Notas iniciais
Oiie minhas queridas! Então, eu lí todos os comentários mas não respondi, eu amei cada um deles. E siim eu estou melhor,, obrigada pela preocupação Não deixem de comentar pois eu sempre leio todos, só estou um pouco embanada e perdida por conta dos dias que não entrei, então vocês ficariam chateadas se eu não respondesse os comentários que estão atrasados e começasse a responder todos a partir desse capitulo? Por favor me digam, sim? Esse capitulo está pequeno em comparação ao anterior, mas espero que gostem. AAh no próximo eu garanto que vai ter um beijo desentupidor de pia do casal fofo *-* .!! hehe Ainda não comecei a escreve-lo, sendo assim não posso dizer quando vou posta-lo. Mas não vou demorar tanto quanto demorei para postar o capitulo anterior. Relevem os erros, boa leitura e é isso - eu acho.

Pov Ana

Kate me arrastou para cozinha com a desculpa que precisa de ajuda, tenho certeza que o que ela quer mesmo é me interrogar sobre Cristian e minhas recentes decisões. Fazem quase quatro minutos que estamos aqui, no maior silêncio. Ela não diz nada e eu também não, se ela quer saber vai ter que perguntar. Já está mais do que na hora de todos pararem de me tratar como criança e acatarem as minhas decisões sobre a minha vida. Kate está mechendo uma panela no fogo, tomara que ela não tenho cozinhado ou Cristian, eu e Elliot vamos pular pela janela.

–Então, foi você quem cozinhou? — pergunto e ela me lança um olhar de medo.

–Não! Se eu me atrever a cozinhar de novo, Elliot jura que pede o divórcio. — fala e eu gargalho. -Não ria Ana, é triste não saber cozinhar nem um ovo para o meu próprio marido.

Tento me controlar, mas a cara de chateação que ela faz é muito engraçada.

–Oh, mas eu tenho certeza que você pode resolver esse pequeno detalhe no quarto... — digo brincalhona.

–Meu Deus Ana! O que aconteceu com você? Você já foi mais puritana, porém é verdade. Eu o compenso no quarto. — sorri e eu balanço a cabeça e rio novamente.

–Viu... Eu sabia. — falo. — Então quem foi que cozinhou?

–Darlene. — responde ela desligando o fogo e abrindo a geladeira.

–Darlene?

–Sim, minha cozinheira. Ela deixou tudo pronto, só tenho que aquecer. — explica.

–Certo, você quer ajuda com alguma coisa? — pergunto.

–Sim, você pode colocar a mesa por favor? Os pratos estão no armário da esquerda e os talheres e taças no da direita. — pede e eu aceno com a cabeça indo em direção aos armários que ela indicou. — Então Ana, o que tá rolando?

E que começe o interrogatório.

–Rolando...? — pergunto evasiva.

–A Ana qual é? Você está diferente desde a última vez que nos falamos.

–Estou?

–Sim e stá sendo absolutamente evasiva agora.

Reviro os olhos, pego alguns pratos e coloco no mesa. Ela para de arrumar a bandeja com salada e me olha.

–Não está rolando nada Kate. Somente o que eu já disse na sala: estou tentando retomar a minha vida. — ela me olha por uns segundos e depois volta a arrumar a salada.

–Certo, essa parte já entendi. Mas o Grey? O que tá acontecendo entre vocês? E não me venha com isso de que não está acontecendo nada porque não vou acreditar.

–Somos amigos. — respondo.

–Só isso? "Somos amigos?" Que raio Ana, eu sei que você está me escondendo alguma coisa, pode ir abrindo o bico. Nunca tivemos segredos uma com a outra.

De fato estou escondendo que somos amigos com vantagens, apenas isso. Mas é claro que não vou revelar.

–Mas é só isso. Pode acreditar. — falo.

–E como foi que você e meu cunhado ficaram íntimos a ponto dele te oferecer carona? — pergunta me encarando.

Será que ela não quer que eu tenha contato com a familia de Elliot?

–Tem algum problema pra você, eu ser amiga de Cristian? — pergunto magoada.

Ela arregala os olhos.

–Lógico que não Ana. Só estou tentando entender isso tudo. Todo esse tempo que estive com Elliot eu não o escutei dizer nada sobre o Cristian, a não ser que ele é fechado. E agora vocês chegam juntos, ele te proteje lá na sala, pega suas mãos, cochicha com você e te oferece carona...?! É estranho, concorda?

Balanço a cabeça, não tem jeito. Se eu não contar ela vai ficar me pertubando a noite toda. Respiro fundo, pego o resto das coisas no armário e termino de arrumar a mesa. Kate pega a salada e as vasilhas com o resto das comidas e coloca no balcão para acabar de arrumar.

–Okey, você venceu! No dia do seu casamento eu fui pegar um pouco de ar puro do lado de fora e o Cristian foi comigo, nós estavamos conversando , ai conversa vai, conversa vem...

–Vocês se beijaram? — pergunta eufórica.

–Não, nada disso. Antes tivesse sido isso, mas não foi. — respondo.

Chorar na frente dele e depois dormir no carro foi vergonhoso.

–Mas você queria, certo? — pergunta novamente.

–Você vai deixar eu contar ou vai ficar me interrompendo? — pergunto evitando responder.

Ela levanta as mãos pro ar, em sinal de rendição e volta a mecher nas panelas, que por sinal estão com um cheiro ótimo.

–Então como estava dizendo nós começamos a conversar e no meio da conversa eu lembrei da minha mãe e chorei. Ele me abraçou até que eu acalmasse e ofereceu para me levar pra casa, já que eu não queria tirar José da festa tão cedo e nem preocupar vocês.

–Você deveria ter me chamado Ana, eu... — começou ela , mas a cortei.

–De jeito nenhum, era o seu dia. Você tinha que aproveitar. Continuando... Assim eu aceitei a carona, quando estavamos indo para o carro eu senti uma pontada forte na cabeça, acho que foi por conta do choro, e quase cai, ele me segurou e queria me levar para o hospital, e lógico eu recusei e disse que tinha um rémedio na bolsa e que ia tomar.

Kate termina de arrumar mais um travessa e a ajeita na mesa.

–E você foi no médico depois disso? — pergunta preocupada.

–Não, ainda não tive tempo. — suspiro — Bom, ai eu tomei o rémedio e você sabe que o rémedio me deixa praticamente dopada, assim que entrei no carro eu dormi antes de passar a ele o endereço do apartamento. Ele gentilmente me levou para o Escala e deixou que eu dormisse no quarto de hóspedes dele. — Kate arregala os olhos para mim e balança a cabeça para que eu continue. — Resumindo a obra: eu acordei no outro dia, meio desorientada e envergonha, e como agradecimento aceitei ir jantar com ele e assim nos tornamos amigos. — finalizo.

Kate limpa a mão em um pano de prato, me olhando com o cenho franzido.

–Entendi, bom e José? O que ele acha disso tudo. — pergunta e arruma outra travessa na mesa. Ela realmente caprichou nesse jantar, mesmo que não tenho sido ela a preparar.

–José não gostou da minha amizade com Cristian. — digo, me lembrando de suas palavras.

–O que você quer dizer com não gostou? — questiona desconfiada.

–Ele não gostou, até insinuar que eu e ele tínhamos um relação além da amizade ele insinuou, para fazer Cristian pensar que eu fosse uma mulher fácil que sai com um transando com outro. — digo.

–Como assim?

Suspiro e sento em uma cadeira, essa conversa toda está me cansando.

–Ele autorizou a entrada do Cristian no apartamento, até ai tudo bem. Mas ele estava apenas com uma toalha enrolada na cintura e dando a entender que eu e ele tinhamos...você sabe..! Que nós éramos tão íntimos que ele se sentia livre para andar apenas de toalha.

–Que cretino! — Kate ronrona. — E o Cristian acreditou?

–Não, claro que não! Eu expliquei que era mentira e depois que voltei para casa eu pedi para José retomar a vida dele em Portland pois estava cansada da intromissão constante dele na minha vida e não queria que ele perdesse as provas e acabasse reprovado. Eu disse a ele que pretendia voltar a trabalhar e ia tentar seguir com a minha vida, você sabe, tentar se feliz apesar de tudo, ai ele pirou.

Não contei a ela que eu dormi no apartamento de Cristian outro dia e que passamos o domingo todo junto, ela ia imaginar coisas e o que eu menos preciso agora é de munição para seu interrogatório.

–Pirou? Então foi ele que fez isso no seu braço? — Kate quase grita.

Fecho a cara para ela, Cristian e Elliot estão na sala.

–Sim e fale baixo por favor. Ele me disse que eu estava sendo iludida por Cristian e que estava saindo com ele apenas porque ele é rico. Disse também que quando o Grey enjoa-se de mim, ele ia me chutar. Me usar e jogar fora. Eu fiquei com raiva e disse que ele não sabia de nada, e que ele era um ótimo amigo pensando aquelas coisas a meu respeito.
Ele ficou furioso e quis saber se eu e o Cristian tínhamos transado e como me neguei a contar — porque afinal isso não é dá conta dele — ele me pegou pelos braços e me sacudiu Mandando eu confessar logo que nós dois havíamos dormido juntos. Por fim, quando já estava doendo o seu aperto no meu braço eu falei que nós não tínhamos feito nada demais e ele me soltou. Eu me afastei, pedi para ele ir embora e fiquei no quarto até que tive certeza de que estava sozinha. Não queria escutar mais insultos e nem falar com ele. Ele me deixou um bilhete pedindo desculpas e foi embora. Eu não havia visto que tinha ficado essas marcas no meu braço, senão teria vestido algo mais fechado. — explico e vejo Kate empalidecer olhando por cima do meu ombro.

Droga!

–Então foi esse desgraçado que fez isso nos seus braços e te chamou de interesseira? — uma voz completamente irada e raivosa diz atrás de mim.

Ele escutou!

Respiro fundo e me viro lentamente para encarar os olhos cinzentos cheios de ódio que estão me fitando.

Notas finais
E então? Vou esperar vocês nos comentários, e não esqueçam de me dizer o que acham de eu começar a responder a partir desse capitulo, ok? Comentem, favoritem, acompanhem e recomendem - se acharem que mereço. ! Bjokas!!