Cigana
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Cigana
Capitulo 16
As bocas se confundiam em um beijo tão intimo quanto as suas almas. Seus corpos, livres de qualquer empecilho, se amavam com candura e prazer. Ela o guiou até sua intimidade, gemendo incontrolavelmente ao sentir a precisão da língua molhada e atrevida que a esquadrinhou lascivamente. Suas unhas castigaram os lençóis, frágeis demais para a sua força e seu corpo generoso soltou o suco do prazer. A boca ávida dele sugou até a última gota, deleitando-se do sabor do corpo pequeno que se contorcia com o contato de suas mãos, com a invasão de sua língua. Ele ergueu-se lentamente do meio das coxas firmes e olhou para o rosto coberto de prazer dela. Com um dedo, ele o passou no vão dos seios redondos e perfeitos, vendo a pele se arrepiar com aquele contato. Os olhos dela o chamaram de uma forma única e especial. Em outro canto do castelo, alheios aos gemidos cheios de prazer que ecoavam pelo corredor dos aposentos do rei, o da princesa corpo era tratado.
Era uma noite estranha, que tinha caminhando lado a lado a morte e o amor. A dor e a raiva, que era incontida longe das paredes daquele castelo, em um campo ao céu aberto. A fogueira crepitava com suas chamas altas, fazendo sombras fantasmagóricas dos homens que a rodeavam. As vozes, de homens, mulheres e crianças se confundiam nos gritos que clamavam por justiça.
Os olhos negros de Baltazar estavam frios e distantes. Ele sentia-se rodeado e oprimido. Palavras sujas eram gritadas em sua face, mãos desesperadas lhe tocavam os ombros. Todos queriam ouvi-lo falar, mas o que ele tinha para dizer, não seria aceito.
_Meu povo! – ele ergueu-se em meio a balburdia que se encontrava o acampamento. Seus olhos recaíram sobre os sobreviventes do massacre daquela noite e seu coração se inquietou...
_Ouçam-me todos! Preciso que me dêem seus ouvidos e seus corações! – a voz era forte, a voz do líder. O silêncio recaiu pesado por todo acampamento cigano, somente o crepitar das chamas era ouvido acima das batidas dos corações raivosos. E naquele momento, em uma tenda afastada, a velha cigana dispunha sobre a mesa recoberta com uma toalha vermelha as suas cartas. Mãos idosas, enrugadas e calejadas tremiam a cada carta virada. Já seus ouvidos, aguçados, a tudo ouvia e a voz firme do líder até ela chegou trazida pelo vento que entrou sorrateiro pela fresta aberta de sua tenda:
_Meu coração está inquieto, já faz alguns dias! Ele sente por cada um que aqui se encontra, por cada mulher e criança. Por cada cigano valente que tombou esta noite...
O coração do líder falava ao seu povo, e o coração da velha cigana nada lhe dizia, pois estava em silêncios e, isto para ela era motivo de preocupação. Pois ela sentia que sua alma se ausentava como a natureza que se silencia antes da tormenta. Outra carta ela virou, para depois erguer seus olhos amarelos em direção a voz de seu líder e sussurrar:
_Baltazar!
Saiu a carta com o desenho de um caixão.
Embaixo da noite de lua cheia, ele falava:
_Temos que ser unidos! Agir por impulso foi o erro. Não podemos nos deixar levar pelo vento forte, temos que fincar nossas raízes na terra e esperar pela tempestade, esperar que ela passe e que seja misericordiosa conosco.
O grito de revolta foi encorpado por várias vozes. Eles não queriam palavras de ordem, o povo cigano deseja sangue.
Outra carta virada e a velha urrou, era a carta da raposa.
_Olho por olho, dente por dente! Nosso sangue foi derramado, ele clama por justiça! – a voz de Bethania se sobressaiu acima das demais, ela perdera o marido e o filho naquela noite estranha.
_Bethania, eu não autorizei teu marido a se bater com os gadjos! Ele foi um tolo e pagou com a vida.
_Ele foi fiel aos ciganos, Baltazar! Foi em busca de justiça pela morte de Esteban.
_Pois lhe digo que Esteban colheu o que plantou!
_Defendes a prostituta! Ela nos traiu se bandeando para o lado dos cães!
Aplausos e gritos irados
_Dê-nos a cabeça de Nadja! Depois nos lidere contra o reino do Cullen, que ele caia ante nossa fúria!
A carta da foice caiu do baralho antes dos dedos da velha Leah a tocarem.
Era a primeira hora da madrugada de um novo dia. Dois corpos se completavam com perfeição sobre os lençóis. Eles copulavam em uma perfeita posição de lótus. Os olhos de Nadja abriram-se no momento que ela sentiu a conexão. A perfeição do amor inundava seu corpo fazendo com que ela gritasse seu nome. Seus dedos agarram-se ao corpo forte que se impulsionava a penetrando com vigor. O seu eu se esvaiu, para depois se transformar em força pura, a fazendo sentir-se completa. Em um momento de desvairo eles olharam-se com a intensidade do amor. A boca feroz e exigente sussurrou-lhe o seu destino:
_Posso amanhã tombar no campo de batalha, pois sei que a amei verdadeiramente, Isabella!
Isabella!
Isabella!
Os dedos trêmulos retiraram a ultima carta, a que trazia as alianças.
No acampamento cigano, ela ergueu-se de sua mesa e caminhou decidida até o líder de seu bando, Baltazar. Ele tinha que tomar uma importante decisão. Leah olhou para o céu escuro e sorriu para a lua cheia. Muito longe dali, em um reino conhecido pela soberba de seu soberano, em seu castelo, se ouvia os lamentos da dor.
_Irinaaa! – a voz rouca do velho rei fazia as paredes do castelo tremerem. Uivos acompanhavam aquele lamento. Ele se encaminhou até o soldado em pé, duro feito aço e lhe desferiu um tapa na face.
_Ousas vir até mim?! Desgraçado tu és, infame! Tu e teu rei traiçoeiro.
O velho não se agüentando em suas pernas apoiou seu peso no alicerce que era o corpo do Duque de Edward. Ele escorregou até o chão sentindo as mãos de aço a segurar-lhe os braços envelhecidos. Ele se rebelou em um ato que lhe consumiu a energia que não dispunha.
_Parta! Saia de minha frente! – mal se podia ouvir o som de sua voz cavernosa. Mas a do filho brandou alta:
_Meu pai! Deixei-me tomar a cabeça deste verme e mandá-la espetada em uma estaca para o Cullen. Ele deve saber que cairemos sobre seu povo, sua gente!
_Ele saberá, mas devemos render honras fúnebres a minha doce filha primeiro. Vá embora, que o rei Cullen tenha a todos os seus soldados, os melhores, pois não quero covardes quando cair com o peso de minha espada....
Emmett soltou os braços do velho rei, ele aprumou seu corpo e olhou reto, para o nada.
_...Tire seus pés do meu palácio agora!
Felix foi de encontro ao seu pai que se martirizava no chão o tomando para si, antes, ele viu os homens de Edward saírem, tão retos quanto entraram. Ele jurou arrancar primeiro a cabeça deles e depois o coração do rei.
_Meu pai, erga-te!
_Felix, Felix!
A voz de Aro falhava
_O que fiz?
_Nada! foi vitima do destino, por confiar em gente sem honra!
_Eu mandei minha filha para a morte, minha doce e pequena filha, minha Irina....eu...!
_Pai!
_Minha....!
A voz do velho rei Volturi se silenciara, para sempre!
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Carta Caixão: Significa a interrupção de alguma coisa; as perdas, que podem ser materiais ou não; doenças graves; a imobilidade. Um período em que a melhor atitude é esperar.
Carta da Raposa: e a carta que alerta contra fraudes, armadilhas, malícias e mentiras. É um avise também de que podemos estar de algum estratagema ou engano. Significa também emboscada. Raposas são astutas, tem bons ouvidos e são silenciosas. Fique atento, pois alguém pode estar tentando enganá-lo. Mas também pode estar mostrando uma pessoa inteligente que sabe aproveitar as oportunidades que a vida oferece.
Carta Foice: significa o corte, a interrupção. Pode significar ter que adaptar os planos às circunstâncias. Rompimento. Mostra que um decisão precisa, já esta sendo tomada. Mostra também as opções a serem feitas.
Carta das Alianças: As alianças simbolizam a união, o casamento, a sociedade comercial, a parceria, um compromisso, um acordo. A qualidade desta carta será demonstrada pelas outras cartas que estiverem perto.
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