Notas iniciais
Oiie gente sentiram a minha falta? Pois eu senti a de vocês! Quero primeiro pedir desculpas mais uma vez pela demora, eu estava com suspeita de pneumonia dai não deu para eu acabar de escrever o capitulo. Desculpa também que eu não respondi alguns comentários, não foi por mal, mas promete responder... Seja bem vindas novas leitoras *-*.. Estou muito feliz porque são quase 50 pessoas que favoritaram, e isso pra mim é uma grande conquista! Bom, eu já estava escrevendo o próximo capitulo, mas meu not rebelde desligou e perdi , então terei que começar de novo. NÃO VOU GARANTIR , mas vou tentar postar o próximo mesmo que não fique grande amanhã a noite, vou tentar.. Por favor, relevem os erros e a demora, eu nunca vou desistir da fic, tenham isso em mente... Ah sim, como teve alguns comentarios querendo saber o que a Ana pensa e tals, eu fiz esse mesclado porque ia ficar chato só no pensamento do Grey, sendo que aconteceu com a Ana, então por favor me digam o que acharam, e o próximo vai ter pov da Ana novamente! Ah gente, e como esse capitulo está digamos que gigante comparado com os outros, por mais que eu leia para ver se tem erros acaba passando alguns, me desculpem mesmo, eu tento ao máximo não errar, mas sem tem um erro ou outro, e vou contar um segredo : Eu não gosto de ler as coisas que eu escrevo poise , eu sei que sou estranha! kkkkk Beijoos, amo vocês!

POV Cristian

Acordo novamente ansioso com a perspectiva que verei minha Ana.
Ontem tivemos um dia maravilhoso, por mim eu traria ela de volta para o Escala e não a deixaria ir embora jamais, ainda mais com José morando com ela.
Mas ela quis ir embora , então tive que aceitar. Ela disse que me ligaria assim que resolvesse algumas coisas, para podermos sair para mais um passeio. Vou esperar. Levanto, faço minha higiene matinal, coloco a meu conjunto de moleton e desço para malhar. Malho por mais de duas horas com Taylor, depois tomo café e parto em direção a Grey House. Tenho algumas reuniões importantes hoje, é até bom para eu distrair meus pensamentos, mudar de foco um pouco, pois minha mente está a todo momento me traindo e me levando em direção à um rosto pálido com grandes olhos azuis.

–Bom dia Senhor Grey! — Andréa me cumprimenta assim que entro no escritório.

–Bom dia. — respondo e sigo em direção a minha sala. Andréa vem atrás de mim com meu café para repassarmos a nossa agenda. Assim que começamos meu celular vibra. Levanto a mão para deter Andréa e olho para a tela, instantaneamente um sorriso vem aos meus lábios.

"Bom dia amigo,
espero que tenha tido uma boa e relaxante noite de sono.
bjoos
Ana. "

Digito uma resposta rapidamente.

"Bom dia minha querida amiga,
sim, eu tive uma boa noite e você?
Cristian. "

Levanto a cabeça e noto o olhar curioso de Andréa sobre mim; faço sinal para que ela continue falando dos meus compromissos e tento ao máximo prestar atenção, mas é difícil se concentrar. Meia hora depois Andréa sai da minha sala e Ana ainda não me mandou uma mensagem de volta. Estou curioso sobre os compromissos dela de hoje. Respiro fundo e levanto para ir em direção a minha primeira reunião do dia.

(...)

Sento na minha confortável cadeira e enfim relaxo. Depois de quatro longas reuniões e nenhuma mensagem de Anastasia estou além de estressado. Verifico o celular pela quinta vez e nada. Penso em mandar outra mensagem para ela, mas desisto. Não quero que ela pense que à estou controlando. Coloco o celular na mesa e começo a arrumar alguns papéis que vou precisar na minha primeira reunião da tarde. Meu telefone toca.

–Sim, Andréa?

–Senhor Grey, o seu irmão está na linha. Posso passar a ligação? — pergunta.

O que Elliot quer? Será que ele já enjoou de Kate? Apesar que não posso imaginar nada realmente agradável quando a mulher dele está relacionado. Sinceramente não sei o que ele viu nela. Kate ao meu ver é aguada, sem sal e rude demais para a conduta de uma mulher, ao contrário da minha Ana, que é doce; meiga; simpática e ...

–Senhor Grey...? -Andréa volta a chamar minha atenção me tirando dos meus devaneios.

–Sim, pode passar a ligação, por favor.

Alguns segundos depois a voz brincalhona de Elliot entra na linha.

–Ei mano!

–Oi Elliot. Pensei que ainda estivesse na sua lua de mel. — falo.

–Ah, não. Chegamos ontem a noite. E vou te contar mano, foi sem dúvida a melhor lua de mel que um homem poderia querer. — diz suspirando. Reviro os olhos.

–Tão boa, que vocês voltaram rápidos assim? Posso imaginar como você deve ter aproveitado. — digo com ironia.

–Ah Cristian, você não tem ideia do que Kate é capaz de fazer, ela me seduz apenas com o olhar. Não consigo imaginar minha vida sem ela.

–Você não pode decidir sobre o seu futuro baseando-se apenas na sua vida sexual Elliot. — digo exasperado.

O que ele quer afinal? Será que me ligou apenas para me contar como fica excitado apenas olhando para Kate?

–Não mano, é muito mais do que sexo. Ela é a mulher que eu quero para ser a mãe dos meus filhos, a mulher que quero para envelhecer comigo, a mulher que eu quero cuidar, amar e respeita pro resto da minha vida.Por isso que casei com ela. — diz com voz apaixonado. — Quando você encontrar alguém que te aceite como você é e te complete assim como eu encontrei Kate, você vai entender o que estou falando.

Será? Eu encontrei Ana, eu gosto da companhia dela; tenho vontade de ficar com ela o tempo todo; admirar aquela pele pálida corada; aquele sorriso tímido; aquela boca inteligente e beijar aqueles lábios carnudos o tempo todo, mas apesar disso não tenho sentimentos tão profundos como Elliot está descrevendo. Não me permito me sentir assim, estar apaixonado é diferente de estar amando não é? Amar é muito intenso e sério.

–Enfim Leiliot, o que você quer comigo? Tenho certeza que você não me ligou para descrever os benefícios de amar não é? — pergunto sarcástico e ele ri.

–Não, eu te liguei para te fazer um convite.

Um convite?

–Ahm...

–Olha não recuse antes de escutar, certo? — fala rapidamente.

Minha familia já está acostumada comigo recusando convites, seja lá para o que for. Apesar de depois de Elena eu ter me aproximado mais deles, ainda assim, me sinto meio por fora, me sinto sobrando lá. Não fico totalmente relaxado então eu evito ao máximo reuniões de familia.

–Ok, diga. — falo em tom de desagrado.

–Olha, Kate e eu vamos dar um jantar essa noite e gostaríamos que você viesse. — fala.

Hoje? Mesmo se eu quisesse ir — o que não é o caso — não poderia ir. Combinei de sair com Ana.

Fico em silêncio. Elliot percebe e logo complementa.

– É um jantar simples Cristian, de amigos... ou melhor de padrinhos de casamento. Kate vai convidar Ana também. Tenho certeza que você pode aguentar ficar algumas horas socializando com ela, não é?

Ana vai? Mas nós tínhamos combinado de fazer alguma coisa juntos hoje. Pego o celular e ainda não tem nenhuma mensagem dela. Será que ela vai ir para o jantar e nem me avisar?

–Ana? Ela aceitou ir? — pergunto mal me contendo.

–Não, Kate disse que ela vai retornar a ligação. Não entendi bem, acho que ela já tinha planos para hoje a noite...Mas e você ? Você vem?

Ela ainda não aceitou, respiro aliviado. Eu sou o compromisso dela, certo?

–Posso te ligar daqui a pouco dando a resposta, Elliot? — pergunto.

–Por quê? Não vai me dizer que você também tem um compromisso hoje...Tem? — questiona intrigado.

–Talvez eu tenha, talvez não... — respondo não revelando nada. Ele suspira e concorda.

–Tudo bem, vou ficar esperando sua ligação. Mas por favor não demore muito, Kate quer tudo perfeito para essa noite.

–Ok. Até daqui a pouco. — respondo. — Tenho uma reunião agora.

–Vai la, até mano. — responde e desligo.


Olho para o meu celular e ainda nenhuma resposta de Ana. Tenho mais uma reunião agora, vou esperar até o fim da reunião e se ela ainda não tiver obtido nenhuma resposta eu ligarei para ela.


POV ANA

Estou além de feliz hoje, me sinto livre e no controle da minha vida novamente. Me encontrei com Jack hoje depois de ter recebido a mensagem de Cristian perguntando da minha noite, mas quando eu ia responder Jack me chamou e tive que ir conversar com ele. Depois de quase três horas tentando convencê-lo de que estou bem o suficiente para voltar a trabalhar, ele enfim concordou em permitir a minha volta, mas apenas meio período. Não tive outra opção à não ser aceitar, mas com a garantia que o meu salário continuará o mesmo, independente de quantas horas eu trabalhe.
Também soube que eu teria um assistente, que trabalharia comigo. Não cheguei a conhecê-lo, mas Jack me garantiu que eu ia adorá-lo.

Depois de combinar a minha volta para a SIP, fui no hospital para avisar que teria que reduzir meu tempo como voluntária devido ao meu trabalho,mas deixei claro que eu ia sempre aparecer. As crianças, principalmente, as que tenho mais carinho e apego, ficaram um pouco apreensivas, acho que com medo de serem esquecidas, mas garanti que que elas são inesquecíveis e que eu nunca as abandonaria, acho que elas acreditaram.

Assim que sai do hospital Kate me ligou me convidando para ir jantar na casa dela hoje, só que como eu tinha combinado com o Cristian eu desconversei e disse que ia ligar para ela confirmando. Não disse a ela que ia sair com o seu cunhado, nem eu mesma sei porque eu escondi isso, mas achei desnecessário falar. Disse para ela que ia confirmar meus planos para a noite antes de aceitar o pedido. Voltei para casa, coloquei um resto de lasanha que estava na geladeira no microondas e enquanto esperava, resolvi mandar uma mensagem para Cristian, afinal eu o deixei esperando esse tempo todo.

"Sim, eu tive uma boa noite de sono.
Me desculpe a demora para responder, por favor...?!
Como está sendo o seu dia? "

Clico enviar e vou arrumando a mesa para eu poder comer. Meu celular vibra.

" Está tudo bem, eu te desculpo.
Meu dia está cada vez mais estressante.
E o seu? "

Eita, será que ela quer cancelar o nosso "encontro" ?

"Que pena,
Meu dia até agora foi muito produtivo.
Consegui resolver tudo o que precisava. :D "

Vou até a fruteira e pego três laranjas, corto-as no meio, pego o espremedor ligo na tomada, encaixo as partes e pressiono as partes das laranjas. Um suco natural para acompanhar uma lasanha calórica. Quanta ironia, como se tomar suco fosse me impedir de engordar. Rio comigo mesma; deixo a jarra de suco na mesa e pego o celular.

"Fico feliz por você.
Espero que não seja nada sério.
Você falou com Kate hoje?"

Como ele sabe que falei com Kate?

"Sim, eu falei com Kate.
Ela me convidou um jantar hoje.
Por quê? "

O microondas apita; pego a luva de proteção térmica e tiro a lasanha de lá. Coloco em cima do suporto. Pego uma faca no balcão, depois sento para comer.

"Sim, eu sei.
Elliot me ligou convidando, pelo que parece é um jantar simples apenas com os padrinhos, ou seja, nós dois.
Fiquei de dar a resposta à ele. Você gostaria de ir? "

Assim como eu ele não respondeu, fico feliz com isso. Seria legal presenciar Kate como "a dona de casa", nem eu e nem ela nunca chegamos a criar a hipotese de um dia ela se casar e se tornar dona de casa.

" Se você não se importar ficarei feliz em ir...
Ah não ser que você prefira que eu não vá.
Você decidi. :) "

Começo a comer minha lasanha e tomar meu suco, quando estou quase acabando meu telefone toca. Olho no visor e sorrio, pelo jeito meu amigo cansou de escrever mensagens.

–Alô?

–Ana. E então? Você gostaria de ir ao jantar? — pergunta.

–Sim, se você não se importar. Para falar a verdade estou com saudades da Kate. Eu sei que faz pouco tempo que ela se casou, mas eu realmente sinto falta dela. — confesso.

–Okey, estão vamos ao jantar. Vou ligar para Elliot para confirmar que vou...

–E eu vou ligar para Kate. Nos encontraremos lá?

–NÃO! Quero dizer, eu passo ai para te pegar pode ser? — pergunta tentando manter a voz uniforme.

–Tudo bem, se isso te faz feliz..- digo rindo.

–Sim, faz. Você não pode imaginar o quanto. Assim que confirmar o horario te aviso que horas passo por ai, ok?

–Okey! — Nós dois ficamos pendurados na linha.

–E as coisas que você tinha que resolver...? — pergunta não quero desligar, assim como eu.

–Deu tudo certo, graças à Deus.

– Um amigo pode perguntar sobre o que era? — questiona curioso.

Eu rio alto no telefone.

–Sim, eu resolvi tomar as rédeas da minha vida novamente. Assumi o controle.

A linha fica muda.

–Cristian? Ainda está ai? — pergunto. Olho no celular e a chamada ainda está ativa.

Depois de alguns segundos escuto um tosse estranha.

–Sim, desculpe... Hmn, você disse tomar as rédeas da sua vida? — murmura limpando a garganta.

Que estranho! Ele parece espantado.

–Sim. Vou voltar a trabalhar. — falo.

–É isso que você quis dizer? — respira aliviado.

–Sim, é isso. Por quê? Vai me dizer que você é um desses homens machistas que acham que o lugar de mulher é na cozinha ou no tanque? — pergunto com raiva.

Ele ri.

–Não, eu sou completamente a favor de mulheres que trabalham e são independentes.

–Que bom! — retruco.

–E devo dizer, que fico feliz que você vá voltar a fazer algo de que gosta tanto.

Isso me surpreende, ele escutou o que eu disse em uma das nossas conversas e não apenas ouviu. A maioria das pessoas quando começo a falar sobre meus gostos apenas ficam ouvindo educadamente. Nem todos gostam de ler e falar sobre livros. O quesito literatura está em último na cabeça de 99,99 % das pessoas infelizmente.

–Hum, obrigada Cristian.

– Não há motivo para agradecer Ana, eu não fiz nada.

–Eu sei é que... que... Ah deixa para la. — gaguejo.

–Se você quiser podemos conversar mais sobre sua volta ao trabalho na hora que eu te pegar ai, o que acha?

–Sim, seria bom. Devemos ligar para confirmar com os recém casados à nossa visita. -falo.

–Sim, devemos. Até Ana!

–Até Cristian! — desligamos os dois ao mesmo tempo.

Vou para o quarto para preparar minha roupa e dicoo numero de Kate. Chama três vezes e depois a voz afobada de Kate diz alô.

–Kate? Está tudo bem? Parece que você estava em uma maratona.

–Sim, estou bem. É que estava longe do celular. E então Ana? Você vem? — pergunta.

–Sim, eu vou. Que horas você quer que eu chegue?

–A hora que você quiser amiga, mas eu tenho que te perguntar uma coisa... — fala.

O que será?

–Pode falar Kate, o que houve?

–Olha, como você é minha madrinha e o Cristian é padrinho do Elliot, ele também vem. Você não se importa não é? Quero dizer, porque ele é meio fechado, mas Elliot garante que ele é gente boa e eu sei...

Sinto uma imensa vontade de rir, mas me controlo. Ela está preocupa que eu não goste do Cristian? Mal sabe ela que nós já até demos uns amassos. Seguro a risada e a corto.

–Está tudo bem Kate, eu não me importo nem um pouco dele ir. Ele até que é legal. — digo.

–Hum, você achou ele legal? Mas vocês só se falaram no dia do casamento e no dia do ensaio na igreja, Ana. E hoje vocês vão ficar mais do que alguns poucos minutos perto um do outro.

–Eu sei Kate, relaxa. Está tudo bem, sim? Eu gostei dele e ele foi muito agradável comigo em todas as vezes que nos encontramos e conversamos.

–Certo, olha eu tenho que acabar de preparar algumas coisas aqui para quando vocês chegarem, então tenho que desligar. Mas você parece diferente Ana.

Eu diferente?

–Diferente como?

–Eu não sei, parece que está animada e diferente da última vez que nos falamos. Sua voz parece mais forte...bom não sei, vou conferir isso quando você chegar aqui.

–Ok, até daqui a pouco. — falo ainda encucada e desligo.

Pego o resto das roupas e vou tomar banho. Tomo um banho bem demorado, lavo os cabelos; enrolo uma toalha na cabeça e coloco meu roupão felpudo. Pego o celular e vejo que tem uma mensagem de Cristian confirmando o horário que virá me pegar.

O que será que Elliot e Kate vão achar quando nós dois chegarmos juntos no jantar?

Seco o cabelo, e decido vestir um vestidinho de alças finas leve com uma bota, o tempo não está tão fresco mas nada que um casaquinho não resolva. Deixo o cabelo solto, passo um blush leve no rosto só para dar uma corzinha e diminuir um pouco a minha palidez e rímel nos olhos. Pego minha bolsa e saio, tenho certeza que Cristian já está me esperando la embaixo, eu garanti a ele que não me atrasaria dessa vez e que ele não precisava subir.

POV Cristian


Taylor estaciona na frente do prédio de Ana cinco minutos adiantado, estou além de ansioso para vê-la, nem parece que eu a vi ontem. Desço e fico encostado no carro.
Quero ver a cara que Elliot e sua mulher vão faze quando nós dois chegarmos juntos. Quando liguei para ele para confirmar que ia, ele de novo — pela centésima vez- me pediu para não chatear e magoar ela, disse que era pra eu tentar ser agradável, me deu até uma vontade de rir. Se ele soubesse o quão agradável eu quero ser com Ana... Balanço a cabeça e vejo a porta do prédio abrir.

Ana sai vestida com um casaquinho preto, um vestido e botas até os joelhos; como sempre ela está de tirar o fôlego. Assim como ela eu não vesti nada formal, apenas umas calça jeans escura e uma camisa também preta.
Sorrio para Ana e me aproximo para cumprimenta-la.

– Você está linda!

–Obrigada. — diz sorrindo.

–E então como foi seu dia? — pergunto.

–Bem produtivo.

–Que bom. — Abro a porta para que ela entre e depois fecho.

Taylor liga o Suv e entra no tráfego.

–E as coisas que você tinha que resolver...? — pergunto querendo saber mais sobre essa coisa de tomar as rédeas da vida.

–Ah sim, deu tudo certo. Vou voltar a trabalhar. — seus olhos brilham de empolgação.

Ela me disse isso no telefone, mas por quê? Será que ela esta precisando de dinheiro?

–Sério?

–Sim, estou animada.

–E você começa quando? — pergunto tentando soar indiferente.

–Amanhã.

Tão rápido?!

–Fico feliz! — digo querendo perguntar o por quê ela decidiu voltar tão cedo, mas me controlando. — Qual vai ser seu horário?

– Por enquanto será meio período, que é pra eu ir me acostumando com o ritmo novamente.

–E você não se importa? De ser apenas meio período? — pergunto e ela balança a cabeça.

–Não, acho até bom. Ainda vou conseguir ser voluntária no hospital sem que meu dia fique puxado. — fala e sorri.

–Parece bastante animada.

–Eu estou sabe, porque enfim , mesmo que seja aos poucos estou tomando o controle da minha vida. Quero tentar a voltar a ser como eu era antes, ficar deprimida não adianta nada e só vai ir acabando comigo aos poucos... — murmura e sua voz some no final.

–Que bom que você está tentando, já é um bom começo. E tenho certeza que você vai conseguir. — pego a mão dela e dou uma leve apertada.

–Obrigada pela sua confiança em mim. — diz retribuindo o aperto na minha mão.

–Não por isso.

–E o seu dia? Como foi? — pergunta.

–Completamente Tedioso. — faço cara de sofredor e ela ri.

Um som adorável.

–Sinceramente não vejo como o mundo das fusões e aquisições pode não ser tedioso. — diz rindo mais ainda.

–Mas sim, tem como. Existem dias que é realmente gostoso fazer o que eu faço.

–Existe? Dê um exemplo por favor. — diz brincalhona.

–Certo. — pisco para ela. E resolvo provoca-la. — Um exemplo bom é quando tenho que negociar algo com uma mulher...digamos assim... bem avantajada, se é que você me entende. — faço o gesto com as mãos como se estivesse segurando seios pesados.

Ela me olha espantada e balança a cabeça.

–Não acredito que você disse isso. Apesar que você não me parece ser um homem que flerta com as mulheres no escritório.

–Não? E como sabe? — pergunto achando graça.

–Bom, você é bem fechado e com certeza não iria profanar o seu local de trabalho com um beijo molhado ou um sexo rápido. — murmura e cora profundamente.

Agora é a minha vez de rir. Solto uma gargalhada alta. Ele está certa. Vejo Taylor me olhar espantado pelo retrovisor.

–Não entendo qual é a graça. — Ana fala e puxa a mão da minha. Mas eu a pego de novo.

–Desculpe, não foi minha intenção rir. Mas foi engraçado escutar você dizendo isso e corando.

–Oh, eu...

– Mas você está certa. — eu a corto. — nunca ficaria com mulher nenhuma no meu escritório e muito menos se fosse alguma mulher com que trabalho ou faço negócios.

Ela solta um suspiro forte, como se estivesse aliviada.

–Se não é assim que você passa dias menos tediosos no escritório,como é? — pergunta mantendo a voz mais uniforme.

– Ah sim, você realmente quer saber? — pergunto.

–Sim. — ela diz com um pouco de cautela.

O que ela acha que vou falar? Sorrio.

–Bom, quando umas das minhas empresas terminam algum protótipo por exemplo ou criam algo que poderá ser de uso beneficio de qualquer pessoa, independente de classe social e cor, sabe?!Então é um exemplo. É realmente bom ver que tenho funcionários que são empenhados assim como eu. E isso me deixa feliz. Saber que uma das minhas empresas criaram algo que pode melhorar a qualidade de vida ou ajudar pessoas mais carentes é reconfortante.

Ela me olha de queixo caído.

–Você se preocupa não só em ganhar dinheiro, é isso? — questiona.

–Sim, bom, eu quero ganhar dinheiro e ser rico. Eu gosto de ser rico, gosto de ser o chefe do meu universo, gosto de ver que meus negócios estão dando certo e de respirar tranquilo. Mas acima disso, saber que o meu trabalho duro e os vários anos de aperto que passei quando comecei, valeram a pena é sem dúvida a melhor parte tudo.
Saber que por conta do meu esforço o índice de crianças que morrem de fome na África é bem menor, que por conta da minha dedicação, hoje mais de mil famílias por mês podem ter um lar para chamarem de seu, uma casa para morar, para se abrigar da chuva e do frio... São pequenas coisas que realmente fazem a diferença sabe... Se cada um dos granfinos que gostam de desfilar por ai com carros exclusivos, fazendo bonito e batendo no peito o quão podres de ricos são, se eles ajudassem apenas uma familia por mês, dando assistência médica, um lar ou melhor : um emprego, o mundo hoje seria muito melhor. As pessoas deveriam ser mais altruístas. — finalizo e vejo Ana enxugando uma lágrima solitária que desceu pelo seu rosto.

–Desculpe, isso que você disse foi muito lindo. Parabéns, eu nunca imaginaria que você se preocupasse tanto assim com o próximo. — diz com voz rouca.

–Sim eu sei, essa parte da minha vida é muito pessoal, não falo com ninguém sobre ela. É algo que não preciso de glória sabe? Faço por que realmente gosto, quero e preciso.

–Precisa? — pergunta curiosa.

–Sim, eu preciso para me sentir bem com a minha conciência. — sorrio.

Taylor para enfrente ao prédio de Elliot e Kate. Salta e abre a porta para eu e Ana descermos.

–Obrigada Taylor. — agradeçe Ana e ele da um pequeno sorriso e balança a cabeça.

Pego a mão de Ana e a puxo em direção a portaria. O porteiro da um pequeno aceno e indica que podemos subir.

–O que será que eles vão pensar ao nos ver chegando juntos? — pergunta Ana.

–Sinceramente não sei. Mas não precisamos explicar nada, vamos dizer apenas que somos amigos, não é? — Sorrio lembrando que somos "amigos coloridos" .

Ana ri e concorda. A porta do elevador se abre e Kate aparece no hall de entrada do apartamento.

O apartamento de Elliot é na cobertura, assim como o meu, apesar de não ser tão grande quanto o Escala, ele é bonito e aconchegante. Foi Elliot que fez o projeto de todo o prédio e o de seu apartamento também. Os móveis são em sua maioria rústicos e únicos. Os pais de Kate gostam de ostentar com marcas e exclusividade, sendo que a filha não fica para trás.

Kate encara nos dois sem falar nada, com os olhos arregalados parecendo que viu um fantasma.

–Oi Kate! — Ana chega até ela e a abraça, mas Kate continua parada.

–Quem foi que chegou? A Ana ou foi o Cris... — começa Elliot chegando na porta, mas para ao ver que eu e Ana chegamos juntos.

–Os dois. — Kate responde recuperando as boas maneiras. — Entrem por favor.

Seguimos para a sala depois de Elliot dar um abraço apertado em Ana e um rapido e sem jeito abraço em mim. Kate apenas me da um oi seco.

–Então o que vocês gostariam de beber? — pergunta Elliot.

–Um copo de suco de laranja prá mim está bom. — responde Ana.

–Cristian? — Elliot chama. Desvio o olhar de Ana e olho para ele.

–Um copo de vinho está ótimo. — digo, ele balança a cabeça e vai em direção a cozinha.

–Então, vocês se encontraram na portaria? — pergunta Kate.

–Não. — respondemos em unissono. Ana sorri.

– Não?

–Não, Cristian me ofereceu uma carona. — explica Ana.

–Carona? — repete Kate.

O que será que deu nela hoje?

–Sim, uma carona. E como não dirijo mas, eu aceitei, é muito mais fácil do que pegar um táxi. — Ana fala parecendo irritada com essa atitude de Kate assim como eu.

–Certo. Você parece diferente Ana. — Elliot diz assim que entra na sala com as bebidas.

Ana de ombros e bebe um pouco do seu suco.

–Sim, você está diferente. Está com um ar animado, esperançoso ... não sei bem. — Kate complete.

–Aconteceu alguma coisa enquanto estavámos longe? — pergunta Elliot se sentando em frente ao sofá que Ana e Kate estão sentadas.

–Sim, eu decidi que vou voltar a trabalhar. — Ana conta.

Kate engasga com seu vinho e seu copo tomba, derrubando vinho na manga da blusa de Ana.

–Droga! — murmura levantando e correndo na cozinha e voltando com um pano para limpar a sujeira no sofá de couro branco e na manga da blusa.

Ana me olha e dou de ombros. O que está acontecendo?

–Melhor você tirar essa blusa Ana. Me dê ela que vou colocar na máquina e na secadora, assim você poderá vesti-lá de novo quando estiver indo embora. — diz Elliot estendendo a mão.

Ana concorda e tira a blusa, revelando seu ombro nu e uma grande marca roxa no seu braço.

– O que é isso? — pergunto me levantando e sentando do lado de Ana.

–O que? — pergunta assustada com meu tom de voz.

–Isso. — diz Kate apontando para o braço de Ana. Então quer dizer que tem essas mesmas marcas do outro lado também.

Ana abaixa o olhar e empalidece na hora que vê os grandes hematomas em seu braço.

–Eu... — engole em seco. — Eu bati o braço.

Elliot olha de mim para Ana, pega o pano da mão de Kate e segue para cozinha balançando a cabeça.

–Conta outra Ana. O que é isso no seu braço? — Kate diz brava.

–E não minta. — completo irado.

Parece que alguém a apertou com força. Ana arregala os olhos e levanta.

–Eu... Não tinha visto isso até vocês me dizerem. — fala baixo.

–Isso nós percebemos. Agora o que foi que aconteceu? — Pergunto tentando me controlar. Kate olha pra mim pasma com a minha atitude.

–Não é nada demais, nem dói. Foi um acidente. É só isso gente. — argumenta.

–E como aconteceu esse acidente Ana? — Kate pergunta indo ficar do lado dela que balança a cabeça.

–Ei gente, se ela não quer contar, deixem isso. Vocês à estão pressionando demais. E então Ana, você disse que você vai voltar a trabalhar, por quê decidiu voltar assim tão rápido? — pergunta Elliot voltando da cozinha. Ana respira fundo aliviada e volta a se sentar. Kate e eu trocamos um olhar aguçado. Assim como eu, tenho certeza que ela não vai deixar isso passar.

–Sim, eu começo amanhã. Apenas meio período por enquanto. — diz sorrindo tentando aliviar o clima.

–Amanhã? Já? Porquê? — pergunta Kate.

–Porque quero seguir com a minha vida Kate, retomar de onde eu parei. — fala.

–Seu pai sabe disso? — pergunta Elliot.

–Sim, eu liguei para ele ontem e contei. — responde Ana com um suspiro. e tenta mudar de assunto. — E vocês? Estão gostando da vida de casados?

–Sim está tudo ótimo. Ana você tem certeza que é uma boa idéia isso? Tudo está muito recente ainda e você precisa descansar. — Kate fala.

–Sim Kate eu tenho a mais completa e absoluta certeza, quero seguir adiante, não adianta eu fica presa no apartamento o tempo todo sem fazer nada, é um verdadeiro saco.Não quero que vocês fiquem se preocupando comigo o tempo todo e parem de viver a vida de vocês, eu sou grande e sei me cuidar. — diz Ana com cara de cansaço.

Eu fico apenas observando a conversa sem me intrometer, pelo visto Ana é decidida e não vai mudar de idéia, tenho certeza. Não consigo parar de pensar no hematoma roxo nos braços dela. Será que alguém tentou rouba-la? Estupra-la? Meu Deus! Minha imaginação está me comendo.

–E José? — pergunta Kate.

–Ele voltou para Portland ontem a noite.

Ele foi embora? Se não fosse pela minha preocupação por causa do hematoma eu iria sorrir abertamente.

–Como assim foi embora? — Kate questiona.

–Foi embora, ele vai retoma a vida dele, estudar para os exames da faculdade e voltar a trabalhar.

–Mas ele foi embora... como? — pergunta Kate ainda não entendendo.

–Simples Kate, ele fez a mala e saiu pelas portas. Fácil assim. — diz Ana exasperada colocando o copo na mesinha no centro.

–Nós tinhamos combinado que ele me ligaria antes de ir embora. Ele prometeu e quebrou a promessa. Nós combinamos de não deixar você sozinha naquele apartamento e nem em lugar nenhum. José é um irresponsável. — Kate quase grita.

Ana abre a boca para falar algo, mas estou de saco cheio com isso já.

–Chega Kate! Ana sabe se cuidar. Ela já explicou e você a está pertubando com esse assunto e essa proteção toda. Você nos convidou para vim aqui pra interrogar a Ana ou matar a saudade? — digo com raiva, mal me contendo. — Como vocês querem que ela fique bem se a cada minuto vocês ficam a lembrando de tudo, a julgando e fazendo suposições de que ela não consegue viver sem ajuda e sem essa excessiva proteção? Deixem ela respirar, vocês a estão sufocando.

Três pares de olhos me encaram. Um assustado, outro agradecido e outro com um brilho diferente... O que será que Elliot está pensando me olhando desse jeito.

–Mas você não sabe o que aconteceu com... — recomeça Kate.

–Ele está certo Kate. Deixe a Ana respirar. Tenho certeza que se ela precisar de alguma coisa, ela virá nos pedir. Que tal relaxar e aproveitar a nossa noite? — Elliot a corta.

–Certo.Ok! Ok! Ok! — levanta as mãos se rendendo. — Vou pegar os presentes que compramos pra vocês. — diz uma Kate resignada e inconformada saindo da sala.

–Vou encher o copo de vocês novamente. — diz Elliot e vai em direção a cozinha.

Sento ao lado de Ana e pego suas mãos entre as minhas; estão geladas.

–Você está bem? — sussurro.

–Sim, obrigada por ter me ajudado com Kate. Ela é exagerada as vezes. — agradece apertando de leve minha mão.

–Você tem que parar de me agradecer, amigos são pra isso, não são? — digo sorrindo e pisco.

–Sim, são. — ela sorri de volta.

–Peguei, espero que vocês gostem, eu escolhí... — Kate para quando vê nossa mãos intercaladas. E franze a testa. — Eu escolhí o seu Ana, e Elliot escolheu o seu Cristian. — termina e entrega os dois embrulhos. Soltamos as mãos e pegamos.

–Obrigado! Mas não precisava! — Eu e Ana falamos juntos e mais um vez Kate franze a testa.

Abro meu embrulho e encontro uma caixa com um helicóptero de uns 30 centimetros com hélices grandes, todo branco com o escrito "Grey" em azul no lado direito e um controle remoto pequeno encaixado entre o que parece ser um manual de instrução e o helicóptero. Eu realmente amei, levantei, fui até Elliot e o abraçei, surpreendendo tanto ele como a mim mesmo.

–Obrigado! Eu realmente amei. — digo.

–Não por isso mano, na hora que eu ví lembrei de Charlie Tango. — diz ainda se recuperando do meu abraço.

–Obrigado Kate! — agradeço olhando para ela. Ela apenas sorri.

–E então Ana, não vai abrir o seu? — pergunta Kate ansiosa.

Ana abre o embrulho, e tira de dentro um caixa marrom de madeira com aparência de velha. O que será isso? Ana abre a caixa e tira de dentro um livro com aparência mais velha ainda.

–Não acredito Kate. Como você conseguiu isso? — pergunta com os olhos cheios de lágrimas.

Ela está chorando porque ganhou um livro?! Olho para Elliot que está com a mesma cara pasma que eu.

–Isso não importa! Você gostou? — pergunta Kate.

–Eu amei! Obrigada é simplesmente perfeito.

–O que é isso? Um livro velho? — pergunta Elliot. — Achei que tivesse comprado um perfume para ela e não um livro sobrevivente da primeira guerra mundial Kate. Estou decepcionado. — brinca fazendo cara de decepção.

–Fica quieto. Isso não é um livro velho. É o primeiro manuscrito original de Romeu e Julieta. Ana não liga para perfumes, ela ama livros. — fala e abraça de Ana.

Sim, eu me lembro que Ana disse que ama livros, mas não pensei que fosse tanto assim, a ponto de chorar. Balanço a cabeça e volto a sentar. Elliot sorri, senta ao meu lado e começa a falar sobre o novo projeto que está fazendo., um projeto completamente sustentável, e esse fato agarra minha atenção.

Kate e Ana decidem ir arrumar a mesa para o jantar. Só espero que não tenha sido Kate a faze-lo, pelo que Elliot contou uma vez na casa dos meus pais a única vez que ela tentou fazer algo para comer ficou horrível e ele praticamente virou flor no vaso sanitário.

Notas finais
E ai, o que acharam? Até o próximoo! Bjoos molhados do Grey pra vcs!! :* AAh quem comentar, ganha uma noite no quarto vermelho da dor com direito a tudo com o Mestre! ;) rs Aah, e qualquer coisa podem me mandar mensagem privada, eu não ligo!! ;) bjooos ! E até o próximo! Mas uma vez relevem os erros..