Notas iniciais
Reta final na corrida do nosso velocista! Luta, revelações e, como sempre, muita velocidade! Aproveitem ^^

Griffin corria em direção a joalheria trajado como Flash. Ele vibrava seu rosto de forma que se tornava indiferenciável do original.

—Chegando — disse Griffin — Já podem ligar a música.

—Espero que ele goste de Rap — disse Cisco, ligando a música.

Griffin chegou a joalheria e deu de cara com as duas irmãs. Novamente, assustada, a irmã mais nova, Selina, atravessou o chão. Grifin tentou alcançá-la, e ele podia jurar que a tocou, mas ela conseguiu fugir mesmo assim.

—Flash — disse Mira — Sentiu saudades? — ela apontava a arma contra a cabeça do corredor.

—O quê? — gritou Griffin de volta. Ele mal podia ouvi-la.

—Eu gostei do nosso joguinho, mas acho que já deu, né? — Mira deu uma piscadela e disparou.

Griffin ouviu o disparo, ele podia sentir a bala passando pelo cano da arma, ele desviou e parou em frente a assaltante.

—Você não sabe que é rude atirar nos outros? — gritou Griffin.

Ele estava tão perto da ladra que ela podia ouvir a música saindo dos ouvidos dele “X gonna give it to ya, he gonna deliver to ya…”

—Você tá usando fones e eu sou a rude? — disse Mira, em tom sarcástico — Irmãzinha, nos faça o favor?

Selina surgiu atrás do corredor escarlate, colocou as mãos em seus ouvidos e retirou os fones. Quando Griffin entendeu o que tinha acontecido, ele agarrou a adolescente e a levou em direção ao Star Labs. No meio do caminho, a garota simplesmente atravessou o corredor e parou no meio da rua. Quando Griffin tentou alcançá-la, ela desapareceu mais uma vez.

—Tem encanamentos do esgoto embaixo de onde eu estou, não tem? — então Griffin lembrou-se que estava sem os comunicadores.

Ele correu de volta a joalheria mas Mira não estava mais lá. Que desperdício.

Griffin soltou um grito de frustração ele não aguentava a ideia de fracasso, decidiu correr de volta para o STAR Labs antes que alguém o visse.

***

—Duas vezes — disse Griffin, irritado — ela passou por entre meus dedos…

—Eu te disse que deveria nocauteá-la — disse Wells — Enquanto ela estiver consciente você não vai conseguir trazê-la até aqui, muito menos prendê-la.

—Cala a boca, Wells — Griffin estava farto — Se vocês deixassem de paranóia, confiassem em mim e me dessem a droga do RDE eu já teria pego as duas!

—Ei, ei — Barry se colocou entre os dois e se virou para Griffin — Para com isso, você não é assim, aquela mulher tá te afetando!

—Não, ela não está — interrompeu Wells, dirigindo-se aos computadores — Estive vigiando os impulsos cerebrais dele — novamente, apareceram nos monitores imagens semelhantes a uma ressonância — O comportamento cerebral dele está normal. Ele só não sabe lidar com a raiva...

O silêncio tomou conta da sala por algum segundos. Um clima frio tomou conta da área. Griffin tirou o uniforme de Flash e vestiu o suéter e a calça de moletom do STAR Labs.

—Cara — disse Barry, apertando os olhos — Você precisa avisar antes de fazer essas coisas. Eu não consigo correr, mas meus olhos ainda funcionam do mesmo jeito.

—Ah, merda, eu esqueci, desculpa. Isso foi…

—Constrangedor... — intrometeu-se Cisco.

—Muito… — completou Caitlin.

—Bastante... — acrescentou Wells.

—Eu vou correr um pouco — disse Griffin, indo até a esteira cósmica, com o rosto vermelho.

—Cait — disse Barry — Me dá uma carona até em casa?

—Claro — respondeu ela — Boa noite, rapazes.

—Boa noite — disseram Wells e Cisco.

—Notícias sobre sua filha? — perguntou Cisco, quando os dois saíram.

—Não… Nada ainda…

—Nós vamos achá-la.

—É… Nós vamos…

Wells saiu da sala. Cisco ficou sozinho com seus pensamentos.

—Bem — disse ele — Hora de trabalhar… Por que eu tô falando sozinho? Não sei.

Ele foi até a oficina e começou a trabalhar no aparelho que ajudaria Griffin a deter as irmãs do crime. Cisco pensou que deveria ser capaz de pensar em um nome melhor para a dupla, mas aquilo estava bom, por enquanto. Ele ainda tentava entender como os poderes de Selina funcionavam, e como ele poderia detê-la, e qual super apelido ele poderia dar para ela.

De repente, Cisco sentiu uma vibração chegando. Ele viu o momento em que Selina atravessava Griffin na rua, ele chegou mais perto e olhou com mais cuidado. Ele podia ver a garota se desfazendo e refazendo atrás do corredor. Então a vibração acabou, Cisco correu até o traje de Flash.

—Por favor, me diga que eu estou certo…

Ele pegou um frasco de vidro e uma espécie de escova. Ele procurou pelos ombros, tórax, mas só achou o que procurava no raio. Uma espécie de pó alaranjado. Não era muito, mas era suficiente. Ele levou o pó até o microscópio e… Bingo!

—Yes! — gritou Cisco, ele saltava de alegria.

—O que houve? — perguntou Griffin, preocupado.

—Eu descobri como a Selina funciona — Cisco começou a fazer uma dança pra comemorar — Quem é um gênio? Cisco, Cisco!

—Ahm… Pode me explicar?

—Dá uma olhada — respondeu Cisco, indicando o microscópio.

Griffin se aproximou e olhou através da lente.

—Tecido?

—Tecido laranja — completou Cisco.

—E…?

—Onde foi o último lugar que você viu tecido laranja?

—Hm… Selina, ela vestia uma camisa laranja.

—E se eu te disser que o poder dela é separação molecular? Ela se dispersa de tal forma que as moléculas dela, e das roupas, se desassociam e se reassossiam. Como? Não sei, só sei que é assim que ela atravessa objetos.

—Faz sentido… Ainda fica a questão, como pegá-la?

—Sinto em te informar, mas você vai ter que acertar ela... E vai ter que ser rápido.

—Ok… Muito bom, Cisco, você é um gênio. Como pensou nisso tudo?

—Ahm… Palpite?

—Eu vou avisar os outros, continue trabalhando naquele aparelho pra parar a Encantadora. Ah… Onde tá o resto do pessoal mesmo?

—Vem cá, vou te mostrar um mapa.

—Mapa…?

—Você tá brincando, né?

Notas finais
Esse é o penúltimo capítulo da história (triste, eu sei ;-;), mas não se preocupem que o último capítulo é imperdível! Até sexta, pessoal, espero que tenham curtido, não esqueçam da comentar!