Cinquenta Tons de Tristeza
35 Pov. Grey
Notas iniciais
Pov. Christian
Tento me livrar dos três homens dando várias braçadas neles e então vejo que alguém agarra Lia por trás e coloca um pano em seu nariz, ela desmaia e o homem a deixa cair no chão e sorri.
Aquilo é a gota d’água para mim, e então consigo soltar um braço e ouço barulhos de pneus na garagem. Taylor desce do carro e vem correndo em minha direção. Um pouco mais atrás dele está Tomas que corre em direção a Lia, e então o homem que a desmaiou saca uma arma e aponta para Tom que corre na direção dele.
Puxo o meu braço livre e dou um soco em um dos homens que dá dois passos para trás enquanto Taylor o pega e nos livramos dos outros dois homens. Enquanto troco socos com um deles o outro me puxa e eu lhe dou um chute.
Há, ele briga igual mulherzinha...
Sorrio levemente e lhe dou outro soco no rosto e ele cai no chão. Volto a trocar socos com o outro e vejo que Taylor está lutando contra um homem enquanto mais alguns seguranças do prédio entram na garagem. Eu pago caro por segurança, e esse foi o pior lugar para eles virem tentar pegar Lia.
De repente me lembro dela, lá caída no chão e olho em sua direção, vejo que ela está no mesmo lugar, e Tomas acaba de derrubar o homem que a desmaiou, e então sou surpreendido por um soco, me viro com toda a fúria que existe dentro de mim e dou uma seqüência de socos, não dando tempo para ele revidá-los.
Olho para o sangue em minha mão, e em seu rosto e o observo no chão. Olho para Taylor que está se levantando também, e então poucos segundos antes de me virar ouço o barulho de um tiro vindo da direção onde está Lia, Tom e o homem que a desmaiou.
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Pov. Lia
Abro os olhos e enxergo sombras acima de mim. Pisco algumas vezes sentindo uma forte dor na cabeça. Pisco mais algumas vezes, fecho os olhos, respiro fundo e os abro novamente. É isso, estou em um carro, ou pelo menos é o que eu acho.
Olho em volta e vejo alguns homens, tento me levantar, mas é em vão, que merda.
Tento me lembrar do que aconteceu e então eu me lembro, mas não tenho certeza.
Descemos o elevador, saímos, atravessamos o estacionamento subterrâneo, e então... Os homens segurando Christian por trás, eu caí, puxaram meu cabelo, um cheiro forte, e a voz do Tom... Espera... Voz do Tom? Sim, eu me lembro de ter ouvido a voz do Tom.
Sinto uma dor forte na cabeça, e ouço vozes a minha volta, não consigo reconhecelas, nenhuma me parece certa ou me lembra uma pessoa exata.
Voz... De quem são essas vozes? Só sei que são masculinas... E nada mais. Se alguma delas fosse mais forte. Um homem de voz forte... Nik! Eu adoro a voz de Nik, ela é linda rouca, sensual e facilmente reconhecível. Nik me disse algo... Algo importante... Um aviso! Até indo embora ele tenta me ajudar... Talvez seja isso que eu procurava em Cam... E eu encontrei em Nik...
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Pov. Ana
Estou me arrumando para o jantar quando meu celular toca e eu franzo a testa pois é um número desconhecido, mesmo assim resolvo atender.
– Sra. Grey. – Eu digo.
– Sra. Grey, aqui é do Hospital de Seattle, e o Sr. Grey está internado. – Uma mulher diz, enquanto eu ouço ao fundo barulho de pessoas falando, sirenes de ambulância e computadores.
– Internado, mas é acidente de carro? É grave? O que aconteceu? Ele estava sozinho? – Eu pergunto desesperada já pegando as chaves do carro para ir até o hospital.
– Ainda não tenho informações Sra. Grey, por enquanto é tudo. – Ela diz apenas.
– Ok. – Eu digo e desligo.
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Pov. Lia
Abro os olhos e me sinto tonta, mas dessa vez não tanto. Um teto branco... Aparelhos médicos... Uma maca... Um hospital.
Um sorriso escapa de meus lábios, se eu estou em um hospital nada deve ter dado errado. Tom ouviu quando eu liguei para ele, ou Nik. A porta se abre e eu vejo Nik.
– Oi. – Ele diz, porém eu não respondo. Não me importo se ele me salvou ou não, ele foi embora, e sem dar tchau, isso sem falar naquela mulher.
– Você está com raiva? – Ele pergunta e eu cruzo os braços.
– Ok Lia, eu pensei que iria ser sem infantilidades, mas já que é assim... – Ele diz e eu o olho chocada. – Eu não podia estar aqui, tenho algum tempo livre, e quero gasta-lo para te ajudar merda! Eu não posso te falar tudo, mas por enquanto me manterei afastado, mas se precisar de ajuda ela irá. Nem sempre vamos nos ver, mas por enquanto é isso. E outra, quando eu te disser uma coisa faça, eu gosto de você, e é por isso que eu faço algo por ti, por que tenho algum sentimento que eu não sei por você Lia. – Nik diz e está inclinado sobre a cama.
– Eu também tenho sentimentos por você. – Eu sussurro.
– Eu quero que você me prometa que quando eu te pedir para fazer algo, você fará. – Ele diz e eu concordo com a cabeça.
– Eu prometo. – Eu digo. – Eu quero fazer uma pergunta.
– Faça.
– Nós estamos juntos? – Eu pergunto um tanto esperançosa.
– Sim, estamos. – Ele diz me abraça e cola os seus lábios nos meus.
– Ei, você vai visitar Tom? – Ele pergunta colando nossas testas.
– O Tom? O que aconteceu com ele? – Eu pergunto.
– Digamos que daqui pra frente ele vai estar mais ranzinza que o normal. – Ele diz e eu sorrio, mas estou um tanto preocupada com Tom.
– Eu tenho que ir. – Nik diz e eu assinto.
– Até mais. – Eu digo e ele me dá um último beijo e sai do quarto.
**********
Depois que ele sai resolvo me levantar para ir atrás de Tom. Saio do quarto e algumas pessoas me encaram, mas nenhuma tenta me parar pois eu ando normalmente.
Vejo-o dentro de um quarto ligado a vários tubos, e inconsciente. Aquilo me desespera, meu Deus, Tom!
Encosto no vidro e deixo o meu corpo escorregar até sentir o gelado do chão.
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