Notas iniciais
Hey gente! Voltei! E esse jogo em... Um sufoco! Ia postar mais cedo, mas o jogo me prendeu. Aqui mais um capítulo. Boa leitura.

Pov. Lia

O filho da puta consegue me tirar do hospital sem dificuldade alguma, me leva até um carro preto perto dos portões e abre a porta do banco de trás me enfiando dentro do mesmo e entra atrás de mim no carro.

– Suas mãos. – Ele pede e eu continuo parada o encarando com raiva.

Ele agarra o meu cabelo e puxa a minha cabeça para baixo e eu tento empurrar o meu corpo para trás e começo a estapeá-lo, mas paro no momento em que ele dá um soco em minha bochecha e meu rosto vai para trás fazendo com que eu bata a minha cabeça no vidro.

– Agora, eu vou pegar as suas mãos delicadamente. – Ele diz e as agarra apertando, o que provavelmente deixará marcas roxas. – E irei amarrá-las. – Ele diz, tira uma corda que estava embaixo do banco e passa em volta de minhas mãos e as amarra com muita força, vejo que a minha mão instantaneamente fica roxa.

– Está prendendo a minha circulação sanguínea. – Eu digo séria.

– Ah é? Está apertada? – Ele pergunta e aperta um pouco mais fazendo com que a minha respiração falhe. – Cala a boca sabichona. – Ele dá um tapa em minha cabeça, afrouxa um pouco as cordas, mas elas ainda me apertam e sai do carro.

Me viro de lado e tento abrir a porta com as mãos amarradas juntas em frente ao meu corpo, mas elas não estão abertas.

Ele entra no carro e eu paro instantaneamente.

Ok, ele não pode desconfiar.... Isso tem que acabar aqui.... E vai.

Ele tira o carro da vaga e eu olho pela janela minha mãe entrando no hospital com Lian logo atrás dela, pelo menos ele ainda não falou com Nik, isso pode me dar alguma ajuda e tempo talvez.

Ele sai do hospital e sinto o meu coração bater mais forte. Me lembro de ver uma lixa de unha dentro da mochila, um pacote de biscoito, algumas canetas e esmaltes de unha. Isso obviamente poderia me ajudar contra esse idiota.

Ele entra em um beco e posso dizer que até a minha respiração está mais pesada. Ele desce do carro e para na parte de trás e fica ali parado por volta de três minutos, depois faz o mesmo na frente do carro e entra. Ele joga algo no banco do carona e eu me inclino um pouco para ver o que é: As placas do carro, ele está trocando as placas.

– Ei. – Eu digo e ele olha para trás. – Eu estou com fome. – Eu digo e ele me olha de forma irônica como se dissesse que não se importa.

– Você tem que me levar inteira. – Eu digo e ele apenas inclina a cabeça para o lado de forma divertida. – Tem biscoito na minha mochila, pega para mim. – Eu digo e ele desamarra as minhas mãos de forma rápida, e tira a mochila das minhas costas e amarra as minhas mãos de novo.

– Se vira. – Ele diz e eu suspiro. Abro a mochila e pego o pacote de biscoito enquanto observo se as coisas realmente estão aqui.

Abro o pacote com um pouco de dificuldade e como dois biscoitos e depois guardo o pacote e começo a observar para onde estamos indo, sei que ele está perto das fábricas, ou pelo menos acho, pois não costumo vir aqui.

Ele vira em uma esquina e percebo que realmente estamos no setor das fábricas. Ele para o carro em frente a um galpão e sai do carro para abrir os portões.

Tiro os esmaltes rapidamente da mochila e as guardo no meu bolso de trás da minha calça. Pego uma caneta e tento colocar no outro bolso, mas não consigo por causa das minhas mãos amarradas juntas, então eu apenas a prendo dentro da calça, pego a lixa dentro da mochila, a prendo no meu soutien e abaixo as minhas mãos enquanto observo aonde estamos.

Ele volta para o carro e me tira de dentro do mesmo praticamente me arrastando e pouco se importando com o meu salto, e isso faz com que eu torça o meu pé e solte um muxoxo baixo.

Praticamente me arrasta até dentro do galpão e depois de entrar lá me joga em cima de um caixote de madeira, mas como sou jogada eu bato o meu quadril e sinto uma dor começar ali também, como se não bastasse o meu tornozelo.

Me sento e fico ali parada observando o lugar a minha volta, talvez eu deveria tentar fazer algo, mas não tenho certeza de onde estou, se mais alguém virá para cá, ou se já sabem que me tiraram do hospital.

– Sabe... – Ele diz chamando a minha atenção. – Você me deu muito trabalho. – Ele continua e começa a se aproximar. – Talvez eu deva me divertir um pouco. – Ele diz e puxa as minhas pernas fazendo com que eu caia sentada no chão.

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Pov. Christian

Ando de um lado para o outro e passo a mão no meu cabelo e olho novamente para a tela do computador.

– Como assim não encontram o celular dela? – Eu pergunto para Taylor.

– Não é encontrado, ou o celular foi quebrado, ou ela está em um local sem sinal. – Taylor diz e eu não posso aceitar isso.

Como assim um local sem sinal? Tem que ter sinal!

– Mas não tem outro modo de encontrarmos a localização da Lia? – O garoto, Lian pergunta.

– Não, pois ela não tem nenhum dispositivo eletrônico além desse, se é que o celular está com ela. – Taylor diz.

– Qual foi o último local em que encontramos? – Eu pergunto.

– No hospital. – Ele diz e respiro fundo como um touro com raiva.

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Pov. Cam

Olho para baixo e passo o meu punhal pelo polegar.

Aquele idiota já está lá dentro com Lia há algum tempo e ainda não conseguiu nada. Eu a ensinei bem, ela tem lábia boa e é bastante esperta.

Vejo o carro que viria buscar ela e ando até o outro lado do telhado e mordo o meu pulso.

Talvez eu possa me divertir afinal.

Dou vários passos para trás e pulo de cima do telhado e aterrisso agachado no asfalto em frente ao carro.

Me levanto e o homem não maior do que eu, mas com mais músculos sai do banco do motorista do carro.

– Não se mete garoto, saí. – O homem diz e eu sorrio.

– Talvez eu queira me meter. – Eu digo e vejo todos eles riem. Subo em cima do capo do carro e estreito os olhos para o homem que está do lado de fora do carro. – Eu obviamente irei me meter. – Eu digo e pulo em sua direção e passo o braço a minha frente e cortando a sua garganta, e quando sinto o sangue jorrar em meu rosto não consigo deixar de sorrir.

Notas finais
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