Cinquenta Tons de Amor
9 Capitulo 9
Notas iniciais
Capitulo 9
Volto para o Escala empolgado e ansioso para o nosso jantar. Chego almoço e vou para o escritório assinar alguns papéis urgentes que Ros pediu, depois malho um pouco com Taylor, tomo banho e vou no quarto que a minha querida Ana dormiu. O cheiro dela está forte nesse quarto, um cheiro maravilhoso, na medida. Deito de costas na cama e fico olhando para o teto, acho que vou mudar para esse quarto. Fecho os olhos e me delicio com o cheiro, em menos de uma hora vou vê la novamente. Mal posso esperar. Flynn disse que tenho que dar a ela o direito de escolha e eu espero que a escolha dela seja boa. Mas não vou pressiona-la nem nada, tudo tem seu tempo pré destinado e eu não quero assusta-lá. Vou tentar ser romântico e faze-la se apaixonar por mim também.
"Você ser romântico? Conta outra Grey"- a vozinha implicante diz.
Sim, bom, não é algo que eu saiba, mas não deve ser difícil. Quero que ela saiba que eu a amo incondicionalmente. Que ela me conquistou com seu jeito doce, simples e meigo. Sento na cama e olho ao redor, vejo que ela esqueceu a joia que ela usou na festa aqui. Pego a joia e vou para o meu quarto. Coloco a joia em cima da cama e vou até o cofre dentro do closet, abro e pego uma caixinha que tem um colar de perolas, que arrecadei em um leilão beneficente. Tiro o colar e coloco dentro de um envelope pardo, pego a caixinha e fecho o cofre. Volto até a cama e pego as jóias de Ana e coloco-as dentro da caixinha. Troco de roupa, pego minha carteira e celular e sigo para a sala. Taylor está me esperando perto do elevador. Seguimos para o apartamento da minha querida Ana, no meio do caminho peço para Taylor parar em uma floricultura e compro duas duzias de rosas vermelhas e no cartão escrevo:
"Espero que este seja o primeiro de muitos encontros."
Coloco o cartão no meio das rosas e entro no Suv. Taylor para em frente ao prédio de Ana cinco para as sete, desço com o buquê e vou direto para a portaria. Taylor fica no carro.
–Posso ajudar senhor?- pergunta o porteiro, um senhor com cabelos brancos e baixo.
–Sim. Gostaria de falar com a srta. Anastasia Steele.- respondo.
Ele aperta alguns botões no teclado, e depois de ter uma breve e sussurrada conversa com alguém me olha e pergunta o meu nome.
–Cristian Grey.- falo já impaciente. Ele diz meu nome ao telefone, depois de me olha com olhos arregalados, desligar o telefone e acena que posso subir.
–Pode subir sr. Grey. Apartamento 407.
–Ok, obrigado!- respondo.
Subo e toco a campainha.
A porta se abre e encontro um José sem camisa e enrolado em uma toalha minuscula que mal cobre suas partes intimas.
–Boa noite Grey, a Aninha já está quase pronta e pediu para eu recebê-lo.-fala com um sorriso falso.
Eu entro e me sento no sofá. José fica parado encostado no portal que dá para o corredor. Eu evito olhar aquele corpo e foco minha visão em um quadro que está ao lado dele.
–Então..Espero que você não se importe com o atraso da Aninha. Nós acabamos nos deixando levar e nem percebemos a hora.-fala insinuante.
Ele está tentando me irritar e fazer ciúme, e está conseguindo. Mas não vou deixar ele perceber isso. Faço uma cara completamente fria e sem expressões e o olho com sarcasmo.
–De modo algum me importaria, eu sei bem como é. De qualquer modo tenho certeza que poderemos aproveitar a noite do mesmo modo, independente do atraso.-digo.
–Quando você diz aproveitar a noite, você está insinuando o que? -pergunta brusco.
–Não estou insinuando nada, apenas pretendo aproveitar bem a noite na companhia de uma doce mulher como a Ana.-respondo.
Ele me olha de cima a baixo depois se aproxima um pouco.
–Vou te dar um aviso Grey, a Ana é a pessoa que mais amo nessa vida, o que nós dois temos é único. Não tente nenhuma gracinha com ela e nem a magoe. Se você tirar um fio do cabelo dela do lugar terá que prestar contas à mim. Te caçarei até no inferno.- ele fala me encarando com raiva.
Solto uma risada sem humor e o encaro friamente.
–Acho que se vocês dois tivessem algo além de amizade com toda certeza a Ana não aceitaria sair comigo essa noite. A Ana não é dessas. Sobre machuca-lá, apesar de isso não ser dá sua conta eu nunca a machucaria, jamais em hipótese alguma, se fosse preciso me colocaria na frente de uma bala por ela. Você deveria cuidar mais da sua vida ao invés de meter o bedelho onde não é chamado. A Ana é adulta o suficiente para responder por si mesma.
Ele se aproxima mais de mim e para na minha frente. Continuo sentado o olhando.
–Você não sabe do que você está falando. Você é rico, famoso e pode escolher qualquer outra mulherzinha por aí, porque não deixa a minha Aninha em paz? Ela não é mulher para você Grey.- fala mais irritado ainda.
Fico de pé e o olho com desdém.
–E ela é mulher pra quem? Você? -pergunto em voz de desprezo.
–Eu posso não ter dinheiro, mas eu posso faze-lá feliz. Você não. Você só vai faze-la sofrer mais do que já está sofrendo.-diz agora praticamente gritando.
–Se você pensa que eu usei ou usaria o meu dinheiro para ficar com alguma mulher você está muito enganado. E se pensa que eu atrai a Ana com a minha riqueza, você realmente não a conhece. Quem você pensa que é para dizer se posso ou não fazer alguém feliz? Olhe pra si mesmo antes de dizer algo sobre alguém, seja lá quem for essa pessoa. As aparências enganam imbecil.- falo, agora ele está realmente me irritando.
–Claro que a conheço, ela está apenas deslumbrada com toda a riqueza de Cristian Grey o magnata.- fala com uma voz desdenhosa.
–Você é ridículo. A Ana não é tão fútil a ponto de sair com alguém só pela conta bancária e pelo nome. E você como — faço aspas com as mãos — amigo, deveria saber disso.
–Não menospreze a minha amizade com a minha Aninha.- grita ele.
–Sua Aninha? Ela não é sua idiota. Ela não é uma propriedade que qualquer babaca pode dizer é minha.
"E você não diz que ela é sua Grey?"- péssima hora pra essa maldita voz aparecer.
Sim eu digo, mas não é no mesmo sentido desse imbecil. Eu digo que ela é minha carinhosamente, é minha porque ela roubou meu coração. E não porque quero ser dono dela. Nunca quis ser dono de mulher alguma. Nem minhas submissas, eu gostava de domina-las apenas na área sexual e elas partilhavam do mesmo gosto. Agora o jeito que ele está falando parece que ele é o dono dela, que ele a adestra e eu não gosto nem um pouco disso.
–Hora seu...
–O que está acontecendo aqui?-interrompe Ana chegando na sala.
Ana está linda com um vestido preto até os joelhos e um scarpan também preto e alto, o que a deixa com um ar poderoso. Uma leve maquiagem no rosto e nos olhos e na boca um gloss brilhante.
Ela olha de mim para José e arregala os olhos.
–Posso saber o que está acontecendo aqui e por quê você está praticamente nu na sala José?- pergunta séria;
–Eu...é...-gagueja ele.
–Não está acontecendo nada Ana, estávamos apenas conversando e a propósito você está linda.- Corto ele, não quero prolongar esse assunto idiota quando temos uma linda noite pela frente.
–Obrigada, você também não está nada mal.-diz sorrindo. E olha de novo para José.- Mas e você José? Por quê está vestido desse jeito na sala?
– Eu estava indo tomar banho quando a companhia tocou, então não tive outra alternativa à não ser me enrolar na toalha.- responde ele um pouco envergonhado!
–Sei. E como foi que você subiu aqui Cristian?-pergunta me olhando.
–O porteiro interfonou e você autorizou a minha subida.-respondo. Ela me olha intrigada.
–Não, eu não autorizei sua entrada.-diz e depois olha para José.- Foi você?
Enfim desvio o olhar de Ana para olhar José.
–Sim.-responde ele.- Fiz mal?
–Não, mas se você estava indo tomar banho porque autorizou a entrada dele? Ele com certeza não se importaria de esperar lá em baixo.- Ela olha para mim em busca de confirmação.
–De modo algum. Ele me disse que foi você quem pediu para ele abrir a porta.- respondo agora entendendo tudo.
Ele queria passar a imagem de que Ana e ele são tão íntimos a ponto de ele andar apenas de toalha pelo apartamento. Mas na verdade não são, se fossem Ana não teria se importado de encontra-lo semi nu na sala.
–Não, eu nem sabia que você já havia chegado, se soubesse já teria vindo falar com você.- Ana fala.
–Então tudo não passou de um mal entendido.-falo sorrindo.
–Sim, um mal entendido que tenho certeza que José pode explicar.
Nós dois olhamos para José esperando.
–Olha Ana, eu só queria que ele soubesse que se ele te magoar se verá comigo. Você já tem problemas demais para se preocupar na vida, e não precisa de mais um.-fala arrogante olhando para Ana com raiva.
–Você não é meu pai e eu já sou bem grandinha para decidir a minha vida. Você está se intrometendo em tudo. Desde que quando você foi designado na função: Proteja a Ana? Isso já está me dando nos nervos, você está tentando me controlar e eu não suporto isso. Você quer saber o que tá me magoando? Está me magoando o fato de vocês não me deixarem em paz, de vocês ficarem me olhando com pena o tempo todo e tentando me privar de viver a minha vida.-Grita Ana, chocando tanto eu quanto o José.
–Ana...Você não pode ficar nervosa...-fala José baixo indo em direção à ela. Ela levanta as mãos em sinal de restrição e ele para no meio do caminho.
–Chega! Eu não quero saber de mais nada. Você veio pra cá para me fazer companhia e me apoiar, mas não é isso que está acontecendo. Você está me sufocando e me constrangendo com suas atitudes José. Gostaria que você voltasse para Portland e continuasse vivendo sua vida.
–O que? Você está me tocando por causa desse ai?-grita ele me olhando com repulsa.
Esse bastardo não tem modos? Gritando com uma mulher? Gritando com a minha doce Ana? Quando vou começar a reprimi-lo Ana me corta.
–Não José, não estou te tocando, estou apenas cansada dessa vigilância 24 por 7 que você e meu pai estão me mandando. Estou cansada de vocês pensando que sou incapaz de me cuidar e agradecendo pela sua companhia. Muito obrigada por ter me feito companhia e por ter me consolado. Mas eu preciso ficar sozinha. Preciso tentar seguir com a minha vida e com vocês no meu pé o tempo todo eu não estou conseguindo. Você, seu maldito olhar de pena e sua interferência constante na minha vida estão me travando. Não consigo dar um passo sem que você fala alguma coisa ou me repreenda. — fala ela em tom calmo.
–Ana você está nervosa, podemos conversar depois? Ou pelo menos depois desse cara se tocar que está sobrando e ir embora?-diz me olhando de soslaio.
Será que ela vai me mandar ir embora? Não vou deixa-lá aqui com esse cara nem se for um dia frio no inferno. Anastasia me olha e balança a cabeça.
–Não. Ele não está sobrando. No momento o único que está sobrando é você. E eu apreciaria muito se você fosse mais gentil com Cristian e parasse de andar semi nu no meu apartamento.- Ana responde olhando para ele com raiva.
Solto a respiração que eu nem sabia que estava segurando.
–Essa conversa ainda não acabou. -fala e sai da sala. Ana me olha.
–Me desculpe por isso. Não sei o que deu nele e em mim. -murmura sentando no sofá. Me sento ao lado dela e faço cafuné em seus cabelos.
–Está tudo bem Ana, acontece. Olha- levanto o buquê- trouxe para você.
–São lindas Cristian, obrigada! Vou colocar em um vaso e então podemos sair.-diz pegando o buquê e indo em direção a cozinha. Ela volta momentos depois com o buquê dentro de um vaso de cristal e o deposita na mesa perto ao telefone. Pego o cartão no meio das rosas, lê, sorri e o guarda dentro da bolsa. Depois olha pra mim e estende a mão.
–Vamos?-pergunta.
Ando o curto espaço entre nós e pego a mão dela.
–Sim vamos, mas você está bem?-pergunto preocupado.
–Sim, só estou com um pouco de dor de cabeça.-responde enquanto esperamos o elevador.
– Se você quiser podemos comer em casa mesmo e assistir à um filme.. É mais calmo do que ir à um restaurante.-digo olhando pra ela. Ela me olha nos olhos.
–Você não vai ficar chateado? Te prometo marcar mais um encontro, com direito a restaurante. -fala me olhando com expectativa.
Só dela me prometer outro encontro já estou satisfeito.
–De maneira alguma. O que você gostaria de comer?- pergunto quando entramos no elevador.
– Você quem sabe, mas eu amo um hambúrguer.-diz sorrindo.
Hambúrguer? Ela magra desse jeito gosta de hambúrguer?
–Hambúrguer?-pergunto chocado.
– Sim, com bastante batata frita e coca.
–Okey, então vamos comer hambúrguer com batata frita e coca.-digo dando um sorriso de lado.
–Você gosta de hambúrguer?-pergunta.
–Bom não é a minha comida preferida. Mas vou adorar te fazer companhia.-digo sorrindo.
Continuo segurando a sua mão, só solto quando chegamos perto do Suv, para ela poder entrar no carro.
–Taylor por favor pare em um Faast Food no caminho para o Escala.-peço.
–Sim senhor.-responde ele com um olhar divertido. Ele sabe da minha aversão a fast foods.
–Então, que tipo de filme você gosta?-pergunto para Ana.
– Romance, ação,drama, comédia, terror, de tudo um pouco.-responde sorrindo.
–Terror?-pergunto pasmo.
–Sim, eu amo um suspense.-fala piscando pra mim.- E você?
Eu? Eu raramente assisto filmes, na verdade desde meus dez ano que não assisto nenhum, pelo menos que eu me lembre.
–Eu? Eu raramente assisto filmes.-respondo resignado, ela arregala os olhos prá mim.
–Bom, então devo me sentir honrada por você assistir hoje comigo?- brinca.
–Não, ao contrário. Eu me sinto honrado por assistir com você.-sorrio e pego na mão dela.
Taylor para o carro na janela do Mc'donalds.
–Boa noite, posso anotar o seu pedido?-diz a atendente no balção.
Desço o vidro da minha janela e olho interrogativamente para a Ana.
–Eu quero um Frape de Caramel, um Mc Flurry Talent, um Big Mac com batata dupla, uma coca grande e duas porções de Chicken Mc Nuggets.-fala e eu a olho embasbacado, se ela come sempre isso tudo, onde vai parar isso nesse corpo perfeito?
–Certo, e você?- pergunta a atendente pra mim.
–O mesmo que ela, por favor.-digo.
–Ok, senhor. Pode retirar o pedido na próxima janela.-diz a atendente.
Taylor acelera o carro e para na próxima janela.
–Aqui.-diz Ana estendendo seu cartão de crédito para mim. Eu olho chocada para ela.
–O que é isso?-pergunto sério.
–O meu cartão para pagar o pedido.-diz como se não entendesse minha reação.
–Você não está pensando em pagar está? -pergunto a encarando.
–Sim, o que tem demais nisso?-me responde com outra pergunta.
–Sem essa Ana, você não vai pagar. O convite para esse jantar foi meu. Então eu pago.- falo e viro para a janela para pegar o nosso pedido.
Aperto um botão na porta e uma bandeja se abre entre nós dois no banco traseiro do carro.
Coloco tudo lá, tiro meu Amex preto da carteira e estendo para a atendente do caixa. Ela passa o cartão me dá a nota para assinar, assino devolvo a nota e pego o cartão. Taylor segue para o Escala.
–Sabe estamos no século XXI, esse lance de só os homens pagarem a conta não rola mais.-murmura ela fazendo cara de indignada.
Eu a olho nos olhos por um minutos e balanço a cabela.
–Não comigo.-falo e depois dou a ela um sorriso tranquilizador. — Você vai aguentar comer isso tudo?- pergunto querendo mudar de assunto.
–Claro, não teria pedido se não fosse aguentar. Desperdício não é comigo.- responde sorrindo.
Ela é como eu, não suporta desperdício.
–Bom, mas eu acho que não aguentarei não.-digo fazendo cara de arrependido.
–Não tem problema, se você não aguentar eu como sua parte.- diz e gargalha quando vê meus olhos arregalados.
Seu riso é contagiante. Enfim chegamos no Escala. Taylor abre a nossa porta, me inclino e pego o nosso lanche da bandeja no carro. Seguro tudo com uma mão só e dou a outra mão para Ana. Entramos no Escala e seguimos para o elevador, digito o código do meu apartamento e quando o ding das portas soa saímos.
Eu puxo Anastasia para dentro e vou em direção a cozinha.
–Fique a vontade Ana.-digo enquanto sigo para o armário, pego duas bandejas e vou desembrulhando o conteúdo dos pacotes.
–Seu apartamento é bem grande. Por que você mora sozinho em um espaço tão amplo?-pergunta Ana sentando em uma das banquetas no balção.
–Não sei, eu gosto de espaço.-digo sorrindo.
–Pelo menos você pode convidar bastante gente para te visitar, com certeza não vai faltar espaço para elas ficarem e dormirem.-diz também sorrindo.
Eu termino o que estou fazendo e a encaro.Ela além da minha familia é a única pessoa que eu convidaria.
–Sim. Verdade. Mas a única pessoa que eu convidaria já está aqui. — digo olhando nos olhos dela. Ela engole em seco e cora.
–Bom, muito obrigada pelo convite então...-fala sem jeito.
–Sabe, você é muito bonita. -digo ainda a olhando nos olhos.- Acho que é a mulher mais linda que já vi na vida.
Ela cora mais ainda, mas não consegue desviar o olhar.
–Você também é muito bonito.-murmura ainda me olhando.
–Então combinamos. — respondo.
–É o que parece, mas eu acho que nesse momento a única coisa que combina comigo são essas delicias- diz apontando para a bandeja e enfim quebrando o nosso contato visual.
Eu rio, pego as bandejas e indico para ela me seguir para a sala de Tv. Coloco as bandejas no sofá. Ligo a tv e o dvd.
–Então, o que quer assistir?- pergunto abrindo uma porta de vidro na estante perto da parede. Ela vem para perto de mim e olha os Dvds titulo por titulo.
–Uau, você tem uma verdadeira locadora aqui. Posso escolher?- pergunta.
–Claro.
–Bom, que tal esse? — pega e balança pra mim.
Olho o título e me surpreendo. Ela pegou um filme de terror.
–Por mim está tudo bem.- respondo e coloco o dvd para rodar.
Coloco play e nos sentamos um do lado do outro. Ana começa a comer e pergunta se não vou comer também. Então começo a comer, e para falar a verdade esta realmente um delicia.
–Isso esta uma delicia Ana.-falo limpando a boca.
–Sim, eu amo lanches assim. Quando quero pensar compro um desses e vou para o planetário pensar na vida e observar as estrelas.- diz sorrindo.
Continuamos conversando sobre coisas banais até que terminamos. Eu levanto, tiro os potes vazios e coloco em cima da mesinha de centro. Sento ao lado de Ana e tento prestar atenção no filme. Mas é impossível, Ana está com a lateral do corpo toda encostado no meu corpo, seu cheiro está entrando pelo meu nariz e minha mente está me fugindo do controle, à imagino com meus braços entorno de sua cintura fina, eu a beijando profundamente e acariciando essa pele de pêssego.
Apesar de eu gostar tanto dela, ou melhor, como se diz o Flynn de eu estar apaixonado por ela, eu não posso e não quero forçar uma situação. Não quero espanta-la, quero conquista-la. Mesmo que ela não sinto por mim o que sinto por ela. O que ela quiser me dar eu vou aceitar de bom grado e agradecer aos céus por isso.
Em algumas partes do filme Ana se assusta e esconde o rosto no meu ombro, eu apenas rio silenciosamente desfrutando do contato. Em uma dessas vezes Ana encosta a cabeça no meu ombro e não tira, eu percebo que a respiração dela está calma e quando olho vejo que ela está dormindo.
Com cuidado para não acorda-la, tiro sua cabeça do meu ombro e coloco na almofada no sofá. Levanto desligo o filme, pego as embalagens levo para a cozinha e vou para o meu quarto. Pego um edredom e alguns travesseiros e volto para a sala de tv. Nesse momento agradeço por ter optado por um sofá largo e cumprido. Coloco os travesseiros no sofá ao lado dela, deito e a cubro com o edredom. Carinhosamente faço cafuné nela até que durmo.
Sinto um mão passando por entre meus cabelos, abro o olho lentamente e vejo Ana me olhando e sorrindo.
–Bom dia dorminhoco.-diz sorrindo. Ela está com o cabelo preso em um rabo de cavalo alto e parece ter lavado o rosto.
–Bom dia, que horas são?-pergunto meio sem jeito.
–Dez e meia. Você dorme igual uma pedra ein. — responde ainda sorrindo.
Dez e meia? Eu nunca durmo até tarde. E pelo jeito dormi junto com ela pela segunda vez, só que dessa vez ela acordou primeiro. Sento no sofá e percebo uma bandeja de café arrumada na mesinha de centro com uma rosa solitária e um cartão.
–Desculpe.- digo sorrindo.- não costumo dormir até tarde assim... Foi você que preparou esse café cheiroso?
Ela sorri, se inclina, pega a bandeja e coloca no meu colo.
–Foi sim. Espero que esteja tão bom quanto o de Gail. Enquanto você desfruta do seu café eu vou acabar de limpar as coisas que sujei na cozinha.- diz e sai antes que eu possa responder.
Olho para o café estupefato, é a primeira vez que alguém prepara meu café e me traz na cama, ou melhor no sofá. Pego o cartão e vejo a caligrafia desajeitada porém extremamente elegante de Ana.
"Em agradecimento por tudo,
desde o choro compulsivo no casamento
até a noite encalorada
nos seus braços. ;)
Muito obrigada!
Ana. "
Sorrio abertamente. Noite encalorada nos meus braços? Será que eu a abracei no meio da noite? Vou deixar pra descobrir isso depois. Tomo meu café que está delicioso. Me levanto e coloco a bandeja de novo na mesa de centro. Dobro o edredom e coloco os travesseiro empilhados no canto do sofá. Depois pego a bandeja e sigo descalço para a cozinha.
Ana está de costas pra mim, lavando alguma coisa na pia. Eu me aproximo e coloco a bandeja no balcão ao lado dela.
–Muito obrigada, estava uma delicia. -digo e me inclino para dar um beijo na bochecha dela bem quando ela vira e meu beijo acaba acertando nos lábios macios dela.
Ela não se meche e nem eu. Ficamos os dois com os lábios colados e nos olhando nos olhos. Se eu contasse isso pra alguém ninguém acreditaria. Chega a ser uma cena até engraçada. Me afasto dela.
–Me desculpe, não foi intencional.Você virou a cabeça e acabei acertando o beijo...-começo a falar mas ela me corta colando os lábios nos meus e fechando os olhos e colocando os braços envolta do meu pescoço.
Demoro alguns segundos para responder. Então coloco as mãos na cintura dela e a puxo gentilmente em minha direção. Começo a mover meus lábios lentamente nos dela, e ela retribui. Vou aprofundando o beijo, minha língua faminta pede permissão para entrar na boca dela e ela consente abrindo um pouco mais a boca. Nosso beijo vai ficando mais sensual, eu dou leve mordidas nos lábios dela em meio ao beijo. Sua mão puxa os cabelos da minha nuca e minha mão percorre desde o começo de suas costas até sua bunda. Acariciando-a. Pego ela no colo sem quebrar o nosso contato e a coloco em cima do balção. Eu me encaixo entre suas pernas. Continuo a beijando e ela geme levemente sobre meus lábios. Quando o ar se faz necessário separo os nossos lábios e vou descendo beijos pelo seu pescoço e seu ombro. Ela inclina a cabeça para me permitir o acesso, ainda de olhos fechados e com a sua mão ainda puxando meus cabelos da nuca com delicadeza. Volto com a minha boca para a sua e começamos outro beijo.
Dessa vez ela enfia a língua dela na minha boca e começamos uma dança exótica e excitante. Meu membro começa a despertar e ela aperta minha cintura com as suas pernas. Escuto uma tosse discreta, me endireito ainda segurando uma Ana completamente envergonhada pela cintura e olho em direção a Taylor.
–Senhor, desculpe incomodar mas a Senhora Lincon e a Senhorita Cox estão lá embaixo querendo subir.-fala Taylor no seu tom profissional pedindo desculpas com o olhar.
Merda! Merda! Merda!
O que Leila e Elena querem aqui? O que elas querem comigo? Por quê elas tinham que aparecer justo hoje que Ana está aqui?
Olho para Ana que continua envergonhada e à desço balção. Continuo com a mão em sua cintura possessivamente.
–Deixe elas subirem Taylor. -digo com voz seca. Taylor balança a cabeça e se retira.
Melhor eu acabar com isso logo.
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