Cinquenta Tons de Tristeza
38 Por Dalila.
Notas iniciais
Pov. Lia
Ele puxa minhas pernas ao seu encontro e eu solto uma delas dele e o chuto.
– Você não disse que tinha pouco tempo. Seus parceiros do mal devem estar chegando. – Eu ironizo e tento me sentar em uma posição um pouco mais confortável, pois estou no chão, e ele em pé na minha frente.
– É mesmo? – Ele pergunta, se aproxima de mim e dá um tapa forte em meu rosto fazendo com que eu caia para trás. – Levanta. – Ele manda e eu continuo parada, então ele para próximo de mim e me puxa pelos cabelos. – Sua amiguinha era mais gostosa que você, mas eu não me importo. – Ele diz e cheira o meu pescoço. Sinto um nojo disso, e então sinto a bile subir por minha garganta.
– Agora vai. – Ele me solta ao mesmo tempo em que me empurra em direção a uma porta que eu não havia visto antes. – Dessa vez vamos te entregar logo, não precisara ser treinada, vista isso. Seus dias de sexo doce acabaram. – Ele diz e me entrega uma muda de roupas.
– E como acha que vou vestir? Estou amarrada. – Eu digo ignorando as suas palavras. Ele pega uma pequena faca e corta a corda. – Não dê uma de espertinha, eu estou com o revólver, e só preciso te entregar viva. – Ele diz e eu ando até a porta e a fecho atrás de mim. Não tem chave, era só o que me faltava...
Tiro os meus sapatos, calça, casaco e a blusa rapidamente pois não quero que ele venha aqui e me veja assim. Pego a muda de roupas e visto rapidamente, uma saia curta com estampa, blusa mostrando a barriga. Muita pele de fora, ok isso não pode ser bom.
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– Não invente de demorar. – Ele grita do lado de fora e eu pego as coisas que deixei dentro de minhas roupas já me preparando para algo. Abro os potes de esmalte e os deixo em um fácil acesso, coloco a lixa de unha dentro do soutien e me arranho levemente com a mesma, ótimo ela está afiada.
O espelho que está sobre a pia não é muito pesado e eu o coloco no chão. Respiro fundo e não saio do banheiro enquanto espero ele vir aqui me buscar.
– Garota! – Ele diz e abre a porta de uma vez, passo o braço atrás de mim e pego pote de esmalte vazio e jogo na direção de seus olhos. Chuto com força o espelho fazendo-o quebrar e pego o maior caco e ele grita comigo enquanto tenta me pegar, mas saio do aperto de sua mão e saio do banheiro.
Quando estou correndo em direção a porta sou puxada pelo ombro e derrubada no chão, ele sobe em cima de mim e eu coloco o caco de vidro em seu ombro, e ele sai em cima de cima de mim e arranca o caco e me olha como se fosse me matar, e nesse momento acredito realmente que ele irá. Só que com ele é diferente, ele matou Dalila, eu tenho que me vingar, eu quero me vingar.
– Agora você vai aprender... – Ele sussurra para mim.
Ele começa a andar em direção a um gavetão e eu me levanto e corro pronta para sair do galpão. Abro a porta e saio correndo e quando estou prestes a sair bato o rosto em algo e dou dois passos para trás.
– Cam? – Eu pergunto e ele me olha e dá um sorriso de lado. Há sangue em sua mão, e em seu rosto.
– Você tem que voltar para lá. – Ele diz e aponta para o galpão.
– Não, eu tenho que ir atrás de ajuda. – Eu digo e ele desaparece de minha frente. Me viro e olho de um lado para o outro.
– Aqui. – Ouço uma voz atrás de mim e me viro, Cam está atrás de mim com um revólver em cada mão. – Não posso te ajudar mais do que isso. – Ele diz, se vira e começa a andar e eu vou fazer o mesmo. – Pela Dali Lia, não terá outra chance tão boa. – Ele diz e eu me viro. Entro no galpão, e o encontro caído no chão sangrando muito.
Nenhum deles me perseguiu por tanto tempo quanto ele, ninguém me aterrorizou tanto quanto ele, talvez nem exista esse alguém pelo qual irei ser estregue. Talvez ele só queira me torturar e depois me matar. Fecho os olhos e me lembro do dia em que fugi, me lembro de mexer em arquivos com meu nome, e continha um endereço, apesar de ter me mudado várias vezes sei que nunca morei nesse endereço. Vou até aquele pequeno cômodo em que me troquei e anoto o endereço, isso é algo que me lembrei depois de todo esse tempo. Deve significar algo.
Me abaixo, pego um caco de vidro, ando até o homem deitado no chão quase inconsciente e sangrando, me abaixo ao seu lado e ele olha dentro dos meus olhos e eu sorrio.
– Agora você vai aprender. – Eu sussurro para ele.
*******
Pov. Grey
– E então Taylor conseguiu algo? – Eu pergunto nervoso pela milésima vez.
– Acredito que sim senhor. – Ele diz. – O caro que saiu com ela no hospital, porém trocaram a placa no meio do caminho, por isso a demora, mas aparentemente eles estão no setor de fábricas. – Taylor diz e eu assinto.
– Então vamos? – Eu pergunto já indo em direção a sala e Taylor e uma equipe de segurança atrás de mim.
Vejo Ana e Lian abraçados a Eline na sala.
– Taylor tem um local, e talvez.... – Eu começo porem sou interrompido.
– Eu vou. – Eline diz e se levanta.
– Mas mamãe é melhor não. – Lian diz.
– Pode ser perigoso. – Eu digo já andando em direção a porta.
– Eu vou, e quero um revólver. – Eline diz.
– Mãe.... – O garoto começa novamente.
– Cala a boca Lian, eu vou. E atiro em você ouviu, te coloquei no mundo, também te tiro. E você está me fazendo perder tempo. – Ela diz e sai conosco.
********
Saímos do carro e olhamos o galpão fechado à nossa frente. O silêncio predomina e isso nos dá a opção da dúvida pois não sabemos se ela ainda está lá, ou se está bem.
Eline desce do carro e corre em direção ao galpão, mas Taylor a segura.
– Sinto muito a senhora não poderá entrar. – Ele diz. – Senhor. – Taylor diz e me dá um olhar, e sei que quer falar comigo.
– Sim Taylor. – Digo perto dele.
– Em algum lugar não muito longe daqui encontraram vários criminosos estrangeiros mortos, na verdade os assassinaram a sangue frio. – Taylor diz, e ouço um barulho de moto vindo em nossa direção.
– É o Nik. – Eline diz e os seguranças acenam. O homem que andava com Lia desce da moto e anda até o galpão. Vou ao seu lado e abrimos as portas juntos. Acendemos as luzes e não entendo a cena em minha frente.
– Lia? – Eline grita aterrorizada.
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