Cinquenta Tons de Tristeza

36 Próximo a morrer.


Notas iniciais
Hey gente! Ganhei meus comentários, e aqui está mais um capítulo Boa leitura

Sinto alguém me levantar e eu olho uma vez para o vidro antes de me virar de uma vez para ver quem está me incomodando.

– Lian? — Eu olho para o meu irmão assustada, pois o seu rosto tem marcas de lágrimas e ele apenas me abraça forte de modo que eu não consigo respirar e enterra o rosto em meu ombro.

Apesar de não fazer um barulho sequer, sei que Lian está chorando, e isso me preocupa, pois nunca o vi chorando antes, mamãe disse que ele chorou quando descobriram o que tinha acontecido comigo, mas quando cheguei ele era pura felicidade para cima de mim. O abraço enquanto tento não imaginar o quão grave é o estado de Tom, mas é impossível pois ele é uma das pessoas mais importantes na minha vida, boa parte de minha personalidade, coisas que eu sei e coisas que eu acredito vieram de Tom.

Ele sempre me ajudou na maioria das coisas que eu pedisse, e quando fico de TPM e sou grossa com Tom ele não se importa, porque ele é grosso o tempo todo, e com quem irei lutar Esgrima? E.... e.... E quem vai me ajudar a fugir do balé quando as coisas começarem a ficar séria? Sinto os meus olhos marejarem, mas expulso as lágrimas, tenho chorado muito ultimamente, e eu tenho, eu devo controlar isso, esse não é o momento certo de quebrar, eu não devo quebrar....

– Lian? — Eu o chamo e tenho como resposta uma longa puxada de respiração. – O que aconteceu? — Eu pergunto para ele.

– Você desmaiou. – Ele diz apenas e dá de ombros ainda com o rosto enterrado em meu ombro. Algumas enfermeiras e médicos passam e me encaram pois ainda estou de camisola, mas os ignoro pois nesse momento desejo ser ignorada, desejo ser invisível, desejo não estar aqui, desejo que nada disso estivesse acontecendo, e acima de tudo desejo pela primeira vez me arrepender.

Quero me arrepender de ter fugido porque agora... Agora não é apenas eu, Tom... Christian.... Meu Deus, eu envolvi os Greys nisso, e mamãe.... Se eles pegarem mamãe nunca haverá perdão para mim, e eu nunca desejarei ser perdoada.... Ou sequer me perdoarei.

Eu inventei de viajar para a Europa, eu fui para os lugares errados, eu conheci as pessoas erradas, e eu mexi com as coisas erradas. Aqui se planta... Aqui se colhe... Lembro-me que meu avô sempre dizia isso, e antes de morrer ele me disse... Ele me disse em seu leito de morte, e disse para eu sempre ser forte, já fodi com um de seus conselhos, então eu apenas tenho que ser forte, e corajosa.

– Lia. – Lian me chama me tirando de meus devaneios e lembranças. – Vamos. – Ele diz e me puxa. – Vamos para o seu quarto. – Ele diz e eu apenas o sigo. Sinto um bolo em minha garganta, e são essas lágrimas que eu não devo derramar, são elas que eu seguro desde a morte de Dalila, e são elas que nunca sairão de mim. Elas devem ficar aqui dentro como um lembrete de que eu errei, mas talvez eu consiga consertar... Consertar... Droga! Nik está tentando consertar as coisas e vai ser o próximo a morrer por minha causa, e eu apenas não devo deixar isso acontecer.

Passo na frente de Lian e ando rapidamente o puxando até o quarto, entro e fecho a porta atrás de mim.

– Lian. – Eu o chamo e ele me olha com a testa franzida. – Você tem que ir atrás de Nik, diz para ele parar. – Eu digo.

– Nik? – Ele pergunta. – Parar com o que mesmo? – Ele está muito confuso, e isso de um certo modo é bom. Quanto menos souber melhor.

– É o Nik.... Vá atrás dele, e diga que eu mandei ele parar. – Eu digo.

– Ta, mas até onde eu sei ele desapareceu. – Lian diz.

– Ai Lian, pare de pensar em vaginas só por um momento e presta atenção? – Eu peço e ele meio que sorri um pouco. – O Tom não está lá em casa, meche nas coisas dele que você irá conseguir rastrear o Nik entendeu? – Eu pergunto.

– Ta legal, mas eu acho que as coisas de Tom têm senha, e isso eu nunca consegui descobrir. – Ele diz, é isso é verdade, eu só conseguia mexer naquilo quando a senha já estava lá.... Mas nunca sequer tentei descobrir a senha.... Mas é o Tom então....

– Algo que ele ame, ou odeie. E para os dois não temos muitas opções, eu já vi ela em forma de asterisco, não é grande. – Eu digo.

– Ta, e eu só vou falar: “Ei, eu sei a Lia é maluca.... Aliás ela falou para você parar de fazer alguma coisa.... Até mais! ”. – Ele diz e me olha sem expressão, mas para mim isso está perfeito.

– Isso, vai falar exatamente isso. Agora vai. – Eu digo e ele me dá um beijo na bochecha antes de sair.

Ando de um lado para o outro dentro do quarto e vejo uma mochila no canto. Talvez tenha algo que eu precise ali. Abro-a e encontro roupas e produtos de higiene.

Entro no banheiro e tranco a porta do mesmo atrás de mim. Tomo banho, escovo os dentes e me visto, mamãe deve estar por aqui por que tenho certeza que foi ela que trouxe essas roupas para mim.

( http://www.polyvore.com/lia_02/set?id=126234524 )

Saio do banheiro com a mochila nas costas e a primeira coisa que eu vejo é uma enfermeira algemada e amordaçada olhando para algo no outro extremo do quarto. Sigo o seu olhar e vejo o idiota que matou a Dalila vestido de médico com uma arma na mão apontando para a mulher.

– Há quanto tempo. – Ele ironiza para mim e eu sinto um frio passar por minha espinha, mas eu não posso deixar que ele me domine.

– Para mim não foi tanto assim.... Podíamos ter ficado mais um tempo sem se ver, você sabe.... Para dar saudades. – Eu digo e começo a me mover até sentar na cama de modo confiante e estável.

– Ah que lindo... – Ele começa e eu o olho. — .... Agora para com isso sua vadia, vamos aos negócios. – Ele diz e aponta mais a arma para a enfermeira indicando que a vida dela está em jogo aqui.

– Que bonitinho, mas você acha mesmo que eu me importo com a vida dela? Nem conheço. Pode matar, menos um para dividir oxigênio. – Eu digo e vejo a enfermeira arregalar os olhos.

– Sai do quarto e ela morre. – Ele diz e eu me levanto caminho lentamente até a porta, passo por ela e quando estou indo dar o primeiro passo no corredor sinto alguém grudar em mim.

– Vamos andando. – Ele diz encosta a arma em meu quadril e depois a esconde enquanto me faz andar pelos corredores do hospital até a saída.

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Pov. Ana

Ando de um lado para o outro dentro do quarto de Christian enquanto espero ele sair do banheiro para irmos ver Lia.

Graças a Deus os seus ferimentos forma apenas de luta e ele fez alguns pequenos curativos e já estava tudo bem, com Lia acredito que foi a mesma coisa, aparentemente apenas Tomas se machucou gravemente e eu ainda não sei o quão grave é o seu estado.

– Vamos? – Christian pergunta ao sair do banheiro.

– Cla.... – Eu começo, mas sou interrompida por Eline que estra no quarto chorando com Lian ao seu enlaço.

– A Lia... – Ela começa e sou toda ouvidos. – Ele a levaram do prédio. Eles a levaram. – Ela diz.

– Pelo visto temos mais alguém para se preocupar agora.... Já tinha o Tom... – Ele diz mas é interrompido.

– O Tom? – Eline pergunta.

– Sim, o estado dele é grave. – Ele diz meio desconcertado.

– Ele está no hospital seguro, temos que nos concentrar com o fato de que pegaram Lia. – Diz Christian.

Notas finais
Eai gostaram? Mereço uma recomendação? Deixem os meus QUINZE comentários, que vem mais rapidinho Bjs!!