranhou um pouco por ninguém estar na recepção, porém não se importou e continuou andando com o skate em mãos.

Não havia ninguém por perto, foi o que pensou. Andava cauteloso, sem tentar fazer muito barulho. Encarava os livros localizados nas enormes estantes que haviam ao longo do corredor. Parou a caminhada. Pôde avistar um jovem sentado numa cadeira simples de madeira, em que seu braço apoiava-se na grande mesa circular do mesmo material feito que a cadeira. Cabelos ruivos longos alinhavam-se em uma só reta, deixando-as contornar na mão ocupada, em que esta depositava seu rosto delicado como de uma garota. Parecia estar ocupado com um enorme livro que carregava em sua outra mão. Era ele.

Apesar de o objeto cobrir grande parte de seu rosto, fora o suficiente para acreditar que era a pessoa que tanto procurava. A visão fora por alguns instantes, até que o jovem percebera que se escondia atrás de umas das estantes que havia por perto. O que estava fazendo? O treinador suava muito e seu rosto provavelmente devia estar rubro.

Agarrou seu casaco, localizado no peito. Sentia seu coração disparar forte, parecia que ele poderia sair de seu corpo a qualquer minuto. Encarou aos poucos o ruivo, que continuava a ler atenciosamente o livro que carregava. Ainda bem. Pelo menos ele não o percebera. Mas o que havia acontecido? Nunca aconteceu algo parecido como isso antes quando se encontrou com o rival, por que naquele momento? Respirou fundo, numa tentativa de falha para tentar acalmar seu coração.

“Mas por que Silver está aqui?” – pensou, enquanto vislumbrava o rival de longe que continuava ocupado com o livro que tanto lia. Por alguns instantes, a imagem de Giovanni, pai de silver apareceu em sua mente. – “Não me diga... Que Silver ainda está procurando uma forma de recuperar seu pai...?”.

O treinador continuava a encarar o ruivo, distante deste. Meio que este conseguia entender o rival. Sempre havia convivido com sua mãe desde que seu pai desapareceu. Procurar curar alguém que se ama... Talvez Gold faria o mesmo se estivesse no mesmo caso que Silver.

Refletindo por alguns momentos, Gold voltou-se para trás da estante rapidamente, rezando para que Silver não tivesse percebido aquilo. Encolheu seu corpo, tentando esconder seu rosto vermelho por entre as pernas. Que vergonha... Quando havia percebido, finalmente entendeu que este estava perseguindo o ruivo, como se fosse um Stalker ou algo assim... Realmente, o que estava acontecendo?

— Hm...? Quem está aí? – o ruivo após virar a página do livro, perguntou, um pouco sem paciência.

— ...! — assustado, Gold se esqueceu de respirar por um momento. A falta de ar fazia com que sua voz não conseguisse responder a pergunta diretamente. Este começou a suar frio.

— ... – sem demoras, o ruivo fechou o livro. – Se não responder, terei de ir até aí. – Gold, ouvindo o som da cadeira em que Silver estava se afastando, levantou-se com pressa, saindo de seu “esconderijo”. – Ora. Não esperava que a pessoa que estava me seguindo fosse você. – Gold pôde notar um tom de surpresa perante o rival, porém este sentou-se novamente na cadeira em que estava, folheando as páginas afim de encontrar aonde havia parado.

— ... – não sabia o que responder, na verdade não sabia como se justificar. Era verdade que estava seguindo Silver, porém era frustrante saber que não podia dizer nenhuma palavra.

— ... – levou suas orbes prateadas ao treinador que continuava parado. Encarar o moreno fazia seu rosto esquentar, porém agradeceu do livro estar escondendo sua face. – Não vai se sentar?

— ...? – assustou com a pergunta, mas sorriu e concordou com a cabeça, enquanto sentava na cadeira que estava ao lado do rival.

Novamente, o silencio reinou o clima novamente. Não era ruim, entretanto, às vezes deixava de ser perturbante. Silver continuava ler atentamente o livro, parecendo não se preocupar com isso. Gold parecia um pouco perturbado para o ruivo, porém este não se incomodou.

— ... O que você está lendo? – sem o que dizer, perguntou numa tentativa de conversar com o rival.

— Um livro. – Gold sentiu uma pontada de raiva.

— “Isso eu sei, seu idiota.” — Silver, percebendo que Gold estava perturbado, parou de ler por uns instantes. Talvez um intervalo para descansar não seria tão ruim.

— Um livro sobre Pokémons desconhecidos. – respondeu, tentando acalmar o moreno. Com base no que esperava, este se acalmou pelo menos em sua aparência.

— Sei... É divertido? – perguntou enquanto deitava seu rosto na mesa detalhada em madeira.

— Não muito... – folheou mais uma página do objeto, tentando se concentrar. – Na verdade, tudo isso é uma pesquisa...

Então era como Gold havia pensado. O ruivo ainda estava pesquisando sobre o Pokémon do tempo que poderia curar seu pai. Por isso, muitas vezes este o encontrava na biblioteca lendo diversos livros. Não era porque gostava, mas sim porque era por uma razão muito delicada. Não sentia pena por Silver, pois sempre acreditou que pessoas que são dirigidas por pena são problemas que nunca podem ser reconquistadas. Na verdade, Gold sentia raiva de si por não poder fazer nada para ajuda-lo. Em pensar que Silver teria lidar com tudo aquilo sozinho...

Suas orbes ambares encaravam as prateadas que se focavam nas palavras escritas no objeto. Naquele momento em que podia observar melhor o rosto do ruivo, pôde reparar em como seus olhos tinham olheiras um pouco profundas e meio que seus olhos estavam desfocados com a realidade.

— Silver... Você tem dormido direito? – o rival parou de ler, surpreso com a pergunta.

— ... Por que a pergunta? – sua voz saiu um pouco baixa, receoso com a resposta. Não conseguia encarar a cor castanha que tanto encaravam o prateado.

— Apenas porque você aparenta estar cansado. – apesar de estar perto do ruivo, não conseguiu visualizar seu rosto perfeitamente por sua franja estar atrapalhando. Apesar disso, percebeu suas orelhas tomarem a mesma cor que seu cabelo. Fofo era o que pensava. – Não me diga que estava tão focado em curar seu pai que sua própria saúde...

— ... E-e tem algum problema com isso? – comentou baixo, porém Gold pôde ouvir perfeitamente.

— E muito. – Silver finalmente encarou as orbes castanhas-mel. Sua franja não cobria mais seu rosto, seus olhos mostram espanto pela resposta e seu rosto tomou numa cor rubra mais intensa. – Se você ficar doente, não haverá ninguém para que continue a pesquisar sobre como curar seu pai. Seja cauteloso e cuide de si mesmo.

— Eu não preciso disso... – este respondeu se forma seca. – Desde criança, eu sempre sonhei em me encontrar com minha família. Ver meus pais e abraça-los... Agora que descobri que meu pai é o líder da Equipe Rocket, não posso fazer nada quanto a isso de ele ser ruim, porém eu ainda quero agradecê-lo formalmente de ter me salvado naquele momento em que quase fui pego por chamas. Eu tenho esse dever de salvá-lo da mesma forma que ele me salvou. Meu estado é secundário quanto a isso. – após responder o moreno, este tinha uma grande vontade de socar o rival.

— Seu idiota! – Gold se levantou da cadeira em que estava, frustrado com o ruivo. Este o encarava com espanto. – Sonhos é uma coisa, cumpri-los é outra! Fico feliz que tenha se encontrado com seu pai, porém não acha que ele te salvou para que você continue sua vida?! Afinal de contas, por que você acha que ele te salvou?! Sua saúde é secundária?! Não faças piadas comigo. Não sabe quantos problemas você irá causar?! Você é muito importante, Silver! Então não diga que você é algo insignificante. – Silver assustou com os gritos repentinos. Gold nunca fora assim, tão severo. Agradeceu mentalmente por não haver ninguém ainda naquele horário. Com aqueles gritos, com certeza ambos iriam ser mandados para fora.

— ... – não respondeu o moreno, ainda sentado em seu lugar. Não encarava o treinador, fitando qualquer lugar da biblioteca.

— Hm... – suspirou cansativamente. Nunca pensou que gritaria com o rival assim, porém este sabia que era para seu próprio bem. – Sabe, Silver... Se eu tivesse passado o mesmo que você, provavelmente eu faria o mesmo. Porém você deve lembrar que há pessoas que se preocupam por você e que farão tudo para ajuda-lo. Eu sou uma dessas pessoas. – tomando coragem, o ruivo fitou a face do moreno que o encarava com ternura. Seu rosto novamente tomara a mesma cor de seus cabelos, porém não conseguia desviar sua face impedida pelas mãos do moreno.

— Gold...? – chamava-o curioso pelos atos repentinos. Seu peito disparava em contra partida. Aquele era o Gold que conhecia?

— Silver... – Gold aproximava seu rosto na do rival, enquanto este tentava se afastar o máximo que conseguia, apesar de que não quisesse. Parecia estar hipnotizado, principalmente pelos lábios do ruivo.

Porém, este interrompeu as faces bem próximas umas das outras. Silver abriu os olhos, curioso pela parada, se deparando com as orbes ambares do moreno misturadas com o cinza deste. Sentiu seu rosto esquentar mais. Saber que Gold o encarava tão profundamente deixava-o frágil e indefeso perante este. Não havia mais espaço na cadeira para se afastar do moreno. Tentou empurrar o corpo deste para longe, porém Gold era mais forte em questão de força física.

— Silver. Você é importante para mim. – os olhos acinzentados arregalaram numa surpresa inquietante. Não esperava uma confissão repentina do moreno.

— S-se isso for uma brincadeira, não tem graça... – sussurrou, falar normalmente não estava nas suas condições de fazer.

— Por que eu brincaria com você? – Gold ainda encarava o rival penetrante, apoiando com uma de suas mãos na cadeira em que Silver estava e a outra na mesa. Silver não conseguiu dizer nada. Em seu rosto escorria algo. – Hm? Por favor, não chore Silver. Você não deve chorar. – o treinador, preocupado, limpou as lágrimas do rival com a ponta dos dedos. Não queria que Silver chorasse por sua causa, não por ato seu. Era esse o charme do moreno para o ruivo. Era por causa disso que havia se apaixonado pelo rapaz.

— Idiota... Eu não estou chorando... – tentou se desculpar, mesmo sabendo que já foi flagrado. Gold ainda parecia hipnotizado pelo rival.

— Silver... – o moreno continuava focado nos lábios do ruivo. Silver compreendeu a situação quando o treinador começara a quebrar a distância por entre os rostos, porém não impediu o ato, num simples ato de fechar os olhos.

*Pipipipipipipipi*

O som reconhecível com certeza era de uma Pokégear. Para a infelicidade, era a do moreno. Sentiu seu rosto esquentar tanto quanto a de Silver. Como sua Pokégear pôde tocar numa hora daquelas?! A vergonha era mais que presente para ambos. Sem demoras, Gold afastou-se do rival caminhando apressadamente até sua mochila que estava em cima da mesa. Silver escondeu seu rosto com sua franja vermelha, o que escondia muito bem seu rosto já que estava da mesma cor.

— Quem é? – perguntou secamente. Ter seu momento interrompido eram muito motivos para estar irritado.

# Gold? É você? # — pela voz, Gold reconheceu que era o Pr. Oak.

— Sim, Pr. Oak. O que deseja? – ainda irritado, perguntou direto no assunto para não gastar tempo.

# Na verdade, houve um problema aqui nos preparativos Um problema bem complicado. Poderia vir aqui agora se não estiver fazendo algo de importante? É muito urgente... #— Pr. Oak. parecia dizer sério, o cansaço em sua voz parecia um caso do problemas ainda a ser resolvido. Suspirou.

— Eu estarei aí agora. – desligou o dispositivo, ainda perturbado. Silver o encarava curioso sobre por que tanta pressa. – Me desculpe Silver. Tenho que fazer uma coisa muito importante agora. Depois conversaremos sobre isso mais tarde. – o moreno correu para a saída, utilizando seu skate já na saída da residência.

— Amor, é? — tocou nos lábios, pensativo sobre o rival. Talvez não conseguiria terminar de ler o livro naquele dia.

XxXx

Notas finais
Após todo esse trabalho duro, peço-lhes como sempre que comentem, favoritem, recomendem e sei lá mais o que ~@w@~ O capítulo rendeu parcialmente, fico feliz que estou me acostumando em postar histórias um pouco mais longas ;3 Então, mereço reviews??? ~*0*~ Arigato gosaimasu pelo atenção!!! ~>w