Notas iniciais
Yoo minna! Tudo bem?? Pra começar, quero me desculpa mesmo pela demora do capítulo novamente. Na verdade tenho três motivos pela demora deste capítulo. Primeira: estou escrevendo mais 2 fics novas, por isso tem sido complicado para continuá-la. Segunda: Houve alguns probleminhas aqui em casa, por isso, eu e minha irmã somos encarregadas de lavar, passar e cozinhar aqui em casa -.-' Ou seja, não tenho muito tempo para mexer no noot ewe'' Terceiro: Não estou brincando, há duas semanas atrás eu já estava escrevendo o capítulo, mas de repente, me deu um branco :x É sério, eu não sabia mais como continua-la 'o' Passei noites e noites em como continuá-la mas não vinha ideia T^T Por isso, finalmente consegui postá-la hoje... -x-' Eu tinha falado que iria postar logo o capítulo, mas não deu. Desculpa T_T Continuando, vocês devem estar interessados pelo título do capítulo "Beijo". Sim, minha demora não foi por nada não ^w^ Neste capítulo, decidi escrever um pequeno lemon para refrescar as mentes de meus queridos/as leitores/as xD Espero que me perdoem por causa disso u.u'' Enfim, aproveitem o/o/o/

Kuso... Isso não vai terminar nunca... – dizia o treinador, que se apoiava no cabo da pequena vassoura que segurava há horas.

— Pare de reclamar! Assim não conseguiremos terminar mesmo! – respondeu a única jovem que ajudava a arrumar o laboratório ainda bagunçado.

Crystal era a única dedicada a arrumar impecavelmente a festa especial do ruivo. Todos estavam muito cansados, especialmente Gold que sempre era pego pela amiga enquanto dormia em pé mesmo durante a arrumação. Não se recordava quando fora a última vez que teve um descanso decente. Apenas lembra-se de que quando chegava em casa cansado pela arrumação, era acordado por Crystal para vir ajudar a arrumar novamente no dia seguinte.

— Haa... Desse jeito não conseguirei me encontrar com Silver hoje de novo... – dizia cabisbaixo. Quanto mais varria o chão, mais parecia que o piso ficava sujo. Encarava irritado à sujeira, usando mais força para que este saísse do lugar. Não dava certo...

— Hey, Gold. Já pode parar de limpar. – num pulo, o garoto se assustou com a aproximação do Pr. Oak. Quando ele aparecera ali?

— S-Sério professor?! – sentia-se feliz ao ouvir as palavras do mais velho. Este riu quando viu o brilho dos olhos ambares do menor.

— Claro. Você fez um ótimo trabalho nesses últimos 3 dias. Você merece um descanso. – o treinador soltou a vassoura, abraçando o maior muito agradecido.

— Muito obrigado, professor!!! Eu sabia que você era um velhote muito legal! – sentiu uma pedra cair em sua cabeça ao ser chamado de velhote, porém deixou de lado e retribuiu o abraço ainda com um sorriso no rosto.

— Tudo bem... Mas agora vai indo antes que eu me arrependa. – brincou o mais velho. Gold ajeitou sua mochila nas costas, assim como seus óculos de proteção.

— Professor... Antes de sair, queria te perguntar uma coisa...

— O que? – perguntou curioso.

— Na verdade... – olhou ao redor, certificando de que ninguém ouviria sua pergunta. – Não acha que devia deixar o veterano Green descansar também? Afinal desde que comecei a ajudar aqui, ele parecia estar abalado...

— Hm... – fitou o neto, que arrumava as prateleiras num olhar vago e vazio. – Sendo sincero, eu também o liberei para descansar... Porém ele disse que continuaria a ajudar. Disse que não tinha compromissos a serem feitos aqui em Johto...

— Sei... – fitou o dono de cabelos castanhos pela última vez, tomando seu skate em mãos. – Eu vou indo então.

— Está bem. Até mais, Gold. Nos vemos amanhã, no aniversário do Silver. – Pr. Oak acenou para o menor, que já partira sem demoras.

Se fosse pensar bem, era verdade. Amanhã era o aniversário do rival, da pessoa que tanto amava. Sentiu seu rosto arder. Sorte que havia comprado o presente do ruivo muito antes de ajudar a limpar o laboratório. Refletia como seria o aniversário, apesar de o que mais o incomodava era aonde Silver poderia estar. Apesar de conhecer Johto por inteiro, ainda sim, não discordava que a cidade era enorme, além de que Silver não é uma pessoa que fica parada.

Era arriscado, porém tentaria mesmo assim verificar se Silver estaria em seu apartamento a poucos quarteirões em que andava. Os olhos ambares brilhavam ao pensar no ruivo. Sentia seu coração disparar, porém não seria aquilo que o faria desistir de se encontrar o rival. Era uma chance única que não iria desisti-la.

Não demorou muito para se deparar ao pequeno apartamento que o ruivo morava. Seus dedos tremeram por um momento ao tentar tocar o objeto eletrônico. A mesma sensação de ansiedade em se encontrar com Silver parecia crescer. O que poderia fazer? Já havia tocado a campainha e Silver já devia estar saindo para atende-lo... Seu rosto devia estar muito vermelho por causa disso.

“Acalme-se Gold. Esta não é sua primeira vez visitando Silver. Isso não é nada demais. É apenas uma visita.” – deu tapas fracos em seu rosto, numa forma de que a cor rubra em sua face se fosse.

Tarde demais. A porta da residência se abrira e por um momento, Gold quase se esqueceu de respirar ao vê-lo. Silver fitou o treinador, surpreso com a visita. Talvez, o moreno fosse o mais surpreso entre eles. Era uma situação rara de ver o rival sem usar seu casaco preto matinal. Este usava uma camisa preta com mangas não muito longas e sua calça se mantinha como o habitual, porém azul escura. Por gotas de água escorrem em seus fios ruivos, talvez o ruivo houvesse acabado de tomar um banho.

Silver encarava o rival, já menos surpreso. Sinceramente, não esperava uma visita naquele dia e não havia preparado nada. Já havia percebido o transe do moreno, porém nada disse. A imagem de ele tentando lhe roubar um beijo continuava em sua cabeça. A cor de seus olhos tomava num brilho estranho, talvez uma mistura de vergonha e ansiedade. Não sabia ao certo o que era.

— O que você faz aqui...? – murmurou, sem conseguir visualizar o garoto diante de si. Gold acordou do transe repentino.

— Ah... Eu só queria vê-lo hoje... Posso? – disse, ainda pensativo se havia escolhido as palavras certas para responder o rival. Assim como o ruivo, também não conseguia encarar diretamente o rosto deste. Talvez por causa da vergonha que ainda predominava na cena.

— ...

Silver simplesmente não conseguia dizer nada. Não esperava uma resposta dessas por parte do moreno. Seu rosto estava com a mesma cor de suas madeixas ruivas, quem sabe até mais intenso. Seu cabelo escondia sua face, por isso, não haveria muitos problemas caso Gold o fitasse. Deveria formular uma resposta rápido. Deveria se acalmar.

— T-Tudo bem... – disse, um pouco nervoso ainda com a fala do treinador. Abriu a porta para que Gold pudesse se adentrar em seu pequeno apartamento.

Gold entrou sem muitas demoras, ainda sem muitas ações. Aquele apartamento que Silver morava era realmente pequeno. Era realmente feito para apenas uma pessoa morar nela. Fazia quanto tempo desde que viera ali?

— Pode se sentar. – apontou o sofá no meio da pequena sala de estar, enquanto secava seus cabelos com uma toalha. Gold acompanhava cada movimento que o ruivo fazia, enquanto se sentava no móvel. Isso o incomodava um pouco. – Algo de errado?

— ...! Não! Não... é nada... – disse um pouco nervoso. Desde quando agia desse jeito perto do rival? Seu orgulho parecia desaparecer porém deveria pensar em uma desculpa rápida. – Na verdade... Eu não pensava que você fosse tão organizado quanto parece.

O que dizia era verdade. Apesar de ser um aposento pequeno, estava bem organizado aquele lugar. Ele daria como uma excelente esposa, pensou breve. Silver fitou em qualquer lugar, agradecido mentalmente pelo elogio e talvez, um pouco envergonhado.

— Você só diz isso porque você é desorganizado. – sentiu uma pontada no peito. Era verdade que não era uma pessoa organizada, porém não precisava ser tão direto.

— ... – mesmo sentindo raiva do ruivo, não disse nada para contestá-lo. Silver percebeu isso, mas deixou de lado.

— Quer algo para beber? – perguntou, parando o ato de secar os fios ruivos. Gold fitou o rival surpreso. Por acaso ele estava preocupado com ele? Corou um pouco.

— Sim... – murmurou sem encarar o outro. Silver caminhou até a geladeira, ao encontrar uma lata com chá gelado dentro do refrigerador.

— Aqui. – estendeu a lata já mais perto do moreno. Este pegou o objeto, ainda vermelho.

Não havia nada o que dizer. Silver voltou a secar os cabelos novamente, já menos molhados. Aproveitou para encostar ainda de pé na pequena mesa de madeira que ficava poucos metros do sofá em que Gold se encontrava. O treinador deu um gole do líquido, pensando em algo para conversar com o ruivo. O silêncio o incomodava de certa forma, talvez Silver sentia-se o mesmo.

— Mas parece legal morar em um apartamento como este. Sem precisar ser monitorado pelos pais... Não se sente solitário? – perguntou inocentemente. O garoto parou de enxugar as madeixas vermelhas, encarando chão sem se demonstrar interessado com a pergunta.

— Já estou acostumado com isso. – sua voz saiu fria, voltando a enxugar novamente a cabeleira. Gold encarou o chão, perturbado. Devia ter perguntado algo que não devia, pensou.

O silêncio pairou. Fazia tempo desde que quando conversavam não se tornava uma briga ou até mesmo em uma batalha. Conversavam como se fossem dois adolescentes normais, apesar de não se falarem muito. Silver parecia mais frio ultimamente. O treinador tomou mais um gole daquela bebida gelada, sem saber o que falar.

— Então, o que você fará amanhã? Afinal é véspera de natal! – se fez de bobo em se esquecer do aniversário de Silver. Queria fazer uma surpresa para ele, apesar de que soubesse exatamente que amanhã seria o dia de seu nascimento. As orbes prateadas perderam o brilho, deixando-as mais frias e com aparência de menos vida.

— Não sei na verdade. Às vezes penso se este dia realmente deveria existir. – sua voz saia melancólica. Gold encarou o rival, seriamente.

— Por quê? – já não se importava em fingir que não sabia do aniversário. Olhava fixamente o rosto do rival, mesmo que sua face estivesse mal exposta.

— Não entendo a felicidade das pessoas por uma festa tão tola. A neve caindo é fria e triste, mas para alguns é bonito e alegre. Eu sinceramente não entendo esse sentimento... Principalmente porque nesse dia é o meu... – se interrompeu. Lembranças vinham à sua mente, principalmente ao se lembrar de seu passado, da sua vida com a Mask of Ice.

...

— Isso tem haver com seu passado?

— ... Sim. – não queria, porém algumas memórias de quando era criança voltaram em sua mente.

XxXx

— Oji-chan. O que é um aniversário? – o homem mascarado encara a criança, sem muito interesse na pergunta.

— Ora Silver... É algo que você comemora no dia de seu nascimento. – disse, sentado numa grande poltrona de gelo.

— Então... Quando foi que eu nasci? – o mais velho sorriu cinicamente pela pergunta do ruivo.

— É algo que você não precisa saber, Silver. Única coisa que você tem que se lembrar é que eu te acolhi para servir a mim e a mais ninguém. – suas orbes numa cor ônix fitaram o maior, assustado com a resposta. Seu corpo tremia, crescendo em contra partida um sorriso na face do homem mascarado. – Isso... Essa reação é o suficiente como resposta. Lembre-se que você pertence a esse lugar e mais nenhum outro lugar.

Silver saiu do local, assustado com o mais velho. Ele o encarava como se Silver fosse uma peça de Teatro, enquanto o garoto corria para seu quarto. Ao fechar a porta, aflito, Blue se surpreende com a entrada repentina do menino.

— O que foi Silver? — a jovem fitou o menino mascarado, aproximando-se.

— Blue... Você sabe o que é aniversário? – a mais velha se surpreendeu com a pergunta.

— É uma comemoração especial, agradecendo o porquê você nasceu. – ela respondeu, ainda em dúvida pela pergunta.

— Você sabe quando eu nasci? – a jovem observou tristemente o menor e negou com a cabeça.

— Gomen... Porém veja isso! – esta pegou a mão do ruivo, puxando-o para a janela do aposento, mostrando algo caindo do céu.

— A chuva... Está branca... – Blue riu com a inocência do menor.

— Isso é neve, Silver. Isso nos mostra que o Natal está por vir ou talvez hoje possa ser o Natal. – a jovem vislumbrava a neve caindo assim como o menor. – Seria bom se um de nós nascesse num dia como esse... Assim poderíamos aproveitar tanto nosso aniversário como a nossa visão para essa paisagem.

— ... Talvez tenha razão.

“É algo que você não precisa saber, Silver... Única coisa que você tem que se lembrar é que eu te acolhi para servir a mim e a mais ninguém...”. Não sabia porque, mas as palavras daquele homem apareceram em sua cabeça de repente.

— Cale a boca... – murmurou, colocando uma de suas mãos em seus ouvidos. Blue foi a seu socorro.

— Ei! Silver, o que foi?! – o garoto se encolheu, fechando seus olhos com força.

“Essa reação é o suficiente como resposta. Lembre-se que você pertence a esse lugar e mais nenhum outro lugar...”. O sorriso daquele homem embaixo da máscara o fazia irritar cada vez mais.

— Fique quieto! – não queria mais ouvir aquelas palavras. Já estava muito assustado. Queria estar junto com sua mãe ou pai, porém nem os conhecia. Apenas Blue estava ao seu lado. A jovem abraçou o mais novo, afagando seus cabelos.

— Não sei o que aconteceu... Mas pode deixar que nós sairemos daqui com certeza. Apenas me dê um tempo... – tentava o tranquilizar, que parava de tremer aos poucos. Ao se acalmar totalmente, seus olhos pareciam mais pesados e antes de perceber, já havia adormecido nos braços da garota. Esta sorriu levemente, ainda afagando os fios ruivos levemente. – Você é um bom garoto, Silver. Com certeza nos veremos o mundo a fora. Até lá, boa noite.

XxXx

Silver? Tudo bem? – após poucos segundos, despertou de suas lembranças. Gold continuava sentado, preocupado pelo seu estado.

— S-Sim... Desculpa, estava apenas distraído... – segurou com força a beirada da mesa, tentando suprimir suas memórias.

— Você realmente não gosta desse dia, não é? Eu digo a véspera de Natal... – deixou a lata na pequena mesa a sua frente sem deixar de fitar o rival.

— A véspera de Natal não é o problema. O único problema é que nesse dia é o dia... – suprimiu o que iria dizer, sentindo uma dor imensa em seu peito. Mesmo assim, iria falar. -... que eu nasci.

...

— Porque isso seria um problema? – perguntou diretamente, sem se importar que sua surpresa fosse estragada. Silver fechou seus punhos com força.

— Me sinto incomodado em pensar que no dia que nasci não consigo me lembrar de uma família calorosa que já tive. Pensar em todos os momentos em que convivi na Marked of Ice me dá calafrios... – fora pouco, porém sentiu pena de Silver. Queria abraça-lo, porém decidiu continuar sentado.

— ... Mas sabe. Comemorar um aniversário é algo muito especial que acontece apenas uma vez por ano. É uma comemoração que você agradece por ter nascido mais um ano. Você deve esquecer o passado e seguir em frente. – o moreno já estava incomodado. Não conseguia ver a face do ruivo, já que esta estava escondida com as longas mechas de cabelo. Por acaso, ele estava chorando?

— ... Você não iria entender o que eu sinto... É difícil você simplesmente se esquecer de algo, sabendo que ela não irá desaparecer tão cedo. – sua voz parecia irritada. Por acaso Silver estava bravo? — Além do mais, eu não entendo porque um aniversário pode ser tão especial para alguém... Eu não compreendo... O motivo por eu ter nascido...

— Tsc.

Gold levantou rapidamente, irritado com o comportamento estranho do ruivo. Silver nunca reagiu daquele jeito quando estava por perto, por que ele parecia tão frágil? O moreno prendeu o rival com as mãos em cada lado do corpo esbelto do garoto, enquanto segurava o móvel que impedia Silver de se afastar.

Encarou Gold, assustado com aquela atitude repentina. Os ambares encaravam o prateado profundamente, fazendo o garoto se sentir incomodado. Lembrou-se daquele dia na biblioteca. Sentiu seu rosto ferver.

— O que...!?

— Sabe Silver... – interrompeu o ruivo, antes que este se rebatesse para se soltar. – Posso até não ter passado a mesma coisa que você já passou, porém não somos tão diferentes...

Esperou um pouco. Pensou nas palavras certas que iria dizer ao rival, ainda indeciso sobre o que dizer. Seria correto comparar seu passado com a do ruivo? Continuaria mesmo assim.

— Toda vez que eu comemorava meu aniversário, eu sempre perguntava para minha mãe onde meu pai estava, se ele não viria para meu aniversário. Ela simplesmente dizia que ele estava em uma viagem, sempre com um sorriso forçado no rosto. Eu não queria mais ver aquela expressão triste na face dela, por isso decidi ignorar sobre a presença de meu pai. Porém, é difícil ignorar uma coisa dessas... – seu olhar parecia distante. Pensava em seu passado, naquele dia em que comemorava seu aniversário de 6 anos. – Eu sei que é difícil se esquecer de algo que você não consegue tirar da cabeça, mas é nessas horas que você tem que pensar positivo e seguir em frente.

— ... – desviou suas orbes nas do moreno, ainda incomodado por ser observado.

— ... Olhe para mim, Silver. – sua voz era tranquila, porém ainda num tom sério. Silver arrepiou com o toque em seu rosto, receoso em virar sua face para o treinador. – Não diga coisas como “Motivo para ter nascido”.

— P-Por quê...? – murmurou. O toque da mão do moreno em seu rosto era quente e confortável. Seu coração disparou. Era o mesmo acontecimento igual há aquele dia. Seu rosto devia estar mais vermelho.

— Eu... Sinceramente não entendo isso. Precisa-se de motivo para viver? Apenas viver nossas vidas já não é o suficiente? – acariciou a face do ruivo, que apenas deleitava-se do toque. Era uma sensação tão boa. Como as mãos de Gold poderiam ser tão carinhosas?, pensou ao sentir mais o calor na sua face.

— ...! – o moreno aproximava seu rosto mais perto do seu. Muito perto!

— Ei Silver... – voltou a realidade, encarando os ambares ainda fixados nos seus olhos. – Se você precisa de motivo para viver, estar junto com seus amigos já não é um motivo? Ou se não... – Gold prendeu as duas mãos do rival, certificando-se de que ele não tentaria impedi-lo. A toalha que estava pendurada em seu pescoço já caía em colapso no chão. – Estar comigo já não é o suficiente?

— G-Gold...! – o moreno aproximava cada vez mais perto seu rosto na do outro. Silver tentava escapar, mas era perda de tempo. Por acaso ele faria mesmo aquilo?

A mesma sensação que sentira na biblioteca retornava. Gold parecia sério quanto à decisão que tomava. Tentou soltar suas mãos presas nas do treinador, porém o moreno era mais forte. Os ambares se fechavam e num ato rápido, selou seus lábios nas do ruivo. O encaixe era perfeito.

Silver ficou sem reações. Já não pensava mais em se soltar dos braços do garoto, na verdade não conseguia mais raciocinar. Fechou seus olhos, sentindo a sensação dos lábios prensados nos seus. Gold soltou as mãos do ruivo, envolvendo sua cintura para que aquele corpo se aproximasse mais do seu.

“Tão macios...”— queria tocar mais do ruivo. Queria sentir mais.

Imprudente, adentrou sua língua naquele lugar desconhecido, começando uma batalha entre estas por falta de espaço. Silver já começava responder os atos do moreno, entrelaçando seus braços no pescoço deste. Ambos sentiam os corações palpitando, acelerados praticamente na mesma velocidade. Não pensavam em mais nada, apenas em aproveitar aquela sensação estranha.

Gold separou seus lábios nas do outro, pela falta de ar entre ambos. Seus rostos vermelhos não se atreviam em encarar um ao outro e suas respirações continuavam descompassadas. Silver estava praticamente sentado na mesa que o prendia, levando uma de suas mãos aos seus lábios que aproveitava para cobrir parte de seu rosto. O moreno fitava o ruivo de canto, pensando o quão fofo ele podia ser.

— Eu posso te beijar? – já com coragem, fitou o ruivo ainda envergonhado. Sentia-se estranho perto dele.

Baka... N-Não faça perguntas após o que já foi feito... – disse ainda incomodado pelo acontecido. Seu coração parecia sair de seu peito. Que sensação era aquela?

O moreno buscou mais uma vez os lábios macios do rival, tomando num beijo calmo, porém deleitoso. Sentia vergonha de explorar aquele local, mas aos poucos sua vergonha diminuía para prazer. Suas mãos deslizavam para o peitoral do ruivo, que apenas tremia com o toque atrevido.

Retirou seus lábios nas do dele, buscando a pele pálida e macia do seu pescoço. Silver não conseguia evitar deixar sair alguns gemidos baixos da sua boca. Apenas aquelas reações com poucos estímulos fazia o moreno excitar e ansiar em tocar mais aquele corpo.

— G-Gold... Não... – sua respiração já estava dificultava por entre abafados gemidos que saíam de sua boca. Gold ignorava o que dizia ou tentava dizer.

Sua mão que acariciava o peitoral do ruivo levou um de seus dedos ao mamilo deste, pressionando-o levemente. Mais um gemido saiu dos lábios do ruivo. Aquilo parecia um sonho. Ter Silver somente para ele já era o suficiente para ser feliz. Levou seus lábios ao lóbulo do garoto, mordiscando e lambendo-a lentamente. Este tremia mais, principalmente por conseguir sentir a respiração do moreno próxima a si.

— Silver... Eu te amo. – o ruivo paralisou. Gold o amava? Como era possível?! Não sabia por que, mas lágrimas caiam de seus olhos.

Sem demoras, o moreno puxou Silver para mais um beijo. Ele ansiava por aquilo. Os toques de Gold que antes eram no peitoral desciam aos poucos. Uma mistura e emoções invadiam em ambos os garotos, principalmente o ruivo. Aquilo estava rápido demais! Silver impediu que o moreno continuasse.

— Silver...?

— Desculpa Gold. Eu realmente aprecio seus sentimentos... Mas... – não conseguia fitar o rosto do moreno. Estava envergonhado demais para encará-lo.

— ... Gomen. Acho que fui apressado demais... – sua voz soava decepcionada. Segurou a mão de Silver que o impedia de se aproximar. – Eu... Vou indo então.

— ... – observou de canto o moreno pegar suas coisas largadas no sofá em que sentava. Ele parecia aborrecido. Será que fizera algo de errado para ele estar daquele jeito? Sentiu-se culpado por isso.

Ao arrumar suas coisas, Gold caminhou até a saída do apartamento. Silver continuava sentado no móvel, sem conseguir se levantar. De repente os sons de passos pararam. Silver virou seu rosto na saída da residência.

— Silver... Gomen.

O moreno saiu depressa do apartamento, sem olhar para trás. Aproveitou para usar a velocidade de seu skate para chegar em casa o mais rápido possível. Silver encostou-se em seus lábios ainda vermelhos e um pouco inchados. Corou ao pensar no toque do moreno.

— Aquele... Foi meu primeiro beijo... – sentiu um aperto em seu peito. O que faria após se encontrar com o garoto? Viu a lata largada na mesinha de sua sala. Fechou os olhos, pensando se aquele garoto ingênuo e também vencedor de Johto e Kanto poderia ser a mesma pessoa que havia beijado. Abriu um pequeno sorriso em seu rosto, ainda indignado com tudo que passara. – Baka...

Notas finais
Bom, como toda autora, peço-lhes que comentem, favoritem ou recomendem caso realmente gostaram ^w^ Sei que demorei muito, desculpinha ta? ;3 E só pra lembrar que o próximo capítulo será o dia do aniversário de Silver e a véspera de natal kkkk xD Muito obrigada pela atenção S2 Nos vemos no próximo capítulo ou senão, nos comentários mesmo xD