Cigana

19 Capítulo 19


Notas iniciais
ei amadas, sinto muitissimo pela demora, o capitulo já estava pronto mas faltava o tempo necessário para a revisão.Eu gostaria de dedicar este post a todas que leêm esta fic, mandam os revies e recomendam, principalmente a ultima recomendação a anabia133.Obrigada amadas!Vamos ao post, espero que gostem!

Cigana

Capitulo 19

O brilho do sol já anunciava em seus tons amarelos o inicio da tarde. Ele entrava atrevido através do vidro limpo da janela e iluminava a todo o aposento, em especial, as curvas sinuosas das ancas desnudas que pouco a pouco foram cobertas com o pano branco e delicado que deslizava pelas carnes, feito a um carinho, moldando-se a cada pedacinho da pele branca e imaculada. O sorriso ganhou a bela face da cigana e com delicadeza ela balançou a cabeça, a gingar com cuidado as madeixas dos cabelos que contrastaram com o branco virginal da vestimenta de casamento.

-Parece que foi feito sob medida para mim, Alice! – havia uma mistura no tom que ela falara, entre o jocoso e o convencido.

Depois, ela deu um giro, em torno de si mesma, a constatar o fato de que estava simplesmente linda no vestido que fora destinado a outra mulher. Sentindo-se satisfeita com os arranjos elaborados de ultima hora pela prima, com pequenos detalhes no busto e nas mangas, Nadja assentiu com a cabeça.

-Realmente, fiz muito bem em tê-la chamado ao castelo hoje!

Alice, que tinha entre os lábios algumas agulhas, murmurou algo como inacreditável antes de voltar-se a barra do vestido que precisava se alongada, visto que sua prima era maior do que a princesa e depois pensou com tristeza, antes de voltar a falar, tirando com cuidado as agulhas de sua boca.

-Se me desse o tempo mínimo necessário, eu teria lhe feito um vestido de casamento, sem precisar usar a este!

-Alice, me casaria nua com Edward, ou tendo apenas a um lenço no meu corpo se assim fosse necessário! – suspirando em tédio, Nadja completou ainda a sua frase antes de fazê-las rirem com o modo debochado com que finalizou os pensamentos.

-Mas acho que ofenderia ao velho padre e a mãe do meu rei! E tenho certeza que Edward me cobriria com um vestido todo de ouro se assim eu pedisse, mas que atrasaria ao meu casamento com ele e, isto, eu não desejaria. De qualquer modo, pouco se importa a origem do vestido e sim os dedos dele o arrancando de meu corpo logo o mais...

Nadja suspirou profundamente desta vez e passou a mão pelo ventre liso a concentrando em meio as suas coxas, se permitindo relembrar do calor que sentiu naquela região, horas antes. Alice via a tudo com admirável silencio, a forma como sua prima amava o próprio corpo e não se toldava aos ditos daquela época, em que a mulher mesmo após casada, deveria se guardar aos desejos da carne. Assim que Nadja abriu aos seus olhos, viu o modo como Alice a olhava e não titubeou em falar.

-Então, viste bem ao soldado que mandei em tua casa hoje? -O tom insinuante com que falara, fizera as faces de Alice se tingirem de rubro, pois que apesar de toda a sua valentia ao defender o tio na manhã daquele dia, ela não poderia negar o fascínio que sentiu pelo homem alto e austero envergando a brilhante armadura de soldado.

-Fui-lhe muito rude, de fato ele não deve achar que eu seja uma dama.

-Querida prima, o soldado Withlock é um homem endurecido pelo treinamento, mas perspicaz com os detalhes. Tenho certeza de que ele notou bem a ti.

Depois a pequena mulher deu de ombros e ergueu-se do chão sentindo satisfação no serviço que realizara em tão pouco tempo e procurou não dar crédito ao que a prima falara. De tantas mulheres na corte, Alice achava pouco provável que o belo soldado tenha de fato notado algum dote feminino nela a não ser o de sua voz a contrariá-lo.

-O que acha de soltarmos ainda mais algumas pregas nas ancas, assim como esta, elas ficam muito moldadas...

-Não quero que mexa em mais nada! Todos tem que ver que Edward esta a tomar como rainha a uma mulher com curvas e cheia de vida!

-Minha prima, receio que nenhum tecido do mundo seria bom o suficiente para esconder-lhe as curvas.

-Tanto melhor, nunca precisei me esconder de ninguém – depois um brilho reluziu pelo canto esquerdo de seu olhar assim que ela viu a forma feminina de outra mulher que lhe espreitava atrás de uma coluna.

-Não gosto que espreitem as minhas costas.

A mulher, que não tinha a intenção de manter-se oculta por muito mais tempo, gingou suas saias e saiu com o nariz empinado de trás de seu esconderijo. Ela usava a um vestido florido e corpete justo a mostrar com generosidade as copas de seus seios fartos. Os cabelos, que outrora estavam sempre presos e reclusos em telas, agora se encontravam soltos e bem dispostos a cobrir com generosidade ao pescoço e parte do colo branco.

-E eu não sou uma cobra, para ficar a espreita!

Nadja virou-se repentinamente, ignorando o gemido de protesto de Alice que voltara a se agachar aos seus calcanhares a medir a barra e pregar as rendas.

-Verdade mesmo?! Pois que de teu veneno estou acautelada! O que faz em meus aposentos?

A risada que escapou dos lábios carnudos de Denali foi baixa, mas que ganhou a todo o aposento de uma forma muito maledicente.

-Teus aposentos?! Os eram até a poucas horas de uma princesa, legítima!

Sem preocupar-se com o brilho perigoso que reluzia dos olhos marrons da cigana, Denali caminhou a balançar seu corpo de forma sinuosa.

-Mas que não irei me demorar, apenas que voltei para retirar meus poucos pertences e, muito me surpreendi em vê-la nas vestes de casamento de Irina.

Denali tomou entre seus dedos a um pequeno vaso de prata o rodeando antes de voltar a falar — Claro que sendo uma miserável, não teria vestes apropriadas para este casamento, pois não?

-Seria mais prudente medir a tuas palavras, pois que fala a futura rainha deste reino.

Alice se ergueu indignada com os punhos cerrados e o rosto cheio de tensão para em seguida mudá-lo para surpresa e ofensa diante da gargalhada debochada de Denali.

-Rainha é?! Achas mesmo que o dia irá morrer coroando a uma nova rainha para este reino? Pobre reino este, caindo em desgraça a cada hora.

-Pois que o grande rei falou a todo o povo, que ordenou ao padre que arrumasse ao oficio!

-E acha que os outros reinos irão aceitar a este remedo de terror? Esta mulher farsante deveria ter piedade das pobres almas que irão se perder quando o dia de amanhã nascer e jogar a si mesma no calabouço do castelo!

Nadja ergueu com cuidado ao vestido e caminhou a frente de Alice – Você tem pena das almas inocentes? O teve quando enfiou o punhal no peito da princesa?

As mulheres se mediram em grau de igualdade e de repente, um tapa soou pelo aposento e Denali deu um passo atrás, com uma mão na face que estava quente e vermelha.

-Não ouse olhar-me como se fossemos iguais. Eu sou tua soberana, estou acima de ti em caráter e posição!

-És uma meretriz! Que seduziu o rei com tua luxuria e...

-Basta! Guarde atrás de teus dentes a tua língua venenosa, já lhe disse que de teu veneno estou acautelada!

-Este é o verbo da grande soberana?

-Deseja ouvir ao meu verbo?

-O tens?

-Zombas de mim?!

Desta vez, foi Nadja quem riu, mas ao contrario do riso de Denali, o dela foi alto e encorpado.

-Guarda!

Denali se acautelou com o chamado.

-Leve a esta serviçal, ouvi dizer que não tem ninguém para recolher os urinol e auxiliar na cozinha. Avise ao chefe das câmaras inferiores que não irei tolerar benevolência com ela! Esta mulher esta a serviço do reino Volturi e pagará sua permanência neste castelo com trabalho árduo, antes de ser encerrada nas masmorras.

A voz do guarda, baixa e profunda questionou o motivo da prisão de Denali.

-Traição contra o nosso reino!

-A corte exigirá uma prova minha senhora!

-Eu a darei, após me casar! Leve-a agora e cuide pessoalmente de que seja feito a minha vontade.

Alice que estava pálida e com um esgar preso na goela recolheu-se a um canto dando passagem ao enorme soldado que levava com mão de ferro a mulher chamada Denali, mas antes de saírem dos aposentos a mesma gritou na face da cigana suas maldições.

-Eu voltarei e irei rir de tua desgraça, quando Felix colocar este reino abaixo.

Sem importar-se com tais palavras Nadja voltou-se para frente do espelho e passou a alisar os cabelos e depois os colocou para o alto, revelando o pescoço firme e bem delineado.

-Os deixarei presos assim, o que acha minha prima?

Alice se aproximou da bela forma da cigana, com as mãozinhas no peito que subia muito rápido indicando os batimentos que estavam acelerados.

-Isabella, mas, que mandas-te prender a serva leal da princesa Irina.

-Oh Alice, aquela mulher nunca me enganou! A serva que intencionou tomar o lugar da princesa.

-Mas como o sabes?

-Diga-me, se ela fosse de fato leal, deveria estar a trajar as vestes negras pela morte de sua senhora.

-Sim, isto é no mínimo um ultraje.

-Mais do que isto! Amanhã irei partir, mas tenho um pedido para fazer-te antes.

-A mim?!

-Sim, minha prima. Mandei encarcerar a víbora, mas que ainda não confio nela! A rainha mãe não pensa por si mesma, se deixa manipular pelo padre e Edward estará muito concentrado na guerra que bate em nossas portas. Alice fique de ouvidos e olhos atentos, escute o que os serviçais dizem, eles sabem de alguma coisa e nos esconde.

-Traidores de dentro do palácio?

-Hum, a muito desconfiava, mas que não tenho provas suficientes! Alice?

-Sim!

-Tome muito cuidado, este é o melhor momento de descobrirmos o que se passa nas câmaras inferiores deste palácio, pois que os ratos acham que venceram e que ao cabo de poucos dias a guerra irá nos dizimar e, deixarão de serem cautelosos...

Fora dos muros do palácio na grande praça tudo já estava pronto para a grande celebração. O povo estava dividido, alguns viam com bons olhos o casamento do grande soberano com a cigana que ao final era filha da terra e muitos já cantavam em prosa e verso o amor do rei pela plebéia que teve seu passado roubado pelos ciganos. Já outros, liderados pelas palavras de ira do velho sacerdote, anunciavam as pragas que iriam recair sobre o reino com aquele casamento que fora forjado pela feitiçaria da mulher chamada Nadja.

Na pequena paróquia da vila, o padre fazia seus últimos arranjos antes de se dirigir até a praça onde deveria realizar, mesmo que contra sua vontade, ao casamento. Ele separa aos versos bíblicos e a bata oficial para cerimônia de tal importância. Distraído que estava, bateu com a mão no cálice que brindaria a união de casamento que era rústico, sem ornamentação, feito de metal. O barulho do mesmo rolando pelo chão parou repentinamente e o padre voltou-se para o homem que adentrara a pequena paróquia.

-O que você faz aqui?!

-Você falhou padre.

-Não ouse me questionar! De tudo o fiz, bem o sabes.

-Não era para este casamento acontecer, o Cullen deveria estar morto e não a princesa, ele esta muito aborrecido!

-De nada tenho culpa, foi a mulher, ela se deixou seduzir!

-Ela morrerá logo! Mas tu, ainda tem uma chance.

O homem deixou um sache sobre a mesa e depois se retirou. O padre tomou o pequenino sache entre os dedos velhos e trêmulos o abrindo, o cheiro tóxico do pó fez seus olhos lagrimejarem e ele tossiu. O cheiro não era o problema, pois que apenas causava alergia, mas ingerindo daquela substância, poderia levar a morte em uma questão de vinte e quatro horas. O velho homem caminhou cambaleante até o altar e lá se ajoelhou, mas que não teve coragem suficiente para erguer seus olhos para a cruz e pedir o perdão necessário para os seus atos. Ele se deixou ficar naquela posição, com a cabeça entre os joelhos e não se deu conta do correr das horas, somente quando o pequeno rapaz, que o ajudava nos ofícios de maior importância adentrou na igreja o chamando.

-Padre?

-O que faz aqui? — O velho voltou-se aturdido.

-Vim ajudá-lo, chegou o momento, devemos estar lá antes do rei e a noiva chegarem, não é mesmo?!

-S-sim!

-Levarei o que o senhor já deixou arrumado naquela cesta, mas falta o vinho.

-Eu levarei o vinho.

Todo o povoado se reuniu em frente ao altar montado para o casamento, mesmo aqueles contrários estavam lá para testemunharem aquele importante dia. Os olhos estavam fixos no padre que já envergava ao traje de cerimônias e arrumava ainda a mesa posta que continha o livro santo, as guirlandas de casamento, o cálice e a taça onde os noivos deveriam beber vinho para comungar a união perante a Deus. As trombetas soaram anunciando a chegada do grande rei, o que fez com que o padre tremesse ainda mais. Ele voltou-se lentamente e viu os cabelos fartos brilharem a luz do sol do fim de tarde, o grande rei Edward vinha majestoso envergando sua túnica branca e a coroa, sendo seguido pela rainha mãe e o seu duque de guerra, MacCathy.

Assim que o rei subiu ao altar, ele saudou o povo que mesmo dividido comparecera a cerimônia de casamento e muitos, até mesmo os indecisos, testificaram a felicidade no sorriso do soberano, algo que não viam a muitos anos.

-Obrigado a todos que vieram. Meu reino, hoje eu me caso e dou-lhes uma rainha, forte e justa. Não deixarei que mau algum recaia sobre este reino. Lutarei até o ultimo suspiro pela paz e liberdade que todos tem o direito. E não lutarei sozinho, pois ao meu lado estará a minha rainha. Saibam, todos, que aqui estão presentes que são merecedores de todos os meus esforços e, se amanhã tombar em campo, deixarei o meu legado com a minha rainha. Mas não o pretendo morrer tão cedo, não antes de encher o meu palácio de filhos e dar trabalho para a minha mãe.

As risadas altas, foram silenciadas assim que as trombetas tocaram novamente e as cabeças voltaram-se para a noiva, que vinha conduzida pelo braço dado firmemente ao do pai, velho e persistente. Charles Swan caminhava reto e de queixo erguido, mesmo tendo os olhos turvos pelas lagrimas. Ele que procurara por toda uma vida por ela, naquele momento sentia-se recompensado de todo o sofrimento e privação por qual passara. A sua frente ele via o corredor que se formara para ele passar com sua filha, sua Isabella. Ele olhava nas faces das pessoas que estavam encantadas com a beleza e exuberância de sua filha, muitas das quais, lhe chacotearam por anos, dizendo para ele desistir daquela busca e agora, eram testemunhas de sua maior felicidade. Eles subiram as escadas e pisaram no tapete vermelho posto especialmente para aquela ocasião. Os olhos de Charles viram com admiração a toda a decoração, simples, diria, mas alegre e bem feita, a julgar o pouco tempo que tiveram. Ele caminhou de costas retas e ouviu o suspirar que saiu dos lábios de sua filha e não o era por menos, pois a frente se encontrava o rei, com um sorriso tão brilhante quanto o sol laranja que banhava a sua face.

Assim que eles ficaram frente a frente e, antes de Charles entregar a mão de sua filha, ele ainda falou.

-Não faz muito tempo, estive diante de ti, meu rei, a pedir vossa ajuda e depois a apresentar-lhe a minha filha e, hoje, eu a entrego em vossas mãos.

Edward olhou com profunda admiração para o velho homem e se admirou de nunca ter notado antes que o marrom incomum, que tanto o fascinava, estava presente nos olhos envelhecidos e úmidos de Charles Swan.

-Sim, meu bom homem!

-Nada tenho neste mundo, grande rei! Sou apenas um velho homem que nem oficio tem mais. Mas que lhe entrego meu único tesouro, o tesouro de toda uma vida, minha filha Isabella Marie Swan.

-E eu a recebo, com orgulho, gratidão e honra!

Edward tomou para si o braço fino de Isabella e naquele momento ele sentiu-se flutuar. Em todos os seus anos de vida, ele nunca tivera tanta certeza do que sentia e comprovou ser correspondido assim que seus olhos se deitaram nos olhos dela. Foi um instante apenas, menos do que um minuto, mas equivalente a horas, anos, se houvesse como contabilizar a intensidade daquele momento.

-Você está linda!

O sorriso se abrandou pela face de Isabella o que deixou ao rei ainda mais encantado. E com a voz rouca que estava embargada de emoção Edward falou:

-Vamos logo ver ao padre, pois tenho urgência em tê-la como minha rainha, a senhora absoluta do meu coração.

Continua...

Notas finais
ai está, aos poucos as viboras estão mostrando as presas e no próximo post o rei vai tomar do vinho, será que o padre vai ter a coragem de envenená-lo? Será que a Bella ficará viuva vinte e quatro horas depois de se casar?será.....?!as amadas já sabem que a autora que vos escreve é doida e mata não é?, que o diga a Alice de Revenge.....hihihihi.....hohohoho.....mi vou!Bjus!