Click - The Speed Force Awakens
10 A Ascensão do Herói
Notas iniciais
Na manhã seguinte, estavam todos reunidos no STAR Labs, exceto Barry. Cisco e Griffin explicaram a Caitlin e Wells como os poderes de Selina funcionavam, e como eles pretendiam combatê-la:
—Um raio — disse Griffin.
—Um raio? — questionou Caitlin — Você vai fritar a garota!
—Não se vocês me devolverem aquilo — Griffin apontava para o RDE que encontrava próximo ao traje do corredor escarlate — Com o RDE eu sou capaz de concentrar só uma parte da minha energia em um raio. Desmaia, mas não mata. Além disso, o raio vai eletrocutar ela em nível molecular...
—Atingindo ela mesmo que se desfaça — completou Wells.
—Exatamente.
—O que nos garante... que você não vai se virar contra nós?
—Se esse fosse meu plano, eu já teria o feito, não acha?
Após uma pausa para pensar e um longo silêncio, Wells deu a ordem:
—Cisco, pesquise endereços e locais no nome de Mira Crower.
—Hm… Ela tem um armazém ao Leste, fora da cidade.
—Griffin, você vai espera o Barry. Vamos tirar uma chapa, ver se ele já pode correr.
Antes que Griffin pudesse responder, Barry entrou na sala, acompanhado por Joe.
—Não precisam esperar, já estou aqui — disse Barry — Griffin, esse é o Joe West, ou só Joe, delegado da polícia de Central City e meu pai adotivo.
—É um prazer — disse Joe, estendendo a mão.
—O prazer é meu — respondeu Griffin — Só por curiosidade, o que é pai?
—Você não tem pais? — perguntou Joe, surpreso.
—Você nem imagina — murmurou Cisco.
—Mais tarde te explicamos — interrompeu Barry — Temos um assunto mais importante a tratar. O aparelho, tá pronto?
—Tá sim — respondeu Cisco, mostrando o aparelho usado para a luta contra Grodd.
—Eu ainda não consigo correr, tentei mais cedo, mas não consegui.
—Bom — Griffin encarava o chão, aflito — Acho que é comigo… Vou me trocar.
—Griffin — disse Barry — Hoje você não vai de Flash.
—Não entendi.
—Como assim, Allen? — questionou Wells.
—Hoje Central City vai ter um novo herói. E esse herói não usa vermelho, ele usa branco.
—Bear, você tem certeza? — perguntou Joe.
—Tenho sim. Você tava certo, Griffin — enquanto falava, Barry pegou o RDE — Nós deveríamos ter confiado em você antes, mas agora é a hora — Barry entregou o RDE nas mãos de Griffin — Vai lá e arrasa com aquelas meta-irmãs.
—Meta-irmãs! — exclamou Cisco — Perfeito!
Um alarme disparou. Cisco checou os monitores.
—Acho que você não vai ter que ir tão longe, Griffin. Elas estão assaltando o… shopping?
—Shopping? — perguntou Griffin.
—Estranho, né?
—Você também não sabe o que é um shopping?
—Meu Deus, cara, de novo não.
—Você vai descobrir chegando lá — interrompeu Barry — Use sua máscara, o RDE, e toda sua velocidade… Você vai precisar.
Griffin consentiu com um aceno de cabeça e disparou.
***
—Chegando — disse Griffin, apreensivo.
—Relaxe — disse Barry — Não tem como dar errado.
Griffin entrou no shopping e viu Mira descendo as escadas rolantes.
—Ora, ora, ora — disse a Encantadora — Olha quem veio nos visitar...
Ao pé das escadas rolantes, uma multidão formada por homens, mulheres e até mesmo crianças se aglomerava, todos encaravam Griffin. Sentada em um dos bancos, estava Selina. Ela tomava uma casquinha de creme e acenava, como se Click já fosse um amigo de longa data.
—Acabou o show, Encantadora.
—Acabou? Mas já? Eu estou apenas começando — com um estalar de dedos, a multidão avançou contra Click.
Ele desviou de cada golpe desferido pela multidão. Ele começou a correr em círculos, cercando a multidão.
—Preparando descarga elétrica em três… dois… um… agora!
Ele correu por entre as pessoas, liberando uma pequena carga em cada uma delas, fazendo com que desmaiassem. Quando todas estavam caídas, Griffin se apoiou sobre o joelho. Estava exausto.
—O que houve? — perguntou Barry.
—Eu só… — Griffin estava sem ar — Falta… De ar… Me dá um segundo, Mira.
—Hm… Acho que não.
Mira disparou. Griffin rolou para o lado, por pouco não foi atingido.
—Cait, o que tá acontecendo? — perguntou Barry, preocupado.
—Eu não sei, parece que… Que ele tá sem energia.
Griffin estava deitado no chão, virado de barriga pra cima, com os braços e pernas esticados. Sua respiração era pesada.
—O batimento cardíaco e a respiração dele estão irregulares — disse Caitlin.
—Ele gastou muita energia — disse Wells — O corpo dele descarregou. Ele deve ter trocado a energia cinética do movimento natural do corpo dele, como o batimento cardíaco, por eletricidade. Ele precisa de energia, e rápido. Do contrário, ele pode até perder a consciência.
—Griffin — disse Barry, pelo microfone — Você gastou muita energia. Vai precisar de uma recarga, pra ontem. O seu traje absorve energia de ondas?
—Ondas?
—Ondas de som.
—Hm… Acho que sim.
—Acha?
—Eu nunca testei.
—Deixe Mira irritada, o máximo que puder, faça com que ela use seus poderes contra você, e absorva a energia que ela libera.
Griffin compreendeu o plano.
—Ei, Encantadora — disse ele, se levantando — Você consegue controlar todas essas pessoas, mas não consegue controlar uma pessoa como eu?
—Calado — respondeu ela, disparando mais uma vez.
Griffin se deixou atingir. A bala bateu em seu peito, e ricocheteou.
—Esse é o melhor que você tem? Uma arma? Por favor.
Mira atirou mais uma vez, porém, almejando o rosto do velocista. Ele pegou a bala no ar.
—Patético — disse Griffin, dando um peteleco e jogando a bala para longe.
—Você quer que eu use meus poderes? Pois bem, prepare-se.
Com estas palavras, Encantadora iniciou o ataque. Ela fechou suas mãos e começou a emitir um onda de alta frequência tão aguda que todos os vidros a sua volta começaram a estilhaçar. A onda era tão poderosa que chegava a ser visível a olho nu. Griffin não pensou duas vezes, estendeu sua mão em direção a Encantadora. Conforme as ondas se aproximavam dele, eram absorvidas pelo RDE. Encantadora não desistiu, continuou aumentando a intensidade.
Griffin disparou contra a Encantadora e liberou uma descarga elétrica. Ela estremeceu, seus cabelos ficaram arrepiados e a roupa chamuscada, e finalmente, ela desmaiou em seus braços. Griffin virou-se para Selina. Ela ainda estava lá, sentada, tomando sorvete de casquinha, quando notou o que havia ocorrido. Ela tentou escapar, mas o raio foi mais rápido. Ela cairia no chão, mas Griffin a segurou.
—Peguei — disse ele — Galera, missão cumprida.
***
Griffin e Barry estavam em frente a um dos tubos de contenção, ambos com seus respectivos trajes. Na câmara se encontravam as duas irmãs.
—Bom trabalho, novato — disse Barry — Nada mal pra uma primeira vez.
—Valeu, eu acho.
—Flash! — exclamou Mira — Isso não vai ficar assim!
—Eu sei, já me disseram isso — respondeu Barry, fechando o tubo.
Os dois riram e voltaram a central do STAR Labs, onde estavam os outros.
—Griffin! — disse Cisco — O segundo homem mais rápido vivo.
—Engraçadinho.
—Olha — disse Wells — Tenho que admitir que tive minhas dúvidas, mas foi bom ter você por perto.
—Eu digo o mesmo — disse Joe, apoiando a mão no ombro de Wells — E admito também que o cabelo branco… Não me passou segurança.
—Eu tenho que dizer — disse Cisco, aproximando-se de Griffin — Que confiei em você o tempo todo, cara.
—Foi muito bom poder contar com você — disse Barry, com um aperto de mão.
—Eu que tenho que agradecer, gente — disse Griffin, abraçando Cisco e Barry — Não sei o que teria acontecido se eu tivesse chego em outra cidade. É muito bom contar com vocês, ter um time pelo qual jogar. Obrigado.
Todos aplaudiram e o cumprimentaram. Sem aviso prévio, Iris apareceu.
—Oi, gente — disse ela.
—Iris? — questionou Joe — O que você tá fazendo aqui?
—Bom, está em todos os jornais uma matéria sobre um novo corredor — Iris se virou para Griffin — então eu decidi vir aqui falar com ele. Muito prazer, meu nome é Iris West, colunista do Central City Picture News — Ela estendeu a mão, cumprimentando Griffin — Você é…?
—Meu nome é Griffin, prazer.
—E de onde você é, Griffin?
—De Lá.
—Lá?
—Lá.
—Lá onde?
—Lá vamos nós de novo — murmurou Cisco.
Griffin, com ajuda dos outros, explicou a Iris e Joe sua história, falou sobre Ele, Lá, Rose, tudo.
—Nossa — disse Joe, um tanto quanto surpreso — É bastante coisa pra um garoto de dezessete anos.
—Meu editor vai amar essa história — disse Iris — Já posso até ver a manchete.
—Iris, você não pode escrever isso — disse Barry.
—Eu sei, eu sei, me deixa sonhar… De qualquer forma, eu tô ajudando uma amiga minha a escrever sobre o corredor de branco. Ideias pra apelidos?
Cisco estalou os dedos e o pescoço, como se estivesse se aquecendo.
—Hora de trabalhar — disse Cisco, apoiando o dedo indicador e o do meio na testa.
—Cisco… — disse Barry — O que você tá fazendo…?
—Mentalizando um nome — sussurrou Cisco.
—O que vocês acham de… — disse Griffin.
—Corredor albino! — exclamou Cisco.
—Ahm.... Eu ia dizer Click.
—Click! — exclamou Iris — Genial!
—Bah — reclamou Cisco — Prefiro Corredor Albino…
—É, Cisco — disse Barry, brincando — Você tá ficando ultrapassado...
Wells puxou Griffin de lado e levou ele até perto dos computadores.
—O que houve, Wells? — perguntou Griffin.
—Eu tenho novidades — disse ele.
—Sobre?
—Ele.
O sorriso no rosto de Griffin desapareceu. No lugar, uma expressão séria.
—O que você sabe?
—Creio que achei um rastro dele. Você disse que ele liberou uma espécie de pó negro na noite… Da cachoeira.
—Sim, eu disse.
—Eu imaginei que pudesse ser pó de estrela, algum tipo de material cósmico, mas não achei nada. Mas então, eu percebi — Wells apertou uma botão no teclado, fazendo surgir no monitor um mapa com uma indicação vermelha — Antimatéria.
—Starling City? — leu Griffin no monitor.
—Ele é feito de antimatéria… Você não pode atingir ele, fisicamente… Se eu fosse você, desistiria.
—O raio pode. Eu vou dar um jeito, obrigado Wells. Eu vou precisar de um favor, não conte nada a ninguém — Wells concordou com a cabeça — Deixa isso de lado, vamos celebrar, nos preocupamos com isso amanhã.
—Você vai precisar disso — Wells entregou um relógio prata a Griffin — É um GPS em holograma, vai te mostrar onde houver sinais de antimatéria. E as horas.
Griffin agradeceu com um aceno de cabeça.
***
Na manhã seguinte, Griffin foi até a casa de Barry. Ele tocou a campainha e quem atendeu foi Joe.
—Griffin? — perguntou ele — O que você tá fazendo aqui a essa hora?
—Ei, Joe. Tudo bem? Preciso falar com o Barry.
—Ah, ok. Entra, entra, vou chamar ele. Fica à vontade.
Griffin entrou e se sentou no sofá. Ele carregava uma bolsa com algumas roupas e seu traje. Sentia-se apreensivo.
—Hey, Griffin — disse Barry, descendo as escadas — O que houve?
—E aí, Barry — respondeu Griffin, se levantando — Como tá a mão?
—Melhor. Acho que hoje mesmo já volto a correr, amanhã no máximo. Pra quê a mala?
—Tô de saída, Barry. Eu encontrei Ele.
—De saída? Pra onde? Quando?
—Agora mesmo. Não tive coragem de me despedir dos outros — Griffin ia em direção a Barry — Sinto como se estivesse deixando vocês na mão. Mas eu preciso fazer isso, sinto muito.
—Eu sei, você precisa. Mas não precisa fazer isso sozinho.
—Eu não posso colocar a vida de mais ninguém em risco. É a minha missão, Barry. Eu agradeço por terem me acolhido, mas eu preciso partir. Mas logo logo eu volto, eu prometo.
—Você não quer ajuda? Não precisa de mais nada?
—Não se preocupe, eu nunca carrego mais do que preciso. Engraçado, tudo que eu sei, todos meus ideais me foram ensinado pelo ser que eu estou caçando. Preciso fazer isso sozinho.
—Eu entendo, não vou te impedir. Realmente, acho que tá na hora de eu focar na minha missão também. Zoom ainda está solto por aí.
—Quando eu voltar, espero que não tenha colocado esse monstro na minha cela, viu?
Os dois riram e se abraçaram.
—Leva isso, pelo menos — Barry entregou dinheiro a Griffin — Isso é dinheiro, o que fica guardado no banco. Com ele você vai poder comprar comida, roupas, etc.
—Mais uma vez, obrigado.
—Foi bom ter você por aqui, cara.
—Foi bom vir parar por aqui. Até, Barry.
—Até.
Griffin disparou porta a fora. Ele tinha seu objetivo em mente. Lembrou-se da real razão pela qual lutava. Ele não queria vingança, Griffin precisava de Ele vivo. Griffin sabia que Ele tinha o poder de trazer seres de volta a vida, já havia visto Ele o fazer com seus próprios olhos, e ele faria de tudo para trazer Rose de volta.
—Por você, Rose — pensou Griffin.
[Enquanto isso, em Lá]
Dentro da única Caverna em Lá, um lugar frio, escuro, abandonado, lá estava ela, escondida, protegida, Rose. Dentro de uma câmara criogênica, parecia que ela dormia, esperando que Griffin a acordasse.
Fim do Arco I
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