Notas iniciais
Oi gente :D ! Então espero que gostem desse capítulo, o próximo não demorará, já estou escrevendo e será maior do que esse, acho que a calmaria vai acabar! :P Estou feliz porque estamos com 295 acompanhamentos,quase 300. Será que no próximo capitulo já teremos chegado aos 300 ?? :) E estamos tbém com mais de 24 mil acessos! ;) AAH favoritem e recomendem, eu vou amar! ;) Boa leitura, relevem os erros! :*

POV Ana

Dia seguinte.

Meu pai resolveu que vai ficar aqui até que eu fale com o Cristian, assim ele saberá como estou, pois não confia na minha palavra e eu concordei, é claro, será bom ter a presença de uma figura paterna aqui.

Tomei café com ele antes de sair e combinamos de talvez almoçarmos juntos, fiquei de ligar para confirmar.

Mal consegui dormir pensando em como minha vida mudou em pouco tempo, em um momento eu era uma simples garota que trabalhava, levava uma vidinha monótona e nos fins de semana ou ia para a casa da mãe ou saia para beber alguma coisa com alguma colega de trabalho. Mas depois que ir visitar minha mãe saiu do meu itinerário, eu parei de sair para beber também, na verdade eu ficava em casa ou ajudando Kate com os preparativos do casamento, mas sair? Não.

Chego no trabalho e todos me recebem com uma salva de palmas, abraços e apertos de mão. Alguns rostos conhecidos puxam conversa comigo e outros que não me lembro de já ter visto por aqui antes se aproximam curiosos. Quando enfim a pequena multidão se dissipou, segui para a minha mesa e analisei a pilha de trabalho que se acumulou desde que sai de licença, pelo que alguns me disseram a substituta que estava no meu lugar ficou mais perdida que cego no transito com os manuscritos e meus rascunhos.

Jack me apresentou formalmente ao meu assistente Kevin, um jovem de vinte anos que aparenta ser bem mais novo que eu, com cabelos preto repicado para o lado, olhos verdes vivos e um corpo bem definido, por mais que ele seja gentil e divertido me parece que ele esconde alguma coisa. Seu sorriso de lado é muito fingido para o meu gosto e ele é dedicado ao extremo para apenas um estagiário que ainda nem se formou. Ele ficará na sala conjunta a minha, então tenho que passar pela dele para entrar na minha.

Depois que Jack saiu dei a ele uma lista de coisas para fazer enquanto me dedicava nos manuscritos e contratos que alguns escritores preferiram não dar andamento até que eu voltasse. Me senti honrada é claro.

Minha manhã passou voando e eu me senti bem em cada segundo, por mim eu continuaria trabalhando durante o dia todo, mas como combinei com Jack de voltar aos poucos eu cedi e liguei para o meu pai enquanto guardava minhas coisas para sair combinando de encontra-lo em um restaurante de comida italiana que fica a dez minutos da SIP.

Me despedi de todos e o caloroso e amigável Kevin me deu um abraço quando passei pela porta do meu escritório em direção a saída. Mal deu tempo de eu me situar do que estava acontecendo, ele me largou sorrindo e sentou novamente na sua mesa, voltando a trabalhar como se nada tivesse acontecido. Que estranho! Nós nos falamos durante a manhã, mas nada pessoal, apenas coisas sobre o trabalho e café, que toda hora ele me oferecia e eu recusava educadamente.

Encontro com meu pai no restaurante italiano, ele já havia feito o pedido quando cheguei, assim comemos conversando sobre coisas banais. Depois do almoço meu pai e eu fomos dar uma volta no parque e depois de muito insistir e discutir meu pai enfim se convenceu que eu estou bem o suficiente para voltar a dirigir e concordou em ir comigo até a garagem que meu carro estava desde o acidente.

Eu prometi que dirigiria com cuidado e somente quando eu tivesse certeza que estava bem.

Certo, mesmo que ele não concordasse eu iria voltar a dirigir, se quero retomar minha vida e deixar o passado para trás eu tenho que enfrentar meus fantasmas de frente, e voltar a dirigir é um deles.

Como meu carro estava parado a mais de mês, tivemos que esperar o mecânico para confirmar se ele estava em condições de andar novamente, acertar os documentos e pagar pelo concerto e pelo tempo no estacionamento. Nem parecia que era ao mesmo carro que eu tinha visto fotos nos jornais quando estava internada.

O resto da tarde passou maçante, com meu pai me olhando o tempo para se certificar de que eu estou realmente bem. Assistimos filme na televisão, comemos pipoca com leite condensado e queijo e cochilamos, ou melhor, Ray cochilou no meu colo enquanto assistíamos um episódio de uma série policial.

Eu disfarçadamente olhava para o celular de tempos em tempos, quando achava que meu pai não estava olhando e para minha grande decepção não tinha nada.

Cristian disse que me ligaria, então resolvi esperar, não quero que ele pense que sou controladora. Meu pai me lançou alguns olhares preocupado e ao mesmo tempo curioso, ele não falou mais sobre meu “namoro” e eu fiquei aliviada com isso. Resolvemos ir jantar em um restaurante simples e aconchegante na em uma área menos pública da cidade. As mesas eram quadradas com toalha de linho vermelha e em cima um tampo de vidro, de acordo com Ray aquele era o restaurante em que ele e minha mãe jantaram quando ele a pediu em casamento e fiquei feliz por ele ter me levado lá independente das imagens não muito boas que me veio à cabeça.

Estávamos sentados um de frente para o outro esperando nossos pedidos e conversando sobre minhas visitas ao hospital para visitar as crianças quando olhei para cima e o vi entrando com ...ela.

Ele estava com um rosto sério apoiando Elena pelo cotovelo e ela esta sorridente vestida como se fosse para um baile, vestida com um vestido vermelho tomara que caia cheio de strass e um salto de camurça preto. Um exagero, extremamente vulgar. Cristian estava com um terno preto sem gravata e parecia cansado, seu cabelo estava despenteado e embaixo dos seus olhos havia olheiras como se ele estivesse sem dormir a muito tempo. Ele se virou para falar com a recepcionista enquanto Elena dava uma olhada em volta, assim que nossos olhos se encontraram ela deu um sorriso falso e vitorioso, passou a mão no braço de Cristian, se inclinando e falando algo em seu ouvido, ele apenas escutou balançando a cabeça. Depois que a recepcionista verificou a agenda eles andaram seguindo a para uma mesa longe da minha, mas ainda em meu ponto de vista.

Cristian se sentou de costas para mim e Elena na sua frente.

–Ana? – meu pai me chamou. – Terra chamando Ana!

Desviei o olha da mesa a distância para olhar para meu pai.

–Oh desculpe papai, eu estava sonhando acordada. – menti.

–Espero que não esteja relembrando a noite passada com seu glorioso namorado. – brinca ele rindo e eu coro.

Meu glorioso namorado que ontem estava me masturbando e hoje esta jantando com a sua ex namorada pedófila. Que maravilha!

–Não. – rio para disfarçar meus pensamentos e minha vergonha. – Não me lembre isso por favor. Estava pensando em como é bom ter você aqui comigo.

Meu pai apenas sorri me fazendo corar lembrando dele chegando quando estava tendo um orgasmo.

Nossa comida chega e tento ao máximo prestar atenção na minha conversa com meu pai, mas por mais que eu tente sempre dou uma espiada rápida em direção a mesa do casal estranho.

Enquanto estamos esperando a sobremesa eu olho novamente para a mesa e vejo Cristian balançando a cabeça freneticamente como se estive com raiva e tentando se controlar e Elena o olhando com um olhar altivo e decidido, de repente ela se inclina na mesa e o beija.

Eu gelo.

Concordo com algo que meu pai disse e continuo olhando.

Alguns segundos depois Cristian coloca a mão nos ombros de Elena e a empurra para trás, falando algo que a deixa com ódio levantando o olhar e olhando diretamente para mim, ele na mesma hora se vira, quando me vê ele fica pálido e fala alguma coisa pra Elena que apenas sorri diabolicamente.

Desvio o olhar de volta para meu pai.

–Você se importa se eu for no banheiro retocar a maquiagem antes da sobremesa chegar? Assim você não terá que me esperar quando acabarmos de comer. – pergunto rapidamente.

Ele me olha confuso e assente.

–Claro que não filha, fique a vontade. Vou continuar aqui. – responde sorrindo de sua própria piada.

Pego minha bolsa de mão na cadeira ao lado e sigo para o banheiro, sem olhar para trás.

Molho meu rosto pálido e seco com uma toalha de mão, quando abro a bolsa para pegar o estojo de maquiagem meu celular vibra avisando o recebimento de uma nova mensagem.

Já imagino de quem é.

“Não é nada do que você está pensando.

Eu posso explicar.

Me desculpe.

C.”

Leio a mensagem mas não respondo. Repasso a maquiagem lentamente, respiro fundo algumas vezes e saio do banheiro. Caminho de volta para a mesa sem olhar para nada, mas consigo sentir seu olhar em mim, me seguindo.

–Pensei que teria que ir até o banheiro te chamar. – meu pai fala quando sento.

–Me desculpe, eu me empolguei me admirando no espelho. – brinco pegando a colher para comer a mousse de maracujá que tinha pedido. Meu pai ri e come sua espuma de uva me observando.

–E então já falou com seu namorado hoje? – pergunta tentando soar casual. Eu o olho e sem querer meus olhos vão em direção ao meu suposto namorado na outra mesa.

Eles continuam conversando freneticamente, Cristian balança a cabeça para algo que Elena diz, ela me olha com rapidamente e volta a olhar para ele.

–Não pai, eu ainda não falei com ele. – respondo. – Podemos ir?

–Claro. Vou pedir a conta. — meu pai responde pegando a carteira. Eu nem me preocupo em falar que temos que dividir a conta, sei que ele não vai deixar mesmo, ou seja, vai ser uma discussão inútil.

Meu pai faz sinal para a garçonete que trás a conta em tempo recorde com um sorriso largo.

Assim que sento no carro meu celular vibra com outra mensagem.

“Você não respondeu minha mensagem.

Por favor não fique chateada comigo eu posso explicar.

C.”

Leio a mensagem várias vezes mas não respondo.

Meu pai começa a falar sobre sua aposentadoria que ainda está longe, depois pergunta como está todo mundo. Kate, Elliot, Grace, Carrick, Ethan e eu disserto sobre a vida de cada um. Ele conheceu a família de Elliot no dia do funeral da minha mãe. E a família de Kate quando ela foi passar um verão comigo na casa dele.

Meu celular apita com nova mensagem.

“Por favor me responda.

Não vou demorar aqui eu prometo.

Apenas diga que ainda está tudo bem entre nós, por favor?

C.’’

Fico olhando para a mensagem.

Será que estou sendo ridícula e exagerada sobre isso? Ele disse que me ligaria hoje e não ligou e acho que se ele não tivesse me visto no restaurante não teria nem mandado mensagem. Ignoro a mensagem mais uma vez e suspiro.

–Sabe, eu vi o Cristian no restaurante. – meu pai diz me encarando quando paramos em um sinal.

–Viu? – pergunto cética.

–Sim eu vi, antes de você ir no banheiro você estava bem e quando você levantou eu olhei em volta para tentar descobrir o que você tinha visto que te deixou daquele jeito. Foi ele não foi? Você o viu chegando com aquela loira bem arrumada e ficou chateada?

Balanço a cabeça. Ótimo! Lá vem o interrogatório.

–Sim.

–Você ficou com ciúmes. – ele fala.

Ciúmes? Não é ciúmes... é que ..arg, sim eu acho que é ciúmes acima de qualquer outra coisa.

–Não estou com ciúmes. Estou chateada é diferente. – tento mentir, mas sempre fui uma péssima mentirosa.

–Chateada? – ele levanta uma sobrancelha pra mim. — Você quer falar sobre isso? – pergunta. Estamos quase chegando ao meu apartamento.

Meu pai é o único com quem posso conversar agora, mesmo que ele seja uma das últimas pessoas com quem gostaria de falar sobre minha vida sentimental, é só ele que tenho no momento.

–Bom, é que Cristian ficou de me ligar hoje e não ligou e aí ele chegou no restaurante com Elena , então percebi que para me ligar ele não tem tempo, mas para um jantar com sua ex tem. – Isso suou ruim até pra mim.

–O quê? Você conhece ela? – pergunta espantado. – Como sabe que ela é uma ex ?

–Sim, ela é uma ex namorada dele. Ele me apresentou ela algum tempo atrás.

Nossa como passou rápido, parece que foi ontem que ela chegou no apartamento de Cristian e ele a colocou para fora pra depois me contar sobre os segredos sombrios de sua vida amorosa.

–Ele também te viu lá no restaurante. Ele ficou te seguindo com os olhos até você sumir pela porta do banheiro. E a loira não gostou nem um pouco disso. Você não deve tirar conclusões precipitadas sabe, deixe ele explicar. Nem tudo é o que parece. – meu pai defendendo Cristian? Isso é novidade.

–Mas e se for o que parece? – Ray não sabe sobre o selinho que ela deu nele.

–Ana dê a ele o beneficio da dúvida, ele merece assim como qualquer outro ser humano.

Ok!

Concordo, pego o celular e mando uma mensagem para ele.

“Está tudo bem.

Só me surpreendi em ver vc lá com Elena.

Não se preocupe.

Ana.”

–Obrigada pai. – digo apertando seu braço. – Obrigada por estar aqui e pelos conselhos.

–Você tem que parar de me agradecer por estar fazendo meu papel na sua vida minha querida Aninha. – diz ele sorrindo. – Eu te amo!

–Eu também te amo.

Cristian não me respondeu e eu também não mandei outra mensagem. Ele deve estar chateado ou com raiva por eu ter demorado para responder, ou então foi levar Elena em casa e agora eles estão...

Balanço a cabeça para espantar o pensamento indesejado. Meu pai já foi se deitar e eu estou aqui rolando de um lado para o outro da cama sem conseguir dormir, mesmo sabendo que amanhã vou acordar cedo para o trabalho. Meu celular está do meu lado, eu fico o olhando esperando que ele vibre me avisando de outra mensagem mas nada acontece. Já tentei ler, trabalhar, assistir alguma coisa na tv, mas nada me ajuda, o sono não vem assim como as mensagens de Cristian também não.

Será que fui infantil em ignora-lo a principio? O jeito é esperar por uma mensagem ou ligação.

E é isso que eu faço.

Eu espero... espero... espero... espero e espero...

Notas finais
E ai o que acharam? Comente, favoritem e recomendem! ;) Aaah e entrem no grupo, segue link do grupo no face: -> https://www.facebook.com/groups/cinquentatonsdeamor/ Segue link do meu face pra quem não conseguir entrar no grupo, só me adc e falar comigo no bp. ;) -> https://www.facebook.com/rebecasouzanilson Vou postar status de como anda a fic no grupo sempre, até o próximo capitulo, bjooos!