Notas iniciais
Olá pessoas! Eu demorei né? Eu sei, e peço mil desculpas por isso. Eu sinceramente não tenho uma desculpa pela minha demora, eu simplesmente travei e não conseguia escrever. :( Peço desculpas pela minha falta de respeito com vcs leitores ( de coração). Eu vou tentar não demorar mais no próximo. Vocês estão loucas pra saberem porque o Grey estava jantando com a Elena né? Mas sinto informar que não vai ser nesse capitulo. Não me matem, eu tive que fazer assim pra vcs entenderem tudo que aconteceu e o porque do Grey não ter ligado para Ana e ainda ter ido jantar com ela. Eu fiz em três partes, esse capitulo está no POV do Grey e começa na parte que ele sai do apartamento da Ana. Vcs vão entender o que aconteceu desde aquele momento, ok? O capitulo não está grande, mas entre não postar nada e fazer um capitulo grande e fazer um capitulo médio, optei por fazer um capitulo médio.Não queiram me matar, não vou demorar com o próximo "eu juro". Quero agradecer a linda recomendação que a fic recebeu, muitissimo obrigada! Eu amei!

POV Cristian.

Saio do edifício de Ana e sigo para o carro. Eu estou além de eufórico, estou animado e sinceramente eu me sinto feliz de um modo que eu nunca me senti antes.

Taylor está do lado de fora falando no telefone e parece aflito, estranho.

–Sim, nós vamos ir diretamente para lá... sim eu sei disso... não, eu não posso fazer isso, vocês vão ter que esperar. Ok, deixe tudo pronto, assim que sairmos daqui vamos para o aeroporto. Sim, até. – finaliza ele de costas para mim.

–Taylor o que há? – pergunto de volta ao meu modo profissional. Ele se vira e me olha.

–Nós temos um problema com a filial de Vancouver. Uma das salas de conferência pegou fogo, apesar do nosso programa de incêndios o fogo se alastrou rapidamente e atingiu todo o andar antes que fosse apagado. Não sabemos se há feridos lá, e nem o que causou o incêndio, o corpo de bombeiros já está trabalhando e chamei Welch também para descobrir o que foi que aconteceu.

Um incêndio?

–Há quanto tempo você sabe sobre isso? – pergunto andando até o carro.

–Uns cinquenta minutos, eu mandei que preparassem o Charlie Tango para decolar assim que nós chegarmos. Eu não achei necessário interromper o senhor com isso, uma vez que está tudo sobre controle lá e ainda não sabemos se houve feridos. – explica ligando o carro.

Se ele me chamasse na hora que ele ficou sabendo no mínimo teria interrompido o maravilhoso orgasmo de Ana.

–Entendo. Bom, vamos lá ver o que se passa e tomar as providências necessárias. – digo pegando o celular para enviar uma mensagem de boa noite para Ana.

Assim que desbloqueio o celular, ele toca. Elena!

O quê ela quer? Desligo, mas logo ele volta a tocar. Será possível que nunca vou ter sossego? Ela não intende que não quero nada mais com ela? Desligo novamente. O telefone toca mais umas seis vezes, mas ignoro.

Taylor começa a falar sobre o que ele sabe do incêndio e eu presto atenção. Raramente acontece alguma coisa que necessite da minha presença em alguma das filiais da Grey House. Não sabemos se foi criminal ou apenas uma falha no sistema. Quando estamos chegando no aeroporto para embarcar somos avisados que um corpo foi encontrado carbonizado, mas ainda não se sabe a identidade.

Respondo alguns e-mails pelo celular enquanto estamos no carro indo para ao prédio da filial depois de voarmos sem parar em qualquer lugar. Quero resolver tudo isso logo, ir para casa e tomar um banho. Não mandei a mensagem para Ana, achei melhor ligar como disse que iria fazer, não quero que ela pense que a estou sufocando.

Elena também não me ligou mais, depois que recusei sua chamada várias vezes. Tudo que havia para dizer entre nós já foi dito. Mia me mandou uma mensagem dizendo que estava com saudade, respondi que assim que estivesse resolvido as coisas, eu ligaria para marcar um almoço com ela.

As coisas no edifício da Grey House de Vancouver está uma bagunça, fico na recepção, a fumaça ainda está bastante densa no local e assim eles não estão permitindo a subida de ninguém exceto o pessoal de Welch e o corpo de bombeiros. Se fosse outros tempos eu com certeza não acataria essa ordem, mas hoje eu simplesmente a aceitei sem questionar. Todos ficaram me olhando abismado quando eu simplesmente assenti e pedi para que me arrumassem uma mesa onde eu pudesse me sentar para resolver as coisas com Taylor e com o pessoal do seguro.

Levantei uma sobrancelha para a assistente que ficou me olhando enquanto Taylor falava com ela a respeito da mesa, ela corou e saiu rapidamente em seu salto muito alto quase tropeçando.

(...)

Já estava na metade da manhã quando Taylor e eu fizemos nosso caminho para o aeroporto para podermos voltar para Seattle, fazia praticamente 24 horas que não dormíamos, estávamos trabalhando a base de café, a cafeína estava nos mantendo acordados e espertos.

O corpo que foi encontrado na sala onde o fogo começou ainda não havia sido identificado. Pela lista de pessoas que deveriam estar trabalhando na hora que começou o fogo apenas duas não foram encontrada em lugar nenhum e também não atendia aos telefone. Welch estava trabalhando com a sua equipe em busca deles, as câmeras de seguranças ainda não estavam disponível porque elas tinham sido danificadas pelo fogo, mas eu tinha um técnico trabalhando na recuperação de dados de todas as câmeras afetadas.

O laudo dos bombeiros ficará pronto em dois dias, e só lá saberemos se foi um incêndio criminoso ou não. Não consigo pensar em alguém que gostaria de me prejudicar.

Já se passa das duas da tarde quando chegamos ao Escala, fui direto para o meu quarto, preciso tomar um banho. Fiquei de ligar para Ana hoje e estou ansioso para falar com ela e escutar sua voz, a essa hora ela já deve ter saído do trabalho, pego o celular mas decido tomar banho antes e comer alguma coisa para depois ligar, coloco o celular de volta na cama e vou para o banheiro.

Tomo um banho quente relaxante pensando em Ana. O que ela deve estar fazendo agora? Será que ela tem por mim sentimentos tão profundos quanto os que tenho por ela? Será que ela um dia vai me contar tudo sobre a vida dela, assim como eu contei sobre a minha? Tantas perguntas que gostaria de já saber as respostas.

Nunca imaginaria que alguém fosse me fisgar como Ana me fisgou. Não sei como foi e nem quando aconteceu, não percebi que tinha permitido que alguém além de Flynn se aproximasse tão rápido das minhas emoções. Mas a sensação é boa, muito boa.

Quando eu era pequeno parecia que as coisas andavam em câmara lenta, as surras do cafetão eram intermináveis e cada vez mais dolorosas, a fome era enorme, e meu medo era pior ainda. Era como se cada minuto fosse um dia inteiro. Dai depois na casa de Grace tudo começou a caminhar no tempo certo, tudo aos poucos foi entrando no ritmo que deveria acontecer, até que ficou monótono demais e então me envolvi com Elena. No começo eu gostava, amava o jeito durona dela e a forma como ela me fazia sentir prazer, mas depois de algum tempo comecei a notar que não era só prazer. Ela gostava de me causar dor, ela gostava de me ver aterrorizado, de ver o sofrimento no meu olhar e aquilo me magoava cada dia mais. Eu pensava que amava ela, mas ela sempre dizia que amor é para os fracos, cada vez que eu achava que ela iria me segurar e dizer algo doce, acontecia o oposto. Ela me espancava até eu estar largado no chão e dizia que era para eu nunca esquecer qual era o sentido das nossas fodas e quem mandava em quem.

Eu me sentia um lixo, um verdadeiro lixo. Porque eu aceitava aquilo afinal de contas? Na época eu não entendia, então apenas ia embora quando conseguia me levantar do chão, e quando estava bem novamente voltava com esperança que ela me visse como alguém que merecia carinho, afeto e que fosse me dizer o quanto eu era especial para ela. Mas não, nem um pedido de desculpas, ne um “sinto muito”, nada, era apenas fodas e fodas.

Agora com Ana parece que o tempo voa, parece que uma hora com ela é apenas um segundo, e cada vez que estamos longe minha vontade de estar perto dela novamente aumenta. De escutar sua voz, de ver o sangue subir suas bochechas, assistir como ela joga o cabelo para trás quando está nervosa e como gesticula com as mãos quando está empolgada falando de alguma coisa. Meu peito infla só de pensar nela.

Saio do banho ainda pensando em Ana, coloco uma boxer e pego o celular e vejo que tem várias chamadas não atendidas de Elena e uma mensagem que eu apago sem ler. Ela sabe ser insistente quando quer, vou dar um jeito nisso depois se ela continuar insistindo.

Coloco o celular na cama novamente e volto a pensar em Ana. Meus pensamentos derivam para a noite do casamento de Elliot que ela desmaiou no carro e dormiu aqui no Escala. Seu perfume ficou impregnado no quarto por vários dias. Fecho os olhos lembrando do nosso primeiro beijo, nosso amasso na bancada da cozinha e da cara dela depois que a fiz gozar no sofá do seu apartamento.

Meus pensamentos começam a ficar mais pecaminosos e eu acabo caindo no sono. Um sono delicioso onde nós dois estamos agarrados em uma praia se beijando como se não houvesse amanhã... Lá não havia passado fodido, não havia segredos, não havia Elena nem José. Éramos apenas eu e Ela.

Notas finais
E ai o acharam? Vou esperar os comentários e tentar responde-los tbém.. ;) Favoritem, comentem e recomendem se acharem que mereço.. u.u Beijos até o próximo!