Cinquenta Tons de Amor
25 Capitulo 25
Notas iniciais
Capitulo 25
Pov Christian
Minha relação com Ana vai de vento e poupa. A cada dia estamos mais próximos. Quando ela começou a trabalhar em tempo integral nosso tempo foi reduzido, mas isso não impediu de nos encontramos todos os dias. Quando não saímos para jantar, ir ao cinema, ou em algum musical, nós vamos para o meu apartamento e comemos fast foods enquanto conversamos ou assistimos alguma série que Ana goste. Na maioria das noites ela dorme na minha cama depois de alguns “amassos”, ela é divertida, altruísta, sorridente e perspicaz. Nós trocamos caricias, beijos e segredos, posso dizer que ela sabe de tudo sobre a minha vida — desde quando a polícia achou o corpo da minha mãe biológica até a primeira vez que tive relações sexuais com Elena. — e ainda assim ela continua do meu lado, como ela diz "desde que seu passado fique no passado, será apenas passado."
Nós não tivemos relações sexuais ainda, eu estou respeitando o seu tempo. Cada vez que as coisas começam a esquentar Ana se afasta, eu fico frustrado e muitas das vezes preciso de um banho gelado para acalmar os “nervos”. Eu nunca me senti tão ligado a alguém como me sinto com Anastásia, eu a sinto chegando, antes mesmo de eu vê-la, eu sei quando ela está no mesmo cômodo que eu, como se uma corrente elétrica saísse do corpo dela e passasse pelo meu corpo. Meu coração dispara como se eu fosse um menino do ensino médio, e apesar de Ana ser bem aberta e sincera, quando tento conversar sobre o acidente que matou sua mãe ela desconversa, quando pergunto o que é o remédio que ela toma todas as manhãs, ela apenas balança a cabeça.
Já tentei descobrir com Elliot, Kate, Grace e até com o pai de Ana, mas todos desconversam. Cada dia eu fico mais intrigado. Mas decidi esperar quando ela quiser compartilhar comigo essas artes de sua vida. Em algumas ocasiões ela simplesmente se desliga, é como se fisicamente ela estivesse ao meu lado, mas mentalmente longe, nesses momentos eu vejo uma tristeza em seus olhos que me corta o coração, eu gostaria que ela se abrisse comigo, confiasse em mim. Eu gostaria de ajudar ela a tirar esse peso todo que eu sei que ela carrega nos ombros. Hoje é sexta feira e combinamos que diferente das outras noites em que ela vinha para o Escala, eu é que iria para seu apartamento. Eu nunca dormi lá, na maioria das vezes eu entro apenas para tomar um café depois de alguma noite que jantamos fora ou fazemos alguma outra coisa. Toco a campainha e Ana abre a porta com um sorriso lindo. Ela está com uma blusa de alcinhas, uma saia curta e os cabelos soltos.
—Boa Noite. – Falo olhando para seu lindo corpo.
—Boa noite, você chegou bem na hora. O jantar está quase pronto.– Sorri, abrindo mais a porta para que eu possa entrar.
Passo por ela e quando ela fecha a porta e se vira, eu a pressiono na porta e beijo seus lábios rosados. Ela suspira e aproveito para enfiar minha língua dentro de sua boca, minha mão passeia pelo seu corpo e suas mãos vão para o cabelo da minha nuca que ela puxa levemente.
—Meu Deus! – Respiro. – Eu senti saudades.
—Nós nos vimos a menos de doze horas. – Ela ri.
—Sim, mas isso não me impede de sentir saudades. – Me inclino e dou um beijo no seu pescoço.
—Vamos lá, o jantar vai queimar se você continuar me beijando assim. – Diz, ainda com as mãos na minha nuca. – E eu posso perder a batalha e acabar cedendo ao que o meu corpo quer.
“O que seu corpo quer?” Porra!
—O que seu corpo quer? – Pergunto, já imaginando o que deve ser.
Ela apenas sorri, me solta e vai em direção a cozinha. Balanço a cabeça e a sigo.
—Você é má, sabia?
—Eu? Não posso imaginar o porquê.
—Você sabe bem o porquê, eu...
—Você vai me ajudar a colocar a mesa. – Me corta enquanto tira o que parece ser uma lasanha do forno.
—Mas...
—Vamos lá, você pode falar depois que jantarmos, vou sentar e escutar todos os seus lamentos. – Fala me entregando um kit americano.
—Ok. Ok. – Desisto colocando o resto das coisas na mesa.
(...)
Depois que nós jantamos e limpamos a cozinha resolvemos conversar. Ana colou John Meyer baixinho para tocar e me espantei quando descobri que ela é fã desde de nova, e até pôster dele na parede tinha. Aos poucos, nossa conversa foi tomando um rumo mais íntimo, quando percebi nossos corpos já estavam grudados, meu braço descansando em cima do encosto do sofá traçando pequenos círculos nos seus ombros e suas pernas em cima das minhas.
—Então com quem você aprendeu a cozinhar? – Pergunto.
—Minha mãe. Apesar dela não ser uma excelente cozinheira, algumas coisas ela fazia bem. Eu lembro que sempre que ficava doente quando criança ela ia para a cozinha e inventa uma comida nova para me animar. Muitas das vezes ficavam horríveis, mas eu mentia que estava bom, até comia para ela não ficar triste. Eu sabia que se eu não fizesse um esforço e comesse ela ficaria mais preocupada do que já estava. – Ela sorri com a memória. – Quando eu melhorava, ela me contava que sabia que eu estava mentindo e nós riamos de toda a situação.
Ana ficou em silêncio e eu permiti, não ia empurra-la, ela nunca falava de sua mãe, então eu estava mais que satisfeito por ela estar soltando informações.
—Quando aconteceu o acidente e eu estava deitada na cama do hospital, eu sabia que ela tinha partido. Eu acordei depois de quatro dias, estava desorientada, mas assim que minha ficha caiu eu soube.... Eu sentia... E tudo culpa minha...
“Ela estava dirigindo o carro” As palavras de Elliot voltam na minha mente.
—Você não tem culpa alguma Ana...- começo, mas ela me corta.
—Você não sabe a história toda, eu tenho mais culpa do que você pensa. Elliot e Kate já devem ter lhe contado...
—Não, eles não contaram, é a sua vida, a única que tem que me contar é você, quando você sentir que deve, quando você confiar em mim o suficiente. Não eles, apenas você. Mas, mesmo não sabendo da história toda, eu tenho certeza que a culpa não foi sua. Você não machucaria uma formiga de proposito, quem dirá sua mãe. Você a amava, só pelo jeito que você fala sobre ela, eu posso ver isso. Você a idolatrava.
Ana me abraça, chorando, lágrimas silenciosas descem pelo seu rosto.
—Eu.... Eu estava dirigindo Christian, era eu quem estava segurando o volante. Eu não consigo tirar essa culpa de mim, se eu não tivesse insistido em dirigir, se eu não tivesse feito ela sair comigo, ela nunca teria morrido, o acidente nunca teria acontecido. Eu coloquei a minha vida em risco, eu matei minha mãe, eu deixei mais duas pessoas feridas. Eu. Apenas eu.
Esperei ela se acalmar, passei a mão carinhosamente nos seus cabelos, quando percebi que ela tinha parado de chorar resolvi falar:
—Você acha que alguém te culpa? Ninguém culpa você. Você foi vitima assim como as outras duas pessoas que foram feridas, e assim como sua mãe que infelizmente faleceu. Sua mãe não gostaria que você vivesse com essa culpa toda Ana. Não tinha como você saber o que ia acontecer, ninguém pode prever o futuro.
Não sabia o que exatamente tinha acontecido no momento do acidente, mas sabia que Anastásia não tinha culpa alguma.
—Eu quero acreditar em você...
—Acredite, eu não estou mentindo para você, eu nunca vou mentir para você. Eu prometo. Eu não tive o prazer de conhecer sua mãe, mas tenho certeza que ela não gostaria de ver apenas metade da filha que ela colocou no mundo vivendo. Você sorri, mas seu sorriso não chega nos olhos. Você é divertida, engraçada, dedicada, gulosa. – Sorrio.- Mas você não vive completamente, você está perdida e confusa, eu sei que tem mais aí dentro, e que você ainda não está pronta para me contar, mas você tem que colocar para fora. Pode ser comigo, Kate, Ray, José, Elliot, Grace.... Não importa, você tem que se abrir para alguém, guardar só para você é péssimo, uma hora não vai ter mais espaço para tanta coisa e você simplesmente vai desmoronar. Eu quero te ajudar antes que isso te quebre mais.
Ela tinha que conversar com alguém, fiquei inclinado a oferecer Flynn, mas não queria pressiona – lá demais.
—Eu não quero a piedade de ninguém, não quero que fiquem preocupados comigo. Eu vou lidar com isso. – Disse. – Não quero ser um peso.
—Você não é um peso Ana, e todos nós queremos o seu bem. Queremos que você seja feliz. Você não tem que lidar com isso sozinha.
—Eu nunca imaginei que o famoso Christian Grey soubesse consolar uma mulher. — Disse me beijando rapidamente na boca.
—Não é uma mulher. É a minha mulher. Eu quero que você confie em mim, eu quero te ajudar.
—Tudo bem. Podemos mudar de assunto? — pergunta.
—Claro. Sobre o que você quer falar?
—O que você quiser, eu falo demais. Hoje você escolhe. — Ela levantou a cabeça e sorriu para mim, um sorriso tímido, mas que fez meu coração dar um salto dentro do peito.
—Então o que seu corpo quer? — pergunto sorrindo maliciosamente.
—Acho que você sabe senhor Grey. — sorri.
— Você confia em mim? — Pergunto. Se ela confiasse em mim, poderíamos resolver essa questão do seu corpo rapidamente.
Ana fica me encarando por um tempo, séria.
—Eu confio em você. – Diz. – Você acha que eu estaria com você por todo esse tempo ou contaria sobre a minha mãe, se eu não confiasse?
Fico olhando para ela sem palavras.
—Eu jamais me envolveria com você se eu não gostasse de você Christian.
Porra! Se eu não fosse homem eu choraria de alegria.
—Eu sei que não tenho sido uma grande namorada, mas eu só queria ter certeza antes de dar um passo maior. Lá na frente você pode me deixar, eu estou ciente disso. Tem coisas sobre mim que você ainda não sabe...
Não consegui me segurar e fui para cima dela com intensidade beijando-a com força. Pensei que ela fosse se esquivar, mas ao contrário disso ela se apertou contra mim me puxando ainda mais para ela. Deitei-a no sofá e fiquei por cima dela, passando a mão pelo seu corpo, sentindo cada reentrância suave e macia.
Desci meus beijos para seu pescoço, colo e, olhando para ela em busca de permissão, abaixei sua blusa e fiquei olhando para seus seios. Passei a língua de leve por um mamilo e ouvi um gemido suave saindo dela. Dei mordidas leves e notei que ela já estava excitada. Fui descendo minha mão pela barriga dela, levantei sua saia devagar para não assusta-la e ela me pedir para parar. Toquei sua calcinha e senti o calor através dela.
—Christian... — ela sussurrou.
— Por favor... só me deixe toca-la mais um pouco… Por favor... -implorei para ela.
Senti quando ela se rendeu e não perdi tempo. Fiz ela se sentar e tirei sua blusa e sutiã com rapidez para ela não mudar de ideia. Deitei-a novamente e beijei-a com sofreguidão. Afastei sua calcinha e passei a massageá-la entre as pernas, cada vez com mais intensidade. Seus gemidos me excitavam ao extremo e eu precisava de qualquer tipo de libertação. Me afastei um pouco, tirando minha camisa e abri o zíper da calça. Olhei para ela para ver se ela ainda estava disposta a dar esse passo, quando senti seus dedos na minha ereção.
Puta merda.
—Deixa que eu faço isso — disse ela com a voz rouca.
— Anastásia se você continuar não sei se vou conseguir parar. — Eu disse tentando controlar meu desejo de rasgar suas roupas e me afundar nela o máximo que eu conseguisse.
— Não quero que pare. Faça amor comigo, Christian. Eu estou pronta e meu corpo quer isso... Quer você...
Foi a coisa mais linda que tinha ouvido em muito tempo.
Segurei seu rosto em minhas mãos e olhei-a com fascinação. Então, sem conseguir esperar mais peguei-a no colo e levei-a em direção ao seu quarto. Chegando lá tratei de tirar o resto se suas roupas enquanto ela, desajeitada, tentava tirar meu jeans e minha boxer. Quando ambos estávamos nus, a empurrei para a cama e me deitei em cima dela.
— Como você é linda. Toda você. Você me deixa louco. — Não conseguia parar de repetir. A beleza dela me embriagava.
Beijei cada parte do seu corpo que estava exposta aos meus olhos até chegar em seu centro. Ana respirava com dificuldade e quando sentiu minha respiração lá em baixo, arqueou seu corpo de encontro à minha boca. Passei a língua por seu clitóris devagar e sem muita força, só para atiça-la ainda mais.
—Christian... por favor... — implorava ela. A torturei por mais um tempo e quando ouvi seu grunhido de frustração decidi acabar com a tortura.
A suguei e chupei com força, minha língua abrindo caminho para seu clitóris, enquanto enfiava dois de meus dedos dentro dela. Ana soltou um grito o que me fez ficar ainda mais eufórico. Trabalhei incansavelmente nela até que senti, pelo aperto em meus dedos que ela estava quase chegando ao clímax.
—Christian... não... não pare. Não pare. -Repetia enlouquecida, como se eu fosse parar. Continuei a chupar seu clitóris até que ela gozou.
—OH MEU DEUS! – Gritou e seu corpo ficou mole. Subi beijando seu corpo até chegar nos seus seios, mordisquei de leve seu mamilo.
—Você tem um gosto incrível Ana. – Digo sorrindo. Ela sorri timidamente e se esfrega em mim.
—Bom, eu gostaria que você me fodesse agora. – Diz sorrindo.
—Não sabia que você poderia soar tão vulgar. – Digo fingindo espanto.
—Na verdade eu posso ser bem mais vulgar quando eu quero ser comida...
Sem conseguir me segurar por mais um segundo me levantei, coloquei um preservativo e, com uma só estocada entrei nela com força. Quase não escutei o grito dela debaixo de mim, tamanho o prazer que senti. Ela era maravilhosa. Seu interior quente me apertava ao ponto de doer. Ela era incrível. Sentir o seu calor envolta do meu pau era simplesmente maravilhoso.
Depois de leva-la ao orgasmo várias vezes, Anastásia me olhou com um sorriso sonolento.
—Eu não aguento mais, acho que você me quebrou! — Respira Anastásia bocejando.
—Oh não... Logo agora que eu queria começar tudo de novo!? — Respondo com falsa indignação.
Ana ri e se encaixa nos meus braços, suas pálpebras se fechando e um leve sorriso em seus lábios. Sem sombra de dúvida hoje é o melhor dia da minha vida.
Assim como YinYang, nossos corpos se completavam perfeitamente. Fecho os olhos e agradeço silenciosamente a Deus, por ter colocado essa mulher na minha vida.
Amar pode curar
Amar pode remendar sua alma
E é a única coisa que eu sei
Eu juro que fica mais fácil
Se lembre disso em cada pedaço seu
E é a única coisa que levamos com a gente quando morremos
( Photograph — Ed Sheeran)
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