Cigana

18 Capítulo 18


Notas iniciais
Ei amadas!Nossa que alegria, estou postando hoje e dedicando o capitulo a Siobhan e a Jana_P que fizeram novas indicações para a fic.Boa leiura!

Cigana

Capitulo 18

O sol forte entrava pela janela da casa simples e seus raios lambiam a face enrugada do velho que sorriu lentamente com aquele carinho. Ele fechou os olhos e ficou a pensar em sua vida difícil. Seu coração batia oprimido pelos últimos acontecimentos, pois tanto que lutara por encontrar a única pessoa que lhe dava direcionamento, agora, lhe parecia que fora tudo um grande engano. O cheiro forte da bebida quente invadiu suas narinas o fazendo abrir aos seus olhos e se deparar com um par verde e alegre a sua frente.

_Café da manhã tio! – a voz doce de Alice era como uma canção alegre.

_Obrigado, filha!

Ela colocou a caneca de chá com leite e depois cortou a fatia de bolo passando a manteiga enquanto cantarolava. Mas, aquele momento simples e feliz como um sonho que se esvanece feito fumaça se foi com a voz rancorosa da irmã de Charles Swan.

_Sim, deleitem-se com o banquete, feitos rei e rainha! – o riso fino de Alice preencheu a toda pequena cozinha.

_Oras mamãe, acho muito pouco provável que o rei e a rainha mãe comam apenas bolo com manteiga esticada e chá com leite de cabra. Por que não se senta aqui conosco e desfrute de nossa refeição?

Alice já conhecia a quase dezoito anos as lamurias matutinas de sua mãe e naquela manhã ela estava decidida a não se deixar levar por elas. Com alegria ela pegou outra caneca e despejou o liquido quente, mas, quando estava a cortar outra fatia de pão ela ouviu sua mãe voltar a falar.

_Guarde a minha fatia, filha. Alias, julgo procedente que passemos a racionar a comida de fato.

_Mamãe, temos o suficiente para alimentar até cinco ou mais bocas, sinceramente não sei o que se passa com a senhora nesta manhã!

_É a guerra Alice! Ela bate em nossas faces, arrasta para a morte nossos homens e queima nossos lares!

_Minha irmã, por certo que não vivemos no mesmo reino. Que no reino onde vivo, o grande rei estabeleceu a paz que perdura por anos e...

_Paz está ameaçada pela mulher que você trouxe para estas terras! Vocês vão para o campo e não se preocupam em irem até a igreja para ouvirem padre Newton.

_Isto porque o velho fala demais e nada edificador.

_Mais respeito, Alice! Padre Newton advertiu a todo o povo sobre a cigana que teu tio trouxe para a cidade. Dela cantar e dançar na praça levando os homens bons a cometerem o pecado da luxuria. Ele alertou ao rei, mas que foi enfeitiçado e agora a desgraça se abate sobre nós com a morte da princesa! Fiquem sentados a mesa e se regalem enquanto podem, logo o exercito Volturi cairá sobre nós.

_Mãe, eu ouvi dizer que o duque de guerra não encontrou o cigano que acusam, alias, que ninguém de fato, o viu entrar ou sair dos muros do palácio.

Os olhos de Alice recaíram sobre os olhos marrons e envelhecidos de seu tio, sim, por todo o canto se ouvia falar da guerra. O rei mandara convocar os homens jovens e saudáveis e que o exercito ficasse em alerta e tropas bem equipadas patrulhavam os limites do reino. Os camponeses e fazendeiros também se preparavam fazendo esconderijos para as sementes e levando o gado para longe. Que todos se preparavam, mas que ainda se tinha esperança na melhor condução para aquela situação, o povo ainda acreditava em seu rei.

_Mamãe, o rei, ele irá nos defender.

_O rei está enfeitiçado pela cigana, ele não ouve a voz da razão!

_E a voz da razão é a voz do padre falastrão? Mamãe por favor...!

Barulhos de cascos no quintal fizeram Alice silenciar a sua voz. Seu tio ergueu-se da mesa e caminhou até a porta a abrindo, com Alice logo atrás. Eles viram o soldado do palácio descendo do cavalo, envergando seu traje de guerra, incluindo a longa espada afiada, presa a cintura. Ele era alto e esquio, o som das botas batendo na calçada da casa ecoaram através dos ouvidos de Charles e Alice.

_Procuro por Charles Swan, é você velho?

_Quem quer falar com ele? – Alice se pronunciou a frente de seu tio, a voz firme e dura do soldado mexera com os seus brios. Ela sentiu a necessidade de defender ao velho que passou a tremer ante aquela visita inesperada, pois que na verdade, Charles Swan temia o efeito das palavras de sua irmã e temia pelas ações de sua filha. O soldado aproximou-se com olhos atentos na pequena mulher que valentemente se punha entre ele e o velho. Ela colocara as mãos na cintura fina e um brilho de perigo reluziu nos olhos verdes dela.

_Sou um soldado do teu rei, não lhe devo satisfações. – não havia raiva na pronuncia daquelas palavras, apenas a uma acentuada frieza.

_Então, que volte para o teu rei sem a informação, pois foi na minha porta que vieste bater. – Já Alice não se continha ante o frio atrevimento do soldado e sustentou com bravura o olhar penetrante dele, mas se surpreendendo com o tom de azul do olhar dele.

_Alice, minha filha, tenha calma, por favor!

_Não tio, não devemos nos amedrontar, pois nada fizemos de errado!

_É a cigana! Eles vieram prender o pai da cigana!

Alice fechou seus olhos e contou até três para a crise de sua mãe, mas antes que algo pudesse dizer ouviu novamente a voz do soldado que era penetrante.

_Vim cumprir as ordens do rei, mais propriamente de sua futura rainha, a mulher que todos chamam de cigana.

_Isabella?

_Futura rainha?

Somente a mãe de Alice não disse nada.

_Sou o soldado Withlock, o primeiro homem do duque de guerra deste reino e designado como protetor pessoal de Isabella Swan.

_A minha filha?

_Então você é o velho Swan?

Alice começou a gargalhar e passou a pular ao redor do corpo magro de Charles.

_Ouviu tio, Isabella será rainha! O que tem a dizer agora minha, minha mãe?

Alice sorria e balançava com euforia as barras de suas saias. O soldado olhava absorto para aquela pequena mulher e, por um momento, esqueceu-se de sua obrigação que lhe foi restaurada assim que a voz do velho se fez firme entre os risos de sua sobrinha.

_Que meus ouvidos me pregam a algum brinquedo!

_Arrume as suas tralhas velho, seu lugar agora é dentro dos muros do palácio, tu e toda a tua família, são as ordens do rei.

A novidade se espalhou pelo pequeno povoado. As pessoas saiam curiosas nas janelas e mesmo as soleiras das portas para acompanharem a procissão que se seguia atrás do soldado imponente montado em seu cavalo, sendo seguido pelo velho comerciante Swan, a pequena Alice com a sua mãe desnorteada. A multidão ao arredor deles somente crescia.

_É verdade? Vocês irão morar no castelo?

_A cigana será a nossa rainha! Ouvi dizer que o padre Newton foi convocado para realizar a cerimônia de casamento.

E os comentários cresciam tanto quanto a multidão. O povo estava surpreso com a novidade que veio com o dia. Não demorou e chegaram aos portões do palácio que se abriram e ante os olhos deles o próprio rei veio recepcionar os novos familiares.

_Sejam bem vindos a minha casa! Que o dia de hoje possa cimentar todo e qualquer mau julgamento que houve entre nós. Que se estabelece a paz e harmonia não somente em meu palácio, mas desejo que todo o povo veja que somos unidos e somente assim poderemos vencer as adversidades. Convido a todos que aqui estão presentes a testemunharem meus votos de amor a filha do comerciante Swan. Estarei me casando com ela hoje, ao cair da tarde perto da praça, pois quero que este casamento seja sacramentado diante de todo o povo. Que todos saibam que não me caso com a cigana, mas sim com a mulher que ela representa para mim e como rainha, tenho certeza que ela não irá desamparar ao povo deste reino e lutara ao meu lado para manter a paz entre nós. Minha gente, não tenham receios em seus corações, saibam que não tomo como esposa e rainha a uma forasteira e sim, um conterrânea, nascida nestas terras e, que após firmada nossa união perante a Deus e a todos os olhos, a mulher que chamam de Nadja será conhecida pelo seu verdadeiro e único nome Isabella Swan Cullen, a grande rainha.

Nadja saiu de trás do rei, o sorriso tomava a toda a sua face, ela caminhou lentamente sentido com enorme prazer aos olhares de todos, desde o olhar de reprovação da rainha mãe e do padre, sendo que para este, ela ainda parou a dizer.

_Eu quero o melhor casamento que você já realizou em toda a sua triste vida, padre! – ela andou ante os olhares dos soldados que bateram continência para a nova soberana, até chegar ao seu pai, que mal se continha em pé diante de tanta emoção.

_Vê meu pai, eu cumpro com o que eu prometo!

Ela tomou dos braços trêmulos do velho Swan e caminhou de cabeça erguida até seu rei que os esperavam altivo e feliz. Todo o povo viu o rei recepcionando ao velho comerciante e sua família e, em um momento único, eles ovacionaram a família real, pois que Edward agia com justiça ao ouvir seu coração. As pessoas voltaram para as suas casas e se preparam para o casamento e a festa que viriam logo após. Todo o reino iria naquele dia festejar para depois irem para a guerra.

No reino vizinho, Felix recebia com tristeza o corpo da irmã. Ao contrário do reino de Edward, ele e todo o seu povo preparavam-se para o luto que se estenderia por quinze dias, depois eles partiriam para a guerra, fortalecidos pela necessidade de justiça diante de golpe tão traiçoeiro desferido por Edward Cullen.

continua...

Notas finais
ai está, aos poucos Nadja, que a partir do proximo post será chamada de Isabella a grande rainha, está conseguindo tudo....tudinho....! Não é bom ter esta mulher como inimiga!Teremos muitas emoçoes no proximo post, casório, tramoias e um ataque covarde contra o rei (spolerzinho de vez em quando não faz mau a ninguém....).ok - Bjus!