Notas iniciais
Oie gente, bom estou tentando postar desde de ontem, mas a minha internet linda não me permitiu. Ao invés de dividir em três partes os Pov's do Grey eu fiz em duas, ou seja essa é a última parte. Agora vocês vão entender o porque do Cristian estar jantando com a Elena. Espero que gostem, sejam bem vindas as novas leitoras!! urrul quase 350 acompanhamentos, eu piro! hehe :*

POV Cristian

Acordo com um barulho irritante, parece que tem um telefone tocando. Pego o travesseiro e coloco na cabeça, não quero acordar, meu sonho está muito bom, mas o barulho continua, tento ignorar e volto a dormir. O barulho para. Ufa! Relaxo. Minha alegria dura pouco ele volta depois de alguns instantes. Desisto e sento na cama, procurando o barulho irritante.

Acho o celular ao meu lado e o pego, Elena ligando de novo. Recuso a ligação, mas que mulher insistente. Olho no relógio de cabeceira e vejo que são quase seis e meia da tarde, dormi bastante. Levanto e visto uma calça de moletom e uma camisa branca e sigo para a cozinha com meu celular. Tenho que ligar para Ana, depois do sonho que tive com ela preciso escutar sua voz.

Abro a geladeira e pego uma garrafa de suco de laranja e um sanduiche frio de peito de peru. Meu celular volta a tocar, não preciso olhar para saber quem é. Atendo.

– O quê você quer? – rosno.

– Uau, porque tão bravo? – pergunta Mia assustado.

Oh!

– Me desculpe Mia, pensei que fosse outra pessoa.

– Pude perceber isso. – diz irônica.

– Me desculpe, tive um dia longo. Eu sei que fiquei de ligar para você mas eu estava cansado e ...

– Está tudo bem, não foi por isso que te liguei. – me corta ela e escuto uma voz no fundo. Meu sangue gela.

– Quem está com você? – pergunto já de pé, meu suco e meu sanduiche abandonados.

– É Elena. – responde.

O que Elena está querendo?

– O que você está fazendo com Elena? – quase grito ao telefone.

– Olha não precisa ficar bravo, eu sei que vocês dois brigaram por...

– O quê? Quem foi que te disse isso?

Tenho que dar um jeito em Elena, o que ela está pensando da vida?

– Foi ela, ela disse que vocês se desentenderam por causa do salão que vocês são sócios e que por isso você não queria atender o telefone.

– Onde você está Mia? – pergunto mais calmo, vou dar um jeito em Elena de uma vez por todas.

– Estava indo para a academia, mas como Elena me ligou me chamando para um café, resolvi vim. Estamos no shopping.

–Certo. Passe o telefone para Elena por favor. – peço me controlando.

–Tudo bem, não fique muito bravo, ela disse que está arrependida.

Arrependida! Se Mia soubesse o verdadeiro motivo de minha briga com Elena, ela ficaria escandalizada.

– Oi Cristian. – diz uma voz macia.

–Escute, nós não temos nada a falar um com o outro, me deixe em paz e deixe minha família em paz também. Não estou brincando Elena. – ameaço.

–Olha, nós precisamos conversar, eu vou devolver o celular para Mia, assim ela pode ir sossegada para a academia, e vou te ligar do meu. Me atenda, ou serei forçada a procurar Mia novamente. – fala e desliga.

Entro no quarto e começo a trocar de roupa, minha fome se foi. Estou além de irritado. Quando acabo de colocar o terno por cima da camisa , meu telefone toca.

– Diga logo o que você quer. – falo rispidamente.

– Primeiramente quero que você tenha educação e depois quero que você me leve para jantar. Temos muito o que falar. – diz e eu rio amargamente.

– Se você está tentando ser engraçada, não conseguiu. Primeiro: eu falo como eu bem quiser. Segundo: não vou levar você para jantar , nem que isso faça acabar a fome no mundo. Terceiro: Pare de me ligar, me deixe em paz, não temos nada para conversar, todos os laços já foram cortados, me esqueça.

– Não desligue! –grita no telefone. – Não desligue ou a querida Grace vai ter que saber o quão mal educado seu filho é. Além disso acho que ela ficará muito chateada em saber que o seu filho problemático teve relações sexuais com a sua melhor amiga por vários anos.

O que? Fico mudo, meu sangue gela em minha veias. Como foi que um dia eu cheguei a pensar que era apaixonado por essa víbora?

– Você está me ameaçando? – pergunto friamente.

– Ameaçando não, estou te dando a opção de escolha, e espero que escolha o certo. Você pode me pegar em casa daqui a meia hora. A escolha é sua. Somente sua. E você sabe que eu não brinco em serviço querido Cristian.

Desligo o telefone e me sento na beirada da cama. Ela não pode contar para a minha mãe, isso acabaria com ela. Eu me envergonharia pelo resto da vida, e ela pensaria que fracassou como mãe. Solto o celular na cama e abaixo a cabeça nas mãos.

Não posso permitir que o anjo da minha vida seja magoada tão profundamente com os meus tons fodidos. Pego meu celular e vou atrás de Taylor.

–Vamos buscar a Sra. Lincon , Taylor. – digo. Ele fica estático me olhando chocado. – E então? Vai ficar me olhando até que horas? – pergunto e sigo para a porta, ele se recupera e me alcança.

Nosso caminho até a casa de Elena é silencioso, não posso acreditar que estou cedendo a Elena, mas não posso permitir que ela magoe minha mãe, mesmo que isso seja apenas uma ameaça vaga. Ana não gosta de Elena , e com certeza não vai gostar de saber que estou indo jantar com ela. Fiquei de ligar pra ela e ainda não liguei, vou ligar depois que colocar um fim definitivo nessa história, assim vou explicar tudo, não quero magoá-la também.

Taylor desce do carro e vai abrir a porta para Elena, eu continuo no carro.

–Você já foi mais gentil antes meu querido, lembro de um tempo que era você que abria a minha porta e sempre me dava um selinho antes de eu entrar. – diz sorrindo maliciosamente.

Viro a cabeça para encara-la.

–E eu me lembro de um tempo que você tinha mais noção do ridículo. – digo olhando o vestido de noite vermelho tomara que caia que ela está usando e seus sapatos de camurça alto demais pro meu gosto.

Ela me fuzila com o olhar. Raiva, ódio e magoa lampejam para mim, mas continuo a encarando friamente.

–Ai. Já que estamos fazendo isso vamos aos pontos. Primeiro quero que você me trate com gentileza até porque não é tão difícil assim relaxar ao meu lado. Segundo: quero sua total atenção. Terceiro: só vamos falar sobre assuntos que eu escolher.

Mas que atrevimento. Não digo nada e ela levanta uma sobrancelha esperando a resposta. Eu balanço a cabeça concordando.

–Quero apenas acabar com isso logo. – digo.- Tem coisa melhor a fazer do que ficar te dando trela.

–Você ainda está vendo aquela infeliz problemática? – pergunta debochando.

–Não sei de quem está falando Elena.

–Claro que sabe Estou falando da Anastásia, vai me dizer que o casinho de vocês já terminou assim, tão rápido?

–Agora vamos aos meus pontos. Primeiro: Ana jamais seria um casinho meu. Segundo: olhe bem o que vai falar dela e como se refere a ela. Terceiro: Não vejo porque Ana seria problemática. A única problemática aqui é você. Além de amarga e infeliz. –falo mal me controlando.

Elena me olha ainda debochando e solta uma risada escandalosa.

–Pelo jeito vocês ainda estão se falando, mas ela ainda não te contou não é? Você não sabe tudo sobre ela, posso ver a confusão nos seus olhos.

–Não me contou o que? Do que é que você está falando?

–Bom, se ela não te contou, não sou eu que vou contar. – diz rindo. – Mas posso te avisar que o relacionamento de vocês não vai durar muito.

–Engano seu. Se depender de mim vai ser mais longo do que se pode imaginar. E se você fizer alguma coisa para prejudicar Anastásia vai se ver comigo.– digo com um peso no estômago, o que ela sabe da Ana que eu não sei?

–Eu não vou fazer nada, o destino mesmo se incumbiu de fazer meu querido. — disse ela sorrindo. – Mas duvido que ela consiga te satisfazer com aquele corpo de pele e osso dela.

Não respondi, eu queria ligar para Ana, só para escutar sua doce voz. Mas com Elena perto é impossível.

Taylor estacionou no restaurante e desceu para abrir a porta para Elena, enquanto eu mesmo abria a minha. Antes de pegarmos Elena , dei instruções para ele ir em um restaurante simples e que ao mesmo tempo fosse distante do barulho da cidade, ele nos trouxe à um restaurante que fica longe de todo o movimento, um lugar calmo e simples e de qualidade. Lembro que comi aqui uma vez e outra, quando precisava dar um tempo de todo o luxo dos restaurantes tradicionais e espairecer.

Elena olhou em volta atordoada.

–O que estamos fazendo aqui? – perguntou.

–Você queria jantar não é? Pois bem aqui estamos.

–Você está de brincadeira. Olhe como estou vestida, quero ir a um restaurante do meu nível social, e não um boteco qualquer que a melhor coisa no cardápio deve ser macarrão a bolonhesa. – disse quase gritando.

Que bom que ela não gostou. Não estou aqui por vontade própria.

–Olhe, até agora você é a única que está ditando as regras. Foi você que disse que queria que eu a levasse para jantar não foi? Pois bem, aqui estamos. Eu estou cansado, tive um dia longo e não vejo a hora de você falar de uma vez o que quer e me deixar em paz. Agora ou você aceita jantar aqui, ou eu vou simplesmente entrar no carro e mandar Taylor te deixar em algum ponto de táxi. A proposito eu amo macarrão a bolonhesa. – disse e ela me encara com raiva, depois balança a cabeça.

–Ok, mas você vai me pagar por essa.

Peguei ela pelo cotovelo e seguimos para o restaurante. Elena recuperou a posse e andou sorridente ao meu lado, apesar de estar completamente deslocada com esse vestido de festa espetaculoso. Me virei para a recepcionista.

–Boa noite em que posso ajuda-los?

–Tenho uma reserva em nome de Cristian Grey, para duas pessoas. – digo, Taylor com certeza fez a reserva enquanto dirigia para cá, por email.

–Sim, senhor, só um momento. – respondeu a recepcionista sorrindo.

Balancei a cabeça concordando e Elena que estava olhando em volta, se inclinou perto demais no meu ouvido e sussurrou:

– Acho que você não poderia ter escolhido lugar melhor para esse jantar.

Que estranho, nem cinco minutos atrás ela estava reclamando do local e agora diz que gostou. A olho com duvida e assinto, a recepcionista nos olha novamente e indica a nossa mesa.

Sentei de frente para Elena com as costas viradas para a porta e a lateral do restaurante.

–E então? – pergunto querendo saber logo do que se trata todo esse show.

–Calma meu querido, nem pedimos nossa comida ainda. – disse sorrindo maliciosamente.

–Vamos Elena, você sabe que não gosto de enrolação. O que você quer de mim? Porque colocou Mia e Grace nisso?

–Bom primeiro de tudo quero que você volte a jogar comigo. – diz me olhando atentamente. –Quero que você deixe todas as outras pra trás, inclusive essa garota que você está se envolvendo.

Olho para ela chocado.

–Você anda bebendo? – pergunto completamente chocado. – Porque pensa que eu te obedeceria? Há muito tempo deixei de ser seu submisso, há muito tempo deixei de levar em conta o que você quer ou pensa.

–Mas dessa vez acho você vai começar a rever seus conceitos sobre mim. Vamos pedir o nosso jantar e ver o que esse exótico restaurante tem a nos oferecer. – disse quando a garçonete se aproximou.

Fizemos nossos pedidos e Elena sorriu estranhamente para mim.

–Diga Elena. Porque eu deveria terminar meu relacionamento com Ana e porque infernos você acha que deveria rever meu conceito sobre você? – pergunto com raiva. – Você sabe que não gosto de joguinhos.

Ela cruzou as mãos em cima da mesa e sorriu pra mim.

–Relacionamento? É assim que você chama foder ocasionalmente? Relacionamento. Ok. Você mais uma vez me surpreendendo Cristian Grey. E que eu me lembre você amava meus joguinhos.

–Não fodemos ocasionalmente, Ana é muito mais que uma foda ocasional. Não se refira a ela assim. Sim, temos um relacionamento, como já tinha lhe falado antes. Mas é claro que você não consegue entender o que é relacionamento não é? Para ter um relacionamento é preciso ter sentimento e um coração.

–E você acha que tem um coração e alguma emoção diferente de raiva e desprezo pelas mulheres dentro de você? Poupe-me Cristian, eu te conheço melhor do que ninguém. Você é incapaz de amar, amor não é para pessoas como nós. Isso tudo é uma futilidade, eu já te falei isso. Quando é que a sua ficha vai cair? Pare de iludir a si mesmo com essa ladainha. Você despreza as mulheres por causa da sua mãe biológica e isso não é novidade, você sabe que estou certa.

Sim, não nego. Eu achava que não existisse amor, não existe nada mais dentro de mim do que raiva e rancor. Mas com Ana aprendi que isso não é verdade. Aprendi a voltar a viver.

–Não sei como não percebi antes o quanto você é amarga. Eu escuto você falando e chega a dar nojo de mim mesmo por um dia ter me relacionado com você. Por mais que você esteja tentando me atingir enfiando a estaca diretamente nos lugares que você sente que estou mais fraco, não é? Mas sinto muito, ou melhor, tenho o prazer em te informar: Não sou tão vulnerável quanto você pensa que sou. Não sou tão fraco e dependente como você acha que sou. Sou sim capaz de amar, capaz de gostar de alguém mais que gosto de mim mesmo. E lamento que você nunca saiba o que é sentir o que estou sentindo agora. – falo olhando para força.

Sim, eu amo esse calor no meu peito, amo essa sensação de liberdade, amo dizer que tenho uma namorada, e amo ainda mais a minha namorada. Mas não nego que a um tempo atrás se eu escutasse essas palavras de quem quer que fosse , eu fingiria ser forte por forte, porem estaria abalado por dentro. Mas não hoje, não agora. O amor é forte, diferente da paixão, o amor é longo e espero que o que sinto por Ana seja eterno como o amor de meus pais. O amor nos dá força para lutar, continuar se nunca desistir.

Eu desconfiava que o que sentia pela Ana era algo mais do que carinho, e apesar de Flynn definir isso como amor, eu me recusava a aceitar, recusava-me a aceitar que era capaz de amar e ser amado. Mas aceitei, compreendi que o amor é incondicional e vi amor nos olhos da Ana quando nós despedimos na porta de seu apartamento.

Uau! Cristian Grey amando.

–Você está sendo ridículo. Essa mulherzinha só quer o seu dinheiro Cristian. Ela não sente por você o mesmo que você pensa sentir por ela. É a mim que você ama. Te devo desculpas, quando você me disse o quanto gostava de mim, eu debochei de você, te ridicularizei, mas é porque eu estava com medo.

–Medo? Você me bateu, me humilhou, me fodeu e depois me tratou como um lixo e agora está dizendo que agiu assim por que estava com medo? — falei me lembrando do quanto me senti perdido. – Eu disse que te amava e ganhei seu desprezo em troca, mas hoje eu vejo que na verdade aquilo não era amor, com toda a certeza aquilo não era amor. Eu devo te agradecer por ter aberto os meus olhos em relação a você mesma, e depois suas atitudes só me comprovavam o que Flynn e eu pensávamos e eu não queria admitir. Muito obrigado por ter feito tudo que fez. Eu aprendi muito com você, aprendi a não ser igual a você. E isso é a melhor lição que eu poderia receber de alguém tão vazia.

Elena está congelada no seu lugar. Nossa comida chega, mas ela não se move, continua a me olhar sem expressões no rosto. Eu pego meu garfo e começo a comer.

–O que foi? Não tem mais nada a dizer? – pergunto depois de dar algumas garfadas.

–Eu... Você... Eu sempre te amei Cristian, acredite em mim. Eu te amo e fiquei com medo. Só eu posso te fazer feliz, você ainda me ama, eu vejo nos seus olhos.

–Você está entrando em contradição Elena, agora mesmo acabou de dizer que o amor não era para pessoas como nós, que amar era futilidade. E agora diz que me ama?

Levanto uma sobrancelha ironicamente e dou outra garfada na minha comida. Ela olha sobre meu ombro, sua expressão fica mais fechada e então ela sorri maliciosamente, se inclina e me beija. Levo alguns segundos até que percebo o que está acontecendo. A seguro pelos ombros e a empurro para trás.

–Nunca mais faça isso novamente. Nunca vou te amar, é impossível amar duas pessoas ao mesmo tempo, e eu amo a Anastásia, é ela, sempre vai ser ela. Por você só sinto pena e nada mais. – digo com raiva ela foi longe de mais. – Não repita essa tolice comigo ou vai se arrepender.

Ela desvia os olhos de mim e olha com raiva por cima do meu ombro, eu me viro para ver o que ela tanto olha e engulo em seco.

Ana está sentada a algumas mesas de distancia com seu pai. Eu gelo. Ela deve estar pensando que não liguei pra ela porque estou em um jantar romântico com Elena, ela deve estar pensando que sou um canalha. Seus olhos azuis estão abertos em choque, raiva, curiosidade e magoa.

A olho com esperança que ela veja o amor nos meus olhos, o amor que eu acabei de declarar por ela, mas que infelizmente ela não escutou.

Ela desvia o olhar do meu, diz algo ao seu pai e se levanta. A sigo com os olhos enquanto ela entra no banheiro. Eu a magoei. Olho para Elena que está sorrindo diabolicamente.

–Você sabia que ela estava aqui não é? Todo esse tempo... Você a viu quando entramos por isso aquela mudança repentina de humor.. Agora eu entendo, você é pior do que eu pensava. Você é perversa, maligna. – digo e pego o celular rapidamente para enviar uma mensagem para Ana:

“Não é nada do que você está pensando.

Eu posso explicar.

Me desculpe.

C"

Elena bufa.

–Não acredito que você se importa tanto com ela ao ponto de ser tão mal educado a e mandar mensagens para ela, quando está sentado em um restaurante jantando comigo. – diz rigidamente e com ódio.

–Sim, eu estou tendo essa falta de delicadeza. Você e seus modos podem ir para o inferno. Por culpa sua eu a magoei. De todas as pessoas do mundo ela é a única que eu não queria e nem quero magoar e por conta desse seu joguinho deprimente quebrei minha promessa. – respondo olhando no celular, mas Ana não respondeu minha mensagem.

–Você não está falando sério. Tem outra pessoa que com certeza você não quer magoar. – Elena responde sorrindo. – Ou você não se importar em magoar o “anjo” que salvou sua vida?

–O quê? – quase grito. As pessoas das outras mesas nos olham curiosas, e percebo o olhar de reprovação do pai de Ana. – Você não vai fazer nada para magoar Grace, eu juro Elena se você encostar em um fio de cabelo dela eu te mato com as minhas próprias mãos.

–Calma meu querido, não vou machuca-la. Apesar de tudo eu gosto de Grace. Mas fico pensando o que ela achará quando souber da nossa longa relação. De todas as nossas fodas maravilhosas e todos os nosso jogos pervertidos.

Não! Não! Ela não pode estar falando sério. Meu coração está disparado no peito. Não consigo respirar direito. Vejo pelo canto do olho Ana saindo do banheiro, viro a cabeça e a fico olhando até que ela se senta.

–Você tem a escolha Cristian, sempre há opções. Você pode magoar Grace e escolher a doce e meiga Ana. Ou pode ir pelo óbvio, escolher quem te amou quando você estava naquele hospital todo fragilizado e indefeso. – continua ela, e lançando um olhar rápido por cima do meu ombro.

Balanço a cabeça completamente perplexo.

–Você não está falando sério. Se você contar alguma coisa para a minha mãe você vai estar destruindo a amizade de anos de vocês e a minha relação com ela também. – digo tentando formar uma frase inteira.- Você não pode fazer isso , só por vingança. É dinheiro que você quer? Pois eu dou. Não tem necessidade de todo esse espetáculo.

–Não é disso que se trata e você sabe bem Cristian. – diz e lança um olhar para a mesa de Ana. – Eu tenho dinheiro suficiente para dar a volta no mundo e ainda viver no luxo até morrer.

Pego o celular e escrevo outra mensagem:

“Você não respondeu minha mensagem.

Por favor não fique chateada comigo, eu posso explicar.

C"

Não posso perder Ana logo agora que eu realmente entendi o conflito que havia dentro de mim, não agora que percebi que amo a amo, e nem pude dizer isso a ela. Ela não responde.

–Vamos lá Cristian, não há muito que pensar. E só para constatar a sua falta de educação está me irritando.

– O que você quer afinal? – pergunto a olhando. – Que eu tenha mais educação com você? É isso?

–Não está claro? – pergunta de volta me olhando maliciosamente.

–Não para mim. Sinto-me em um túnel escuro. –digo olhando o celular novamente, nenhuma mensagem de Ana. A aflição está me comendo por dentro.

–Eu quero que você termine tudo com Anastásia... – começo a balançar a cabeça. – Já sei o que vai dizer, e espero que guarde sua opinião para si próprio. Não quero saber o que você pensa que sente por ela e o que acha de mim. Quero que você volte a ser aquele Cristian de antes. – fala e toma um pouco de seu vinho. – Até porque para que criar expectativa quando se sabe que vocês não vão a lugar nenhum com esse relacionamento pão com ovo de vocês?

Conheço Elena o suficiente para saber que ela não está blefando, que se eu não aceitar suas exigências ela vai realmente contar para todos sobre o que aconteceu entre nós dois.

–Você sabe que não posso fazer isso. Se você sente alguma coisa por mim não conte nada a Grace, você deveria querer minha felicidade, é isso que fazemos quando amamos. – digo engolindo o nó na minha garganta.

–Olha, chega dessa ladainha toda, você tem duas opções, você pode escolher. Você é quem sabe, o poder está em suas mãos. Grace ou doce Aninha. – fala fazendo cara de tédio.

Olho para trás e vejo que Ana está saindo com seu pai. Não posso escolher entre a mulher que amo e minha mãe. Prometi não magoar nenhuma das duas. Tenho que falar com Ana antes de tomar qualquer decisão, mas será que ela vai querer falar comigo? Escrevo outra mensagem:

“Por favor me responda.

Não vou demorar aqui eu prometo.

Apenas diga que ainda está tudo bem entre nós, por favor?

C’’

–Eu preciso pensar. – digo no automático. – Colocar meus pensamentos em ordem.

–Tudo bem eu já terminei. – diz ela colocando o copo na mesa e pegando sua bolsa. – Mas aviso que não ando muito paciente por esses dias. Então te dou vinte e quatro horas para decidir.

–O que? Vinte quatro horas? Você está me chantageando e te tenho apenas vinte e quatro horas para resolver o que fazer? Você está fora de si.

–Não, eu estou no meu estado mais perfeito e normal. Isso tudo é culpa sua Cristian, foi você que me afastou, foi você que escolheu virar as costas para tudo que vivemos juntos. Eu só estou trabalhando em busca do melhor para você.

–Melhor para mim? – rio ironicamente e sem humor algum. – Você só está pensando em você mesma.

–Não, estou pensando no melhor para todos nós. Tanto Grace, você, eu e até mesmo Ana. Não quero que ninguém sofra... pelo menos não muito. – ela da um breve sorriso.

Faço sinal para a garçonete que vem rapidamente e entrego o meu cartão de crédito. Ela sai e volta com o recibo que eu assino rapidamente e levanto. Não olho para trás para saber se Elena está me seguindo ou não, mas escuto seu salto clicando no chão atrás de mim. Meu sangue que antes estava congelado agora está fervendo na veia.

Assim que saímos pela porta Taylor vem ao nosso encontro.

–Senhor Grey.

–Taylor leve Elena para a casa, vou caminhar um pouco. – digo.

–O que? Você não vai vim? Podemos tomar um cafezinho lá em casa antes de você ir embora e depois quem sabe estender a noite... Posso te ajudar a tomar uma decisão e... – fala Elena passando as mãos pelo meu braço.

Desvencilho-me dela e a olho com todo nojo e raiva que posso.

–É muita cara de pau sua... – digo e olho para Taylor. – Leve-a Taylor, quando estiver pronto para ir para casa te aviso. Tire-a de perto de mim antes que eu faça uma idiotice.

Ele balança a cabeça e abre a porta para Elena que simplesmente entra sem dizer nada.

Começo a andar pela calçada vazia. Nunca senti tanta vontade de bater em uma mulher como estou sentindo vontade de bater em Elena até que a merda toda saia de dentro dela.

E agora o que vou fazer? Porque logo quando estou feliz com algo, quando eu realmente saio da minha zona de conforto e começo a realmente viver, as coisas começam a sair do meu controle.?!

Que frustrante! Odeio estar de mãos atadas, sem poder fazer nada.

Ana não respondeu nenhuma de minhas mensagens, vou deixar ela sossegada até amanha. De um jeito ou de outro vou explicar tudo para ela, vou faze-la me escutar , mesmo que depois ela simplesmente me toque para longe.

Não posso deixar Elena contar tudo para Grace e Carrick, será muito grande a decepção. Mas por outro lado não posso ceder a chantagem e terminar de coração partido.

Pode um coração continuar batendo depois de retirado do peito? Não posso nem mesmo imaginar ficar sem Ana. Foi tudo muito rápido, desde que nos conhecemos eu percebi que ela era diferente e que ela balançaria a base da minha vida, mas ainda assim a força que nos puxava era mais forte que minha vontade de resistir. E eu cedi. Não me arrependo, de maneira alguma. Agora sim eu posso dizer que realmente vivo. Mas até quando?

Meu celular vibra no bolso, meu coração volta a bater com força é uma mensagem de Ana:

“Está tudo bem.

Só me surpreendi em ver vc lá com Elena.

Não se preocupe.

Ana."

Ufa! Ela vai me dar à chance de explicar tudo, explicar porque não liguei e não mandei nem mesmo uma mensagem para ela. Porque estava jantando com Elena e dizer que foi ela quem me beijou me pegando desprevenido, eu que não tive culpa.

Guardo o celular no bolso.

Amanha!

Amanha vou poder dizer o quanto a amo e como não posso viver sem ela, mesmo que ela me ache um louco. Vou contar que não posso escolher entre ela e minha mãe porque amo as duas. E depois de abraça-la vou pensar em uma solução para a chantagem de Elena.

Vou encontrar a solução, e por mais difícil que seja, pela primeira vez na vida vou agir com o coração ao invés da razão.

Notas finais
E ai? O que acharam? espero vocês nos comentários, certinho?? ;) AAh meu whats: (35) 9196-3164 -> Adoro conversa, se quiserem me chamar, fiquem a vontade! bjos e até o próximo!