Click - The Speed Force Awakens
9 Irmãs do Crime
Notas iniciais
Griffin corria em direção a joalheria trajado como Flash. Ele vibrava seu rosto de forma que se tornava indiferenciável do original.
—Chegando — disse Griffin — Já podem ligar a música.
—Espero que ele goste de Rap — disse Cisco, ligando a música.
Griffin chegou a joalheria e deu de cara com as duas irmãs. Novamente, assustada, a irmã mais nova, Selina, atravessou o chão. Grifin tentou alcançá-la, e ele podia jurar que a tocou, mas ela conseguiu fugir mesmo assim.
—Flash — disse Mira — Sentiu saudades? — ela apontava a arma contra a cabeça do corredor.
—O quê? — gritou Griffin de volta. Ele mal podia ouvi-la.
—Eu gostei do nosso joguinho, mas acho que já deu, né? — Mira deu uma piscadela e disparou.
Griffin ouviu o disparo, ele podia sentir a bala passando pelo cano da arma, ele desviou e parou em frente a assaltante.
—Você não sabe que é rude atirar nos outros? — gritou Griffin.
Ele estava tão perto da ladra que ela podia ouvir a música saindo dos ouvidos dele “X gonna give it to ya, he gonna deliver to ya…”
—Você tá usando fones e eu sou a rude? — disse Mira, em tom sarcástico — Irmãzinha, nos faça o favor?
Selina surgiu atrás do corredor escarlate, colocou as mãos em seus ouvidos e retirou os fones. Quando Griffin entendeu o que tinha acontecido, ele agarrou a adolescente e a levou em direção ao Star Labs. No meio do caminho, a garota simplesmente atravessou o corredor e parou no meio da rua. Quando Griffin tentou alcançá-la, ela desapareceu mais uma vez.
—Tem encanamentos do esgoto embaixo de onde eu estou, não tem? — então Griffin lembrou-se que estava sem os comunicadores.
Ele correu de volta a joalheria mas Mira não estava mais lá. Que desperdício.
Griffin soltou um grito de frustração ele não aguentava a ideia de fracasso, decidiu correr de volta para o STAR Labs antes que alguém o visse.
***
—Duas vezes — disse Griffin, irritado — ela passou por entre meus dedos…
—Eu te disse que deveria nocauteá-la — disse Wells — Enquanto ela estiver consciente você não vai conseguir trazê-la até aqui, muito menos prendê-la.
—Cala a boca, Wells — Griffin estava farto — Se vocês deixassem de paranóia, confiassem em mim e me dessem a droga do RDE eu já teria pego as duas!
—Ei, ei — Barry se colocou entre os dois e se virou para Griffin — Para com isso, você não é assim, aquela mulher tá te afetando!
—Não, ela não está — interrompeu Wells, dirigindo-se aos computadores — Estive vigiando os impulsos cerebrais dele — novamente, apareceram nos monitores imagens semelhantes a uma ressonância — O comportamento cerebral dele está normal. Ele só não sabe lidar com a raiva...
O silêncio tomou conta da sala por algum segundos. Um clima frio tomou conta da área. Griffin tirou o uniforme de Flash e vestiu o suéter e a calça de moletom do STAR Labs.
—Cara — disse Barry, apertando os olhos — Você precisa avisar antes de fazer essas coisas. Eu não consigo correr, mas meus olhos ainda funcionam do mesmo jeito.
—Ah, merda, eu esqueci, desculpa. Isso foi…
—Constrangedor... — intrometeu-se Cisco.
—Muito… — completou Caitlin.
—Bastante... — acrescentou Wells.
—Eu vou correr um pouco — disse Griffin, indo até a esteira cósmica, com o rosto vermelho.
—Cait — disse Barry — Me dá uma carona até em casa?
—Claro — respondeu ela — Boa noite, rapazes.
—Boa noite — disseram Wells e Cisco.
—Notícias sobre sua filha? — perguntou Cisco, quando os dois saíram.
—Não… Nada ainda…
—Nós vamos achá-la.
—É… Nós vamos…
Wells saiu da sala. Cisco ficou sozinho com seus pensamentos.
—Bem — disse ele — Hora de trabalhar… Por que eu tô falando sozinho? Não sei.
Ele foi até a oficina e começou a trabalhar no aparelho que ajudaria Griffin a deter as irmãs do crime. Cisco pensou que deveria ser capaz de pensar em um nome melhor para a dupla, mas aquilo estava bom, por enquanto. Ele ainda tentava entender como os poderes de Selina funcionavam, e como ele poderia detê-la, e qual super apelido ele poderia dar para ela.
De repente, Cisco sentiu uma vibração chegando. Ele viu o momento em que Selina atravessava Griffin na rua, ele chegou mais perto e olhou com mais cuidado. Ele podia ver a garota se desfazendo e refazendo atrás do corredor. Então a vibração acabou, Cisco correu até o traje de Flash.
—Por favor, me diga que eu estou certo…
Ele pegou um frasco de vidro e uma espécie de escova. Ele procurou pelos ombros, tórax, mas só achou o que procurava no raio. Uma espécie de pó alaranjado. Não era muito, mas era suficiente. Ele levou o pó até o microscópio e… Bingo!
—Yes! — gritou Cisco, ele saltava de alegria.
—O que houve? — perguntou Griffin, preocupado.
—Eu descobri como a Selina funciona — Cisco começou a fazer uma dança pra comemorar — Quem é um gênio? Cisco, Cisco!
—Ahm… Pode me explicar?
—Dá uma olhada — respondeu Cisco, indicando o microscópio.
Griffin se aproximou e olhou através da lente.
—Tecido?
—Tecido laranja — completou Cisco.
—E…?
—Onde foi o último lugar que você viu tecido laranja?
—Hm… Selina, ela vestia uma camisa laranja.
—E se eu te disser que o poder dela é separação molecular? Ela se dispersa de tal forma que as moléculas dela, e das roupas, se desassociam e se reassossiam. Como? Não sei, só sei que é assim que ela atravessa objetos.
—Faz sentido… Ainda fica a questão, como pegá-la?
—Sinto em te informar, mas você vai ter que acertar ela... E vai ter que ser rápido.
—Ok… Muito bom, Cisco, você é um gênio. Como pensou nisso tudo?
—Ahm… Palpite?
—Eu vou avisar os outros, continue trabalhando naquele aparelho pra parar a Encantadora. Ah… Onde tá o resto do pessoal mesmo?
—Vem cá, vou te mostrar um mapa.
—Mapa…?
—Você tá brincando, né?
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