Notas iniciais
Oie gente então ai dois avisos pra vcs! *-* ->Por enquanto vou colocar só POV's do Cristian, quem sabe mais pra frente eu coloco alguns da Ana. -> Se eu contar todos os segredos da Ana de uma vez não vai ter graça e vai ficar chata a fic, então estou contando aos poucos, espero que tenham paciência! Espero que gostem desse capitulo e me digam o que acharam.! Beijos e Boa leitura e relevem os erros.

Ando apressado em direção a eles, esbarando em algumas pessoas no caminho e os alcanço antes deles se beijarem.


– Desculpem a intromissão, mas acho que alguém me prometeu uma dança essa noite.- digo cortando o clima dos dois.


Ana me encara com um olhar aliviado e José com um olhar irritado.Ele olha pra Ana que apenas balança a cabeça como se pedindo desculpas.

–Você não poderia esperar ao menos essa música acabar? -pergunta José irritado.- Tinha que se intrometer bem no meio da nossa dança?

–Bom não me parecia bem uma dança o que vocês estavam fazendo, parecia mais um poste dançando com uma linda mulher.- digo sorrindo com ironia.


–Ora, seu...-começa José, mas Ana o interrompe.


–Está tudo bem, tenho certeza que Cristian só está brincando.-fala olhando para José.


–E então? E a dança que me foi prometido? Vim cobrar.- falo olhando pra ela com malicia.


Ela cora e então se solta dos braços de José assim que começa outra música, chego perto e olho sugestivamente para José que me olha friamente antes de balançar a cabeça e sair.


–Não precisa me agradecer. — digo passando um braço em volta de sua cintura fina e parando a mão na base da coluna dela.


–Te agradecer?- pergunta enquanto pega minha mão e começamos a dançar.


–Por ter te salvado de um beijo que você não estava afim.- digo travando a mandibula.


–E porque pensa que eu não queria receber aquele beijo?


–Só de olhar nos seus olhos qualquer homem, exceto, claro, o seu amiguinho, perceberia que você não estava afim de ser beijada.- respondo.


–Ele apenas se deixou levar pelo momento.- diz me repreendendo.- E você foi muito rude com ele.


–Fui? Não foi minha intenção.- minto e resolvo mudar de assunto. — E então, gostando da festa?


–Sim, tudo está muito lindo.-diz sorrindo e me olhando nos olhos.


–E eu concordo.- digo devolvendo o olhar. Ficamos os dois em silêncio curtindo o momento até que a música acabou. Paramos de dançar e fomos andando até uma das portas duplas.- Gostaria de dar uma volta pelo jardim?


–Claro, o ar puro me faz bem.


Estendo a mão e pego a dela, vamos caminhando devagar, quando estamos quase na beira do lago e afastados do barulho da festa, a conduzo por um caminho de pedras até chegarmos em um banco de ferro onde sentamos.


–Nossa, aqui é lindo.- fala. -Seus pais tem uma bela casa.


–Minha mãe ficaria feliz em escutar seu elogio.


–Sua mãe parece amar muito vocês.- afirma ela olhando o lago a distância.


–Sim, e nós a amamos muito também, ela foi como um anjo na minha vida.


–Sim, as mães são anjos na vida dos filhos.-diz pensativa.


–Você sonha em ter filhos?- pergunto olhando pra ela.


–Se eu estiver viva, quem sabe daqui a alguns anos.-fala desviando o olhar do meu.


Meu sangue gela.


–E por que não estaria viva?


–Porque desde que nascemos já corremos o risco de morrer, ninguém pode prever a morte, infelizmente.


–Mas podemos evita-la.- falo. Ela vira o rosto e me encara.


–Não quando não sabemos sobre ela. A morte é inevitável, sem contar o fato que temos que aceitar os pré requisitos antes de enfim morrermos.


–Pré -requisitos?Quais?


–A dor, o sofrimento, o desespero e a angústia de nunca se saber quando chegará a sua hora são os principais.


–Você está falando de algo especifico? Parece que você conhece sobre o assunto.


Será que ela está falando sobre a mãe dela?


–Sim, eu sou voluntária no hospital infantil e vejo como as crianças sofrem dia após dia e como elas reagem quando perdem algum colega de quarto ou alguém por quem elas se apegaram emocionalmente.- fala.


–Elas estão aprendendo a lidar com a morte desde de pequenos. Isso por um lado não é bom?Porque quando elas forem maiores já entenderam que morte faz parte da vida. E saberão lidar com esse fato irremediável melhor do que as crianças que não tiveram perdas na infância.


–Não acho que seja assim. Olhe o meu caso por exemplo, perdi meu pai quando era pequena, tive que lidar com a morte assim como aquelas crianças. E a pesar de saber que a morte é inevitável e natural da vida, mês passado quando perdi minha mãe me senti sem chão, perdida, transtornada, culpada. Ou seja não me adiantou eu já ter passado pela perda quando era menor, entende? Nunca conseguiremos lidar com a morte, com o sentimento de perda e principalmente com a saudade.


Fico um minuto em silêncio pensando em tudo que ela disse.


–Sinto muito pela sua perda, tanto quando pequena como agora. -falo em tom baixo.


–Eu era pequena e não tinha muito entendimento da vida quando meu pai morreu e logo minha mãe casou-se com Ray que me adotou como filha, então não sofri tanto assim, porque criança acaba esquecendo e Ray diferente do meu pai biológico sempre foi um pai presente e amoroso. Mas com a minha mãe não ta sendo fácil, eu não estou conseguindo lidar com a perda sabe, é como se tivessem arrancado uma parte de mim, como se tivesse um buraco oco no meu peito que eu não consigo tampar, além da culpa que está me consumindo aos poucos.- sussurrou ela limpando as lágrimas que insistem em escorrer pelo seu rosto.


No impulso e com agonia de vê-la chorando me aproximei mais dela no banco e a abracei apertando-a no meu peito. Ela começou a chorar mais ainda, agora soluçando alto, e molhando a meu terno de lágrima, não que eu me importe. Afaguei os cabelos dela delicadamente deixando que ela chorasse. Quando enfim ela se acalmou um pouco eu peguei um lenço no bolso do meu terno e entreguei pra ela.Te-la nos meus braços é a melhor sensação que já experimentei. É como se não existisse os meus cinquenta tons fodidos e toda a carga que vem junto com ele. Eu senti uma vontade louca de ficar abraçado com ela pra sempre, a protegendo de toda a dor e todo o sofrimento.

–Me desculpe- disse limpando o rosto e assoando o nariz.- Não costumo chorar assim na frente das pessoas. É que...


–Não precisa se desculpar, amigos servem pra isso não é?- a cortei.


Somos amigos, não somos?


–Sim,é verdade, mas é que você foi a única pessoa que me escutou e não disse no final que eu deveria ficar forte. É dificil ficar forte quando não se consegue encontrar estruturas e força dentro de si mesma.


–Concordo. Você está bem? Quer um copo de água?- pergunto ainda abraçado com ela.


–Sim estou, só estou com uma dorzinha de cabeça, mas já já passa. obrigada!- fala enfim me olhando.


Sua maquiagem está praticamente intacta apesar de todo o choro, apenas seus lábios que estão sem batom e um pequeno resquício de rímel que escorreu de seus olhos enquanto chorava. Inclino a mão e passo o dedo limpando.


–E então, você quer voltar lá pra dentro ou prefere que eu te leve embora?- pergunto.


–Sim, eu gostaria muito de ir embora, mas tenho que chamar José.-fala com a voz rouca por causa do choro.


–Isso não é problema.-digo levantando do banco e segurando a mão dela para que ela levantasse também.- Eu te levo pra casa e mando Taylor avisar minha mãe e pedir pra ela avisar seu amigo. Assim ele não será obrigado a deixar a festa só por causa de você.


–Taylor?- pergunta quando começamos à caminhar.


–Sim, meu segurança.-sorrio pra ela.


–Okey, se não for incomodo. -Ela abre um pequeno sorriso pra mim que faz meu coração acelerar no peito. Derepente para coloca as duas mãos na cabeça e se inclina pra frente de olhos fechados e com a boca apertada.


–Ana? O que foi?- me inclino perto dela e a seguro pelos ombros, enquanto ela respira com dificuldade balançando a cabeça.


–Só estou um pouco tonta, deve ser por causa do choro. Vou tomar o remédio e daqui a pouco passa.-diz abrindo a bolsa, pegando um comprimido e colocando na boca.


Ela não está bem, apesar de ela tentar parecer bem, eu sei que ela não está. Tiro o celular do bolso e disco o número de Taylor.


–Taylor.- atende ele.


–Taylor estou no jardim, por favor tire o carro e leve até a garagem dos fundos onde não tem repórter. Mas antes avise minha mãe que estou levando a Ana embora e peça para ela fazer o favor de avisar José o amigo de Ana, Kate e Elliot. Diga-lhe que ela está bem, apenas cansada, que não precisam se preocupar. Seja discreto T.


Tenho certeza que a última coisa que Ana quer agora é chamar atenção.


–Sim senhor.-diz e eu desligo.


–Vamos?Taylor vai nos esperar na garagem dos fundos.


–Sim vamos, por favor.- Mas ela dá dois passos e trupica.Eu a seguro pela cintura e sustento o maior peso dela.


–Tem certeza que está bem?Posso pedir para minha mãe te examinar.-falo.


–Sim tenho, é só que esse rémedio me deixa meio dopada. Então se eu dormir no carro não se preocupe.-diz tentando fazer piada.


Que remédio pra dor de cabeça é esse que deixa a pessoa dopada? Será que ela ta tomando rémedio por conta própria? Estamos quase chegando no carro.


–Você toma esse rémedio por conta própria?-pergunto.


–Não Cristian, não estou me automedicando. Tenho receita. — responde.


–Que bom. — digo abrindo a porta do carro pra ela entrar e entro em seguida.Taylor da partida.


–Então você e José moram juntos?- pergunto.


–Não, ele está passando uma temporada no meu apartamento, mas ele mora em Portland.-diz meio sonolenta.


–Você é voluntária no hospital faz tempo?


–Não, mais ou menos um mês. Comecei depois do acidente.


–Acidente?


–Sim, depois que minha mãe se foi.-fala encostando a cabeça no encosto do carro e fechando os olhos.

–Ah, me desculpe a minha falta de tato.-peço.

– Está tudo bem, não tinha como você saber. — ela ta quase dormindo.


–Ana, você tem que me passar seu endereço.-falo mas ela já dormiu. No Dossiê só tinha o endereço antigo dela. E agora?


–Pra onde senhor?- pergunta Taylor quando paramos em um sinal.


–Para o Escala Taylor.-digo.


Ana suspira e escorrega a cabeça para o meu ombro. Ela realmente é linda, fico admirando as feições calma dela até quando Taylor para na garagem do Escala. Desço do carro, pego ela no colo e levo-a direto para o quarto de hóspedes. Coloco-a gentilmente na cama, tiro os brincos e o colar dela e coloco em cima da mesinha de cabeceira e as sandálias coloco no chão ao lado da cama. Depois pego um edredom e coloco por cima dela, saio e deixo a porta meio aberta. Encontro Taylor no meio das escadas segurando uma um bolsa feminina na mão.


–A bolsa da senhorita Steele- me entrega.


–Obrigadao Taylor. Você avisou minha mãe como pedi?


–Sim senhor, ela disse que passaria o recado para Kate e Elliot e para José também. -fala de modo profissional.- Mas alguma coisa senhor?


–Okey, pode se deitar Taylor, obrigado.- digo dispensando, ele se vira e segue para o seu quarto.


Ando até meu quarto coloco a bolsa de Ana na mesinha de cabeceira junto com minha carteira, chaves, celular e meu relógio. Entro no closet para trocar de roupa, visto um calça de moletom e uma blusa polo com gola em V branca e fico descalço. Vou no banheiro e escovo os dentes, depois pego a bolsa da Ana e sigo para o quarto de hóspedes. No meio do corredor escuto um barulho de um celular tocando e percebo que vem da bolsa da Ana. Abro a bolsa, pego o celular e vejo no visor que José que está ligando.


–Alô.- digo.


–Quem está falando?-pergunta José.


–Cristian Grey.-respondo calmamente.


–Posso saber por que você atendeu o celular da Ana?- pergunta irritado.


–Bom, porque ela não pode atender no momento.Acho que isso me parece obvio, não?- digo com ironia.


–Pode chama-la por favor?-pergunta tentando soar indiferente e falhando.


–Sinto muito, mas ela já está dormindo e acho melhor não acorda-la.-falo insinuante.- Ela está muito cansada.


O telefone fica mudo por uns segundos.


–Você pode me dizer pra onde a levou? Sua mãe me disse que você ia leva-la para casa dela e aqui ela não está.- Ele esta quase gritando no telefone.


–Sim esse era o plano inicial, mas ai você sabe né..?! Tivemos que fazer uma mudança de planos como pode ver.-digo sorrindo.- Então viemos para o meu apartamento.


–Você levou ela para o seu apartamento?-agora ele realmente gritou.


–Sim e se você continuar gritando vou desligar na sua cara. Não costumo conversar com pessoas mal educadas, seja por telefone ou pessoalmente.- digo começando a me irritar.


–Falou o cara que se intrometeu no meio de um casal que estava quase se beijando.- respondeu ele em tom mais baixo.


–Não. Falou o cara que chegou a tempo de impedir um imbecil de beijar uma mulher que não está afim dele e que também não queria ganhar um beijo.


–Hora seu..-começa, mas eu o corto.


–Bom José, Ana está dormindo e não pretendo acorda-la, amanha quando ela voltar para casa dela, se ela quiser voltar, vocês podem conversar. Boa noite! -Digo e desligo o celular.


Coloco o celular novamente na bolsa e coloco a bolsa junto com suas jóias. Sento na beirada da cama e fico velando o sono de Ana.

Notas finais
E ai? O que acharam? Espero vocês nos comentários. O próximo capitulo sai amanha na parte da tarde. Beijooos! PS: Faltam 4 dias para o todas nós pirarmos com o trailler e estuprarmos o replay! hehe *-*