Cinderella
5 Ela é um amor, quando quer
— Shintarou!! Eu vou te matar!- Momoi gritou pro esverdeado, que em uma tentativa de defesa, apontou para Daiki.
— Mata ele. Só esbarrei em você por causa do exagero dele.-
Aomine se levantou do lugar e puxou a gola da camisa de Midorima. — Como é?-
Kuroko se levantou do lugar que estava, parando no meio dos três que brigavam.- Vamos parar com isso. Aomine-kun, solte-o.- o moreno soltou o outro.- Pra início de conversa, o que aconteceu?-
— Essa cenoura ambulante tacou tinta no meu cabelo, olha!- Satsuki mostrou a parte do cabelo pintada de roxo. O azulado reprimiu uma risada.- Essa tinta é superdifícil de tirar!-
Aomine se afastou do grupo e tentou ir em direção a porta para escapar, sabia que a culpa era sim dele. No momento em que Shintarou levantou o pincel para olhar se faltava algum lugar para pintar de roxo antes de lavar o mesmo, ele se inclinou para frente com uma força e velocidade muito grande, e acabou empurrando o esverdeado, que caiu para trás e encostou no cabelo da rosada com a tinta.
— Parado aí, Dai-chan.- Momoi apontou para o moreno. — Assuma a responsabilidade por seus erros.- e começou correr atrás dele.
— Eles vão resolver isso?- Midorima perguntou para o azulado enquanto olhava os dois correndo.
— Daqui a pouco ela esquece. Vamos, temos que terminar isso e ensaiar.-
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— Eu acho que, talvez, fosse melhor colocar o Mido-chin como madrasta. Só pra ver como vai ficar.- Atsushi sugeriu ao mesmo tempo que comia.
Akashi parou o que fazia. — Por que? Sei que tem hora que ele é irritante, mas não acho que é uma boa colocar ele num papel assim.- disse olhando para o prato em sua frente. Finalmente estavam almoçando, bem, o almoço já havia acabado, mas continuavam comendo. — Shintarou, o que acha?- o perguntou, não poderiam mudar tudo sem que ele aceitasse.-
— Se me derem um bom motivo.- falou tirando os óculos, os colocando em cima da mesa e pegando outro, que segundo Kise e sua insistência, iam ficar lindo nele. Kise era meio gay, apenas meio, pelo menos enquanto ele não namorasse se assumisse.
Os olhos heterocromáticos pararam nele. — Você é chato igual à da história.-
— Negado.- colocou de volta os próprios óculos.- Isso não é um bom motivo, e você não é o melhor para fazer a fada, mesmo com sua atuação sendo boa.- muito boa mesmo.
Seijuro colocou a mão no peito dramaticamente. — Isso me magoou, não converse mais comigo.- virou a cabeça e começou a conversar com Kise. — Já terminaram o cenário?- ignorou completamente o suspiro exagerado do esverdeado.
— Está secando no Sol. Vamos passar tudo de uma vez?- o loiro respondeu e o pediu. Ainda tinham tempo até o dia, mas seria bom olhar de uma vez se faltava ou tinha algum problema na atuação.
— Depois que a gente terminar de lanchar. Como Shintarou é um chato, e todos gravaram as devidas falas, vamos deixar do jeito que tá.- pelo canto do olho viu o referido fechar a cara. — Avise os outros. Na segunda faremos um ensaio com as roupas, para nos acostumarmos com elas de uma vez, e depois usaremos iremos atrás das coisas que faltam. Terça terminaremos tudo e sexta a tarde, antes da peça, faremos um ensaio geral.- programou tudo, na esperança de que Ryota tivesse acompanhado. — Entendeu?-
Kise escrevia, ou ao menos tentava, o raciocínio do loiro numa folha de caderno. Havia se perdido quando ele falou da segunda, o resto que ouvirá foram apenas fragmentos, então tentava completar com o que achava que seria. — Sim!- mentiu, não tinha entendido nada.
— Certeza?- Akashi ergueu a sobrancelha.
— Não.-
— Quer que eu escreva?- o ruivo o olhou com tédio. Ele era lento mesmo com sua Cópia Perfeita, apesar de não copiar nada.
Kise o passou o caderno. — Por favor, Akashicchi.- e deixou que ele fizesse a programação.
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"- É muita consideração da sua parte.- Kuroko olhou para o moreno.
— Consideração?- Daiki o olhou confuso. — Pelo que?-
— Os vestidos. A senhora pediu pra todas nós. Exatamente três.- algumas risadas foram ouvidas ao fundo."
— Dá pra parar de rir ou tá difícil?- Aomine se estressou, deixando de lado a atuação nem tão perfeita.
Kise parou de rir. — Sinto muito senhora. Não irá se repetir.- zoou Daiki.
— Eu te odeio.- o moreno resmungou e logo voltou a olhar o azulado, entrando novamente no papel." — Não pertencem a você.-
— Mas...-
— São três. Dois para minhas duas belas filhas.- cortou a fala de Tetsuya, ao mesmo tempo que ia pra trás de Ryota e Midorima e contornava os braços ao redor de seus pescoços. — E um pra mim.- sorriu maldosamente para o azulado."- Mas se você quiser ficar com ele depois da peça pode.- novamente saiu do papel, seu orgulho como homem falando mais alto que tudo.
— Aomine-kun, não saía do papel assim do nada.- o menor o reprendeu.
— Tá, tá. Foi mal. Continuando.-
"- E o meu?-
— Para que precisaria de um vestido?-
— Bem..... para ir ao baile.- disse o óbvio.
— Você? Ir ao baile?- a filha mais velha debochou de Cinderela."
— Retiro o que disse, tá igual a original, até a cara que ele fez combinou.- Murasakibara, sentado em um canto para não incomodar, comentou. — Parece a irmã chata dela mesmo.-
— Eu ouvi isso.- Shintarou optou por ignorar, mesmo ouvindo.
"- Todas as damas solteiras do reino foram convidadas.-
— E você não irá. Imagine a vergonha que o príncipe passará quando uma plebeia como você entrar no salão.-
Kise interrompeu novamente. — Gente, to me sentindo mal. Não quero fazer mais.-
Midorima ajeitou os óculos no rosto. — É fome, daqui a pouco passa. Esse ensaio está tendo muita interrupção.-
— Obvio né? Geral morto em pé por causa de um certo alguém que acordou a gente quase meio-dia.- Aomine falou olhando para Satsuki.
— Gente se o problema é esse depois fazemos isso. Akashicchi, segunda não temos outro ensaio?- o ruivo balançou a cabeça positivamente. — Pronto, fazemos isso segunda.- Ryota finalizou.
— Aproveitamos e gravamos as falas direito, quase ninguém decorou elas.- Tetsuya saiu em direção ao quarto, logo voltando com a mochila nas costas. — Também estou cansado, vou para casa.-
— Isso mesmo, vão todos embora.- a irmã de Kise apareceu na sala. — Estão todos fazendo muita bagunça, e esse gigante aí achou meu estoque de doces, não quero mais estresse já que esse ‘homem’ — fez aspas com as mãos. — não faz nada, nem uma vassoura tem a cara de pau de pegar pra varrer no mínimo o próprio quarto.- pegou a mochila de cada um e entregou, errando os donos de cada. — Vão embora.-
— Nee-san, por que me entregou a minha?-
— Vou arrumar a casa, não quero ninguém aqui, isso também cabe a você.- expulsou todos da moradia.
— Loira.- Aomine o chamou quando estavam na calçada da rua.
— Não me chama assim, o que foi?-
— Vou repetir a mesma coisa que o Tetsu disse: Sua irmã é muito chata, com todo respeito.-
O loiro suspirou e olhou para os pés. — Eu sei.- e saiu andando pra casa do moreno, contra a vontade do mesmo. — Mas ela é um amor, quando quer.-
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— Francamente.- a mulher reclamava enquanto catava do chão. — Só sabem fazer bagunça, nunca vi ter essa dedicação toda pra ajudar.- se dirigiu para o jardim dos fundos, se deparando com um enorme papelão colorido no chão.
— Agora isso.- se irritou.- Vai pro lixo, se deixar isso aqui daqui a pouco acumula sujeira.- dobrou e com certa dificuldade colocou na porta da casa pro caminhão de lixo levar.
— O que eles estão querendo fazer, além de bagunça?- se perguntou voltando ao serviço.
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