Cinquenta Tons de Amor
12 Capitulo 12
Notas iniciais
POV Ana
Cristian acabou de me deixar na porta do meu prédio, Depois de tudo que ele me contou e quando enfim conseguimos separar nossas bocas, nós almoçamos em um restaurante sofisticado e depois andamos pelo Central Park conversando banalidades. Ele insistiu em entrar, mas eu não quiz. Preciso de um tempo pra pensar em tudo que aconteceu e está acontecendo na minha vida, além de que, tenho que conversar com José.
Eu fiquei meio que em choque, não sei como agir quando um adulto revela que foi abusado na infância. Não existe uma manual de instruções explicando como se deve agir quando o cara que você está afim conta que foi molestado.
"O cara que você está afim?"-diz meu subconciente.
Eu estou afim dele não estou? Eu estou confusa, mas bem que gostei dos nossos beijos e do amasso que demos antes daquelas duas ex's lunáticas chegarem.
Mas, apesar do meu choque inicial, eu pude entende-lo. Não deve ser fácil ter uma mãe negrigente, um pai desconhecido e ainda apanhar de um cafetão. Passar fome, frio e dor sem ter à quem recorrer. A vida para ele desde de pequeno foi dura, eu no lugar dele acho que não teria tanta força para continuar vivendo... Já quase não tenho força agora, imagina se tivesse passado por tudo aquilo?
Depois que conversei com ele a tarde toda eu percebi que eu devo continuar a vida, tenho que tentar superar o passado, tenho que tenta seguir em frente, tentar ser feliz.
Ele disse que eu o mudei, mas acho que foi o contrário. Desde que eu o conhecí eu tenho conseguido esquecer os meus problemas, ele me faz lembrar quem eu era antes de tudo, como eu era feliz, animada e divertida. Eu me pego sorrindo quando estou do lado dele, me pego imaginando um futuro sem meus pesadelos e dramas.
Abro a porta do apartamento e vejo José sentado assistindo Tv. Ele nem me olha quando entro. Vou direto para a cozinha e pego uma garrafinha de água na geladeira, abro e começo a beber. José desliga a tv e fica me olhando, depois respira fundo e se aproxima.
–Pensei que você fosse apenas jantar com ele. — fala acusátorio. E isso me irrita.
–E eu pensei ter pedido pra você parar de me tratar como criança. — digo frustada.
–Por que demorou tanto Ana? Não era só um jantar? — pergunta rude.
–Me poupe José, você não é meu pai e eu não te devo satisfações. — falo irritada.
–Sim você me deve. Até por que eu vim pra cá para cuidar de você.
Respiro fundo para me acalmar.
–Sim, você fez a gentileza de vim ficar comigo, mas não foi eu quem pediu. Você se ofereceu, aceitei e agradeço por isso. Mas já estou bem e gostaria que você continuasse seguindo com a sua vida para que eu possa seguir com a minha também. Não quero te prender.
–Ana, eu não estou te reconhecendo. Você está me expulsando de novo? — pergunta atonico.
–Expulsando não. Estou agradecendo pela sua atenção e pedindo para você se retirar.
–E você ainda diz que não está me expulsando? — pergunta jogando as mãos para o ar. — É a segunda vez. Você me enchotou na frente do Grey ontem.
–Não te enchotei coisa nenhuma, você me envergonhou me tratando como criança na frente dele e tentando aparentar que eu estava saindo com ele , mas mantendo um relacionamento intimo com você. Quando na verdade o nosso relacionamento não passa de um relacionamento fraterno, nada mais.
–Diga por sí só. Você sabe que eu te amo, você sabe que sou loucamente apaixonado por você. E eu só queria te proteger dele, eu tenho certeza que se alguém sair machucado disso, esse alguém vai ser você. Escute o que estou dizendo Ana, eu sou homem eu sei o...
–Chega José. — eu o corto. — Eu tenho você como um irmão, nada mais. Apenas irmão!Você veio ficar aqui comigo com o próposito de me ajudar enquanto ainda estava debilidade e mal, e eu agradeço por isso como eu já disse. Mas eu sinceramente quero que você retome sua vida, volte para Portland, continue com as suas fotos e estude para as provas finais na faculdade. Eu estou bem e pretendo retomar o controle da minha vida também. Mas com essa supervisão 24 por 7 é impossivel, eu não consigo. Vocês estão me sufocando. Você e Ray estão passando dos limites. Sou grande e sei me cuidar.
José se aproxima e segura minhas mãos.
–Ana, nós não queremos te sufocar, de jeito nenhum. Apenas estamos preocupados com você, nada mais. Tente entender. Depois de tudo o que aconteceu, a morte da sua mãe e ...
–Pare! É disso que estou falando. — o corto. — A todo momento vocês ficam me lembrando do que aconteceu, é isso que me impede, que me trava. Eu quero reencontrar o resto da Ana que ainda existe em mim, eu quero voltar a viver e agora eu tenho fé que vou conseguir ser ao menos um pouco feliz. Apesar de eu não merecer ainda assim eu quero tentar.
–Posso saber o que pretende fazer? Como vai se virar? Pagar suas contas? Manter esse apartamento? Ainda mais agora que Kate se casou. — pergunta largando a minha mão e encostando no armário.
–Vou voltar a trabalhar, os pais de Kate concordaram em me deixar ficar aqui, já que o apartamento iria ficar vazio. Com o que ganho na SIP e o que tenho economizado dá para eu pagar as despezas daqui uma vez que não terei que pagar aluguel, e me manter. Não se preocupe.
–Eu posso vim morar com você Ana, prometo parar de te sufocar. Nós podemos dividir todas as contas, assim sobra mais dinheiro para você e ainda posso te fazer companhia. — fala entusiasmado, mas eu balanço a cabeça.
–Não! Eu sei o que está tentando fazer e não vou deixar. Eu quero ficar sozinha, eu preciso ficar sozinha. Ter um tempo só pra mim. Eu estou bem e não preciso de dinheiro extra, até porque não tenho muitas despesas.
–Você sabe que não pode ficar sozinha, ainda mais aqui em Seattle. Ana é perigoso.
–Eu sei me cuidar já disse.
–Você já contou sua decisão para o seu pai? — pergunta.
–Não! Ainda não tive tempo uma vez que jantei com Cristian ontem e estou te contando isso hoje. Mas vou falar com ele, vou ligar pra ele enquanto você arruma suas malas.
José arrelaga os olhos.
–Você quer que eu vá embora ainda hoje?
–Sim, são apenas seis horas da tarde, se você sair daqui agora chegará em Portland antes da meia noite e poderá descansar pra aula amanhã.
–Por quê você está com tanta pressa assim de eu ir embora? — pergunta desconfiado.
–Por nada, apenas quero resolver isso logo, tomar um banho e dormir. Tive um longo dia hoje e quero descançar depois que eu ligar para Ray.
José se levanta e se aproxima.
–Você está esperando o Grey aqui essa noite não está? Para vocês continuarem o que pararam hoje a tarde.- diz com raiva.
Eu arregalo os olhos. Como ele pode pensar isso de mim?
–Você está louco?
–Não, agora tudo faz sentido. Foi ele que mandou você me tocar não é? É por causa dele que você está me descartando. — fala com o olhar cheio de raiva.
–O que? Não! Ele não tem nada a ver com a minha decisão. Eu decidi isso sozinha, nós nem se quer falamos sobre você.
–É claro que não falaram sobre mim. Eu também não falaria sobre ninguém estando na cama com você.
Ergo a mão e sento uma bofetada na cara de José. Agora realmente com raiva.
–Nunca mais se atreva a insunuar algo tão sórdido sobre a minha vida. Me respeite. E por favor faça sua mala e saia daqui.- digo rude e vou em direção ao corredor, mas ele segura meus braços me fazendo para e olha-lo.
–Insinuar? Vai me dizer que você não dormiu com o Grey? — ele quase grita.
–Isso não é da sua conta, me largue que você está me machucando. Arrume as suas malditas coisas e saia daqui antes que diga mais alguma coisa que vai se arrepender depois. — tento soltar meus braços mas não consigo, quanto mais eu faço força mais ele aperta.
–Eu não vou me arrepender e nem sair daqui enquanto você não confessar que dormiu com ele. Confesse Ana , vamos! — me safana.
Ele aperta tanto meu braço que tenho a impressão que vai se quebrar a qualquer momento, meus olhos enchem de água por causa da dor.
–Você está me machucando, por favor me solte. — digo quase chorando. — Apesar disso não ser dá sua conta eu não dormi com ele.
–Eu não acredito em você. Eu sempre pensei que você fosse diferente Ana,mas pelo jeito você é igual a todas as outras, uma interesseira; caça dotes; uma mulher sem carácter que dorme com qualquer um pela conta bancária. — diz com nojo e raiva soltando meus braços e dando um passo para trás.
–Você não sabe o quanto está enganado seu ridiculo. Agora saia daqui, quando eu sair do quarto não quero ver rastro seu pelo apartamento ou então vou tomar providências. — digo massageando o meu braço e indo para o meu quarto.
–Ana espera ... — começa ele vindo atrás de mim, mas eu fecho a porta e a tranco.
Tiro minha bolsa do pescoço e coloco na cama. Abro pego meu celular e vejo uma mensagem de Cristian.
"Doce e encantadora Ana,
Adorei o nosso jantar fast food, o delicioso café da manhã que ganhei no sofá e nosso dia no park.
Espero que você me proporcione mais desses dias de esquecimento, eu estava precisando.
E espero também que você tenha gostado tanto quanto eu, apesar das visitas inesperadas.
Beijos do seu amigo ;) ,
Cristian Grey. "
Abro um sorriso involuntário, mas não respondo sua mensagem. Vou ligar para Ray primeiro e ter certeza que o babaca do José já foi embora.
Disco o número de Ray e toca três vezes antes dele atender.
–Oi Ana, tudo bem? — pergunta espantado.
–Sim pai, está tudo bem. Só liguei para te contar dos meus planos. — digo tentando fazer a melhor voz que consigo.
– Seus planos? Quais? — pergunta espantado.
–Vou voltar a trabalhar pai e pedi para José ir embora. — digo.
A linha fica muda.
–Pai? O senhor ainda está ai?
–Sim, Ana estou aqui. Por que você decidiu voltar a trabalhar e mandar o José embora? Ele te desrespeitou Ana?
Me desrespeitar? Não, ele apenas me chamou de vadia por entrelinhas!
–Não, está tudo bem. Eu só quero retomar a minha vida e tentar seguir adiante apesar de tudo. Ficar deprimida em casa não vai adiantar nada e preciso encher minha cabeça com alguma coisa.
–Certo, eu entendo... Mas você ficar sozinha ai me preocupa Ana, não acho que seja uma boa idéia. Você poderia vim ficar aqui comigo ou...
–Não pai. É sério, eu vou ficar bem, já sou grandinha e sei me cuidar. É desnecessário essa preocupação excessiva que você e José estão tendo por mim. — eu o corto.
–Nós só queremos o seu bem Ana. — murmura.
–Eu sei. Olha, confie em mim por favor. Eu estou bem, só quero ficar um pouco sozinha, encontrar o meu "eu" e assumir o controle da minha vida, nada mais! Se eu precisar de alguma coisa ou tiver algum problema eu prometo que te ligo, ok?
–Tudo bem, você me ligará mesmo se precisar de algo, certo? E eu vou te visitar assim que der. — fala.
–Pai não... — começo mas ele me corta.
–Anastásia ou você aceita meus termos ou eu vou até ai e te trago a força para morar comigo.
Do um suspiro alto e cansado.
–Certo, o senhor tem carta branca para aparecer aqui quando quiser e sem avisar, vou deixar avisado na portaria e se eu precisar de algo ou não me sentir bem eu ligarei. — digo resignada.
–Isso. Fico feliz que resolveu sair daquele topor minha filha, eu já estava ficando mais preocupado.
–Sim, eu também fico feliz por ter enfim reagido. Olha eu vou tomar um banho agora e descansar um pouco.
– Okey, descanse. Vai começar um jogo agora e vou assistir. Não se esqueça: Qualquer coisa me ligue.
–Ta bom pai, eu te amo!
–Eu também te amo Ana. — responde e eu desligo.
Levanto, tiro a roupa e vou para o banheiro. Tomo um banho demorado, me seco, coloco um conjunto de moleto e prendo o cabelo em um coque frouxo. Abro a porta e sondo no corredor pra ver se vejo José, mas está tudo quieto. Saio do quarto e vou até a sala: nada. Checo a cozinha nada também. Vou até o quarto de hóspedes que ele estava e abro a porta. Está vazio. Respiro fundo aliviada.
Ufa! Saio e fecho a porta, acendo a luz da sala, da cozinha e do corredor. Vou até o interfone e ligo para a portaria.
–Sim? — responde o porteito atendendo.
–Oi, hum...Aqui é Anastasia do 407.
–Sim srta?
–O meu amigo José... Ele passou por ai , certo?
–Sim senhora, passou puxando uma mala grande, ele parecia chateado. — responde o porteiro.
José chateado? Pois bem, ele deve ficar mesmo e muito.
–Sim, eu sei. Olha de agora em diante não deixe ninguém subir sem ser avisado por favor. — peço.
–Nem mesmo sei amigo senhorita?- questiona ele encabulado.
–Ninguém. — mas ai eu lembro da minha promessa para Ray. — Apenas Raymond Steele, meu pai. Tem permissão para subir sem ser anúnciado.
–Certo senhorita.
–Obrigada.
–Não por isso. — responde ele e eu desligo.
Vou para a cozinha para preparar um chá, e vejo um bilhete em cima do balcão.
"Ana me desculpe, não sei o que deu em mim.
Eu não queria te ofender e muito menos te magoar.
Por favor fique bem.
Por favor me perdoe.
Bjos seu para sempre amigo
José.! "
Leio o bilhete e depois amasso e o jogo fora. Meus braços ainda estão doloridos por conta do apertão que ele me deu.
Faço o chá e pego alguns sequilhinhos, coloco tudo em uma bandeja e vou para a sala. Deixo a bandeja na mesinha de centro, vou no quarto pego meu celular, travesseiro e uma coberta e volto para a sala. Sento, ligo a tv em um seriado e tomo meu chá. Quando acabado pego o celular para escrever uma resposta para a mensagem do Cristian.
" Oi Cristian, fico feliz que gostou do nosso, digamos, encontro?
Também gostei bastante, apesar da intromissão, mas para falar a verdade por um lado a intromissão foi até boa, já imaginou que poderia ter acontecido se não tivessemos parado?!
Eu também estava precisando esquecer das coisas. :D
Boa noite,
Ana! "
Teclo enviar e tento prestar atenção no seriado, mas a todo momento a lembrança dos braços de Cristian entorno de mim e de seus beijos voltam para a minha mente. Meu celular vibra com o recebimento de uma nova mensagem.
" Querida Ana,
se elas não tivessem nos atrapalhado com certeza nós não teríamos saido do apartamento nem mesmo para almoçar, se é que você me entende. ;)
Boa noite. "
Sorrio imaginando o que teria acontecido e escrevo a resposta.
" Sim,
eu entendo bem o que quer dizer. Mas não tenho certeza se isso seria uma boa ideia, até porque quando estou com fome fico completamente mal humorada e rabugenta. :P "
É claro que eu nem lembraria da minha sempre amiga fome, mas ele não precisa saber disso.
" Senhorita,
posso lhe garantir que sua fome seria completamente saciada. Não só a sua, mas a minha também. A cada minuto lamento mais ainda pela infeliz intromissão. :( "
Leio a mensagem e gargalho.
"Você fala como um homem que está no deserto sem comer a muito tempo.
Tenho até compaixão de você por isso. (rsrsrs)
Mas eu até que agradeço pela intromissão, as coisas estavam andando rápido demais e esse não é meu modo de agir normalmente."
Se ele pensa que sou fácil está enganado. Agora eu agradeço pela intromissão. Se elas não tivessem chegado nós teríamos transado na cozinha, e eu me arrependeria depois por ter sido tão fraca assim. Não sou esse tipo de mulher e não quero que Cristian assim como José pense que estou interessado no seu dinheiro ou status.
" Ana,
você não sabe o quanto sou esse homem no deserto desesperado por um prato de comida, ainda mais se for vindo de você.
Não ria de um homem faminto.
Sim, eu tenho certeza que esse não é o seu modo habitual de agir não se preocupe. :) ''
Será que ele ta sendo ironico?
" Você está sendo irônico? Saiba que a ironia é a forma mais baixa de humor."
Espero ansiosa pela resposta. E se ele pensa tão baixo de mim assim?
"Você sinceramente acha que eu estou sendo ironico?
Depois de tudo que te contei e falei sobre como sinto em relação a você?! "
O que eu acho ou não, não é a questão.
" Cristian,
o que eu acho é irrelevante, mas o que as pessoas podem pensar não.
Certo, eu concordo que você pode estar falando a verdade, mas ainda assim é complicado. Não sei que imagem passei pra você, espero não ter passado uma imagem tão ruim assim. Já fui acusada de ter aceitado sair com você apenas pela sua conta bancária e tenho medo que você pense tal coisa de mim também. E isso me aflige. "
Enquanto espero a resposta, coloco o celular no sofá e vou até a cozinha preparar outro chá.Quando termino volto e vejo que já tem uma resposta.
" Ana
quem foi a infeliz pessoa que te acusou de tal coisa?
Por favor me diga para que eu possa reduzir a pessoa a pó.
Não adquiri minha fortuna de agora e sei diferenciar bem uma mulher interesseira de uma mulher com caracter e digna como você.
Por favor não ligue para o que as pessoas falam ou deixam de falar, afinal até papagaio fala. O importante é o que eu e você pensamos e sabemos. "
Posso sentir a verdade em suas palavras e sei que ele está certo. Eu nunca me importei com o que as pessoas pensam ou deixam de pensar sobre mim, por que diabos estou me importando agora?
" Me desculpe Cristian,
eu sei que você está certo.
Não sei de onde veio toda essa insegurança.
Podemos mudar de assunto?"
Na verdade eu sei de onde veio essa insegurança mas não quero pensar sobre isso agora.
" Desculpas aceitas,
porém ainda quero saber quem foi a infeliz pessoa que te acusou de interesseira.
Você gostaria de falar sobre o que? "
Não vou contar a ele que foi José, é completamente desnecessário.
"Obrigada! :D
Você pode escolher o assunto."
Me enrolo na coberta e percebo que o seriado já está no fim. Me inclino e pego o controle remoto e desligo a televisão. O apartamento está completamente silencioso, apenas o barulho da minha respiração quebra esse precioso e adorável silêncio.
" Senhorita Steele,
não pense que não percebi que você está enrolando e não me disse quem foi que disse que você é interesseira.
Eu não vou esquecer, e tenho meios para descobrir por mim mesmo, não se esqueça. "
Meios ? Que meios?
"Longe de mim te enrolar senhor Grey.
Acho desnecessário citar nomes, uma vez que concordamos que é mentira, porém eu fiquei curiosa para saber quais meios seriam esses? "
A resposta não demora.
" Ponto bem feito senhorita.
Meus meios são variados e secretos.
Mas se você está tão curiosa assim, posso te mostrar uma de minhas muitas façanhas.
Aceita sair comigo novamente? Promete ser sem segundas intenções, apenas como bons amigos. ;) "
Eu rio coma sua resposta, afinal foi eu mesma que disse que podemos ser amigos com privilégios.
"Cristian,
Eu adoraria sair com você de novo.
Apenas como bons amigos, como você mesmo disse. :P
Ana. "
Percebo que estou ansiosa para reencontrá lo e sinto uma felicidade genuina apenas com a perspectiva de ver aqueles olhos enigmáticos novamente.
"O que acha de sairmos amanhã? Apesar de ser segunda feira podemos encontrar algo divertido para fazer ou apenas desfrutar da companhia um do outro.
Quais são seus planos para amanhã? "
Amanhã vou até a SIP, quero voltar a trabalhar o mais rápido possivel, depois vou até ao hospital ver as crianças.
"Amanhã na parte da manha e metade da tarde estarei ocupada. E acho que você também não é? Afinal você tem um império para comandar. Mas a noite estarei livre. "
Não vejo a hora de ocupar minha mente com outras coisas. Apesar de eu não precisar voltar a trabalhar tão cedo, eu quero. Eu amo o meu trabalho de Editora, amo o simples fato de estar em contato com livros o dia todo.
"Sim eu tenho que comandar meu "império",
porém como sou o dono posso chegar e sair a hora que eu quiser. ;)
Você pode me ligar quando estiver desocupada e então eu irei de pegar onde quer que esteja. O que acha? "
O cansaço já está me tomando. Minhas pálpebras estão começando a pesar.
" Certo.
Te ligarei uma vez que esteja desocupada e então podemos decidir o que fazer.
Quero ver essa tal façanha, estou curiosa. "
Envio e bocejo.Começo a cochilar e sinto o telefone vibrar na minha mão. Abro o olho e leio.
" Estamos combinados, esparei ansioso a sua ligação.
E lembre-se: a curiosidade matou o gato.
Tenha uma boa noite Ana. "
Sorrio e respondo.
" Devo confessar que eu também estou ansiosa.
Boa noite Cristian."
Aperto enviar fecho os olhos e drivo para um sono profundo sem sonhos.
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