Cinquenta tons de amor
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Christian:
Estou olhando pasmo para Ana, ao mesmo tempo que sinto fogos de artifícios estourando em meu peito. Minha esposa está apaixonada por mim! Tamanha alegria não cabe no meu peito, depois de uma noite intensa de sexo, dela se entregar pra mim, demonstrar sua confiança em minha pessoa, ela se declara dessa forma... Sou o homem mais feliz e sortudo do mundo!
Preciso extravasar essa felicidade. Me levanto da cama, deixando o relógio de lado e puxando Ana comigo. Ela da um gritinho de surpresa. Envolvo sua cintura, levantando-a do chão e começo a gira-la. Rio tanto, que quem visse essa cena poderia achar que sou louco. Mas na verdade eu sou, louco por essa mulher. Paro de girar e a coloco no chão.
— Você me faz o homem mais feliz do mundo. — Dou-lhe um beijo intenso, nossa línguas dançam com intimidade. Quando o ar se faz necessário nos afastamos, Anastásia me olha com os seus grandes olhos azuis e acaricia meu rosto.
— Obrigada por não desistir de mim. — Diz me dando um selinho.
— Jamais. — Digo e em seguida a deito na cama.
Começamos a nos beijar novamente, a dar prazer um ao outro. Não sei quantas vezes fizemos amor ou o quanto gozamos, o importante é que estamos juntos e sei que se passamos por essa fase ruim, nada mais vai nos abalar.
(...)
Acordo e antes mesmo de abrir os olhos procuro minha mulher na cama, mas ela não está. Sigo nu até o nosso antigo quarto e coloco uma calça de moletom.
No caminho sei onde Ana está, um cheiro maravilhoso vem da cozinha. Ela está vestindo a camisa branca que eu estava ontem, mexendo sua bunda maravilhosa na batida da música que toca no sistema de som da casa. Me aproximo em silêncio dela e coloco minhas mãos em sua barriga, começo a mover meus quadris juntos com os dela. Beijo seu pescoço.
— Bom dia, Sra. Grey. — Falo ainda movendo minha pelve, posso sentir meu membro ficando duro.
— Bom dia. — Ela se vira sorrindo e me da um selinho. — Café? — Diz colocando uma xícara entre nós.
Aceito e nos sentamos na bancada, onde tem uma salada de frutas, pães, patê, suco e omelete. Tudo está com uma cara ótima.
Tomamos nosso café tranquilamente, conversando sobre uma coisa ou outra. Infelizmente meu telefone toca, a foto de minha mãe aparece na tela.
— Bom dia, mãe.
— Oi, filho. Estou ligando apenas para avisar que durante a noite Phoebe vomitou duas vezes. — Meu lado paternal fica alerta na hora.
— Ela está bem agora? — Me levanto. — A senhora deveria ter me ligado ontem a noite! Estou indo busca-la. — Ana me olha com o cenho franzido.
— Já mediquei ela, Christian. Não vomitou mais. Talvez tenha sido algo que ela comeu ontem a noite.
— Não importa. Estou indo, mamãe. — Digo já indo em direção ao quarto. Ouço passo atrás de mim.
— O que houve? — Ana pergunta preocupada.
— Phoebe vomitou de madrugada, agora ela já está bem. — Começo a me vestir. — Mas mesmo assim não gosto de deixa-los sozinhos quando estão doentes. Anastásia se aproxima e me da um beijo.
— Você é um pai incrível. — Ela começa a se trocar também. Saímos de mãos dadas do Escala.
(...)
Chegamos na casa dos meus pais em menos tempo que de costume, odeio ver meus filhos doentes. Sempre me preocupei demais com Anastásia e com as minhas crianças não poderia ser diferente. No primeiro ano de vida de Teddy pensei que fosse enfartar, meu menino teve que ficar internado por quase duas semanas por conta de uma pneumonia. Fora essa vez, meus filhos nunca ficaram realmente doentes, apenas uma resfriado aqui e uma virose ali, graças a Deus.
Desço do carro e Ana me acompanha, assim que entro na sala vejo Phoebe deitada no sofá, em baixo de uma coberta, ela está pálida. Theodore está brincando com alguns carrinhos no chão. Corro para o sofá e minha filha me olha com os seus lindos olhos azuis.
— Oi, papai. – Ela diz com a voz baixinha.
— Oi, meu amor. – Digo puxando-a para o meu colo. – Fiquei sabendo que minha bebê está doente. — Beijo sua testa.
— Já estou melhor, papai. Só quero ir para casa.
O pedido da minha princesa é uma ordem. Eu moveria montanhas para faze-la feliz. Me levanto com ela no colo e finalmente olho em volta da sala. Meus pais estão aqui, conversando com Ana. Teddy continua brincando.
— Vamos pra casa? – Pergunto para minha esposa.
— Claro.
Ela da um beijo nos meus pais e pega nosso filho no colo, que fica um pouco relutante por já ter que ir embora, ele ama a casa dos avós.
— Theodore! – Ana chama sua atenção. – Nós estamos indo, outro dia você volta. Se despeça dos seus avós.
Um pouco emburrado ele se despede de meus pais e eu faço o mesmo.
— Obrigado por sempre cuidarem tão bem deles. – Digo beijando a face de cada um deles.
— Sempre faremos nosso melhor, filho. – Carrick diz.
— Aqui filho. – Grace me entrega um vidro de remédio. – Se ela voltar a vomitar de esse remédio a ela.
— Obrigada, mãe. Phoebe também beija os avós e vamos nós quatro para o carro. Ana prende Teddy na cadeirinha, mas me impede de colocar nossa filha. Ela vai para o banco de trás e a leva no colo. Cantando e balançando ela. Pelo retrovisor olho os três, sou um filho da puta sortudo.
(...)
Estou no escritório adiantando alguns assuntos, amanhã terei que viajar para Portland, preciso deixar tudo em dia. Ana está com as crianças assistindo a um filme. Ela está se saindo muito bem com eles, mas infelizmente ainda não é a minha mulher. Ana sempre foi a melhor em lidar com as crianças, sempre sabia o que dizer, o que fazer... Hoje a vejo sempre receosa perto dos filhos, isso parte meu coração.
Respondo alguns e-mails e faço algumas ligações. Preferia mil vezes estar com a minha família. Ouço uma batida na porta e em seguida Taylor entra.
— Senhor, tenho novidades.
Aponto para uma da cadeiras na frente de minha mesa e ele se senta.
— Diga-me o que encontrou.
— Como o senhor mandou procurei cada detalhe da vida de Fields. Ele não é casado, não possui filhos, trabalhava em uma pequena empresa de advocacia. – Taylor se remexe na cadeira. — E frequentava um clube de BDSM.
O que!? Estou surpreso. Passo as mãos pelos meus cabelos, Taylor não conseguiu descobrir muito, mas é melhor do que estar totalmente no escuro.
— Dominador ou submisso? – Pergunto.
— Submisso. Fui até o clube, paguei bem a um dos seguranças e consegui que ele procurasse o nome de Fields no sistema. – Faço um sinal para que ele continue. – Ele fez cenas com várias mulheres, uma delas foi a Sra. Lincoln.
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