Notas iniciais
Eu já tinha postado o capitulo, dai fiz confusão e acabei apagando, Me desculpem. Eu qero agradecer a Sther e a Jacque Bernal pelas lindas recomendações, eu simplesmente amei!

Capitulo 24

Elena andava de um lado para o outro esperando alguns sinal ou resposta de Cristian, o prazo de vinte e quatro horas que ela tinha dado já havia acabado á mais de três horas. Ela estava frustrada e ansiosa, mas apesar de não demonstrar, estava com medo. Ameaçar Cristian foi a sua última cartada, claro, que o chantagear faria ela parecer cruel, mas o que ela podia fazer? Ele não queria contato algum com ela, não respondia suas mensagens e e-mails, não atendia seus telefonemas e muito menos falava com ela pessoalmente.

Ela sabe que se Grace ficar sabendo sobre seu caso com Cristian ela ficará arrasada, mas acima de Grace está Cristian, e o amor que ela sente por ele. Amor que ela só percebeu que tinha perdido algum tempo depois dele se declarar e ela rir. Quando ele começou a ficar distante e cancelar seus encontros repetidas vezes ela estranhou, mas achou que fosse algo relacionado ao trabalho. Até que um dia ele disse que tudo que um dia eles tiveram tinha chegado ao fim, e que não haveria mais nenhum vinculo. Contudo, ela pensou que com o tempo ele voltaria atrás, pediria desculpas e diria o quanto sentiu sua falta. Mas não. Ele não o fez, e apesar de todas as tentativas ela não conseguiu traze-lo de volta.

Foi no casamento de Elliot que ela percebeu que o tinha perdido, o jeito que ele olhava a madrinha de Kate, o jeito que ele a tratou sem se importar com o que as pessoas pensariam, o modo como ele a ignorou a noite toda e depois saiu a ignorando por completo, fez com que ela caisse em si... Fez com que ela percebesse que se não agisse logo, iria perder para sempre a única pessoa que um dia amou. Ela enxergou que seria muito difícil de conseguir o afeto dele novamente, mas ainda assim não quis desistir, até porque ele deve a ela por todos os anos em que ela se dedicou a ensina-lo a ter controle, a foder, impor respeito e principalmente a ser o mestre do seu proprio universo. Não que ela tenha pensado que um dia ele criaria suas próprias asas e sairia voando. Elena não imaginou, nem cogitou a hipotese de que um dia Cristian não a veria mais como sua salvadora e sim como uma pessoa crua, sem coração e que usa de artimanhas para alçancar tudo o quer. Sim, ela até pode ser uma pessoa fria e calculista as vezes, mas poxa, ele deveria ser um pouco menos ingrato e perceber todos os riscos e todas as coisas que ela abriu mão para poder ficar ao seu lado por todos esses anos, ele deveria perceber também que ela não desistiria assim tão fácil.

Assim como antes, Cristian ainda é um fantoche, basta saber como manusear e ele obedecerá sem pestanejar. A única diferente dele para os outros subs que Elena já teve, é que ele de uma forma torta se transformou em algo importante, e perde-lo iria ferir mais que o orgulho dela, feriria também os seus sentimentos. Ela o ama, isso é um fato. Quando ele resolveu não ter mais relações sexuais com ela, porque ele preferia dominar do que ser dominado, ela entendeu e até mesmo encontrou subs para ele, Mas quando ela percebia que ele estava se apegando em alguma, ela dava um jeito de interferir, assim como ela fez com Leila. Leila foi tola o suficiente para cair no seu papo de que eram amigas e que Elena só queria o bem e a felicidade dos dois. Tolinha!

Nenhuma mulher além de Elena está a altura para ter um relacionamento com Cristian. Nenhuma mulher é capaz de conhece-lo tão bem e profundamente, e satisfaze-lo em todas as formas. Somente ela, afinal foi ela quem ensinou tudo que ele sabe. Pode parecer narcisismo, mas não, isso é apenas a realidade. Ninguém se dedica tantos anos a alguém para depois levar um pé na bunda e ser trocada por uma interesseira qualquer que se faz de coitada para chamar atenção. Todo esse tempo não vai ser jogado fora, Elena Lincon não aceita perder, nunca perde. Não importa como, mas que vai ser ela quem vai gritar “Cheque Mate” no final da partida, ah, sim, isso vai. Que doa a quem doer, mas que ela terá Cristian na sua gaiola novamente isso terá.

POV Cristian

Disco o número da minha mãe assim que chego no escritório, preciso falar com ela antes de falar com Elena novamente.

–Alô?

–Mãe?

–Oh, oi filho. Aconteceu alguma coisa? – pergunta assim que reconhece a minha voz.

–Eu te acordei? Desculpe-me. – digo.

–Não filho, eu já estava acordada.

–Certo, mãe eu... – eu travo, não sabendo como falar.

–Está tudo bem Cristian? – pergunta preocupada.

–Não, mas espero que vá ficar. A senhora teria um tempo para uma conversa comigo hoje?

–Claro meu filho, meu plantão é só à noite hoje. Porque você não vem aqui para irmos almoçar juntos? — pergunta.

–Podemos almoçar por ai mesmo? O que tenho para conversar não pode ser em um restaurante...

–Tudo bem. — Ela concorda — Ao meio dia está bom?

–Sim, obrigada mãe. Até logo.

–Até logo filho.

Dizer que não estou com medo de ter essa conversa com a minha mãe seria uma blasfêmia, eu estou apavorado. Tenho medo de ela não perdoar, de ela me olhar com nojo e repulsa. Não sei o que ela vai achar disso tudo, mas espero que ela entenda que Elena é passado e que Ana é meu presente e futuro. Aperto o interfone para pedir para Andréa cancelar minha agenda da parte da tarde e chamo Taylor para avisar dos meus planos.

...

Minha mãe está olhando para mim estática, pálida e em choque. Ela ficou em silêncio desde o momento em que comecei a contar até agora. Ainda não contei sobra Ana. Só contei o básico, que eu e Elena tivemos um envolvimento desde que eu tinha quinze anos. Não falei sobre o BDSM e nem toda a perversão.

Estamos sentados no escritório de meu pai com a porta trancada desde a hora que acabamos de almoçar. Ela percebeu que eu estava nervoso e quando enfim falei o que estava me deixando ansioso, ela não disse mais nada.

–Você está me dizendo que a mulher que eu chamei de amiga esse tempo todo seduziu meu filho de quinze anos e fodeu com ele por seis anos? – pergunta baixinho.

–Sim. – respondo com a boca seca.

–Porra! Seis anos! Por malditos seis anos e eu não percebi. Bem embaixo do meu nariz e eu não enxerguei. – É a primeira vez que eu escuto Grace falando palavrões, se eu não estivesse tão nervoso eu iria sorrir.

–Sinto muito mãe. Eu... Por favor me perdoa.. Não sei o que falar, mas eu me arrependo de tudo, de cada minuto. Por favor não me odeie. Eu estou arrependido por tudo, eu juro que acabou, que nós não temos mais nada. Eu juro...

–Eu... Meu Deus Cristian! Você não tem culpa, você era só uma criança, uma criança que foi violada quando menor e depois violada de novo na adolescência. Eu é quem devo pedir perdão por não ter prestado atenção nos sinais, merda eu sou médica, eu deveria saber. Se eu tivesse prestado mais atenção quando você mudou de atitude de uma hora para outra... Mas não, eu estava tão feliz que você tinha parado com as brigas na escola, que você estava mais sociável conosco, com seus irmãos que eu simplesmente não percebi que havia um motivo por trás disso tudo. Me perdoe por ter sido tão negligente e cega... – Ela engasgou com o choro.

Levantei do sofá e a abracei apertado. Acho que nunca a abracei assim na vida.

–Não é sua culpa mãe. Você foi a melhor mãe que eu poderia ter, e apesar de eu não falar, eu amo você e sou grato por tudo que você e o papai fizeram por mim. Vocês foram a melhor coisa que me aconteceu nessa vida. – quando falo sou tomado por uma emoção estranha, é como se eu estivesse sendo liberto de mais uma algema invisível, como se uma barreira que eu mesmo criei estivesse caindo.

–Filho! Oh meu filho! Você e seus irmãos que foram as melhores coisas que podia ter acontecido na minha vida e na do seu pai. Eu não me arrependendo nem um segundo por ter adotado vocês.

–Eu só posso dizer obrigada mãe. Obrigada por tudo. Não há palavras suficiente para eu dizer o quanto sou grato por tudo. – Falo com a voz embargada.

Quando minha mãe consegue parar de chorar e se acalmar, nós sentamos novamente no sofá e ficamos em um silêncio que por incrivel que pareça não era constrangedor. Cada um submerso em seus próprios pensamentos. Mas eu sabia que as rodas estão girando na cabeça dela a todo vapor.

–Eu não entendo. – Minha mãe falou por fim. – Porque você resolveu me contar tudo isso? Se você não me contasse eu nunca desconfiaria de nada, eu continuaria no escuro...

–Eu sei. Eu não queria contar para dizer a verdade. Eu não queria te sujar com essa merda toda. Mas as coisas se complicaram e eu não tive outra opção. Bom, na verdade eu tive, mas não era uma opção aceitável.

–Se compricaram? Que coisas se complicaram?

–Você se lembra da Ana? – pergunto.

–Ana? Que foi madrinha da Kate?

–Sim. Essa mesma.

–Como é que ela entra nessa história? Eu estou perdida Cristian.

–Eu sei. Eu e a Ana estamos namorando. – Os olhos da minha mãe quase saltaram para fora.

–Namorando? Você e ela?Desde quando? – pergunta espantada.

–Sim. Como a senhora sabe nós nos conhecemos no ensaio de casamento do Elliot, e então desde lá nós andamos saindo, e agora resolvemos namorar. A senhora tem alguma coisa contra? – pergunto quando vejo um rápido lampejo de medo nos olhos dela.

–Não. É que é um choque. Eu nunca iria pensar que vocês dois pudessem ter alguma coisa. Depois de tudo que vocês dois passaram, talvez seja o destino ou o universo conspirando a favor de vocês.

–Hum... – eu não sabia o que responder.

–Mas ainda não entendi. Foi a Ana quem disse para você me contar? Ela sabe sobre Elena?

–Sim, ela sabe. Como eu já contei para senhora eu e a Elena não temos mais nada a anos, eu cortei todos os vinculos. Só que um dia a algum tempo, ela chegou no Escala e a Ana estava lá, então eu tive que contar.

–Certo.

–Só que quando Elena percebeu que eu tinha cortado os laços de vez e que não teria volta, ela resolveu me chantagiar.

–Te chantagiar?

–Sim, ela quer que eu termine com a Ana. Disse que se eu não terminar, ela viria aqui e contaria tudo para você. Ela sabe que você é uma das únicas pessoas que eu não quero ver magoada, nem sentindo vergonha e nojo de mim.

–Eu jamais sentiria vergonha ou nojo de você Cristian.

–Sim, eu acho que sim. – digo ainda em duvida. – A questão é que ela quer me ver longe da Ana, mas eu não posso mãe. Eu não consigo me imaginar em outro lugar que não seja ao lado dela e apesar de eu ter medo e não querer que você soubesse dessa merda toda, eu não poderia ceder a chantagem dela, porque chantagem é uma coisa que não tem fim. A cada dia ela vai querer exigir mais e mais de mim, eu serei um submisso nas mãos dela. – Solto um arrepio involuntário quando minha mente voa para quando eu era de fato um submisso.

–Eu nunca pensei que um dia você se apaixonaria Cristian, e é muito gratificante de ver. Eu estou muito feliz por você não ter cedido a chantagem, e ter vindo até mim. Eu fiquei esses anos todos esperando o momento em que você viria pedir ajuda, nem que fosse com o dever de casa... Mas você sempre foi tão auto suficiente.

–Me desculpe mãe... Eu só não queria atrapalhar, eu pensava que se eu fizesse tudo sozinho sem ficar enchendo o saco de você e Carrick, teria menos chances de vocês me devolverem. Eu tinha medo de vocês não me quererem mais. Tinha medo de ter que voltar para aquela casa medonha e...

–Eu nunca iria imaginar isso Cristian. Mas o importante é que agora tudo é diferente não é? – Vejo um lampejo de esperança nos olhos dela.

–Sim. Tudo ficará bem. – Meu celular vibra no bolso.

Elena chamando. Não sei se atendo ou se deixo tocar.

–Não vai atender? – Minha mãe pergunta.

–Não sei. É Elena.

–Elena?

–Sim, o prazo que ela me deu já acabou e eu não entrei em contato com ela ainda.

–Ela te deu um prazo?

Meu celular para de vibrar.

–Sim, 24 horas. Na verdade acabou ontem, eu pensei que deveria falar com você antes de falar com ela.

–Você fez certo. Eu não quero que você atenda as ligações dela. Quero que você continue a ignorando.Me promete?

Eu não entendo o porque minha mãe me pediu para ignora-lá, se eu não falar com ela, com certeza ela vai cumprir a promessa e vim atrás de Grace. E ela pode contar todos os detalhes sórdidos da nossa “ relação”.

–Mãe, eu não contei tudo para você e se eu não falar com ela, ela pode vir aqui e contar os detalhes sórdidos. E isso não é algo que vou permitir.

–O que você me contou é o suficiente. Sou amiga de Elena faz um tempo bom Cristian, não sou boba. Sei de que tipo de coisa ela gosta. Você não precisa se preocupar com isso. Mas eu quero que você me prometa que não vai mais falar com ela. Vamos, me prometa.

Se minha mãe conhece o tipo de relação que ela tem, então com certeza já deve ter ligado os pontos e entendido que tipo de relação nós tinhamos. Eu olho para todos os lugares menos para ela, não consigo. O nível de vergonha e arrependimento é muito grande. Eu estou com medo do que pode acontecer caso eu não atenda Elena. Me angústia.

–Mãe eu não...

–Meu bem você já aguentou Elena demais na sua vida. Está na hora de você deixar ela no passado e seguir sua vida com a Ana, que eu tenho certeza não é apenas uma paixonite e cão que ladra não morde.

Eu sorrio. Seria bom eu me focar apenas na minha relação com a Ana, e esquecer Elena. Quem sabe minha mãe não tem razão? As vezes Elena esá apenas blefando.

–Tudo bem, eu prometo. Mas por favor, não faça nada em relação a ela e ao que eu te contei. Eu só quero seguir em frente como você disse.

Minha mãe desvia o olhar.

–Claro filho. Apenas seja feliz, ok? Mas para o seu pai eu terei que contar, ele pode estranhar não ter Elena aqui nos jantares e festas.

Sim, eu já imaginava isso. Meu pai e minha mãe não teem segredos um com o outro. É óbvio que ela contará para ele.

–Eu entendo. Só não quero que vocês se preocupem.

–Eu sou mãe Cristian, eu sempre vou me preocupar.- eu rio porque ela tem um ponto.

...

Elena continua ligando, já fazem dois dias que eu contei para minha mãe sobre a chantagem e como prometi, eu não atendi nenhuma das ligações de Elena. Eu e Ana estamos cada vez mais próximos, Ray depois de como diz Ana “Conferir se ela está realmente bem”, voltou para sua casa.

Ana diz que eu o conquistei quando não me intimidei com ele. Eu acho que o conquistei depois de passar uma hora e meia tentando convencê-lo a me dar a chave do apartamento de Anastasia e sair para nos dar privacidade. Só depois de eu dizer várias vezes que eu não iria fazer nada que ela não quisesse e só prepararia um jantar para que pudessemos conversar ele cedeu. Acho que ele percebeu que a amo, e que com certeza não seria ele a me impedir de conversar com a Ana.

Apesar dos nossos amassos Ana e eu ainda não fomos para o finalmente. Eu não quero apressar nada, quero que ela tenha seu proprio tempo. Mas estaria mentindo se dissesse que não estou louco para sentir seu corpo nu no meu, porém no fundo eu até gosto desse nosso joguinho de esfrega esfrega e depois banho frio. É novo pra mim e me faz pensar que sou apenas uma cara normal com sua namorada, assistindo um filme chato na tv em uma noite qualquer. Ana além de bonita é muito engraçada e extrovertida, converso com ela mais do que já conversei com alguém. Do mesmo jeito que ela conta curiosidades sobre sua vida, eu conto da minha, e nós dois rimos juntos nesses momentos bobos, como uma casal de adolescentes apaixonados.

Ana chorou de tanto rir quando eu contei que tinha ganho um peixe dourado de Grace no meu aniversário de seis anos, mas que apesar de ter achado ele bonito eu fiquei com medo dele morrer afogado e soltei ele no jardim para encontrar seu próprio lugar, porque não era justo manter preso uma criaturinha tão delicada e pequena como aquela.

Eu gosto de vê-la sorrindo, sinto uma paz na alma. Mas em alguns momentos sinto que tem algo errado e que estou sendo mantido no escuro, mas como Flynn diz “tudo tem seu tempo”, quando ela se sentir confortável ela mesma me contará seus segredos, ao menos eu estou tentando me convencer disso.

Taylor ainda não tem nenhuma atualização sobre as causa do incêndio, mas graças ao bom Deus foi confirmado que ninguém ficou ferido, mas apesar do alivio, Taylor ainda acha que foi um incêndio criminoso e quis reforçar a segurança de todas as filias da Grey House e do Escala, mas eu me opus, acho que ainda não é o caso.

Talvez tenha sido apenas um acaso, um incidente de percurso. No momento estou mais preocupado e focado em fazer Ana confiar em mim o suficiente para me contar seus segredos. Afinal eu quero conhece-la tanto por dentro como por fora, quero conhecer cada detalhe de sua vida.

“O amor verdadeiro tem destas coisas: não se explica, não se controla, não se racionaliza, simplesmente toma conta. É uma droga, um vício, uma viagem entre o céu e o inferno, ida e volta, sem parar.”

Notas finais
Comentem o que acharam por favor. Favoritem. Compartilhem. Recomendem. Pra quem não sabe temos um grupo no face : https://www.facebook.com/groups/cinquentatonsdeamor/ E quem quiser pode me chamar no whats : 3588910336 Bjos especial para a Juliana ( whats) Sther (whats) e Jacque bernal